segunda-feira, 2 de maio de 2016

Gregos e troianos são todos peregrinos

Todos os idiomas se entendem. Acredito ser o melhor local até agora onde vou pernoitar. VILLAMAYOR. Tudo perfeito. Limpo. Tem simpatia, sabor, cordialidade, beleza, calor.
Estou com ingleses e franceses, creio.
Não entendo as palavras, mas entendi os gestos, o companheirismo e o espírito de peregrinos.
Pelo tom e pausas na fala entendi que Patrícia chamava para virmos ao Bar para comermos o menu do peregrino.
Exato. Não é no mesmo local onde dormimos.

Às vezes o albergue tem bar, outras vezes o bar tem dormitórios como o de ontem em Lorca.
Interessante que no Albergue em Lorca há portas que separam totalmente os ambientes internamente.
Enquanto o bar funciona você pode conhecer as instalações passando por dentro do bar como se fossem a mesma habitação.
Porém, pela manhã, ao sairmos não vemos ninguém - nenhum de nossos anfitriões de outrora.
As mochilas reservadas / preparadas para o transporte ficam num cômodo por onde saem os peregrinos e, fechada a porta, confia-se que somente o responsável passará por ali. Ninguém mexe em nada, nem leva o dinheiro que fica em um envelope anexo à mochila.
Nós, brasileiros (eu digo por mim) estranhamos essa prática.
Jacob do transporte me passou o whatsApp para reservar este albergue onde estou porém com o nome da maneira como escreveu na agenda do celular dele (alb villan nuev) e não como constava no Guia do Caminho (novo albergue Villamayor de Monjardín).
Imaginei que meu Guia estivesse desatualizado e que aquele local que Jacob me indicou como melhor fosse outro (inaugurado / criado a pouco tempo).
Ao chegar procurei pelo nome que estava na minha agenda (villan nuev) e ninguém conhecia o dito albergue.
Gelei.
Meu companheiro de caminhada (da Islândia) já procurava um local para pernoitar (isto porque expliquei para ele - via tradutor na internet - que era preciso reserva) e ele não encontrara (todos lotados e a próxima Cidade a 17km distância).
Me vi na situacao ainda pior: sem albergue e sem mochila).
Antes de desesperar completamente a moça do bar sabia até o meu nome.
- Claudia, sua mochila está no Albergue Villamayor de Monjardín (e apontou para a esquina... cidade minúscula) desde as 2h da tarde.

Fotos do melhor menu do peregrino - em Villamayor





Ainda em Lisboa

Ainda em Lisboa teve Museo dos Coches.
E... realmente o pastel de Belém é mais barato e gostoso que quaisquer pastéis de nata.



Em toda a Europa, no primeiro domingo do mês todas as atrações 
(museus, exposições, parques) têm entradas gratuitas para todos, inclusive turistas.
E me perdoem as idas e vindas e informações partidas/incompletas.
Já tenho muito o q contar e pouco tempo pra registrar.

domingo, 1 de maio de 2016

Plaza Mayor

Não temos o mesmo céu azul de Lisboa.



Fui a Puerta del Sol e achei que estava na tão famosa Plaza Mayor.

Chegada em Pamplona

Escrevi um relato e perdi tudo, snif.
(...)
Quando cheguei em Pamplona direto de Madri não encontrei vaga no Albergue público Jesus e Maria.
Fiquei, em parte, aliviada. Porque me desesperei ao ver (entrei para usar o banheiro do albergue) as mochilas dos colegas peregrinos impecáveis e organizadas: tudo guardado. Como conseguiria esta proeza?
Até então só acreditava em minhas próprias convicções e paradigmas: "necessito de espaço para espalhar e encontrar meus pertences."
E ali era tudo uma fileira interminável de camas e pouco espaço entre elas.

Foi-me indicada uma pensão e me lembrei da Lu que diz ser a Europa uma história viva.
As escadas da pensão eram intermináveis (creio que 5 andares) e estreitas, e ainda, inacabadas.
Me senti na histórias dos piratas ou, mais modernamente falando, nos filmes de suspense... morte, esconderijos, mistérios...
Mas o quarto e banheiros eram reformados/modernos.
Cama limpa e confortável.
3 cobertores à disposição.
Tomei 2 banhos quentes.
Paguei adiantado.
Tive minha credencial carimbada (primeiro "sello") e, ao sair, não vi ninguém.
Acredito que Pamplona é a cidade mais sinalizada.

(tudo era novidade, pagar antes de dormir e não ver ninguém na hora de sair no dia seguinte, assim como um fugitivo, sem agradecer, sem um bom dia...)