sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Geração Editorial e a tática Black Bloc

Gostei desta editora...

Mascarados: A verdadeira história dos adeptos da tática Black Bloc
Autores: Esther Solano,  Bruno Paes Manso e Willian Novaes
Gênero: Jornalismo Acabamento: Brochura Formato:  16x23cm Págs: 336 Peso: 505g ISBN:  978-85-8130-279-9 Preço: 34,90 R$


Sinopse:
A verdadeira história de como e porque os black blocs invadiram as ruas e o que isso significa para o Brasil. Uma invasão inusitada surpreendeu São Paulo em junho de 2013:  misturados aos ingênuos manifestantes que reclamavam de tarifas de transportes,  mascarados quebravam portas de bancos e enfrentavam com violência  a própria polícia. Quem eram eles? Mascarados — a verdadeira história dos adeptos da tática Black Bloc leva o leitor para dentro das manifestações que tiraram o sono das autoridades do Brasil. Além disso, desmistifica os (pre) conceitos que surgiram desde as primeiras cenas de violência. Preconceitos reforçados pelo noticiário quase sempre  parcial e focado na espetacularização da notícia. Com entrevistas de ativistas, realizadas no calor das manifestações, a pesquisadora, socióloga e professora da Unifesp Esther Solano Gallego entrou no mundo, na cabeça e no cotidiano dos jovens protagonistas das cenas de selvageria que assustaram a cidade. Desse contato  merge a visão que os adeptos do Black Bloc têm de nosso país, da sociedade, das autoridades e de si mesmos. A pesquisa é reforçada pela narrativa do jornalista Bruno Paes Manso, que relata como passou a entender o raciocínio desse grupo ao longo da cobertura jornalística feita  para o jornal O Estado de S. Paulo. Na terceira e quarta partes, por meio de diferentes relatos dados ao jornalista Willian Novaes, o livro dá a palavra a adeptos da tática que mostram as origens distintas dos membros do Black Bloc e, também, o discurso convergente contra o sistema político-social vigente no país e a versão do coronel da PM que foi agredido pelos mascarados.
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Mascarados revela quem são, o que pensam e o que queriam os
Black Blocs

Baderneiros, desocupados, filhinhos de papai, bandidos — estes e outros adjetivos menos elegantes estiveram na ponta da língua de muita gente para definir os adeptos da tática Black Bloc, que, a partir de junho de 2013, invadiram as ruas com suas manifestações violentas e, para alguns, selvagens. Assim foram rotulados os jovens mascarados e vestidos de preto que estilhaçaram as fachadas de vidro de agências bancárias, depredaram e incendiaram lixeiras, destruíram pontos de ônibus e enfrentaram a Polícia Militar com pedradas e até garrafas incendiárias.
Mascarados – a verdadeira história dos adeptos da tática Black Bloc,  (336 páginas, R$ 34,90) – publicado pela Geração Editorial é do 12º livro-reportagem da coleção História Agora, a mais polêmica do mercado editorial brasileiro, com obras como A Privataria Tucana, A Outra História do Mensalão, Segredos do Conclave e O Príncipe da Privataria -revela outra realidade, bem mais complexa. Pela visão da pesquisadora, socióloga e professora da Universidade Federal de São Paulo — Unifesp, Esther Solano Gallego, e pelos relatos do jornalista Bruno Paes Manso e dos próprios Black Blocs, e de um coronel da PM agredido pelos mascarados, entrevistados pelo jornalista Willian Novaes, lança-se uma nova luz sobre o assunto.
A verdade é um poliedro, diz a introdução do livro, para definir as diversas maneiras como podem ser vistos os jovens que levaram as autoridades a perder o sono desde o início das manifestações. A professora mostra que por trás da selvageria há uma mensagem — a voz do povo cansado da opressão a que é submetido no dia a dia. Para eles, revela Esther Solano Gallego, a violência do quebra-quebra é apenas jogo de cena se comparado às milhares de mortes, muitas delas tendo policiais como autores, que acontecem todo ano no Brasil — violência estatal que vitima principalmente os jovens das regiões mais afastadas, onde o Poder Público chega somente, ou principalmente, como repressor e nunca, ou raramente, como provedor de bem-estar e desenvolvimento.
Para chegar ao fundo da alma Black Bloc, Esther acompanhou os protestos protagonizados pelo grupo in loco, correndo o risco de ser atingida por bombas ou pedradas. Muitas vezes eram mais de seis horas acompanhando as manifestações. E ali mesmo ela entrevistava os ativistas, procurando entender a mente daqueles jovens e a nova realidade que se apresentava nas ruas de São Paulo e do Brasil.
O aprendizado de Esther foi o mesmo vivido pelo jornalista Bruno Paes Manso, um dos escalados pelo jornal O Estado de S. Paulo para cobrir a onda de protestos violentos. Bruno, enquanto descreve o que viu, revela também o que aprendeu com o Black Bloc. Iniciou a cobertura jornalística com uma visão do movimento e saiu com outra. Se não aprova a tática, pelo menos não a classifica como coisa de vândalo ou desocupado. A narrativa do jornalista mostra como, a cada protesto, sua visão sobre os jovens mascarados foi mudando e como ganharam o seu respeito.
Por fim, uma entrevista com Reynaldo Simões Rossi, coronel da PM, ferido em uma manifestação, e a visão dos próprios Black Blocs, contadas pelo jornalista Willian Novaes, por meio da história dos personagens que protagonizaram um ano de cenas de violência com o único objetivo de serem enxergados pela sociedade e, muito mais que isso, de transmitirem — talvez de uma maneira torta e equivocada — suas reivindicações de maior justiça social e fim das perseguições aos integrantes das camadas mais baixas da sociedade.
Fotógrafos na linha de frente
Como um dos mascarados disse que eles não fazem violência mas sim teatro, a obra é ilustrada com dezenas de imagens espetaculares de vários fotógrafos que estiveram na linha de frente, sem medos e correndo riscos de serem feridos, com a proposta de registrar o momento histórico. Entre eles estão André Guilherme, Eli Simioni, Filipe Mota, Mídia NINJA, Tarek Mahammed / Fotógrafos Ati vistas, Wesley Barba e Wesley Passos. Todos cederam os direitos das imagens para a publicação.
Histórias reais — assim se faz o bom jornalismo — mostram o jovem que já se acostumara a enfrentar policiais militares e é retirado de um acampamento pela mãe, como se fosse um menino travesso. Ou de outro, herdeiro de família quatrocentona e empresário bem-sucedido, que acabou aderindo ao movimento quando foi dar uma lição de moral em um dos jovens e ouviu verdades que o comoveram. A carioca que vive pela causa e por isso é perseguida pela Polícia Militar e também pela milícia e que recebeu elogios do cantor Caetano Veloso em artigo publicado no jornal O Globo. Também tem o garoto homossexual da periferia de São Paulo que coordena as redes sociais do grupo, ou o adolescente apelidado de Mini Punk entre os seus pares.  Histórias de jovens que dificilmente vão mudar o Brasil com o que chamam de “ação direta”, mas que afinal conseguiram dar um recado às autoridades e trazer para a realidade do cotidiano da classe média a violência de que são vítimas.
“Os jovens que estão nas ruas merecem o respeito de serem tratados como atores políticos consequentes — e nossa indignação precisa estar orientada para a verdadeira violência, aquela que agride  manifestantes pacíficos e faz desaparecer Amarildos. Afinal, vidas devem valer muito mais do que vidraças”, afirma Pablo Ortellado, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, no posfácio do livro.
Assista o booktrailer – aqui
Sobre os autores:
Bruno Paes Manso, formado em economia (USP) e jornalismo (PUC-SP), trabalhou por dez anos como repórter no jornal O Estado de S. Paulo. Também atuou na Revista Veja, Folha da Tarde e Folha de S. Paulo. Esther Solano, doutora em Ciências Sociais pela Universidade Complutense de Madri, é professora de Relações Internacionais da Unifesp. Willian Novaes, jornalista, trabalhou nas redações de IstoÉ, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC. Atualmente é diretor da Geração Editorial.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cartas da Humanidade


Cartas da Humanidade
Tradução e compilação:
Márcio Borges
Gênero: História Acabamento: Flexível Formato:  17x24cm Págs: 468 Peso: 630g ISBN: 978-85-8130-215-7 Preço: R$ 59,90



Sinopse: 
DE ZARATUSTRA A BARACK OBAMA, CARTAS ESSENCIAIS PARA A COMPREENSÃO DA HUMANIDADE
Em caracteres cuneiformes, pergaminhos, papéis diversos, e-mails, dos mais remotos desertos antigos às mais povoadas metrópoles contemporâneas, a humanidade vem trocando cartas e deixando suas mensagens, sem saber se durarão ou não, com os recursos disponíveis. CARTAS DA HUMANIDADE é uma compilação impressionante desses documentos. Passando por religiões, artes, ciências, romances célebres, declarações de grandes reis, estadistas e presidentes, conflitos, intrigas palacianas, prenúncios de golpes de estado e guerras, frases preconceituosas e outras tantas curiosidades, o livro vai de Zaratustra, em documento do livro sagrado do Zoroatrismo de 6000 A.C, até uma Carta Aberta ao Povo de Illinois, escrita por Barack Obama em 2008, passando por documentos de grandes nomes como Einstein, Orson Welles, Marilyn Monroe, Che Guevara, Lenin, Fernando Pessoa, Getúlio Vargas, Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek, entre muitos outros. Um livro precioso para quem ama guardar documentos que sempre terão ressonância no interior de cada um de nós.
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UM COMPÊNDIO DAS CONTRADIÇÕES HUMANAS EM DECLARAÇÕES QUE VÃO DA RELIGIÃO À INTRIGA
O ser humano, mais que qualquer outro animal, é marcado por uma grande necessidade de comunicação. Por isso sempre produziu, desde suas primeiras pegadas na Terra, documentos de declaração a outras pessoas, em circunstâncias históricas diferentes e sob as mais diferentes pressões. Essas declarações, ainda que nascessem de uma necessidade circunstancial e provisória, devido à passagem do tempo passaram a ter importância histórica; e não só para arqueólogos, mas também para estudiosos do comportamento humano, das artes, da política, da psicologia e da sociologia. Somos movidos por essa necessidade de comunicação, que nos faz emitir sentenças duvidosas ou grandiosas, conforme o giro da história e a avaliação da posteridade – mas esta ressonância futura não podemos prever, humanos e passageiros como somos.
Cartas da humanidade, em tradução e compilação de Márcio Borges (494 páginas, Geração Editorial), com base em documentação extraída de jornais, revistas, livros e Internet, começa com um documento importante sobre o Bem e o Mal segundo a visão de Zaratustra, sábio do Zoroatrismo, uma das primeiras religiões da humanidade, em 6000 a.C. Todos sabem quem foi o Zaratustra de Nietzsche, mas poucos conhecem o sábio real que havia por trás dessa criação do filósofo genial. O livro termina com Barack Obama, e a sua “Carta aberta ao povo de Illinois”, falando de esperança e mudança, em 2008.
Essas cartas vão desfilando reis antigos e suas guerras, disputas, rivalidades, inimizades e preconceitos; envolvendo figuras que estiveram próximas a intrigas palacianas que mudaram a história, e figuras que contam muito para a história da arte. Uma das inúmeras curiosidades que este livro traz é a mulher considerada a primeira autora em primeira pessoa da história da Literatura, a alta sacerdotisa do deus Nanna, En-Hedu-Ana, de Ur (antigo Iraque). Nos provérbios de Ki-en-Gir, da Suméria, 2600 a.C., no mais antigo idioma escrito, os caracteres cuneiformes sumerianos, pode ser encontrada uma pérola poética como esta: “Os pobres são o silêncio da terra”.
As cartas, no entanto, decolam de antigas civilizações e modos de vida que hoje nos parecem muito estranhos por seus costumes e preconceitos, para séculos mais avançados, sempre trazendo episódios de valor histórico inegável, ou de interesse estético, como as cartas do infeliz casal de amantes sacrificados pela religião, o padre Abelardo e a freira Heloísa. Ainda no tópico religião, há desde os cantos aos deuses misteriosos do antigo Egito, celebrando funerais de faraós, à epístola de São Tiago, única carta atribuída a este apóstolo, no século I, e ao testamento de São Francisco. As religiões podem ser as mais diferentes, do Cristianismo puro ao Islamismo, mas a essência poética do louvor aos deuses e a constatação da precariedade dos mortais são sempre iguais.
Estas cartas também passam por muitos nomes célebres da filosofia e da ciência, como Locke, Copérnico, Spinoza e Galileu. E passam igualmente pelo mundo das artes. Vamos encontrar, neste tópico, o trágico amor de Oscar Wilde pelo jovem Alfred Douglas, que o levou aos tribunais e o baniu da Inglaterra, expresso numa carta; uma carta atormentada do grande poeta Fernando Pessoa a seu amigo, também poeta, Mário de Sá-Carneiro, que se suicidou; uma carta do escritor negro americano James Baldwin atacando o racismo norte-americano; uma carta de William Faulkner pedindo desculpas a Hemingway por uma grosseria que cometeu; uma longa carta de William Burroughs falando de suas experiências com todo tipo de drogas perigosas; uma carta do dramaturgo Henry Miller para sua mulher, a lendária Marilyn Monroe; uma mensagem de Marlon Brando, enviada na pessoa de uma índia, não indo pessoalmente buscar seu Oscar por “O poderoso chefão”, preferindo mandá-la para atacar o genocídio dos indígenas norte-americanos; cartas do cineasta Pasolini a Godard e de homenagem de Jeanne Moreau a Orson Welles e muitas outras.
O Brasil não está fora desta longa compilação, com as cartas célebres de Anchieta e Pero Vaz de Caminha, e dois documentos da maior importância, que todo leitor sonha ter: a carta ao povo brasileiro, de Getúlio Vargas, antes de seu suicídio; e a declaração de renúncia do presidente Jânio Quadros à Presidência da República em 1961, e ainda cartas de Juscelino Kubitschek.
O drama humano está sempre presente nestes documentos, seja em forma de pressão de altos poderes junto a dignitários que carregam responsabilidades tremendas diante da humanidade, seja em forma de histórias de amor impossível, ou de preferências sexuais condenadas (ver sobre isso a curiosidade de um julgamento de um travesti na Inglaterra medieval e as declarações horrivelmente preconceituosas do nazista Heinrich Himmler sobre os homossexuais). O drama humano e a necessidade desesperada de deixar um recado para o mundo, em forma de louvor ou de repúdio, marcam este livro que precisa ser conhecido por todos que se interessam pelo ser humano e por sua trajetória ao longo da História.
Sobre o autor:
MÁRCIO BORGES foi parceiro inicial de Milton Nascimento e um dos fundadores do célebre Clube da Esquina, cuja história contou em Os sonhos não envelhecem – Histórias do Clube da Esquina, também lançado pela Geração Editorial. Ele também publicou, pela Geração, a novela juvenil Os sete falcões, narrando uma aventura mitológica. Compondo e escrevendo, ele vive em Visconde de Mauá, estado do Rio. Geração Editorial

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

As Memórias de Cleópatra






No site da Folha temos o aviso do editor: os três livros podem ser lidos separadamente. 

Escritas na primeira pessoa, "As Memórias de Cleópatra" começam com as suas recordações de infância e vão até ao seu glorioso reinado, quando o Egito se torna num dos mais deslumbrantes reinos da Antiguidade. "As Memórias de Cleópatra" são uma saga fascinante sobre ambição, traição e poder, mas também são uma história de paixão. Depois de ser exilada, a jovem Cleópatra procura a ajuda de Júlio César, o homem mais poderoso do mundo. E mesmo depois do assassinato daquele que se tornou o seu marido, e da morte do segundo homem que amou, Marco António, Cleópatra continua a lutar, preferindo matar-se a deixar que a humilhem numa parada pelas ruas de Roma. Na riqueza e autenticidade das personagens, cenários e ação, "As Memórias de Cleópatra" são um triunfo da ficção. Misturando História, lenda e a sua prodigiosa imaginação, Margaret George dá-nos a conhecer uma vida e uma heroína tão magníficas que viverão para sempre. 
«Os leitores nunca irão duvidar que é a própria Cleópatra quem lhes está a falar. Se procura uma viagem para outro tempo e lugar encontra aqui o tapete mágico ideal.»
«Para uma personagem cujo fim todos conhecemos tão bem, é inacreditável como Margaret George consegue manter o leitor expectante... e sempre desejoso que a cobra nunca chegue a fazer a sua aparição.»
«A pesquisa exaustiva da autora traz à vida uma civilização há muito desaparecida, e os seus retratos de Cleópatra, César e Marco António são maravilhosos. Um livro mágico.»
«Uma verdadeira máquina do tempo. É como se lá estivéssemos e assistíssemos à vida turbulenta da rainha do Egipto.»
«Completamente arrebatador, como se os frescos egípcios ganhassem vida.»

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014