sábado, 6 de agosto de 2016

O Príncipe das Marés



A personagem Susan Lowenstein criada por Pat Conroy na obra O Príncipe dos Marés escolheu a psiquiatria como profissão porque "chegara à conclusão de que aquela infância abandonada e negligenciada a ajudaria a entender os pacientes que chegassem até ela com suas próprias infâncias infelizes reluzindo nos olhos. Pensava poder levar a dádiva da compaixão àquelas almas exaustas que não haviam recebido a porção justa das pessoas que as tinham criado. Se a compaixão e a terapia não adiantassem, restava-lhe enviar os pacientes à farmácia local para comprar remédios que os ajudassem. Como psiquiatra, sentia-se como um pai todo-poderoso, mas capaz de perdoar a filha pelo crime de se tornar mulher. Era o poder da psiquiatra o que a assustava e a atraía: a seriedade irresistível da ligação com os pacientes, a delicadeza de cada relação e a responsabilidade de penetrar naquelas tênues relações familiares com humildade e boa-fé."

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