terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cormoran Strike

O detetive de O Chamado do Cuco e o O Bicho-da-seda é um personagem marcante:

Não posso descansar da viagem: beberei
A vida até a última gota: todo tempo gozei
Imenso, sofri imenso, tanto com aqueles
Que me amaram, como sozinho; em letra e quando 
Por correntes arrastadas as Híades cuvosas
Agitavam o mar sombrio: tornei-me um nome...

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

As três Marias

Sinopse - As Três Marias - Rachel de Queiroz

Em seu quarto romance, "As Três Marias", a escritora cearense Rachel de Queiroz foi ainda mais fundo em um tema que já estava presente em todas as suas obras anteriores: o papel da mulher na sociedade. A história tem início nos pátios e salas de aula de um colégio interno dirigido por freiras: Maria Augusta, Maria da Glória e Maria José são amigas inseparáveis que ganham de seus colegas e professores o apelido de "as três Marias". À noite, deitadas na grama e olhando para o céu, as meninas se reconhecem na constelação com a qual dividem o nome. A estrela de cima é Maria da Glória, resplandecente e próxima. Maria José se identifica com a da outra ponta, pequenina e trêmula. A do meio, serena e de luz azulada, é Maria Augusta - ou simplesmente Guta, como sempre preferiu ser chamada. Com o passar do tempo, Maria da Glória se transforma em uma dedicada mãe de família e Maria José se entrega por completo à religião. Guta, por outro lado, não se sente capaz de seguir os passos de nenhuma de suas velhas companheiras. Apesar de sua formação conservadora e rígida, ela sempre desejou ir muito além dos portões e muros daquele internato. Seus instintos a instigavam a procurar e explorar novos mundos. Assim, Guta termina a colégio e corre em busca de sua independência. Seu ideal é viver sozinha, seguir seu próprio caminho, livrar-se da família, romper todas as raízes, ser completamente livre. A realidade, no entanto, se mostra muito diferente daquilo que estava descrito nos romances açucarados e livros de poesia que passavam de mão em mão entre as adolescentes sonhadoras. Guta descobre o amor, mas através dele é também apresentada à desilusão e à morte. "As Três Marias", publicado originalmente em 1939, conquistou o cobiçado prêmio da Sociedade Felipe de Oliveira e, décadas depois, foi adaptado como uma novela para a televisão. De leitura ágil, o romance é um importante marco na literatura brasileira e um dos mais populares em toda a obra de Rachel de Queiroz.

As Três Marias - Rachel de Queiroz

domingo, 28 de setembro de 2014

Trilogia do Século XX - Ken Follett

Já está disponível o terceiro livro. Quero ganhar de presente!
Visitem o site.


Sinopse
Durante toda a trilogia “O Século”, Ken Follett narrou a saga de cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa. Agora seus personagens vivem uma das épocas mais tumultuadas da história, a enorme turbulência social, política e econômica entre as décadas de 1960 e 1980, com a luta pelos direitos civis, assassinatos, movimentos políticos de massa, a guerra do Vietnã, o Muro de Berlim, a Crise dos Mísseis de Cuba, impeachment presidencial, revolução... e rock and roll!

Na Alemanha Oriental, a professora Rebecca Hoffman descobre que durante anos foi espionada pela polícia secreta e comete um ato impulsivo que afetará sua família para o resto de suas vidas. 

George Jakes, filho de um casal mestiço, abre de mão de uma brilhante carreira de advogado para trabalhar no Departamento de Justiça de Robert F. Kennedy e acaba se vendo não só no meio do turbilhão da luta pelos direitos civis, como também numa batalha pessoal. 

Cameron Dewar, neto de um senador, aproveita a chance de fazer espionagem oficial e extraoficial para uma causa em que acredita, mas logo descobre que o mundo é um lugar muito mais perigoso do que havia imaginado. 

Dimka Dvorkin, jovem assessor de Nikita Khruschev, torna-se um agente primordial no Kremlim, tanto para o bem quanto para o mal, à medida que os Estados Unidos e a União Soviética fazem sua corrida armamentista que deixará o mundo à beira de uma guerra nuclear. 

Enquanto isso, as ações de sua irmã gêmea, Tanya, a farão partir de Moscou para Cuba, Praga Varsóvia – e para a história.

Como sempre acontece nos livros de Ken Follett, o contexto histórico é brilhantemente pesquisado, a ação é rápida, os personagens são ricos em nuances e emoção. Com a mão de um mestre, ele nos leva a um mundo que pensávamos conhecer, mas que nunca mais vai nos parecer o mesmo.

sábado, 27 de setembro de 2014

Obras de Josué Montello

Dos romances abaixo enumerados, alguns foram remendados e lerei em breve:
  • Janelas Fechadas (1941)
  • Luz da Estrela Morta (1948)
  • Labirinto de Espelhos (1952)
  • A Décima Noite (1959)
  • Os Degraus do Paraíso (1965)
  • Cais da Sagração (1971)
  • Os Tambores de São Luís (1975)
  • Noite Sobre Alcântara (1978)
  • A Coroa de Areia (1979)
  • O Silêncio da Confissão (1980)
  • Largo do Desterro (1981)
  • Aleluia (1982)
  • Pedra Viva (1983)
  • Uma Varanda sobre o Silêncio (1984)
  • Perto da Meia-Noite (1985)
  • Antes que os Pássaros Acordem (1987)
  • A Última Convidada (1989)
  • Um Beiral para os Bem-te-vis (1989)
  • O Camarote Vazio (1990)
  • O Baile da Despedida (1992)
  • A Viagem sem Regresso (1993)
  • Uma Sombra na Parede (1995)
  • A Mulher Proibida (1996)
  • Enquanto o Tempo não Passa (1996)
  • Sempre Serás Lembrada (2000) - gostei muito, foi o primeiro romance lido por mim, em set/2014

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O Chamado do Cuco

Uma criança negra adotada por um casal de brancos. 
Ops... a gente escuta / cresce achando normal a expressão "negros e brancos" e, agora, me pergunto se não estaria usando as palavras inadequadas.
Tudo é motivo para alegar preconceito / racismo. Quais são as palavras certas?


De qualquer forma, quero falar sobre o livro O Chamado do Cuco que conta a história de uma modelo rica e bem sucedida, porém ansiosa por conhecer seus pais biológicos. Sentia-me incompleta, insegura, infeliz.
Uma mãe (adotiva) obsessiva e outra (biológica) oportunista ou indiferente. Quem teria sido seu pai biológico?
Tudo começa com a morte desta modelo - se suicídio ou assassinato.
Trecho do livro: 

Como era fácil tirar proveito da tendência de uma pessoa à autodestruição como era simples empurrá-las para a inexistência, depois recuar, dar de ombros e concordar que este fora o resultado inevitável de uma vida caótica e catastrófica. (pág. 375)

Sinopse - O Chamado do Cuco - Cormoran Strike - Livro 01 - Robert Galbraith

Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.

Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P.D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.

O Chamado do Cuco - Cormoran Strike - Livro 01 - Robert Galbraith
Autora J.K.Rowling que escreveu Harry Potter lançou esta obra sob o pseudônimo de Robert Galbraith

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Sorôco, sua mãe, sua filha

De Guimarães Rosa
Barbacena é citada nesta obra.

Enredo
O conto inicia com a descrição de um vagão diferente, gradeado, que seria levado pelo “trem do sertão”. A população sabia que ele levaria “duas mulheres, para longe, para sempre”: a mãe e a filha de Sorôco. “A mãe de Sorôco era de idade, com para mais de uns setenta. A filha, ele só tinha aquela. Sorôco era viúvo.” Homem simples e rude, vivia com sua mãe e sua filha:
A mãe de Sorôco era de idade, com para mais de uns setenta. A filha, ele só tinha aquela. Sorôco era viúvo. Afora essas, não se conhecia dele o parente nenhum.
Mãe e filha eram loucas. Sorôco tentou ficar com as duas ao seu lado, mas não foi possível. Tomou a decisão mais difícil de sua existência: interná-las. O governo mandaria o trem para levá-las para Barbacena, longe. "Para o pobre, os lugares são mais longe." Sorôco deveria encaminhá-las à estação, pois "o trem do sertão passava às 12h45m."
Sorôco seguiu para a estação acompanhando as duas, uma de cada lado, “parecia entrada em igreja, num casório.” O povo esperava, protegendo-se do sol. "As pessoas não queriam poder ficar se entristecendo, conversavam (...) Sempre chegava mais povo - o movimento." Alguém avisa que Sorôco aponta da Rua de Baixo, onde mora. Ele vestia a sua melhor roupa para a despedida, que a população acompanhava com pesar – “Todos diziam a ele seus respeitos, de dó.” Diziam palavras que tentavam consolá-lo e ele muito humilde respondia: - "Deus vos pague essa despesa..." Todos compreendiam a atitude de Sorôco, pois não havia outro jeito.Porém todos pensavam que a partida delas seria bom para ele, visto não haver cura para a doença e também pelo fato de elas terem piorado nos últimos 2 anos, a ponto de Sorôco pedir ajuda médica para elas.
Em frente ao trem, a filha de Sorôco começa a cantar uma cantiga que ninguém entende. A mãe de Sorôco começa a cantar também a cantiga entoada pela moça, antes de serem alojadas dentro do trem. Principia o embarque das duas. E o canto ecoa longe. Sorôco não espera o trem desaparecer de vez, nem olha, fica de chapéu na mão calado. "De repente, todos gostavam demais de Sorôco."
O trem partiu e “Sorôco não esperou tudo se sumir. Nem olhou. Só ficou de chapéu na mão, mais de barba quadrada, surdo – o que nele mais espantava.” Todos os presentes ficaram condoídos com o sofrimento do homem. Entretanto, Sorôco pára e “num rompido – ele começou a cantar. Alteado, forte, mas sozinho para si – e era a cantiga, mesma, de desatino, que as duas tanto tinham cantado. Cantava continuando.” E eis que “todos, de uma vez, de dó de Sorôco, principiaram também a acompanhar aquele canto sem razão. E com vozes tão altas! (...) A gente estava levando agora o Sorôco para a casa dele, de verdade. A gente, com ele, ia até aonde que ia aquela cantiga.”

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Média de 1,3 por mês - Leitura Mensal

Desde de outubro de 2005 quando, depois de um longa data sem leitura, retomei o bom hábito, entre altos e baixos, tenho mantido a média de ao menos um livro por mês. 
Já passei 6 meses inteiros sem sequer um livro...  Um ano inteiro por conta da pós graduação. Já aconteceu de ler em poucos dias 400 páginas. Quatro ou cinco livros por mês...
Resumo: ainda gooooosto muito de ler, e leio! ;)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Prêmio Jabuti - vencedores 2013

Prêmio 2013 
Romance
1º Lugar – O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam – Evandro Affonso Ferreira – Editora Record
2º Lugar – Glória – Victor Heringer – Editora 7Letras
3º Lugar – Barba ensopada de sangue – Daniel Galera – Companhia das Letras
Melhor Livro de Ficção
Diálogos Impossíveis – Luis Fernando Veríssimo – Editora Objetiva
Melhor Livro de Não Ficção
As Duas Guerras de Vlado Herzog: Da Perseguição Nazista na Europa à Morte Sob Tortura no Brasil – Audálio Dantas – Editora Civilização Brasileira 

A Folha nos conta:
Autor suaviza obsessão com a palavra

Novo romance de Evandro Affonso Ferreira reflete preocupação menor com a forma para focar mais a alma humana
Realista sem ser piegas, obra narra a história de um homem que vira mendigo ao ser largado por mulher amada
FABIO VICTOR DE SÃO PAULO
 
Evandro Affonso Ferreira abandonou seu dicionário de palavras.
O escritor mineiro de 67 anos, 49 deles vividos em São Paulo, cultivou por anos um léxico particular, termos muito sonoros mas pouco usados, embora todos existentes.
Chegou a juntar 3.000. "Virou obsessão, eu estava ficando refém daquilo", justifica.
O novo romance do autor, "O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam" (Record), reflete essa pequena reviravolta.
Se antes a mania aparecia já nos títulos das obras ("Araã", "Grogotó", "Erefuê" etc), agora seu texto é menos submisso ao estilismo.
Não que a prosa de "O Mendigo..." seja simples -continua difícil e vigorosa-, mas é menos empolada que nos primeiro livros.
O escritor afirma que desde seu trabalho anterior, "Minha Mãe se Matou sem Dizer Adeus", preocupa-se menos com a forma e está mais emotivo, mais voltado ao que está a sua volta, "a solidão, a loucura, a tristeza".
"A velhice e a proximidade da morte trouxeram uma preocupação com a decrepitude humana. Antes me preocupava com a vida das palavras, hoje me preocupo com a morte do homem."
"O Mendigo..." narra a história de um sujeito inominado que vai morar na rua ao ser largado pela mulher. Ela deixou-lhe só um bilhete: "ACABOU-SE; ADEUS".
Enquanto espera a volta da amada (e o espera todo dia), o indigente-narrador, que está há dez anos na sarjeta, é como um cronista da ruína.
Descreve este submundo miserável tão visível hoje em qualquer metrópole do país.
Homem culto antes de tombar, o mendigo, como revela o título, é um admirador do humanista holandês do século 16 Erasmo de Roterdã.
Ferreira diz que teve a ideia para o livro quando, numa caminhada de dez quadras pelo centro de São Paulo, contou 95 mendigos.
O autor consegue uma proeza: retratar o cotidiano dos esfarrapados com realismo e poesia, mas sem ser piegas nem grotesco.
Exemplo: "Veja: um dos três maltrapilhos alcoólatras caiu de bruços. A-hã: testa toda ensanguentada. [...] Mulher-molusco -lançando mão da praticidade implacável feminina- tomou de um deles a garrafa virando ato contínuo o gargalo sobre a testa do pobre-diabo. Sim: antisséptico inebriante. [...] Enfermeira agindo de improviso no front. Resumo da ópera-bufa: os três soldados alcoólatras ficaram sem munição."
O autor admite que, mesmo amenizando o experimentalismo, permanece um escritor difícil. "Gosto do som das palavras, não vou fugir disso. Nunca vou ser best-seller. Minha literatura é complicada."
Além do estilo, os hábitos de Ferreira contribuem para sua certa obscuridade.
É recluso, não participa de festivais, não integra coletâneas ("Prefiro errar sozinho"). Dedica-se a ler e escrever, o que soa esquisito num tempo em que escritores se confundem com artistas.
Talvez por isso seja tão festejado pela crítica e por seus pares. Teve como padrinho José Paulo Paes. Foi definido por Millôr Fernandes como "vivificador das palavras".
Ferreira é autodidata, só fez o antigo primário. Foi bancário e publicitário. Teve um infarto aos 45. Montou e vendeu dois sebos lendários, o Sagarana e o Avalovara. É leitor de Bruno Schulz, Broch, Musil e Samuel Rawet.
De perto, é amável e um gozador nato, que pontua a conversa com tiradas farsescas.
"Minas para mim é só um retrato na parede -e não dói nada", parodia Drummond.
Outra: "Odeio o Lobo Antunes, porque uma página dele é melhor que minha obra toda. Ele me faz crer que não sou bom escritor, mas eu quero me iludir, então o odeio." Ou: "Minha situação é complicada: não gosto da vida, mas tenho medo da morte".
O MENDIGO QUE SABIA DE COR OS ADÁGIOS DE ERASMO DE ROTTERDAM
AUTOR Evandro Affonso Ferreira
EDITORA Record
QUANTO R$ 29,90 (128 págs.) 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Marcela Serrano

Bisbilhotando o site da Editora Objetiva gostei da capa do livro contido no item lançamentos. E a surpresa boa foi saber que a autora é Marcela Serrano. Que escreveu Dez Mulheres.
Com certeza uma boa dica.



“Marcela Serrano, uma das mais populares vozes latino-americanas, convida a percorrer um mapa do mundo interior feminino.”  — Mercedes Bermejo

“Uma das escritoras mais populares da América Latina.” — Clarín

Em Doce inimiga minha, Marcela Serrano — autora de Dez mulheres — explora o universo feminino através de vinte narrativas curtas. Com cenários e enredos diversos, os contos evocam sentimentos com os quais toda mulher precisa lidar. 
Do Chile à Bósnia, da Itália à Croácia, em cidades grandes ou pequenos vilarejos, acompanhamos mulheres vulneráveis mas destemidas. Apesar de seus medos, elas se veem em situações em que são obrigadas a se reinventar, a lutar pela união de suas famílias, a combater a solidão, em busca da felicidade. Sejam jovens ou velhas, ricas ou pobres, intelectuais ou donas de casa, todas almejam encontrar a liberdade e a coragem que precisam para enfrentar momentos de crise.
No romance, há mulheres que lutam contra o avançar da idade, acreditando que o cuidado com a beleza pode salvar o casamento; que sonham com a maternidade a qualquer custo; que tentam se libertar da rotina imutável de uma vida sem graça; que buscam abrigo em lugares distantes para esquecer um amor perdido; que abrem mão de seus princípios em troca de segurança; que precisam solucionar problemas familiares sem contar com ajuda alguma.
Cada uma delas, seja qual for a idade, posição social ou ideologia, tenta preencher uma espécie de vazio existencial, e mostra seu lado mais vulnerável. Ao retratar o mundo interior feminino, Marcela Serrano revela a profundidade das alegrias e dos medos destas mulheres tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão parecidas.

domingo, 21 de setembro de 2014

Colônia - Barbacena

Livro - Holocausto Brasileiro: Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes no Maior Hospício do Brasil
Durante décadas, milhares de pacientes foram internados à força, sem diagnóstico de doença mental, num enorme hospício na cidade de Barbacena, em Minas Gerais. Ali foram torturados, violentados e mortos sem que ninguém se importasse com seu destino. Eram apenas epilépticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, meninas grávidas pelos patrões, mulheres confinadas pelos maridos, moças que haviam perdido a virgindade antes do casamento. 

Ninguém ouvia seus gritos. Jornalistas famosos, nos anos 60 e 70, fizeram reportagens denunciando os maus tratos. Nenhum deles - como faz agora Daniela Arbex - conseguiu contar a história completa. O que se praticou no Hospício de Barbacena foi um genocídio, com 60 mil mortes. 

Um holocausto praticado pelo Estado, com a conivência de médicos, funcionários e da população.

Holocausto brasileiro
Autora: Daniela Arbex
Gênero: Reportagem
Págs: 256 (+caderno de fotos)
ISBN: 9788581301570
Preço: R$ 39,90
Selo: Geração

sábado, 20 de setembro de 2014

10 títulos para conhecer Moacyr Scliar

Na fantástica exposição em homenagem a Moacyr Sclair, são citados dez de suas obras como uma forma de conhecê-lo na sua grandeza.

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                                         Moacyr Scliar segura no colo o filho Beto na Rua da Ladeira, em Porto Alegre, em 1981                                         Foto: Carlos Gerbase / Arquivo Pessoal 
Fico feliz em saber que já li algumas delas, rs



Se você quer conhecer... o Scliar contista:
O Carnaval dos Animais (1968)
Os contos usam como ponto de partida sugestões provenientes do cotidiano e próximas das vivências do escritor e do leitor. O cenário da maioria das histórias é Porto Alegre, e as características conhecidas do espaço conferem natureza verista às narrativas.

Se você quer conhecer... o Scliar romancista
A Guerra no Bom Fim (1972)
O livro é narrado por Joel, que relembra os tempos de menino quando vivia com a família, judia, na Porto Alegre dos anos 1940... em pleno Bom Fim. É um relato da angústia de uma família de imigrantes judeus – a adaptação a uma realidade e a uma sociedade que não são suas.
A mulher que escreveu a Bíblia
O título é bastante explicativo: a história é um relato fictício sobre uma mulher anônima que, há 3 mil anos, tornou-se autora da primeira versão da Bíblia. Narrativa maliciosa que alterna a dicção bíblica com o baixo calão.
Ajudada por um ex-historiador que se converteu em "terapeuta de vidas passadas", uma mulher descobre que, no século x a. C., foi uma das setecentas esposas do rei Salomão - a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever. Encantado com essa habilidade inusitada, o soberano a encarrega de escrever a história da humanidade - e, em particular, a do povo judeu -, tarefa a que uma junta de escribas se dedica há anos sem sucesso.
O Centauro no Jardim
No interior do Rio Grande do Sul, na pacata família Tratskovsky, nasce um centauro: um ser metade homem, metade cavalo. Seu nome é Guedali, quarto filho de um casal de imigrantes judeus russos. A partir desse evento fantástico, Scliar constrói um romance que se situa entre a fábula e o realismo, evidenciando a dualidade da vida em sociedade, em que é preciso harmonizar individualismo e coletividade.
Os Vendilhões do Templo
A expulsão dos vendilhões do Templo de Jerusalém — relatada em poucas linhas do Evangelho de São Mateus — é o ponto de partida para uma narrativa original, que se desdobra em três épocas: 33 d.C., 1635 e os nossos tempos.
As três histórias se entrelaçam e se iluminam umas às outras, desdobrando de maneira inesperada o núcleo temático do episódio bíblico, com diversas possibilidades cômicas e dramáticas e focalizando suas implicações morais. A exemplo do que fez no premiado A mulher que escreveu a Bíblia, Scliar parte da narrativa bíblica para traçar um painel muito pessoal e bem-humorado dos dilemas de nosso tempo.

Se você quer conhecer... o Scliar médico
Sonhos Tropicais
Romance sobre Oswaldo Cruz, responsável pela introdução no Brasil do controle científico das epidemias e protagonista da Revolta da Vacina. Um diagnóstico preciso de uma sociedade que, travada pela miséria e pelo atraso, abre-se com relutância para a modernidade.

Se você quer conhecer... o Scliar autor infanto-juvenil
Pra você eu conto
Em Pra você eu conto, Juca conta a seu neto a emocionante história de sua primeira paixão: Marta, uma professora que luta contra a repressão e contra os nazistas do Rio Grande do Sul.
Max e os Felinos
O alemão Max, um garoto sensível, cresceu sob a severidade de seu pai que sempre lhe incutiu medos e inseguranças. Envolve-se, mais tarde com Frida, esposa de um militar Nazista, o que faz que tenha que abandonar o país. Em meio a viagem de barco, é obrigado, graças a um naufrágio, a dividir o pequeno espaço de um barco com um imenso Jaguar, um felino que sempre lhe aterrorizou.
O livro tornou-se conhecido após o autor, Moacyr Scliar, comentar em um jornal que o Best Seller A vida de Pi seria parcialmente um plágio de seu livro Max e os Felinos.

Se você quer conhecer... o Scliar cronista
Território das Emoções
Coletânea póstuma de crônicas da Companhia das Letras, publica uma grande amostra dos 30 anos de colaboração de Scliar com Zero Hora.

Se você quer conhecer... o Scliar
O Texto, ou: A vida
Obra que mistura autobiografia com antologia, apresenta textos raros, alguns escritos ainda na adolescência de Scliar.