quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Mulheres à frente do seu tempo

Sinopse da Editora:

Robin Maxwell cresceu em Nova Jersey. Graduou-se em Terapia Ocupacional na Tufts University, dedicando-se a esta área por muitos anos, até mudar-se para Hollywood, onde trabalhou como adestradora de papagaios, diretora de elenco e, finalmente, roteirista. Trabalhou para os maiores estúdios de cinema, escrevendo roteiros de comédia, drama e até mesmo animações para a Disney. Seus livros já foram publicados nos mais diversos cantos do mundo: Inglaterra, Irlanda, França, Alemanha, Itália, Grécia, Turquia, Indonésia, Hungria, Portugal, República Tcheca, Ucrânia, Japão, vários países hispânicos e, finalmente, Brasil.


Em determinado momento de sua vida, os séculos XV e XVI e as mulheres “à frente de seu tempo” se tornaram verdadeiras obsessões para Robin.

Diante desta afirmativa imaginei que encontraria outras obra de Robin Maxwell traduzidas para o nosso idioma.


Mesmo que seja apenas A Senhora da Vinci, o livro  é muito bom...  fácil de devorar.  ;)


“Eu tinha quinze anos quando dei à luz um filho bastardo, na pequena vila de Vinci. Seu nome era Leonardo, e estava destinado a mudar o mundo para sempre. Como mãe solteira, tive de suportar as mais diversas formas de crueldade, e não havia nada que pudesse fazer quando tiraram meu filho querido de meus braços. Como mulher, não tinha direitos, perspectiva ou futuro. Todos acreditavam que eu estava arruinada. Porém, ninguém sabia os segredos escondidos em minha infância, e nem sequer imaginava os perigosos e heréticos planos que colocaria em ação para proteger e olhar por meu filho, enquanto este se tornava o homem formidável que viria a ser. Alguns me chamam de mentirosa, já que minha história pode parecer impossível a uma mulher de meu tempo. Me chamam Caterina. Esta é minha história, e estou pronta para revelá-la.” Neste romance, escrito por meio de muitas pesquisas, Robin Maxwell mergulha na vida de Caterina; mulher à frente de seu tempo, aventureira, alquimista e mãe de Leonardo da Vinci. Senhora da Vinci é o primeiro livro lançado pelo selo Caravelas, idealizado pela Editora Novo Século.



Ana Carolina Requião, em seu blog, conta de forma ainda mais "devorante" a obra em questão.
E questiona, tanto quanto eu, porque não temos as outras obras da autoras traduzidas e publicadas no Brasil.


Um livro que te faz chorar e ao mesmo tempo rir, sentir a felicidade, saudade, tristeza e esperança. Nunca havia lido coisa qualquer que chegasse perto desse romance. Há situações que se encontram no livro as quais algumas pessoas pensariam ser inimagináveis naquela época. Todo o enredo se desenrola da renascença, e conta a história da mãe de Leonardo Da Vinci, Caterina, desde a sua adolescência até a velhice. É interessante porque, se ao iniciar a leitura o leitor não sabe que é tudo (ou ao menos uns 70% da história) criação da escritora, chega realmente a pensar que é tudo verídico, apesar de ser uma narrativa tão... exótica. ...bem:.  Um livro totalmente autêntico, que envolve pessoas de classes sociais totalmente distintas, o sofrimento de uma mulher que deu a luz à seu filho sozinha, no meio de muita tragédia, apenas com apoio do pai, enfrentando todo o preconceito que a sociedade da época tinha contra uma mulher nessas situações. E assim como há pessoas boas demais, há pessoas extremamente arrogantes, que querem Leonardo longe da pobre mãe, como o próprio pai de Leonardo. Juro que fiquei emocionada com a trajetória de vida, a coragem, a determinação, a garra de Caterina, admiro-a por ter feito tudo que ela fez pelo seu filho, apesar de não haver quaisquer certezas de que ela realmente existiu. O livro gira em torno da história desde ela, numa cidadezinha pequena da Itália decidir por se passar por homem (que boa parte da história ela o é) na cidade grande, para poder ficar próxima do filho, que na adolescência se tornou aprendiz nas oficinas de arte, até surpreender, seu amor e todos seus amigos, - depois de demonstrar toda a educação brilhante aos mesmos, agora estavam convencidos de que ela era ele - , que ela possuía, coisa que era incomum para uma mulher. Quando ela se revelou, já era uma das pessoas mais importantes e renomadas da época. "Mas, por fim, o dia abençoado chegou. Saudável e madura como um pêssego no verão, fui levada para a cama. Meu pai caminhava nervosamente de um lado para o outro em seu quarto, enquanto Magdalena trabalhava entre minhas coxas abertas para trazer à luz uma criança aos berros - não Leonora, mas um menino, Leonardo. Minha tia disse que, em todo os seus anos de parteira, nunca tinha visto um bebê sair mais entusiasmado do ventre da mãe que meu garoto. Segundo ela, ele pareceu ter saltado para os seus braços, como se já estivesse cansado da escuridão e do silêncio, ansiado pelo mundo exterior." E assim se inicia, o belo romance de Robin Maxwell, Senhora Da Vinci. lançamento

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