segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Ser ou se sentir livre?!


Respeitando os direitos autorais de Cheryl Strayed em sua obra Livre  (tradutora Débora Chaves), preciso transcrever alguns trechos. Preciso externar o turbilhão de sentimentos que me proporcionaram as palavras reclamando palavras. É como defino as obras literárias: um monte de palavras reclamando palavras. Um monte de sinônimos (ou antônimos) numa busca incessante de traduzir sensações e descrever cenários e personagens.
 
E foi ontem mesmo que chorei, chorei e chorei. Simplesmente porque fui levar minha bicicleta para a oficina - uma revisão adiada por 15 meses. Um misto de ansiedade, medo, lembranças, excitação, receio, promessa, alegria, recomeço e conquista.

E já decidi que neste ano de 2015 farei uma caminhada como a de Cheryl, mesmo em proporções menores porque preciso estar sozinha... :) 
Porque preciso estar só... entendo que estas palavras podem chocar, porém não é esta minha intenção.  Só uso palavras fortes para contar sobre uma urgência.
Tudo pode ser diferente daqui a 3/4 meses. Pode ser que conclua (na volta) que não era exatamente o que imaginava; que as sensações foram outras e que estive com desconhecidos durante todo o percurso.
Só preciso ir...

Pag 145
A partida eles me deixou melancólica, embora também sentisse uma espécie de alívio qdo eles desapareceram entre as árvores escuras. Eu não precisava pegar nada na mochila; queria apenas ficar sozinha. A solidão sempre pareceu ser meu verdadeiro lugar, como se não fosse um estado de espírito e sim um quarto onde eu pudesse me refugiar e ser quem eu realmente era. A solidão radial no PCT mudou essa percepção. A solidão não era mais um quarto, mas o mundo inteiro, e nunca tinha ocupado antes. Viver livremente desse modo, sem um teto sobre a minha cabeça, fez com que o mundo me parecesse ao mesmo tempo maior e menor. Até então não tinha realmente entendido a vastidão do mundo – não tinha sequer entendido como um km podia ser tão vasto –, até que cada km fosse observado em velocidade de caminhada. E apesar disso tinha também o oposto, a estranha intimidade que vim a ter com a trilha; o caminho de pinheiros piñon e de flores-de-mico que encontrei naquela manhã e os riachos rasos que cruzei pareciam familiares e conhecidos, embora nunca os tivesse percorrido ou atravessado antes.

Pág. 280
Isso era o meu pai: o homem que não me criou. Isso sempre me impressionou. Repetidas vezes. De todas as coisas loucas, seu fracasso em me amar da maneira que deveria sempre foi a coisa mais louca de todas. Mas naquela noite, quando assistia ao anoitecer depois de cinquenta e tantas noites no PCT, passou pela minha cabeça que eu não precisava mais ficar impressionada com ele.
Havia tantas outras coisas impressionantes neste mundo.
Elas se abriram dentro de mim como um rio. Como se eu não soubesse que podia respirar e então respirasse. Eu ria com a alegria disso e no momento seguinte estava chorando minhas primeiras lágrimas na PCT. Chorei, chorei e chorei. Não estava chorando porque estava feliz. Não estava chorando porque estava triste. Não estava chorando por causa de minha mãe ou de meu pai ou de Paul. Estava chorando porque estava plena. Desses cinquenta e tantas dias difíceis na trilha e dos 9.760 dias que tinham vindo antes deles também.
Eu estava entrando. Eu estava saindo. A Califórnia se estendia atrás de mim como um longo véu de seda. Não me sentia mais uma idiota completa. E não me sentia uma porra de uma rainha amazona fodona. Eu me sentia determinada, humilde e forte por dentro, como se estivesse segura neste mundo também.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Outros Vencedores Prêmio Jabuti

Contei a vocês onde pesquiso novos títulos em outra ocasião
Continuo indo às livrarias e folheando vários e vários... lendo as orelhas dos livros...

Romance
1º Lugar – Título: Reprodução – Autor: Bernardo Carvalho – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar - Título: A Maçã Envenenada – Autor: Michel Laub – Editora: Companhia das Letras
3º Lugar - Título: Opisanie Świata – Autor: Verona Stigger – Editora: Cosac Naify

Infantil
1º Lugar – Título: Breve História de um Pequeno Amor – Autor: Marina Colasanti – Editora: Editora FTD
2º Lugar - Título: Da Guerra dos Mares e das Areias: Fábula Sobre as Marés – Autor: Pedro Veludo – Editora: Editora Quatro Cantos
3º Lugar - Título: Poemas que Escolhi para Crianças – Autor: Ruth Rocha – Editora: Editora Salamandra

Juvenil
1º Lugar – Título: Fragosas Brenhas do Mataréu – Autor: Ricardo Azevedo – Editora: Ática
2º Lugar - Título: As Gêmeas da Família – Autor: Stella Maris Rezende – Editora: Globo
3º Lugar - Título: Uma Escuridão Bonita – Autor: Ondjaki – Editora: Pallas

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Holocausto Brasileiro vence Prêmio Jabuti 2014

Reportagem
1º Lugar – Título: 1889 – Autor: Laurentino Gomes – Editora: Globo
2º Lugar - Título: Holocausto BrasileiroAutor: Daniela Arbex – Editora: Geração Editorial
3º Lugar – Título: Um Gosto Amargo de Bala – Autor: Vera Gertel – Editora: Editora Civilização Brasileira


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

John Grisham - mais um título para nos entreter

Leia a resenha de Hérida Ruys em seu blog LENDO NAS ENTRELINHAS:

Sinopse de A Herança
John Grisham regressa ao cenário e à personagem principal de Tempo de Matar, um dos romances mais populares dos nossos tempos.

Seth Hubbard é um homem de idade com uma fortuna, que está a morrer de cancro dos pulmões. Não confia em ninguém. Antes de se enforcar num sicómoro, Seth faz um novo testamento. Este documento irá arrastar os seus filhos adultos, a sua empregada negra e o advogado Jake Brigance para um conflito dramático e arrasador, semelhante àquele que, apenas três anos antes, fez de Jake um dos advogados mais conhecidos da região.
O segundo testamento levanta muito mais questões do que aquelas a que responde. Por que razão deixaria Seth quase toda a sua fortuna à empregada? Teria a quimioterapia afetado a sua lucidez?
John Grisham regressa ao cenário e às personagens que fizeram dele o romancista preferido da América, enfrentando uma vez mais um julgamento ferozmente controverso, que irá revelar velhas tensões raciais e obrigar o Condado de County a confrontar a sua história.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Atlântico, a história de um oceano

Organizado pelos historiadores Francisco Carlos Teixeira da Silva, Francisco Eduardo Alves de Almeida - professores e pesquisadores da Escola de Guerra Naval - e Karl Schurster - professor da Universidade de Pernambuco - , este livro é uma compilação de estudos que, da Antiguidade Clássica até o século XXI, abordam de forma pormenorizada aspectos históricos, políticos e militares do oceano Atlântico. E por que o Atlântico? O oceano, com seus 106.400.000 quilômetros, deveria, conforme os manuais de geografia, “separar” a Europa das Américas e estas da África. Contudo, desde a Antiguidade, os nautas sabem que oceanos não separam; na verdade, unem terras e gentes. Com o Atlântico não é diferente. Após a longa hegemonia do Mar Mediterrâneo, o Atlântico tornou-se, por quase mil anos, a rota dos povos. Desde a conquista árabe, os jovens estados da Europa Ocidental e seus mercadores e missionários entenderam que o oceano era a única via livre de navegação.

Prêmio Jabuti 2014

Ciências Humanas
1º Lugar - Título: O Mapa que Inventou o Brasil – Autor: Júnia Ferreira Furtado – Editora: Versal Editores
2º Lugar - Título: Atlântico: A História de um Oceano Autor: Francisco Eduardo Alves de Almeida, Francisco Carlos Teixeira da Silva e Karl Schurster de Sousa Leão – Editora: Editora Civilização Brasileira
3º Lugar - Título: Compêndio de Ciência da Religião – Autor: Frank Usarski e João Décio Passos – Editora: Editora Paulinas


ENTREVISTA COM O PROFESSOR KARL SCHUSTER
O que fez do seu livro ser um dos finalistas do prêmio?
A obra foi pensada num momento em que nossa parcela do Atlântico está sendo muito discutida no âmbito internacional pelo peso das descobertas e exploração do pré-sal. A própria Marinha Brasileira cunhou um termo metafórico para chamar a parte Atlântica onde estão as riquezas do pré-sal: Amazônia Azul. Mesmo sendo um livro que mistura autores civis e militares, conseguimos fazer uma obra que não fosse técnica ou meramente acadêmica, mas um livro para todos que se interessam por história.
Diante da força que a tecnologia tem exercido na vida das pessoas, principalmente dos jovens, que inclusive é o público com o qual você trabalha, ter o livro premiado num concurso nacional empolga a produção de outros novos livros? Tem livro novo vindo por aí? 
Ver o livro impresso empolgando as pessoas e tendo seu mercado ainda em crescimento é uma alegria enorme para nós autores. Sabemos da importância de dialogar com o formato digital (eu mesmo tenho obras nele). Mas todo escritor é um pouco conservador nesse aspecto – quer ir a livraria e poder tê-lo de alguma forma. Ir a livraria é ter a possibilidade de se surpreender com o novo, o que você não espera, mas está lá esperando um olhar atento. Estamos terminando novos projetos. Acabamos de entregar um livro novo que logo estará nas livrarias (acreditamos que em dezembro) chamado “O Cinema vai a Guerra”. É um trabalho dos que mais gostei de fazer, um livro profundo e denso sobre a relação de duas artes: o cinema e a guerra. Temporalmente vai do imperialismo até a luta contrato terrorismo, passando pelas guerras mundiais, pela onda pacifista do pós-guerra, pelas guerras de descolonização, pela distopia, as guerras entre mundos e a Guerra Fria. Enfim, é um livro para todos que gostam de cinema e também da história dos conflitos internacionais. Também já estamos com outros livros no prelo sobre a Venezuela no tempo presente, chamado “Extremismos: um estudo político sobre o ódio no tempo presente” e nesse momento estamos escrevendo um livro da maior coleção da atualidade: Para Leigos. Nosso volume será “Guerras e Revoluções Para Leigos”, uma grande oportunidade de chegar ao grande público e atingir o mercado internacional, tendo em vista que essa coleção circula em mais de 15 países.
Fale um pouco do livro: da história dele e como ele foi produzido.
O livro foi planejado depois de uma reunião de trabalho. Por meio das nossas discussões sobre segurança, defesa e o papel da Marinha nestas ações acreditamos que ainda faltava no Brasil um livro que fizesse um histórico da nossa relação com o Atlântico. Traçamos o perfil do livro, os capítulos, o formato e o mais difícil que foi escolher o nome dos especialistas que poderiam nos ajudar nessa empreitada. Entre eles, os professores do curso de História da UPE José Maria Neto, com seus textos clássicos sobre as interpretações do oceano, e de Rômulo Xavier que colaborou com a ideia moderna de mar aberto e mar fechado.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Novo livro de Ken Follett - Um lugar chamado liberdade

Desde pequeno, Mack McAsh foi obrigado a trabalhar nas minas de carvão da família Jamisson e sempre ansiou por escapar. Porém, o sistema de escravidão na Escócia não possui brechas e a mínima infração é punida severamente. Sem perspectivas, ele se vê sozinho em seus ousados ideais libertários.

Durante uma visita dos Jamissons à propriedade, Mack acaba encontrando uma aliada incomum: Lizzie Hallim, uma jovem bela e bem-nascida, mas presa em seu inferno pessoal, numa sociedade em que as mulheres devem ser submissas e não têm vontade própria.

Apesar de separados por questões políticas e sociais, os dois estão ligados por sua apaixonante busca pela liberdade e verão o destino entrelaçar suas vidas de forma inexorável.

Das fervilhantes ruas de Londres às vastas plantações de tabaco da Virgínia, passando pelos porões infernais dos navios de escravos, Mack e Lizzie protagonizam uma história de paixão e inconformismo em meio a lutas épicas que vão marcá-los para sempre.

Com 8 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Um lugar chamado liberdade é mais uma prova de que Ken Follett é um mestre absoluto em criar tramas complexas e emocionantes.