domingo, 31 de julho de 2016

Minhas férias na Espanha Relato II

Neste segundo dia de Caminho ainda não estava totalmente adaptada.
Ainda me organizando:
- óculos de grau tem de estar à mão porque preciso enxergar o que diz meu celular para não perder fotos (apaguei algumas por engano);
- a próxima bateria para a câmera digital em fácil acesso;
- celular bolso mais alto do lado direito;
- tripé na bolso mais baixo, também lado direto, junto com o batom;
- dinheiro no porta níquel, na cintura, junto com a credencial e passaporte;
- suporte e pau de selfie pendurado na mochila;
- capa de chuva, agasalho, chocolate e barrinha de cereal, água, luvas, escova de dentre e protetor solar na mochila de ataque;
e blá, blá, blá...
É verdade. Conversei mto comigo, mais sobre fotos, registros, pose do que espiritualidade.
Sempre que caminhava sozinha registrava as melhores fotos porque não me acanhava fazendo poses para mim mesma. Repetia quantas vezes fossem necessárias.
 
Neste dia 01/05, dia que o pódio (3o. lugar) do meu irmão se confirmou, saí de Puente La Reina com Marcelo, outro brasileiro de Sampa.
Nos separamos logo após alguns km; mas trocamos informações e nr. para contato.
Foi quando descobri que existem transportes para nossas mochilas.
Basta contatar com a transportadora pelo WhatsApp e preencher um envelope com seus dados (nome, email e celular, local onde pegará e entregará sua mochila) e a quantia que varia de ¢ 4 a ¢6.
Segundo me informaram, o encarregado tem as chaves dos albergues/locais de acesso às mochilas e o horário de chegada é pontualíssimo, ou seja, sua mochila sempre chega antes de você quando decide descansar, no local que escolheu.
E ainda não obriga você a se hospedar neste local.
Caso decida caminhar um pouco mais, só pegar a mochila e continuar.
 
Num vão, no meio do frio, uma máquina de café e dois peregrinos. Foi quando conheci Höskuldur, da Islândia.
Caminhamos até Lorca, onde nos hospedamos.
Foi quando tive o prazer de dividir um lanche (dica da Associação para economizar: comprar ingredientes em supermercados, mais barato, e compartilhar com outros peregrinos), também a lavadora de roupas e secadora.
Primeira vez que usei o transporte de mochila e aceitei a sugestão do próprio Jacob Transporte em Navarra para hospedagem em Villamayor.
 
Foi neste ponto que lamentei muito não falar inglês.
Apesar de usarmos, eu e Höskuldur, wifi e tradutor, não consegui convencê-lo (ou me fazer entender) sobre a importância de reservar local para ficar em Villamayor.
 
Eu fiquei e ele teve de continuar caminhando.
Trocamos mais algumas mensagens pelo WhatsApp (mais fotos que texto), porém lamento a impossibilidade de uma amizade "pra sempre".

E comi o melhor menu de peregrino "do mundo".
 
 
 
 
LIÇÃO DO DIA: a credencial de peregrino dá acesso a preços especiais e não é possível prolongar a estadia nos albergues, mesmo que particulares. Digamos que é indelicado, fora das regras do Caminho.
Só pode permanecer quem estiver machucado ou mal (mto mal) por alguma razão evidente.
Ao sair pela manhã, vc não verá mais seus anfitriões (albergueiros). Você pagou o desjejum e estadia, teve a credencial carimbada, o passaporte escaneado/verificado e pronto! Ao acordar, levanta-se, coma (se for o caso) e bye, bye.

Etapa de 30/04 a 01/05 - PUENTE LA REINA a LORCA  13km
Etapa de 01/05 a 02/05 - LORCA a VILLAMAYOR aprox. 18,5km
30/07

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