terça-feira, 27 de dezembro de 2016

O Buraco da Agulha

Scoob O Buraco da Agulha, clássico de espionagem ambientado na Segunda Grande Guerra, é repleto de tramas mirabolantes e intrigas internacionais. Um brilhante espião alemão, de codinome Agulha, corre contra o tempo para descobrir o segredo dos aliados e aniquilá-los. O espião fará de tudo, até mesmo tentar matar a bela inglesa por quem se apaixona, para conseguir seu intento e ajudar a Alemanha a vencer a guerra. Mas o seu grande engano foi não contar com a perspicácia da mulher. Os dias turbulentos que antecederam o desembarque na Normandia, o famoso Dia D, e um ritmo muito acelerado fazem desse suspense um hipnotizante thriller psicológico.

No site O Poderoso Resumão
Literatura de guerra não necessariamente está entre meus livros de cabeceira, mas gosto demais de histórias com espionagem e investigação. Tais elementos estão pressentes nessa trama de Ken Follett e digo à vocês que me fez pensar no livro com certos ingredientes de uma novela, não ele sendo uma, mas a construção dos personagens que possuem um eixo principal ao longo do enredo, me fizeram racionalizar isso.
Em O Buraco da Agulha, o autor opta por dividi-lo em 4 partes e um epílogo. Em tais partes vamos nos entrosando mais com a história e conectando cada vez mais os fatos e o tempo/espaço. A primeira parte serve como apresentação dos personagens principais e como determinante de onde e quando se passará os acontecimentos. Já na segunda parte entendemos mais as motivações e importância de todos e assim, partilhando mesmo o enredo, segue o livro. Durante a leitura cheia de indicações históricas reais, podemos ir conhecendo quem é quem e como todos vão sendo inseridos e o porque.
A narrativa vai deixando o contexto da 2ª Guerra Mundial como pano de fundo e acentuando a vida de Henry Faber ( espião Die Nadel, a Agulha), Percival Godliman e Lucy. Os três vão seguindo suas vidas de forma normal (e isso gostei demais na escrita de Follett), com histórias paralelas que em alguns momentos vão se chocando. Godliman é um estudioso que se junta ao MI5 para desbaratar o serviço de espiões alemães na Inglaterra e acaba indo atrás de Faber. Após Lucy se casar com um militar e depois morar alguns anos em uma pequena ilha isolada, vai observando sua vida ficando sem sentido e passa os dias não querendo mais continuar esposa de um homem que não a deseja. Mas ela não é somente isso.
Eu particularmente gostei muito do espião alemão brilhante e do professor (Godliman) que tenta entende-lo e capturá-lo. Não explicitamente se discute o lado do bem e do mal aqui, mas sim o que cada um é capaz de fazer para defender seu lado e como cada um pensa sobre aquilo que defende. Faber é o espião capaz de captar as mais importantes informações sobre a inteligência inglesa e reportar ao exército de Hitler e Godliman passa anos em sua cola.
A leitura precisa ser atenta para não se perder o fio condutor, pois Ken transita de um personagem para outro sem necessariamente mudar de capítulo e para explicar certas situações, ele se utiliza até de flashbacks. Com o passar das páginas, somos conduzidos pelos anos que anteciparam a Guerra e os que a presenciaram. Até o amadurecimento de cada personagem é perceptível, já que o tempo passa para eles também.
O Buraco da Agulha é um livro que não admite versar muito sobre, já que, além de contar spoiler, escrever muito pode estragar a tensão investigativa que Follett trabalha tão bem. Cada capítulo é uma informação a mais, cada parte uma condição que acrescenta a esse thriller, de certa forma histórico, uma particularidade que me fez imaginar como era mesmo o serviço de inteligência e espionagem durante os tempos de guerra. Uma leitura que faz pensar e isso já é mais do que ponto positivo.
 

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