domingo, 1 de maio de 2016

Chegada em Pamplona

Escrevi um relato e perdi tudo, snif.
(...)
Quando cheguei em Pamplona direto de Madri não encontrei vaga no Albergue público Jesus e Maria.
Fiquei, em parte, aliviada. Porque me desesperei ao ver (entrei para usar o banheiro do albergue) as mochilas dos colegas peregrinos impecáveis e organizadas: tudo guardado. Como conseguiria esta proeza?
Até então só acreditava em minhas próprias convicções e paradigmas: "necessito de espaço para espalhar e encontrar meus pertences."
E ali era tudo uma fileira interminável de camas e pouco espaço entre elas.

Foi-me indicada uma pensão e me lembrei da Lu que diz ser a Europa uma história viva.
As escadas da pensão eram intermináveis (creio que 5 andares) e estreitas, e ainda, inacabadas.
Me senti na histórias dos piratas ou, mais modernamente falando, nos filmes de suspense... morte, esconderijos, mistérios...
Mas o quarto e banheiros eram reformados/modernos.
Cama limpa e confortável.
3 cobertores à disposição.
Tomei 2 banhos quentes.
Paguei adiantado.
Tive minha credencial carimbada (primeiro "sello") e, ao sair, não vi ninguém.
Acredito que Pamplona é a cidade mais sinalizada.

(tudo era novidade, pagar antes de dormir e não ver ninguém na hora de sair no dia seguinte, assim como um fugitivo, sem agradecer, sem um bom dia...)

 

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