terça-feira, 21 de novembro de 2017

Quando éramos órfãos

Quando éramos órfãos marca a volta de Kazuo Ishiguro à ficção, depois de um silêncio de cinco anos. Com sutileza temperada por um humor fino e certeiro, o autor de Os vestígios do dia escreve sobre o poder do passado de determinar, para o bem ou para o mal, o presente das pessoas. Christopher Banks, um garoto inglês nascido na Xangai do início do século, fica órfão aos nove anos de idade, quando seus pais desaparecem misteriosamente. De volta à Inglaterra, torna-se um detetive de renome e circula nos meios mais refinados. Vinte anos depois, Banks resolve rever Xangai - agora palco da guerra sangrenta entre China e Japão. A partir desse momento, sua busca pelos pais passa a confundir-se com a busca pela ordem num mundo órfão, vitimado pela sombra. Envolvente, a narrativa ganha ritmo de trama policial na voz controlada e minuciosa do protagonista. A aparente frieza do relato, entretanto, não esconde o que Christopher Banks não quer ou não pode ver: que sua memória, sua visão de mundo, não estão imunes às tragédias da infância. No vaivém das reminiscências, o lirismo colide dolorosamente com a matéria dura da realidade.
400 páginas
Companhia das Letras

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

20 palavras que quase todo mundo fala errado

E eu também estou nesta!
Mesmo sendo uma boa leitora, este é um post que devo ler com mais frequência a fim de incorporar definitivamente as formas corretas.

Dúvidas de português


Existem diversas palavras no português que, por diversos motivos, são pronunciadas de forma errada pela maioria dos falantes. Mesmo que você não cometa esses erros, com certeza conhece muitas pessoas os cometem e acaba ouvindo esses erros com muita frequência.

"Asterístico" 

A forma correta é asterisco. Indica um sinal gráfico em forma de estrela (*).
  • O asterisco indica que há uma nota de rodapé.
  • Utiliza um asterisco para fazer a citação.

"Bicabornato" 

A forma correta é bicarbonato. Indica o sal derivado do ácido carbônico.
  • Tenho que comprar bicarbonato de sódio porque já acabou.
  • Esse bolo é feito com bicarbonato de sódio?

"Toráxico"

A forma correta é torácico. Refere-se a alguma coisa relacionada com o tórax.
  • A caixa torácica protege os pulmões e o coração.
  • O paciente sofreu uma distensão dos nervos torácicos.

"Supérfulo"

A forma correta é supérfluo. Refere-se a alguma coisa que é dispensável e desnecessária.
  • Sou contra a compra desse material porque parece ser um gasto supérfluo.
  • Por favor, retire do comunicado toda a informação supérflua.

"Beneficiente"

A forma correta é beneficente. Indica algo ou alguém que faz caridade e ajuda os mais necessitados.
  • Minha avó está organizando um jantar beneficente.
  • Os lucros do concerto beneficente reverterão para ajudar os refugiados.

"Metereologia" 

A forma correta é meteorologia. Indica o estudo dos fenômenos atmosféricos, visando a previsão do tempo.
  • A meteorologia prevê dias de sol e calor.
  • Todos os dias eu consulto sites de meteorologia.

"Previlégio"

A forma correta é privilégio. Refere-se a uma vantagem ou direito concedido a apenas algumas pessoas.
  • Você nem reconhece os privilégios que tem.
  • O acesso a uma boa educação é um privilégio, mas deveria ser um direito de todos. 

"Losângulo" 

A forma correta é losango. Refere-se a um quadrilátero com dois ângulos agudos, dois obtusos e os lados iguais.
  • A praça tem o formato de um losango.
  • Qual a diferença entre o losango e o quadrado?

"Triologia"

A forma correta é trilogia. Indica o conjunto de três obras sequenciais que se complementam.
  • Minha trilogia preferida é "O Senhor do Anéis."
  • Nunca vi o último filme dessa trilogia.

"Reinvindicar"

A forma correta é reivindicar. Indica o ato de exigir alguma coisa e de assumir algo.
  • Iremos reivindicar nossos direitos até sermos ouvidos.
  • Ainda ninguém reivindicou a autoria dos atentados.

"Poliomelite"

A forma correta é poliomielite. Refere-se a uma doença infecciosa que causa o enfraquecimento e a paralisia de alguns músculos.
  • Meu filho foi vacinado contra a poliomielite.
  • Febre, cansaço e vômitos são sintomas da poliomielite.

"Conhecidência"

A forma correta é coincidência. Refere-se ao acontecimento casual de várias situações relacionadas.
  • Você aqui também? Que coincidência!
  • O que aconteceu foi uma mera coincidência.

"Compania"

A forma correta é companhia. Indica o ato de ser acompanhante ou de acompanhar alguém. 
  • Você é sempre uma boa companhia.
  • Se você não quiser minha companhia, é só dizer!

"Célebro" 

A forma correta é cérebro. Indica o principal órgão do sistema nervoso central dos animais.
  • O cérebro humano deve ser frequentemente exercitado.
  • O cirurgião retirou um tumor do cérebro do paciente.

"Entertido"  

A forma correta é entretido. Refere-se ao estado de quem está distraído ou absorto em alguma coisa.
  • Meu filho está entretido com seus brinquedos.
  • Estava tão entretido que nem notei que você foi embora.

"Madastra"

A forma correta é madrasta. Refere-se à mulher do pai de uma pessoa, sem ser a sua mãe.
  • A minha personagem da peça será a madrasta da Branca de Neve.
  • Vocês já conhecem a minha madrasta?

"Milhonário"

A forma correta é milionário. Indica uma pessoa extremamente rica, que possui milhões em dinheiro, ações, títulos,...
  • Quem me dera ser milionário!
  • Ele é um dos principais milionários do Brasil.

"Intrevista"

A forma correta é entrevista. Indica um diálogo ou encontro entre várias pessoas, com diferentes propósitos.
  • Amanhã irei a uma entrevista de emprego.
  • Já terminou a entrevista com o Presidente da República.

"Degladiar"

A forma correta é digladiar. Refere-se ao ato de combater corpo a corpo com espada ou ao ato de discutir.
  • Os lutadores vão digladiar na arena.
  • Os competidores começaram a digladiar sem motivo nenhum.

"Impecilho" 

A forma correta é empecilho. Refere-se a qualquer tipo de obstáculo ou impedimento.
  • Não quero ser um empecilho na sua vida!
  • Está tudo bem, não tivemos que lidar com nenhum empecilho.

Além das palavras acima apresentadas, existem muitas outras palavras pronunciadas de forma errada pelos falantes, como:
  • poblema ou pobrema (correto: problema);
  • cabelelero (correto: cabeleireiro);
  • cocrante (correto: crocante);
  • mindingo (correto: mendigo);
  • imbigo  (correto: umbigo);
  • priguiça (correto: preguiça);
  • trabisseiro (correto: travesseiro);
  • frustado (correto: frustrado);
  • pertubar (correto: perturbar);
  • padastro (correto: padrasto);
  • estrupo (correto: estupro, no entanto existe a forma antiga estrupo, que quer dizer grande barulho);
  • sombrancelha (correto: sobrancelha);
  • mortandela (correto: mortadela);
  • iorgute (correto: iogurte);
  • cardaço (correto: cadarço);
  • largata (correto: lagarta);

domingo, 19 de novembro de 2017

Estrelas Além do Tempo

Durante a Segunda Guerra Mundial, a incipiente indústria aeronáutica americana contratou matemáticas negras para suprir sua falta de mão de obra. Esses “computadores humanos” continuaram trabalhando para seu governo e passaram a fazer parte da NASA em uma época em que vingava a segregação racial. Elas garantiram que os Estados Unidos ganhassem a corrida especial contra a União Soviética e lutaram para realizar o sonho americano. Esta é a sua história, que chega também aos cinemas na adaptação cinematográfica estrelada por Taraji P. Henson, Janelle Monáe, Octavia Spencer, Kevin Costner, Kirsten Dunst e Jim Parsons.

sábado, 18 de novembro de 2017

Trilogia de William Faulkner

William Faulkner nasceu em New Albany, Mississipi (EUA) em 1897. Ainda na escola, escreveu seus primeiros poemas, que viria a publicar, de forma independente, em 1924, sob o título The marble faun. Dois anos depois, lançou seu primeiro romance, Soldier’s pay. Nobel de Literatura em 1949 e duas vezes premiado com o Pulitzer –, colaborou para revistas e para Hollywood, como roteirista. Faleceu de infarto aos 64 anos.



William Cuthbert Faulkner (New Albany25 de setembro de 1897 — Byhalia6 de julho de 1962) foi um escritor norte-americanoconsiderado um dos maiores escritores do século XX.
Recebeu o Nobel de Literatura de 1949. Posteriormente, ganhou o National Book Awards em 1951, por Collected Stories e em 1955, pelo romance Uma Fábula. Foi vencedor de dois prémios Pulitzer de Ficção, o primeiro em 1955 por Uma Fábula e o segundo em 1962 por Os Desgarrados.
Utilizando a técnica do fluxo de consciência, consagrada por James JoyceVirginia WoolfMarcel Proust e Thomas Mann, Faulkner narrou a decadência do sul dos Estados Unidos, interiorizando-a em seus personagens, a maioria deles vivendo situações desesperadoras no condado imaginário de Yoknapatawpha. Por muitas vezes descrever múltiplos pontos de vista (não raro, simultaneamente) e impor bruscas mudanças de tempo narrativo, a obra faulkneriana é tida como extremamente complexa e desafiadora.

BERNARDO CARVALHO 
Colunista da Folha 

"A Mansão" ("The Mansion", 1959) é o último volume da "trilogia dos Snopes", a crônica de uma família que representa tudo o que pode haver de pior e de mais ilícito e escuso no mítico condado de Yoknapatawpha, o célebre território imaginário criado por William Faulkner (1897-1962) a partir de sua experiência em Oxford, Mississippi, onde seus antepassados se instalaram em 1842.
Embora considerado por alguns um livro mais "realista" e menos importante que as obras-primas "Absalão, Absalão" (1936), "Luz de Agosto" (1932) e "O Som e a Fúria" (1929), "A Mansão" é ainda assim um dos grandes romances do escritor. É seu penúltimo livro e guarda a marca faulkneriana de uma narrativa construída por diferentes pontos de vista e narradores e de diferentes tempos narrativos, característica de seus melhores momentos.
Talvez por esse lado romanesco multifacetado, que dá à história uma tridimensionalidade e aos personagens uma sobrevida para além dos romances, como se fossem reais, os livros de Faulkner deixam o leitor com o sentimento de que também pode ficar contando essas histórias infinitamente, repeti-las, como se não se esgotassem e pudessem ser narradas sempre de um novo ângulo, revelador de outras perspectivas.
E é por isso que é tão mais incrível pensar que foi preciso esperar 40 anos por esta primeira edição brasileira -os dois primeiros volumes da trilogia não tiveram sorte muito diferente: "O Povoado" ("The Hamlet", 1940) e "A Cidade" ("The Town", 1957) só foram publicados no Brasil, também pela Mandarim, respectivamente em abril e setembro de 1997.
O próprio Faulkner levou anos com a história de Yoknapatawpha e dos Snopes (personagens que atravessam toda a obra do escritor desde "Sartoris", 1929) na cabeça antes de finalizá-la com esse livro que conta a derrocada final, de uma forma ao mesmo tempo trágica e resignada, em que o Mal é destruído por si mesmo. E o início do romance tem realmente algo da explosão de quem prendeu a respiração por muito tempo, submerso como que em preparação, antes de voltar à superfície e ter certeza de que já podia respirar de novo.
Numa breve nota, ele explica que ali, com aquele terceiro volume, termina um trabalho iniciado em 1925, e com um humor comovente esclarece: "O objetivo desta nota é simplesmente informar o leitor que o autor já encontrou mais discrepâncias e contradições do que espera que o leitor encontre -contradições e discrepâncias devidas ao fato de que o autor aprendeu, ele acredita, mais sobre o coração humano e seu dilema do que sabia há trinta e quatro anos".
"A Mansão" é de fato um livro de maturidade, e mesmo o Mal, representado pelo personagem central de toda a saga, o arrivista corrupto e inescrupuloso Flem Snopes, é visto aqui não mais em oposição ao Bem, mas como uma espécie de sina que carrega a tudo e a todos e a que não vale a pena resistir. Em "A Mansão", Flem Snopes se torna o Mal cansado. Ele é, antes de mais nada, a última vítima de si mesmo.
O ideal é ler a trilogia inteira, e na ordem, o que não significa que "A Mansão" não se sustente como um livro independente. O romance começa com o embrutecido Mink Snopes sendo condenado à prisão perpétua, em 1908, por assassinato. Matou um homem por causa de uma vaca. Mink acredita até o último instante que seu primo Flem Snopes aparecerá para socorrê-lo e, não poupando meios, usando de todo o seu poder de corrupção, anular a sentença.
Flem não só não aparece como, durante os 38 anos que Mink passa na cadeia, faz tudo o que pode para mantê-lo atrás das grades. Mink é uma pedra no caminho de Flem, um empecilho para suas ambições de poder. Todos os passos de Flem são movidos a dinheiro. Desde que os Snopes meteram os pés em Jefferson, vindos do norte, disseminando uma decadência que varre com toda a tradição da honra sulista, Flem prossegue em sua ascensão social até se tornar diretor do banco da cidade, uma espécie de autoridade despótica do lugar, ao mesmo tempo a lei e o crime.
Tudo é calculado, desde o seu casamento de conveniência com a filha de um influente senhor local, a mítica Eula Varner -comparada por todos a Helena de Tróia-, que está grávida de um outro homem, até a forma insidiosa como passa depois a controlar cada movimento da filha ilegítima com medo de perder o dinheiro da mulher.
"A Mansão" é a história do que acontece no condado de Yoknapatawpha e com seus habitantes durante os 38 anos que Mink passa na prisão, contando os dias que faltam para a sua vingança.
É sobretudo a história da filha ilegítima de Flem, Linda, uma jovem comunista que vai lutar na Guerra Civil Espanhola e volta surda, com os dois tímpanos estourados, para assumir o papel de pivô da tragédia final do clã dos Snopes.
"A Mansão" pode não ser o maior livro de Faulkner, mas é uma das principais portas de entrada para um dos mais impressionantes universos mitológicos criados pela literatura neste século.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Trilogia

Depois de 15 anos e mais de 1,6 mil páginas, A Casa das Sete Mulheres está completa. A trilogia, iniciada em 2002 com o livro homônimo, agora chega ao fim com Travessia, romance que Leticia Wierzchowski lança nesta terça-feira, às 19h, na Saraiva do Moinhos Shopping.
O calhamaço de 546 páginas “com letra pequena”, como observa a autora, narra a história de amor entre Anita e Giuseppe Garibaldi, que conviveram por 10 anos, lutando lado a lado em episódios como a Revolução Farroupilha (1835 – 1845) e a Unificação Italiana, concretizada em 1861.
– É uma história de amor, mas também de dois seres humanos muito diferentes do comum. Anita era uma mulher muito à frente de seu tempo. Hoje se fala muito em empoderamento feminino, mas ela já não aceitava que as mulheres se sujeitassem a determinadas regras sociais. E Garibaldi era um homem de ação absolutamente incorruptível – avalia Leticia.
A ideia de transformar A Casa da  Sete Mulheres em uma trilogia surgiu depois que o romance inicial foi adaptado para uma minissérie da Globo em 2003. A história das mulheres da família de Bento Gonçalves, confinadas em uma estância por conta da Revolução Farroupilha, teve boa recepção de público, abrindo caminho para um segundo livro. Lançado em 2004, Um Farol no Pampa tem como pano de fundo o período que se estende da Guerra do Paraguai (1864 – 1870) à Proclamação da República (1889), quando um jovem herdeiro toma posse de sua estância, mas é abalado pelos acontecimentos históricos.
Travessia está sendo lançado mais de uma década depois do volume anterior. A redação foi rápida, mas a autora demorou até decidir qual seria o foco da história. Depois de definir personagens e fatos a serem narrados, escreveu as centenas de páginas do romance em quatro meses, com jornadas diárias de até nove horas diante do teclado.
– Quando terminei O Farol..., minha intenção era fazer um terceiro livro, para fechar a série, mas a ideia não vinha, não sabia o que contar e escrevi sobre outras coisas. Ano passado, fui convidada a dar uma oficina sobre a estrutura do romance histórico, tendo como base A Casa das Sete Mulheres. Foi no meio desse processo que me dei conta de que a pessoa que permeia esses dois romances é o Garibaldi. Foi aí que percebi que tinha de contar a história dele com a Anita – lembra Leticia.
Além do lançamento desta terça-feira, está prevista mais uma sessão de autógrafos no dia 17 de junho, no Hotel Wish Serrano, em Gramado, com a presença de Thiago Lacerda, ator que interpretou Garibaldi na minissérie global. Junto com Travessia, o selo Bertrand Brasil, da editora Record, também relança os romances anteriores da trilogia da autora, agora com novo projeto gráfico e capas do artista visual Chico Baldini.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Batalha de Okinawa - filme Até o Último Homem

Batalha de Okinawa teve lugar na ilha de Okinawa, no arquipélago de Ryukyu (sul das quatro maiores ilhas do Japão), tendo sido o maior ataque anfíbio durante a campanha do Pacífico da Segunda Guerra Mundial. Foi a maior batalha marítimo-terrestre-aérea da história, ocorrendo de Abril a Junho de 1945.
Nenhum dos lados imaginou que fosse a última maior batalha da guerra. Os norte-americanos planejaram a Operação Downfall, a invasão das principais ilhas do Japão, que nunca aconteceu devido à rendição Japonesa em Agosto de 1945 devido ao uso das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagazaki.
A batalha foi referida como "Tufão de aço" ("Typhoon of Steel" em inglês) e "tetsu no ame," "tetsu no bōfū" pelos habitantes de Okinawa, que significa "chuva de ferro" e "vento violento de aço", respectivamente, referindo-se à intensidade de fogo da batalha.
Em algumas batalhas no Pacífico, como a de Iwo Jima, não existiam civis, mas em Okinawa havia uma grande população, e as baixas civis giraram em torno de, no mínimo, 130 000. Baixas norte-americanas foram mais de 72 000, dos quais 15 900 eram de mortos ou desaparecidos, o dobro de Iwo Jima e Guadalcanal juntas. Cerca de um-quarto da população civil e soldados japoneses e norte-americanos foram mortos na ilha na primavera de 1945. Havia pelo menos 110 000 militares japoneses mortos; muitos preferiram cometer suicídio a serem capturados.

As Medalhas de Honra, a maior condecoração militar americana, outorgadas aos militares em Okinawa foram dadas ao:
  • Sargento Beauford T. Anderson
  • Cabo Richard E. Bush
  • Soldado de 1ª Classe da marinha Robert E. Bush
  • Major Henry A. Courtney Jr.
  • Soldado de 1ª Classe do exército Clarence B. Craft
  • Cabo James L. Day
  • Soldado da 1ª Classe do exército Desmond T. Doss

Atualmente, o Google nos remete às ilhas paradisíacas de Okinawa.


Depois da Segunda Guerra Mundial e da Batalha de Okinawa em 1945, Okinawa permaneceu sob a administração dos Estados Unidos por 27 anos. Durante esse período, os Estados Unidos estabeleceram lá várias bases militares. Em 15 de maio de 1972, Okinawa foi devolvido ao Japão. No entanto, os Estados Unidos ainda mantém uma grande presença militar no arquipélago.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Ate o último Homem - objetor de consciência

No livro Fique Onde Está e Então Corra, tive contato com a expressão objetor de consciência.
E fui "conversar com o Google"...

Encontrei o filme Até o Último Homem

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Uma Longa Jornada para Casa

A história que deu origem ao filme Lion: uma jornada para casa, com Dev Patel.
Aos 5 anos, Saroo pede ao irmão mais velho que o deixe acompanhá-lo à cidade onde ele passava os dias em busca de dinheiro e comida. Durante a viagem, o menino adormece. Ao despertar, confuso, se vê sozinho na estação de trem. Ele não sabe onde está o irmão, mas vê um trem parado. Imaginando que Guddu poderia estar lá dentro, Saroo embarca no vagão, e isso o faz atravessar a Índia. Sem saber ler nem escrever, e sem ideia do nome de sua cidade natal ou do próprio sobrenome, ele é obrigado a sobreviver sozinho nas ruas de Calcutá até ser levado para uma agência de adoção e ser escolhido por um casal australiano. Os anos se passam e, ainda que se sinta extremamente agradecido pela nova oportunidade que os Brierleys lhe proporcionaram, Saroo não esquece suas origens. Até que, com o advento do Google Earth, ele tem a oportunidade de procurar pela agulha no palheiro que costumava chamar de casa, e investiga nas imagens de satélite os marcos que poderia reconhecer do pouco que se lembra de sua cidade. Um dia, depois de muito tempo de procura, Saroo encontra o que buscava, mas o que acreditava ser o fim da jornada é apenas um novo começo.

domingo, 12 de novembro de 2017

Escrever sob pseudônimo


J. K. Rowling escreve sob o pseudônimo de Robert Galbraith.

(...)

Mas “se as vendas fossem o mais importante”, observa Rowling, teria optado por assinar o livro com o seu próprio nome e por lhe dar a máxima publicidade. A autora garante que, pelo contrário, “ansiava por voltar a iniciar uma carreira literária”, trabalhando “sem expectativas” e recebendo reacções que sabia não serem influenciadas pelo êxito que alcançara com a saga de Harry Potter. “Foi uma experiência fantástica, e só desejaria que tivesse durado um pouco mais”, diz. Rowling tinha mesmo forjado uma biografia fictícia para Galbraith, um suposto ex-membro da Polícia Militar com uma compreensível relutância em aparecer em público.


Quando um misterioso pacote é entregue a Robin Ellacott, ela fica horrorizada ao descobrir que contém a perna decepada de uma mulher. Seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, fica menos surpreso, mas não menos alarmado. Há quatro pessoas de seu passado que ele acredita que poderiam ser responsáveis por tal crime - e Strike sabe que qualquer uma delas seria capaz de tamanha brutalidade. Com a polícia focada no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin põem as mãos à obra e mergulham no mundo sombrio e distorcido dos outros três homens. Entretanto, quanto mais acontecimentos horrendos acontecem, mais o tempo se esgota para ambos...

sábado, 11 de novembro de 2017

Digressões

Conheci esta palavra, nova para mim, há um tempo... menos de 2 anos.
Reconheço que ela ainda não foi introduzida em meu vocabulário cotidiano.
Mas, é  "a minha cara",     ;)

digressão
substantivo feminino
  1. 1.
    ato ou efeito de se afastar, de ir para longe do lugar onde se estava; divagação, viagem, passeio, excursão.
  2. 2.
    fig. afastamento, desvio momentâneo do assunto sobre o qual se fala ou escreve.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A Pérola que rompeu a Concha

“Uma história maravilhosa de resistência em uma cultura que não valoriza as mulheres. A escrita de Nadia Hashimi evoca a de Khaled Hosseini.” – Book Reporter
“Nadia Hashimi nos agracia com uma história familiar sensível e bela. Seu cativante relato é um retrato do Afeganistão em toda a sua desconcertante e enigmática glória e um espelho das lutas ainda atuais das mulheres afegãs.” – Khaled Hosseini, autor de O caçador de pipas
Filhas de um viciado em ópio, Rahima e suas irmãs raramente saem de casa ou vão à escola em meio ao governo opressor do Talibã. Sua única esperança é o antigo costume afegão do bacha posh, que permite à jovem Rahima vestir-se e ser tratada como um garoto até chegar à puberdade, ao período de se casar.
Como menino, ela poderá frequentar a escola, ir ao mercado, correr pelas ruas e até sustentar a casa, experimentando um tipo de liberdade antes inimaginável e que vai transformá-la para sempre.
Contudo, Rahima não é a primeira mulher da família a adotar esse costume tão singular. Um século antes, sua trisavó Shekiba, que ficou órfã devido a uma epidemia de cólera, salvou-se e construiu uma nova vida de maneira semelhante. A mudança deu início a uma jornada que a levou de uma existência de privações em uma vila rural à opulência do palácio do rei, na efervescente metrópole de Cabul.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Interdisciplinaridade

Bacharelado em Humanidades

O Bacharelado em Humanidades (BHu) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), criado em 2009, foi concebido a partir da necessidade de se pensar em uma nova Universidade pautada na interdisciplinaridade, na mobilidade acadêmica e na preservação dos valores de ensino, pesquisa e extensão.
O BHu funciona em Diamantina e tem a duração de três anos. O curso oferece uma formação geral humanística, científica e artística-cultural, voltada para um perfil de profissional com conhecimento sólido no campo do saber e com várias habilidades. São oferecidas disciplinas durante os 4 primeiros semestres de várias áreas de conhecimento para que o aluno possa, ao final do 4º período, escolher a área de concentração que irá cursar ao longo do 3º ano.
Ao término do 3º ano, o Bacharel em Humanidades poderá continuar sua formação acadêmica nos cursos de Licenciaturas (Geografia, História, Letras/Espanhol, Letras/Inglês e Pedagogia)

A interdisciplinaridade surgiu no final do século passado a partir da necessidade de justificar a fragmentação causada por uma epistemologia de cunho positivista. As ciências foram divididas em muitas disciplinas e a interdisciplinaridade restabelecia, pelo menos, um diálogo entre elas. Considerada pela ciência da educação como uma relação interna da disciplina “matriz” e a disciplinada “aplicada”, a interdisciplinaridade passou a ser um termo aceito na educação por ser vista como uma forma de pensamento.
Segundo Piaget, a interdisciplinaridade seria uma forma de se chegar à transdisciplinaridade, etapa que não ficaria na interação e reciprocidade entre as ciências, mas alcançaria um estágio onde não haveria mais fronteiras entre as disciplinas. 
Pois bem, atualmente a interdisciplinaridade tem sido abraçada por grande parte dos educadores, visto que tal postura garante a construção do conhecimento de maneira global, rompendo com as fronteiras das disciplinas, pois apenas a integração dos conteúdos não seria satisfatório. Geralmente aplicada já nas séries iniciais do Ensino Fundamental, os professores devem incentivar os alunos a construírem relações entre os diferentes conteúdos presentes nas diversas disciplinas do currículo.
É de suma importância levar em conta no momento da avaliação de um projeto didático, as aprendizagens realizadas pelos alunos durante a realização desse. Um projeto é definido como satisfatório com base nas aprendizagens que proporciona aos seus alunos, não pela qualidade pontual de seu produto final.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O Menino no Alto da Montanha - O Órfão de Hitler


Dois livros que falam de órfãos que se precisam sobreviver à Alemanha de Hitler.
Semelhanças? Sim! 
Particularidades/diferenças?  Sim! 


Quando Pierrot fica órfão, precisa ir embora de sua casa em Paris para começar uma nova vida com sua tia Beatrix, governanta de um casarão no topo das montanhas alemãs. Mas essa não é uma época qualquer: estamos em 1935, e a Segunda Guerra Mundial se aproxima. E esse não é um casarão qualquer, mas a casa de Adolf Hitler. Logo Pierrot se torna um dos protegidos do Führer e se junta à Juventude Hitlerista. O novo mundo que se abre ao garoto é cada vez mais perigoso, repleto de medo, segredos e traição. E pode ser que Pierrot nunca consiga escapar.

Autor: John Boyne








Piotr Bruck era apenas um menino polonês quando os nazistas mataram seus pais e invadiram seu país. Seu destino parecia traçado: acabaria num orfanato e depois seria um trabalhador escravo. Mas seus olhos azuis, cabelo loiro, pele clara e estatura faziam dele um exemplo da raça pura, um modelo para a Juventude Hitlerista. Então, os alemães o entregaram a uma família nazista... O que seus olhos vivenciaram o transformaria para sempre. Afinal, ele deveria ou não lutar pela humanidade? De qual lado deveria estar? Uma escolha difícil que faz desse livro um romance arrebatador.



                                             Outra sinopse: 
Piotr é um menino polonês quando os nazistas invadem seu país e matam seus pais. Seu destino parece traçado: viver num orfanato, sendo depois oferecido para trabalho escravo. Mas seus olhos azuis, seu cabelo loiro e sua pele clara fazem dele um exemplo da raça pura, um modelo para a Juventude Hitlerista. Então, os alemães o entregam a uma família nazista. Só que Piotr, que nunca deixa de se sentir estrangeiro junto a sua nova família, começa a formar seus próprios conceitos sobre o que vê e o que lhe é dito. Ele não quer ser um nazista. E então assume um risco – o mais perigoso que poderia escolher na Berlim de 1942. Vencedor de seis prêmios e finalista de outros dezesseis, este romance de Paul Dowswell parte de uma pesquisa meticulosa para uma narrativa cheia de reviravoltas, trazendo à tona um ângulo diferente dos horrores da Alemanha nazista.




Ficção histórica, mais uma vez!  E por que não poderia ser verdade? O cenário, os fatos e personagens históricos aliados à suposição, preenchimento de lagunas e especulação.

Que trazem reflexões... que prendem os leitores da primeira à ultima página...
E mais importante: me leva aos estudos... e vou juntando os elos, as peças e aprendendo hoje o que não aprendi quando estava na escola...



O Rei Eduardo VIII (Edward Albert Christian George Andrew Patrick David), abdicou ao trono em 10 de dezembro de 1936, em favor de seu irmão, para casar-se com a mulher que amava, Wallace Simpson (Wallis, Duquesa de Windsor), antes da data prevista para a sua coroação – em 12 de maio de 1937.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Amnésia

A personagem Greta sofre um acidente na obra A Árvore dos Anjos.
A autora Lucinda Riley descreve bem o trauma:

(...) teve uma lembrança repentina.
Eu já estive aqui.
Imóvel e desesperada, ela tentou se agarrar ao fragmento de lembrança. Mas ele já se esvaíra.
pág. 11

(...) Ela tentou entrar em contato com a lembrança fugaz que fora atiçada quando chegara à propriedade, e suspirou de desespero quando a mente teimosa se recusou a revelar seus segredos.
pág. 16

(...) Ava e LJ desconfiavam que ela se lembrava de mais coisas do que dizia. Mas, apesar dos anos de sessões com psicólogos, hipnotizadores e praticantes de qualquer outra forma de tratamento para a perda de memória, nada surtia efeito. Greta se sentia como mera espectadora do resto da humanidade.
pág. 18

(...)
Greta fechou os olhos e respirou fundo, como os médicos sugeriram uma vez que ela fizesse, na tentativa de encorajar a chegada da tênue lembrança.
pág. 19

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A Dançarina e o Rubi

Durante o reinado dos reis normandos, na Sicília do século XII, romanos, gregos, árabes e judeus convivem em harmonia. O jovem normando Thurstan Beauchamp trabalha para Yusuf, um muçulmano que controla as finanças do reino. Considerado um servo leal, Thurstan é destacado para desbaratar uma conspiração contra o rei. Em suas andanças, reencontra uma antiga paixão e conhece a misteriosa e sensual dançarina Nesrin. Thurstan se vê em uma verdadeira odisseia espiritual, na qual questiona a natureza de suas ambições e a insensatez da reverência pela autoridade real.

domingo, 5 de novembro de 2017

Costumes, tradições na Índia



Quanto li a sinopse de O Sândalo, imaginei que relembraria o livro Paixão Índia que foi inspiração para Glória Peres na sua telenovela Caminho das Índias e não me enganei.
Pois falar de Índia é falar de castas, de tradições, de noivos escolhidos e religião.
Elle Newmark também me levou aos grandes ensinamentos de Gandhi, dentre eles o perdão.


Já tinha ouvido que os conflitos armados (guerras civis, as Grandes Guerras) produzem grandes obras literárias.  
E nesta obra temos reflexos históricos e emocionais da Segunda Guerra e da Revolta das Cipaios.
E toda a magia dos indianos para lidar com perdas sem amargura ou vingança.

Adorei, e recomendo.
E, sinceramente, pretendo reler alguns, que certamente me parecerão outros, bem diferentes.



Outros livros sobre a Índia:

Paixão Índia
O Sári Vermelho
A Distância entre nós
Biografia de Mahatma Gandhi
A Doçura do Mundo
Os Indianos
Meia-noite em Bhopal
A Rosa da Meia-Noite
Comer, Rezar, Amar
O Homem que Calculava