segunda-feira, 24 de abril de 2017

Uma expedição para buscar fruta-pão

Fruta-pão para alimentar escravos de uma colônia inglesa.
Baratear o custo de "manutenção".
Isto aconteceu final século XVIII, quando escravo era escravo, nativo era nativo e inglês era inglês...
Acompanhem um trecho da obra O Garoto no Convés:

"Acho que sim. No começo tudo foi bem, mas eles não reconheciam o nosso direito à sua terra nem às suas frutas. Ficaram beligerantes por causa disso. Nós não tínhamos escolha senão demonstrar força."
"Que direito, sir?", perguntei, confuso.
"O nosso direito de emissários do rei, Turnsile", disse ele, olhando para mim como se eu fosse o último dos idiotas. "Não é obvio? Eles queriam que nós partíssemos. Aqueles selvagens! Onde já se viu mandar ingleses embora?"
"Da terra deles."
"Mas será que você não entende?", irritou-se, como se a ideia fosse a mais simples do mundo. "Não era mais a terra deles. Nós tínhamos tomado posse dela. Enfim, quando nos aproximamos, ficou claro que haveria problemas, e foi então que eu vi uma canoa grande, com uns vinte selvagens dentro, sair da baía e se dirigir, sem sombra de dúvida, ao Resolution. Eles estavam entusiasmados, devo reconhecer, pois remavam num ritmo que me obrigou a ameaçar meus remadores com o inferno para obrigá-los a mudar de direção e remar para o oeste a fim de interceptá-los. Quando nos acercamos o bastante, erguemos os mosquetes e disparamos e, com a Providência e a justiça do nosso lado, atingimos alguns selvagens. O resto, que não tinham sido mortalmente feridos voltaram para a praia a nado. Foi uma vitória precoce para nós, uma demonstração de força, e se eles a tivessem reconhecido talvez a coisa parasse por aí.
(...)
pág. 448 e 449

Nenhum comentário:

Postar um comentário