sexta-feira, 30 de junho de 2017

Lygia Fagundes Telles

Escrever é uma luta


— Como você definiria o ato de escrever?

— Uma luta. Uma luta que pode ser vã, como disse o poeta, mas que lhe toma a manhã. E a tarde. Até a noite. Luta que requer paciência. Humildade. Humor. Me lembro que estava num hotel em Buenos Aires, vendo na tevê um drama de boxe. Desliguei o som, ficou só a imagem do lutador já cansado (tantas lutas) e reagindo. Resistindo. Acertava às vezes, mas tanto soco em vão, o adversário tão ágil, fugidio, desviando a cara. E ele ali, investindo. Insistindo – mas o que mantinha o lutador em pé? Duas vezes beijou a lona. Poeira, suor, sangue. Voltava a reagir, alguém sugeriu que lhe atirassem a toalha, é melhor desistir, chega! Mas ele ia buscar forças sabe Deus onde e se levantava de novo, o fervor acendendo a fresta do olho quase encoberto pela pálpebra inchada. Fiquei vendo a imagem silenciosa do lutador solitário – mas quem podia ajudá-lo? Era a coragem que o sustentava? A vaidade? Simples ambição de riqueza, aplauso? Tudo isso já tinha sido mas agora não era mais, agora era a vocação. A paixão. E de repente me emocionei: na imagem do lutador de boxe vi a imagem do escritor no corpo-a-corpo com a palavra.
- O que é preciso para enfrentar essa luta?
- Isso requer amor - o amor a piedade que o escritor dever ter no coração.
(Telles, Lygia Fagundes. In: Para gostar de ler . Vol. 9. São Paulo: Editora Ática, 3. a ed., 1988, p. 7.)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Clarice Lispector

O diálogo abaixo foi criado a partir de uma colagem de depoimentos e crônicas, uma vez que Clarice já era falecida.
1989 - Para Gostar de Ler volume 9 - Contos - Editora Ática


Antes de ler e escrever eu inventava

- Qual a sua origem?

- Nasci na Ucrânia, numa aldeia que não existe no mapa, Tchetchelnik,e vim com dois meses para o Brasil, para o Recife. Minha primeira língua foi o português. Muitas pessoas pensam que eu falo com sotaque por ser russa de nascimento. Mas é que eu tenho a língua presa. Há a possibilidade de cortar, mas meu médico falou que dói muito. Tem uma palavra que não posso falar, senão todo mundo cai pra trás: aurora.

- Como começou a interessar por histórias?

– Antes de aprender a ler e a escrever, eu já fabulava. Inventei junto com uma amiga minha, muito passiva, uma história que nunca terminava, porque quando eu dizia: “Então todos estavam mortos”, ela replicava: “Não tão mortos assim”. Então eu continuava a história.
– Cada escritor tem o seu jeito de escrever. Qual o seu?
- Eu trabalho do modo mais esquisito do mundo: sentada numa poltrona, com a máquina no colo. Por causa de meus filhos. Quando eles eram pequenos, eu não queria que tivessem uma mãe fechada num quarto a que não pudessem ter acesso. Então eu me sentava no sofá, com a máquina no colo, e escrevia.
– Em que você se baseia para escrever os seus textos?
– Meus romances, meus contos me vêm em pedaços, anotações sobre as personagens, tema, cenário, que depois vou juntando mas que nasceram de uma realidade interior, vivida ou imaginada, sempre muito pessoal.
– E os livros? Quando começou a se interessar por eles?
– Quando eu era criança, durante muito tempo pensei que os livros nascessem como as árvores, como os pássaros. Quando descobri que existiam autores, pensei: também quero fazer um livro.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

História da Guerra Fria

SINOPSE
A segunda metade do século XX foi marcada por uma guerra que não houve. No entanto, a simples perspectiva de que ela pudesse ocorrer, com a possibilidade de, pela primeira vez na história, pôr em risco a sobrevivência da vida humana no planeta, aterrorizou três gerações entre 1945 e 1991. 'História da Guerra Fria' mapeia esses anos de apreensão e medo em que a civilização conviveu com a ameaça de sua própria aniquilação. O livro vem acompanhado de um caderno de fotos com 16 páginas.
DADOS DO PRODUTO
título: HISTORIA DA GUERRA FRIA
título original: THE COLD WAR
isbn: 9788520919576
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 16 x 23
páginas: 308
ano de edição: 2006
ano copyright: 2005
edição: 

terça-feira, 27 de junho de 2017

Lisboa - Palácio de Ega

Palácio da Ega


O palácio do Pátio do Saldanha, vulgarmente conhecido por palácio da Ega, onde se encontra instalado o Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), constitui um edifício de reconhecido valor artístico e histórico. O seu núcleo primitivo deve remontar ao século XVI, pois sabe-se que em 1582 já existia a Casa Nobre, podendo ler-se essa data numa curiosa fonte de "embrechados" à entrada do palácio. O edifício encontra-se dividido em três corpos principais: o da entrada cuja fachada dava para um pátio, atualmente um jardim, onde vivem entre outros, alguns exemplares botânicos extra-europeus; o do lado sul, de dois pisos, com uma grande frente sobre o Tejo, dando igualmente para um amplo jardim servido por um grande lago ovalóide; e o do Salão Pompeia, a nascente, continuação do corpo anterior que liga também com um jardim superior.

 A fachada apresenta três grandes portões, ostentando o portão central o brasão dos Coutinho, Albuquerque e Saldanha. De cada lado do corpo central existem duas grandes varandas. Do átrio sobe-se ao piso superior por dois amplos lanços de escadaria que apresentam lambrins de azulejos, alguns do século XVII. No andar superior, existe ainda uma grande sala totalmente decorada com painéis de azulejos portugueses de meados do século XVIII, com motivos campestres e de caça. No início do século XVIII acrescentou-se o palácio com um enorme salão, designado como Salão Pompeia e é sobretudo neste magnífico salão que reside o interesse artístico do edifício. Nele podem admirar-se oito painéis de azulejos holandeses, a azul e branco, do início do século XVIII, representando vistas de cidades portuárias da Europa, como sejam, Constantinopla, Colônia, Londres, Veneza, Hamburgo, Midelburgo, Roterdão e Antuérpia. Em 1950, este salão foi classificado como Imóvel de Interesse Público.


Durante as Invasões Francesas conheceu este palácio um grande esplendor. O 2º conde da Ega, Aires José Maria de Saldanha, regressado de Espanha, onde ocupara o cargo de Embaixador de Portugal, mandara fazer grandes obras de embelezamento e o palácio era cenário de grandes festas. O general Junot, amigo da família Saldanha, era frequentador assíduo do palácio, de tal forma que após a expulsão das tropas francesas, os condes da Ega são exilados, vendo-se obrigados a deixar o país.

Depois de abandonado, o palácio vai servir como hospital das tropas anglo-lusas e, posteriormente, de quartel-general do marechal Beresford, a quem acaba por ser doado em 1820 por D. João VI.

Em 1823, a família Saldanha é reabilitada e requer a posse da sua casa senhorial. Depois de longa demanda em tribunal, é-lhe finalmente entregue o palácio, em 1838, mas a situação financeira da família já não lhe permitia a sua manutenção. É vendido e passa por vários proprietários até ser adquirido em 1919 pelo Estado, sendo então levadas a efeito obras de grande vulto para nele se poder instalar o Arquivo Histórico Colonial, criado em 1931. Recebeu, após esta data, obras diversas desenvolvidas no sentido da prestação de serviços arquivísticos, o que não invalida que se mantenham, ainda hoje, fortes reminiscências palatinas.

Hoje o espaço é alugado para festas, inclusive de casamento.




INFORMAÇÃO SOBRE PAÇO DA EGA

O Paço da Ega é um espaço único na Região Centro! Situado no cimo de uma colina, de onde se pode desfrutar de uma vista panorâmica fantástica para a paisagem envolvente, é de estilo medieval, tendo sido erguido sobre as ruínas do castelo da Ega. Remodelado e classificado como patrimônio de interesse público, é um lugar mágico e encantador para a celebração de qualquer evento.
Espaços e capacidade
Tem diversas salas, tendo a maior 140 m2. O pátio interior é ideal para casamentos e qualquer outro tipo de evento de grande dimensão, sendo possível a colocação, no seu interior, de pista de dança e bar(es) de apoio.
Tem espaço para estacionamento, além de outras comodidades (como piscina exterior e sala de snooker) para quem quiser pernoitar. Os jardins e áreas exteriores, são perfeitos para os momentos fotográficos e de descontração.
Serviço de alojamento


Possui sete quartos à disposição dos noivos e dos convidados, caso seja necessária a estadia noturna. Todos os quartos têm aquecimento central, tv, internet e casa de banho. Tem todas as comodidades para uma estadia confortável e agradável.
História
Construído no 2º quartel do século XII pelos Templários, foi edificado sobre uma antiga fortaleza mourisca, conquistada anteriormente por D. Afonso Henriques. Tem diversas portas e janelas manuelinas e pedras romanas, fruto de diversas restruturações, que sofreu ao longo do tempo.
Localização
Está em Ega, Condeixa-a-nova, com fáceis acessos para as principais auto-estradas e vias rápidas. Rodeado por matas verdejantes, é também ideal para passar uns dias de descanso, funcionando como Turismo de Habitação em espaço rural. Entrem em contacto com Paço da Ega e agendem a vossa visita.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Morte Acidental de um Anarquista

Resenha por Dirceu Alves Jr.

Os avisos foram dados e, na teoria, o espetáculo começou. Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Maíra Chasseraux, Marcelo Castro e Rodrigo Bella Dona derrubam a chamada “quarta parede” – jargão para definir a barreira invisível que separa palco e plateia – e entram em cena. Eles contam um pouco como surgiu o projeto de encenar a comédia do italiano Dario Fo e lançam umas gracinhas para os espectadores. Logo, Stulbach molda o cabelo, assume um olhar perdido e a peça, na prática, dá sua largada. O protagonista é um louco, inconformado em não poder ser várias pessoas ao mesmo tempo, que vai parar em uma delegacia, acusado de falsidade ideológica. Basta uma distração do comissário (papel de Castro) para ele convencer o delegado (vivido por Stroeter) e o secretário de segurança (representado por Carlovich) de que é um respeitável juiz. Um crime vem à tona, e uma jornalista (Maíra) apura informações como o próprio lunático e, de novo disfarce, o personagem se mostra o mais apto para resolver o caso. Por mais que busque estabelecer vínculos com a realidade, a grande sacada da montagem é evidenciar o predomínio da ficção. Referências ao noticiário e, principalmente, à Operação Lava-Jato pipocam volta e meia, mas os atores fazem questão de deixar claro que tudo ali é um debochado teatro. Essa opção mostra grande capacidade do diretor Hugo Coelho ao construir um espetáculo reflexivo e crítico, mas muito bem embalado em um mero digestivo para quem, assim, desejar. 
Henrique Stroeter e Dan Stulbach: o delegado e o lunático ( João Caldas)

domingo, 25 de junho de 2017

O Vendedor de Sonhos

O primeiro trailer do filme O Vendedor de Sonhos, baseado no livro de mesmo nome de Augusto Cury, foi divulgado nesta terça-feira. O vídeo é pontuado por frases como “O primeiro a ser beneficiado pelo perdão é aquele que perdoa, não o perdoado”, “O ser humano não morre quando o coração para de bater, morre quando, de alguma forma, deixa de se sentir importante” e “Não desista do seu sonho”.



Eu posso te dar uma "vírgula" para que você possa continuar a escrever sua história, mesmo quando o mundo desaba sobre sua cabeça. 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ponte de Espiões


Com PONTE DOS ESPIÕES (2015), Steven Spielberg vem explicitar aquilo que já se manifestara como tendência em boa parte de sua filmografia: o conteúdo político, o seu interesse em abordar ações ou situações relativamente simples de serem solucionadas do ponto de vista humano ou mesmo lógico, mas que, pelas circunstâncias, acabam se tornando complexas.
É o caso da história do advogado James B. Donovan (Tom Hanks) e do espião soviético capturado Rudolf Abel (Mark Rylance). O advogado é convidado para defender esse homem, como dita a lei americana de que todos merecem um advogado, mas a mesma lei não funciona muito bem para comunistas, tidos como verdadeiros demônios pela comunidade norte-americana.
Assim, enquanto as autoridades querem tratar esse julgamento como uma mera formalidade, de preferência levando à pena de morte o sujeito que, segundo Donovan, estava apenas prestando um serviço ao seu país, como também estavam espiões americanos infiltrados na União Soviética ou em qualquer outro país comunista naquele cenário da Guerra Fria, o advogado resolveu levar muito a sério o caso. Talvez se visto hoje pelos próprios americanos que demonizavam os comunistas, é provável que eles concordem que estavam mesmo exagerando nesse julgamento. E o próprio Spielberg coloca essa situação quase como um crime de guerra, algo do que os americanos deveriam se envergonhar.
Durante a defesa do réu, Donovan chega a antecipar algo que parecia improvável: a possibilidade de usar esse espião soviético em um acordo de troca por um espião americano também capturado pelos inimigos. Como o filme trata de nos mostrar esse espião como alguém bastante simpático, espirituoso e sensível (é um pintor, ainda por cima), torna-se ainda mais fácil para a audiência comprar a ideia de Donovan/Spielberg.
Tom Hanks repete aqui a figura do homem persistente, como em O TERMINAL (2004), que se vê em uma situação em que a burocracia e outros obstáculos o impedem de atingir o seu objetivo. Também é possível traçar paralelos com a campanha de Abraham Lincoln para angariar uma base aliada no trabalho anterior de Spielberg, LINCOLN (2012).
Em PONTE DOS ESPIÕES, o protagonista, um homem comum, de família comum de Nova York, ganha contornos de herói, ao encarar, sem muito apoio do próprio Governo americano, a negociação de troca com os inimigos do seu país em pleno território da Alemanha Oriental, na época, início dos anos 1960, ainda uma república não reconhecida pelos Estados Unidos.
Aliás, uma das cenas mais impressionantes é a da construção do terrível Muro de Berlim. É mais um exemplo do quanto o cinema nos transpõe magicamente, como numa máquina do tempo, para um outro lugar e outra época, ainda que as imagens sejam maquiadas pelas belas fotografia e cenografia. De todo modo, a imagem de uma Berlim devastada pela guerra e abandonada pelos supostos aliados soviéticos também causam certo espanto. Além do mais, toda a sequência do advogado na Alemanha se aproxima da perfeição.
E Tom Hanks mais uma vez passa aquela imagem de bom moço que funciona muito bem aqui. Spielberg tem procurado manter, ultimamente, uma postura mais sóbria no que se refere ao sentimentalismo que costumava imperar em seus trabalhos. Quando ele erra a mão nesse quesito, como em AMISTAD (1997) e em CAVALO DE GUERRA (2011), o resultado não fica muito bonito. A boa notícia é que PONTE DOS ESPIÕES se junta a obras de respeito dessa linha político-histórica, como O RESGATE DO SOLDADO RYAN (1998), MUNIQUE (2005) e o já citado LINCOLN, fazendo com que o espectador saia do cinema satisfeito com o excelente espetáculo de direção segura, reconstituição histórica e debate ético.

Pintor hiper-realista do Iran

Iman Maleki me encanta!



Iman Maleki sempre foi fascinado pela arte da pintura desde que era criança. Aos 15 anos começou a aprender pintura com seu primeiro e único professor, Morteza Katouzian , até então o maior pintor realista do Irã .Enquanto estudava começou a pintar profissionalmente . Em 1999 graduou-se em desenho gráfico pela Universidade de Arte de Teerã . Desde 1998 tem participado de várias exposições. Em 2000 se casou e no ano seguinte criou o ARA Painting Studio e começou a ensinar pintura , considerando os valores clássicos e tradicionais.As mais importantes mostras de que Iman Maleki participou foram: The Exhibition of Realist Painters of Iran , no Teheran Contemporary Museum of Art (1999 ) e The Group Ehxibition of KARA Studio Painters at SABZ Gallery ( 1998) e SA’AD ABAD Palace ( 2003 ) .Em 2005 recebeu os prêmios Willian Bouguereau Award e Chairman’s Choise Award no Second International ARC Salon Competition .


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Cabelos cacheados e curtos




Livros que contam sobre as vidas dos refugiados

Talita Ribeiro é jornalista, trabalha há mais de dez anos no setor de turismo no Brasil, já foi repórter da principal revista da área, a Viagem e Turismo da editora Abril, e atua como consultora de comunicação e produtora de conteúdo em startups e em grandes empresas de viagem. Talita é a criadora do conceito “Turismo de Empatia” e escreveu seu primeiro livro, “Refugiados no Oriente Médio”, após viajar durante um mês pela Jordânia, Iraque e Turquia em 2015, 

Neste livro, a jornalista Talita Ribeiro conta histórias que viveu e ouviu durante as semanas que passou entre refugiados de guerra na Jordânia e no Curdistão Iraquiano. Em paralelo, a autora dá dicas turísticas dos locais que visitou e apresenta um passo a passo de como embarcar em uma viagem em que o foco são as pessoas, e não os lugares. "Refugiados no Oriente Médio" é o primeiro livro da coleção "Turismo de Empatia", que nasce de questionamentos e curiosidades tão fortes que nos fazem sair da zona de conforto e entrar em um lugar desconhecido e sagrado: o coração do outro.





Malala Yousafzai é uma inspiração para todos. A garota paquistanesa foi baleada pelo Talibã simplesmente porque queria ir para a escola. Desde então, chamou a atenção do mundo com sua coragem, tornando-se uma ativista na luta pelos direitos das meninas em todo o mundo. No ano de 2013, Malala se tornou a pessoa mais jovem a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz. No livro Todo dia é Dia de Malala, meninas de todo o mundo expressam sua solidariedade e admiração pela jovem paquistanesa. Muitas delas conhecem de perto as barreiras que se colocam entre as meninas e a escola, como a pobreza, a discriminação e a violência, e reconhecem em Malala não só uma líder, mas uma amiga. O livro é ilustrado com belas fotografias da Plan International.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Os Fenicios

Líbano...

No site Só História estudo mais sobre os fenícios.



Economia

A principal atividade econômica dos fenícios era o comércio. Em razão dos negócios
comerciais, os fenícios desenvolveram técnicas de navegação marítima, tornando-se 
os maiores navegadores de Antiguidade. Desse modo, comerciavam com grande 
número de povos e em vários lugares do Mediterrâneo, guardando em segredo as 
rotas marítimas que descobriam. 
Considerável parte dos produtos comercializados pelos fenícios provinha
de suas oficinas artesanais, que dedicavam à metalurgia (armas de bronze e de ferro,
jóias de ouro e de prata, estátuas religiosas). à fabricação de vidros coloridos e à produção
de tintura de tecidos (merecem destaque os tecidos de púrpura). Por sua vez,
importavam de várias regiões produtos como metais, essências aromáticas, pedras
preciosas, cavalos e cereais. Tiro era a principal cidade que se dedicava ao
comércio de escravos, adquirindo prisioneiros de guerra e vendendo-os aos soberanos
do Oriente próximo. Expandindo suas atividades comerciais, os fenícios fundaram
diversas colônias que, a princípio, serviam de bases mercantis. Encontramos colônias
fenícias em lugares como Chipre, Sicília, Sardenha e sul da Espanha.
No norte da África, os fenícios fundaram a importante colônia de Cartago.



O alfabeto, uma criação fenícia

O que levou os fenícios a criarem o alfabeto foi justamente a necessidade de
controlar e facilitar o comércio. O alfabeto fenício possuía 22 letras, apenas consoantes,
e era, portanto, muito mais simples do que a escrita cuneiforme e a hieroglífica.
O alfabeto fenício serviu de base para o alfabeto grego. Este deu origem ao
alfabeto latino, que, por sua vez, gerou o alfabeto atualmente utilizado no Brasil.

Os fenícios e a religião

A religião dos fenícios era politeísta e antropomórfica. Os fenícios conservaram
os antigos deuses tradicionais dos povos semitas: as divindades terrestres e celestes,
comuns a todos os povos da Ásia antiga. Assinale-se, como fato estranho,
que não deram maior importância às divindades do mar.
Cada cidade tinha seu deus, Baal (senhor), associado muitas vezes a uma entidade
feminina - Baalit. O Baal de Sidon era Eshmun (deus da saúde). Biblos adorava
Adônis (deus da vegetação), cujo culto se associava ao de Ashtart (a caldéia
Ihstar; a grega Astartéia), deusa dos bens terrestres, do amor e da primavera,
da fecundidade e da alegria. Em Tiro rendia-se culto a Melcart e Tanit.
Para aplacar a ira dos deuses sacrificavam-se animais. E, às vezes,
realizavam-se terríveis sacrifícios humanos. Queimavam-se, inclusive,
os próprios filhos. Em algumas ocasiões, 200 recém-nascidos foram
lançados, ao mesmo tempo, ao fogo - enquanto as mães assistiam,
impassíveis, ao sacrifício.

Os Libaneses

Um país pequeno e distante abriga um povo longe de ser desconhecido pelos brasileiros: os libaneses imigraram em peso para cá e trouxeram seus costumes e sua cultura. Este livro, escrito pelo historiador descendente de libaneses Murilo Meihy, mostra características, discute estereótipos e traz esse povo alegre e sofrido ainda mais perto dos brasileiros. Quem são e como vivem os libaneses? Um simples passeio pelas ruas das suas grandes cidades revela que o Líbano é uma encruzilhada cultural onde os clichês mais clássicos sobre a relação entre Oriente e Ocidente se dissolvem. As camisas de marcas famosas do Ocidente, os penteados ousados que mais parecem esculturas modernistas e as maquiagens pesadas são vistos lado a lado com véus islâmicos e correntes de ouro com pingentes em formato de cruz. Recheado de bom humor, relatos cotidianos e um panorama histórico, além de mapas e fotos, o texto mostra as raízes milenares do país, os anos de paz e de guerras, a geografia e a economia, a luta das mulheres e a diáspora. Esta obra é um convite para os brasileiros descobrirem as verdadeiras riquezas desse povo multifacetado e tão importante para a formação do Brasil.

domingo, 18 de junho de 2017

Cavalo de Guerra

Netflix é uma excelente opção. Porém, encontrei uma melhor e mais funcional para mim: youtube.
Isso! Pagar somente a locação que me convêm e na hora que eu quiser. E válido por 48h.
Um, dois, três ou trinta filmes por mês.
Se menos de 8 compensa mais que a mensalidade do Netflix.

E assisti a Cavalo de Guerra, um filme de 2011.


Steven Spielberg é o primeiro nome que se vem em mente quando se discute cinema pipoca de qualidade. Afinal, fitas como os três primeiros da série “Indiana Jones” e “E.T. – O Extraterrestre” ainda rende fãs e influenciam outros projetos. É lamentável que o brilho desse grande cineasta venha perdendo força a cada novo filme realizado, algo que vem acontecendo desde “O Terminal” e que também lhe atinge em “Cavalo de Guerra”, drama que misteriosamente encabeça a lista de finalistas na categoria de Melhor Filme na mais recente edição do Oscar.
Spielberg ficou deslumbrado com o romance de Michael Morpurgo e a montagem teatral londrina, notória por seus cavalos em marionetes. A história começa na Dartmoor de 1914 focando o jovem Albert Narracott (o estreante Jeremy Irvine) obstinado em treinar Joey, cavalo comprado pelo seu pai Ted (Peter Mullan) num momento de orgulho e desespero. O animal, um puro-sangue, não é apropriado para realizar o pesado serviço na fazenda dos Narracott. Mesmo assim, Albert, que desenvolve com Joey um laço de lealdade, faz de tudo para superar as adversidades. Só é incapaz de mantê-lo com o estouro da Primeira Guerra Mundial.
É com ela que “Cavalo de Guerra” finalmente transforma Joey em protagonista da história, algo que permite todo um mapeamento daquele triste cenário. Uma vez não pertencendo mais a Albert, Joey cruza os caminhos do capitão Nicholls (Tom Hiddleston), dos irmãos desertores Gunther (David Kross) e Michael (Leonard Carow), a menina Emilie (Celine Buckens) e também do soldado inimigo Friedrich (Nicolas Bro).
Com a ligação de tantos personagens através de Joey, “Cavalo de Guerra” parece emitir um protesto a qualquer conflito. Na melhor sequência do filme, dois soldados inimigos se unem na Terra de Ninguém para removerem os arames farpados envoltos no cavalo Joey. Trata-se de uma clara apresentação da quão desnecessária e toda aquela batalha, de como todas as diferenças entre nós são esquecidas quando somos movidos por boas intenções. Lamentavelmente, a mensagem não surte efeito numa produção Disney que se preocupa em infantilizar todo o episódio. É exatamente aí que Spielberg pesa a mão, além de incluir um péssimo elenco juvenil desempenhando seus papéis da maneira mais afetada possível.
Título Original: War Horse
Ano de Produção: 2011
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Lee Hall e Richard Curtis, baseado no romance “Cavalo de Guerra”, de Michael Morpurgo
Elenco: Jeremy Irvine, Peter Mullan, Emily Watson, Niels Arestrup, David Thewlis, Tom Hiddleston, Benedict Cumberbatch, Celine Buckens, Toby Kebbell, Patrick Kennedy, Leonard Carow, David Kross, Matt Milne, Robert Emms, Liam Cunningham, Sebastian Hülk, Irfan Hussein e Eddie Marsan

sábado, 17 de junho de 2017

Moacyr Scliar

Nós, o pistoleiro, não devemos ter piedade

Nós somos um terrível pistoleiro. Estamos num bar de uma pequena cidade do Texas. O ano é 1880. Tomamos uísque a pequenos goles. Nós temos um olhar soturno. Em nosso passado há muitas mortes. Temos remorsos. Por isto bebemos.
A porta se abre. Entra um mexicano chamado Alonso. Dirige-se a nós com despeito. Chama-nos de gringo, ri alto, faz tilintar a espora. Nós fingimos ignorá-lo. Continuamos bebendo nosso uísque a pequenos goles. O mexicano aproxima-se de nós. Insulta-nos. Esbofeteia-nos. Nosso coração se confrange. Não queríamos matar mais ninguém. Mas teremos de abrir uma exceção para Alonso, cão mexicano.
Combinamos o duelo para o dia seguinte, ao nascer do sol. Alonso dá-nos mais uma pequena bofetada e vai-se. Ficamos pensativo, bebendo o uísque a pequenos goles. Finalmente atiramos uma moeda de ouro sobre o balcão e saímos. Caminhamos lentamente em direção ao nosso hotel. A população nos olha. Sabe que somos um terrível pistoleiro. Pobre mexicano, pobre Alonso.
Entramos no hotel, subimos ao quarto, deitamo-nos vestido, de botas. Ficamos olhando o teto, fumando. Suspiramos. Temos remorsos.
Já é manhã. Levantamo-nos. Colocamos o cinturão. Fazemos a inspeção de rotina em nossos revólveres. Descemos.
A rua está deserta, mas por trás das cortinas corridas adivinhamos os olhos da população fitos em nós. O vento sopra, levantando pequenos redemoinhos de poeira. Ah, este vento! Este vento! Quantas vezes nos viu caminhar lentamente, de costas para o sol nascente?
No fim da Rua Alonso nos espera. Quer mesmo morrer, este mexicano.
Colocamo-nos frente a ele. Vê um pistoleiro de olhar soturno, o mexicano. Seu riso se apaga. Vê muitas mortes em nossos olhos. É o que ele vê.
Nós vemos um mexicano. Pobre diabo. Comia o pão de milho, já não comerá. A viúva e os cinco filhos o enterrarão ao pé da colina. Fecharão a palhoça e seguirão para Vera Cruz. A filha mais velha se tornará prostituta. O filho menor ladrão.
Temos os olhos turvos. Pobre Alonso. Não se devia nos ter dado suas bofetadas. Agora está aterrorizado. Seus dentes estragados chocalharam. Que coisa triste.
Uma lágrima cai sobre o chão poeirento. É nossa. Levamos a mão ao coldre. Mas não sacamos. É o mexicano que saca. Vemos a arma na sua mão, ouvimos o disparo, a bala voa para o nosso peito, aninha-se em nosso coração. Sentimos muita dor e tombamos.
Morremos, diante do riso de Alonso, o mexicano.
Nós, o pistoleiro, não devíamos ter piedade.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

John Maxwell Coetzee

J. M. Coetzee nasceu na África do Sul, em 1940. Autor de ficções, traduções, ensaios de crítica literária e memórias, publicou mais de vinte livros. Recebeu prêmios na França, na Irlanda e em Israel, e foi o primeiro autor agraciado duas vezes com o Man Booker Prize. Em 2003, recebeu o prêmio Nobel de literatura.


O mestre de Petersburgo é uma narrativa de ficção protagonizada pelo romancista Fiódor Dostoiévski e pelo jovem anarquista russo Serguei Nietcháiev. Além de vencedor do Prêmio Nobel 2003, Coetzee é o único escritor a ter recebido duas vezes o Booker Prize, maior premiação da literatura britânica.

Em 1869, a capital do império czarista, Petersburgo, na Rússia, vive dias politicamente convulsos. O escritor Fiódor Dostoiévski acaba de voltar de Dresden, na Alemanha (onde se refugiara para escapar dos credores), por conta da morte de seu enteado, ocorrida em circunstâncias estranhas. Dostoiévski não chega a tempo de assistir ao enterro, mas quer, ao menos, recuperar os papéis do rapaz.
A versão da polícia é de que ele se suicidou, mas uma lista de nomes encontrada em seu quarto levanta a suspeita de que estaria envolvido com grupos anarquistas. Na obsessão de saber a verdade, desvendando a vida dupla do rapaz, Dostoiévski, então com 48 anos, vai se enredar numa teia perigosa. 
Perseguido pela polícia, acometido de suas notórias crises de epilepsia, ao mesmo tempo que excitado com um tórrido e inesperado romance, ele se deixa arrastar para os antros e becos de Petersburgo. Ali, se vê confrontado com o anarquista Serguei Nietcháiev, de 22 anos, que passaria à história como a encarnação nefasta do terrorismo político.
Na vida real, Nietcháiev sofreu processo criminal por ter assassinado um estudante e o caso inspirou Dostoiévski para escrever Os demônios. Teriam os dois se encontrado no outono de 1869, nos subsolos da capital czarista, e discutido sobre os fantasmas de cada um? Essa possibilidade é desenvolvida por J.M. Coetzee em O mestre de Petersburgo, explorando com excepcional maestria narrativa a área cinzenta entre a verdade e a ficção. O livro foi publicado pela primeira vez no Brasil pela editora Best Seller com o título de Dostoiévski, o mestre de São Petersburgo.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

O Amigo Alemão

Dezembro de 1943. Um bombardeiro americano seriamente danificado se esforça para sobrevoar a zona de guerra alemã. No controle está um jovem de 21 anos, o segundo-tenente Charlie Brown. A maior parte da tripulação está morta ou gravemente ferida. 

Um caça inimigo se aproxima. A suástica na cauda do avião não deixa dúvidas. Seu piloto é o experiente alemão Franz Stigler.

Predador e presa. Só um tiro e o abate será mais uma vitória no currículo de Franz, para deleite de seu superior Hermann Goering, braço direito de Hitler.
Mas o que aconteceu ali desafiou a lógica da guerra. Posteriormente, o episódio seria chamado de "O mais incrível encontro entre inimigos na Segunda Guerra Mundial". A Força Aérea dos Estados Unidos arquivaria por anos o ocorrido, classificando-o como ultrassecreto.

Foi um ato que aquele piloto alemão jamais poderia ter revelado, pois, se o fizesse, seu destino seria o pelotão de fuzilamento.

Quase cinquenta anos depois, essa história real e impressionante veio à tona, arrebatando a crítica e galgando a lista dos mais vendidos do The New York Times.

título: O AMIGO ALEMAO: A APAIXONANTE HISTORIA DE COMO UM PILOTO NAZISTA POUPOU A VIDA DE UM PILOTO AMERICANO NA II GUERRA MUNDIAL E GANHOU UM AMIGO PARA SEMPRE
título original: A higher call
isbn: 9788581303215
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 15,7 x 23
páginas: 424
ano de edição: 2017
ano copyright: 2015
edição: 

autor: Adam Makos | Larry Alexander
tradutor: Karla Lima

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Em Águas Sombrias

Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.

Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…

Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.

título: EM AGUAS SOMBRIAS
isbn: 9788501109941
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 16 x 23
páginas: 364
ano de edição: 2017
edição: 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dia dos Namorados


Me presenteei com CLUBE DO VINHO da Casa Rio Verde... Ganhei livros de minha filha e violeta de um admirador.  Uauuuu! Tudo de bom para uma "volta ao trabalho" depois de férias merecidas.


domingo, 11 de junho de 2017

A Mulher do Oficial Nazista

Edith Hahn era uma mulher austríaca extrovertida e de opinião forte quando a Gestapo aprisionou os judeus em um gueto e, depois, em um campo de trabalhos forçados. Quando Edith retornou à Viena, ela sabia que seria cassada pelos nazistas. Resolve, com a ajuda de uma amiga cristã, criar uma nova identidade. Assim emerge Grete Denner. Foi como Grete que ela conheceu Werner Vetter, um membro do partido nazista que se apaixonou perdidamente por ela. Apesar de seus protestos e de confessar ser judia, Werner a pediu em casamento e manteve sua identidade em segredo.

Neste livro, Edith reconta como era viver em constante medo. Ela revela como os oficiais nazistas casualmente questionavam a linhagem de seus pais, como ela recusou analgésicos durante o parto de seus filhos, o momento em que seu marido foi capturado pelos soviéticos, quando foi expulsa de sua casa e teve que se esconder de soldados russos bêbados que estupravam mulheres na rua, dentre tantas outras experiências terríveis de um dos períodos mais avassaladores da História.
título: A MULHER DO OFICIAL NAZISTA: A HISTORIA REAL DE COMO UMA MULHER JUDIA SOBREVIVEU AO HOLOCAUSTO
título original: Nazi Officer's 
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 15,5 x 23
páginas: 272
ano de edição: 2017
ano copyright: 2017
edição: