quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Florescer

 
 
A nova ciência das emoções positivas, 
da compreensão da felicidade e do bem-estar
"Uma visão convincente de um futuro humano positivo para indivíduos, corporações e nações, brilhantemente contado." - Tony Hsieh, autor de Satisfação Garantida e CEO da Zappos.com, Inc.
 
Florescer é o primeiro livro em dez anos do psicólogo Martin E. P. Seligman. Autor do best-seller Felicidade Autêntica e líder por 15 anos de um movimento de propagação da psicologia positiva nos Estados Unidos, Seligman apresenta agora uma nova e revolucionária tese sobre o tema, partindo do princípio que sua especialidade deve ir além do alívio ao sofrimento humano, mas também buscar elevar o padrão da qualidade de vida individual e coletiva. Além do papel de tratar psicopatias e estados psicológicos negativos, a psicologia também teria importante contribuição a dar para o desenvolvimento pessoal dos indivíduos, comunidades e nações inteiras.
A felicidade, alerta Seligman, faz parte do bem-estar, mas só ela não dá sentido à vida. Ao contrário do que prega o senso comum, a felicidade não é tudo que devemos buscar na existência. Ela é apenas um dos cinco pilares que sustentam o nosso bem-estar. Os outros quatro são Engajamento, Relacionamentos, Sentido e Realização. "Na teoria da felicidade autêntica, o objetivo da psicologia positiva é aumentar a quantidade de felicidade na vida das pessoas e no planeta. Na teoria do bem-estar, em contrapartida, o objetivo da psicologia positiva é plural e significativamente diferente: é aumentar a quantidade de florescimento na vida das pessoas e no planeta", acrescenta o autor.
Segundo ele, está comprovado que os casais com filhos têm em média menos felicidade e satisfação com a vida do que os casais sem filhos. "Se a evolução dependesse da maximização da felicidade, a raça humana teria desaparecido há muito tempo. Portanto, está claro que ou os seres humanos estão muito iludidos em relação a quanta satisfação os filhos trarão ou usamos outro parâmetro para decidirmos nos reproduzir. (...) o monismo da felicidade não apenas contraria os fatos, mas é também um guia moral pobre: se a teoria da felicidade fosse um guia para as escolhas na vida, alguns casais talvez optassem por não ter filhos.
Quando ampliamos nossa visão do bem-estar de modo a incluir o sentido e os relacionamentos, torna-se óbvio por que decidimos ter filhos", compara Seligman em Florescer.
É a partir desses pensamentos que o autor instiga os leitores a avaliar que elementos presentes em suas vidas podem fazer com que cultivem seus talentos e construam relacionamentos profundos, ou sintam prazer em contribuir para o mundo. O resultado desse tipo de avaliação é o que faz uma pessoa "florescer".
Resultados impressionantes em escolas e universidades
Ainda muito pouco conhecida no Brasil, a tese apresentada em Florescer foi desenvolvida com base em pesquisas acadêmicas iniciadas na Universidade da Pensilvânia, onde Seligman leciona. Através da sugestão de exercícios interativos, a psicologia positiva ajuda alunos e leitores a explorarem suas próprias atitudes e objetivos para melhorar o bem-estar não apenas para o sucesso no mercado de trabalho, mas para a realização na vida.
Baseado em fatos que demonstravam que o crescimento da riqueza no mundo avançado afetou muito pouco o bem-estar da população e nos números crescentes relativos a doenças psicológicas - principalmente depressão em pessoas cada vez mais novas -, Seligman atraiu o interesse de professores e estudantes que isoladamente já pesquisavam o papel de forças e virtudes, de emoções positivas e do engajamento em atividades com significado na conquista do bem-estar, da realização e da felicidade. Hoje há cursos de Psicologia Positiva em universidades como Harvard e muitos profissionais com graduação de altíssimo nível desenvolvendo pesquisas neste campo.
"Eu me dei conta de que a profissão que eu tinha escolhido para seguir baseava-se exclusivamente em remover as condições debilitantes em vez de criar as condições propícias para as pessoas florescerem", revê Seligman que, desde a década de 90 à frente de um graduado time de alunos de doutorado hoje especialistas no tema, tem conquistado resultados impressionantes na educação em escolas, universidades e instituições de modo geral.
Com Seligman pessoalmente à frente do treinamento de professores e alunos, a Universidade da Pensilvânia tem vendido programas como o Treinamento de Resiliência para o Exército, que será seguido pelo restante das forças armadas americanas; e a Educação Positiva, vendido para uma escola tradicional australiana e que tem se espalhado por todo o país, tendo recentemente chegado também ao Reino Unido.
"No mundo moderno, acredito que tenhamos chegado finalmente a uma era na qual terá cada vez mais êxito o pensamento criativo - sim, e até a alegria - do que o seguimento mecânico de ordens. Concluo que, se fosse possível, o bem-estar deveria ser ensinado nas escolas, porque ele seria um antídoto à incidência galopante da depressão, um modo de aumentar a satisfação com a vida e um auxílio a uma melhor aprendizagem e a um pensamento mais criativo", escreve Seligman.

Nenhum comentário:

Postar um comentário