domingo, 27 de julho de 2014

Juntando os fatos, os relatos

Um dia publiquei aqui como uma obra me levava a outra, um livro me levava a um filme, um estudo, uma reflexão.
Diante da necessidade de introspecção escolhi Philippa Gregory - uma autora que prende o leitor da primeira à última linha. A obra escolhida foi Terra Virgem (muito boa a resenha de Dominique e Daniela)

Já nas primeiras páginas a necessidade de saber mais sobre a Insurreição Powhatan de 1622 em Virgínia (EUA). 
Como Pocahontas celebrou a paz entre ingleses e indígenas. 
O filme O Novo Mundo também nos conta, certamente, outra versão desta história...
Somente muito estudo para discernir os fatos da ficção, agora.
Afinal, os filmes se baseiam em fatos reais, porém são maquiados para serem mais comerciais, certo?!

domingo, 20 de julho de 2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pijama de flanela II

Festejei o uso de um pijama de flanela num outono ameno com 23 graus. 
Há quatro dias tivemos em BH a temperatura mínima de 12,3 graus. Que madrugada gelada!!
Estava novamente com pijama de flanela, porém tive de me levantar no meio da noite para descongelar os pés, acredita?!
Lamentos a parte. 
O que vale é a possibilidade de usar meus cachecóis durante o dia. 
Saio de casa "quase carregada" de tanta blusa e vou "descascando" a cada passo. Não tem jeito. BH não faz frio... 
Melhor é usar os echarpes, ;))

Tem gente que detesta o frio, mas eu gosto! Gosto da elegância dos casacos e dos cachecóis.  
Como tricoteira, modéstia às favas, meus acessórios são lindos!
"Quando era pequena lá em Barbacena" passamos a adolescência curtindo um brejo. Sério! A festa da balada era no Parque de Exposições e durante uma semana o point era sentir frio naquele brejo. A aglomeração de pessoas era tanta que, creio, o frio realmente não sentíamos. No calor das emoções, no auge da adolescência e dos hormônios o jornal colocado no fundo dos sapatos/botas resolvia. 

Uma coisa é certa (qualquer blog de moda prova o que estou dizendo): a moda melhorou muito. A dos anos 80/90 era pra lá de baranga.

Como fiquei mais chique com o passar dos anos...



Oremos


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tulipas por Moacyr Sclair

Na obra Na noite do ventre, o diamante Sclair conta na voz de Spinoza a história das tulipas:

"o nome vinha da palavra turca tulbent, turbante. O  primeiro carregamento de tulipas chegara à Antuérpia quase um século antes, em 1562.
- A flor transformou-se em moda, e logo em mania. Todo o mundo queria tulipas... Novas variedades eram criadas constantemente e vendidas por preços altíssimos. As pessoas desfaziam-se de suas casas e de seus bens para poder comprá-las. Um médico famoso, Claes Pietersz, chegou a mudar o próprio  nome para Nocolaes Tulp, e adotou a tulipa como símbolo. Tu o conheces, creio; é o doutor Tulp que Rembrandt retratou em A lição de anatomia. Estranhas histórias aconteciam naquela época. Foi o caso de um rico comerciante que pagou uma fortuna por um bulbo da tulipa Semper Augustus. Sabes o que aconteceu? Um homem que trabalhava para ele viu aquele bulbo e, achando que era uma cebola, comeu-o junto com um arenque. Podes imaginar o desespero do comerciante...
Um acesso de riso interrompeu-o: riu tanto que chegou a perder o fôlego. Ainda ofegante, continuou: 
- Mas isto não foi o pior. O pior foi a especulação. Já não se comprava a flor propriamente dita; as tulipas eram vendidas enquanto ainda estavam sendo cultivadas, sob a forma de notas promissórias - comércio no ar, portanto. Neste mercado maluco até pessoas pobres, humildes apostavam suas economias. E então a bolha estourou: o preço das tulipas despencou, arruinando muitas gente, mas deixando uma lição preciosa sobre as ilusões que perturbam os seres humanos. 
E arrematou:
- As tulipas não tiveram culpa de nada, Rafael. O que enlouqueceu as pessoas foram as fantasias, aquelas fantasias que Platão descreveu em sua caverna. Fantasias que todos temos nos obscuros desvãos da mente. Esta não passa de um verdadeiro labirinto de túneis escuros, povoados por fantasmas, espectros e também imagens sedutoras. É preciso iluminar esse labirinto com a luz da razão. E aí descobriremos que tulipa é apenas uma flor, uma bela flor, não uma promessa de fortuna."

terça-feira, 15 de julho de 2014

Minha Vida em Versão Comédia - Notícias Minhas Parte XIII

O café tinha bebida alcoólica - licor de hortelã. Kahlúa, sempre Kahluá!
Éramos três! E três comemorações profissionais: um apostilamento, uma troca de função e uma associação ao SFH.
E assuntos do trabalho em comum não faltaram. 
Mentira dizer que saiu com colegas de trabalho e não falou da empresa, dos outros colegas, dos chefes e das tarefas bem ou mal sucedidas.

Mas, na despedida, vários personagens: Ramsés, Jorge V, Guilherme II, Nicolau II, Gêngis Khan. 
Moacyr Sclair e o judaísmo.
Ah... sinceramente, gostaria de ter uma varinha mágica para incutir na cabeça das pessoas o gosto pela leitura. Seria uma delícia! Uma loucura! 

Por hoje é só! Pena eu não ter escrito estas linhas (e certamente seriam acrescidas de outras muitas) mais cedo - quando as palavras fervilhando na minha mente...

terça-feira, 8 de julho de 2014

Minha Vida em Versão Comédia - Notícias Minhas Parte XII



Três longas semanas...
Quem sentiu falta pôde até pensar que "Claudinha esqueceu de mim"...
Esqueci não. Jamais!
Estive "em pausa"  e neste final de semana me energizei e voltei a tooooda!

Comecemos pelo Seu Almerindo, amansador de burros. Oito filhas no interior de Minas onde a luz vinha de lamparinas e a vitrola amarela era movida a pilhas. Bastou um das filhas arrumar um namorado que Seu Almerindo, prevenido, antecipou os casamentos de toooodas as filhas, uma a cada final de semana, ao som de Amado Batista. Ou  gostava demais do cantor ou sabia que este tipo de burro não poderia amansar. 
Este foi um dos causos que Marcelinho contou. Dentre outros que distraía a gente e nos motivava a continuar mesmo cansados. Disse inúmeras vezes que meu problema era firula e devo concordar (?!).

Foram 25 km até a Cachoeira do Bicame com minha perna lesionada. Imagine...
Digamos que desaprendi a andar. A dor não me impossibilita. Porém me limita. Não consigo mais correr ou andar depressa. E poupando a perna direita lesionada machuco o joelho esquerdo. 
Precisei de 2 km para que a anestésico fosse produzido - doía o músculo tibal anterior e também o músculo quase rompido bíceps femoral direito.
Quando me conscientizei que já não era mais a mesma bruta de antes, usei várias técnicas para acompanhar a turma: 
- fotografava o caminho à frente, exatamente no momento em que alguém fazia uma curva ao lado de um rochedo, ou arbusto (e reforçava mentalmente que tinha uma bateria reserva para rever as fotos quantas vezes fossem necessárias);
- sessão nostalgia (cicloviagem para Paraty ou trilha noturna Jacu Encantado) tínhamos setas com pedras ou gravetos. Cadê?? Socorro! Não se desespere! Lembre da lição número dois: sentar e aguardar alguém voltar para o resgate da lenta perdida;
- sacrifique as fotos de que tanto gosta - preferível se adiantar e enxergar a última cabecinha na curva do infinito do que se encantar com a vastidão das Cadeias do Espinhaço;
- e por última a técnica do João e Maria: procurar as pegadas como miolos de pão. Neste caso, capim pisoteado.

Após cinco horas vem o inchaço atrás do joelho esquerdo e sartório direito.
E vamos que vamos! Afinal, o céu está lindo e estamos chegando no destino... 
- Marcelinho, se tiver bifurcação só me esperar ou sinalizar... devagar e sempre é o lema. Vou chegar!  Lembrando que não tenho rumo - a turma toda sabe! Não deixe que eu adivinhe o óbvio! Eu erro, com certeza!

Gente, em resumo: foi fantááástica a caminhada, também a companhia de pessoas incríveis e as fotos! 
Sem foto não vou! Como vou provar para a posteridade as travessuras que fiz?!

bjos
08/07/14

Brasiiiil na Copa