sexta-feira, 20 de junho de 2014

Ainda sobre Gêngis Khan

Mulheres e cavalos 

Guia do Estudante

Em toda a história de Gêngis Khan as mulheres raramente são citadas. Nas estepes, até um cavalo valia mais que uma companheira. Ele era mais do que o melhor amigo do homem, era um indispensável instrumento em batalhas, tanto para o combate, como para a fuga. O quadrúpede também era necessário no pastoreio, segunda atividade econômica dos mongóis, precedido, é claro, pela pilhagem. Homens e cavalos nunca se separavam. Já as mulheres eram deixadas para trás nos acampamentos, enquanto os homens passavam longos períodos de batalha ou caça. Por isso, perder a mulher para uma outra tribo era comum. Arrumar uma também não era lá muito difícil, naqueles dias. Os casamentos eram acertados entre os pais quando os noivos ainda eram crianças, no entanto, a forma mais simples de conquistar a companhia feminina era usar a força. Fosse nas guerras, quando os homens podiam incorporar novas esposas, ou simplesmente sequestrando as jovens de outras tribos, uma prática corriqueira entre as tribos nômades.
O pai de Temudjin, Yesugai, roubara sua mãe da tribo dos merquitas. Vinte anos depois, o recém-casado Temudjin seria alvo da vingança. Sua noiva, Borte, foi levada pelos merquitas e para resgatá-la (fato não muito comum), ele se aliou a outras tribos para o serviço. A batalha abriu caminho para a liderança de Temudjin sobre os povos da região. Ele obteve sua esposa de volta, grávida. O fruto dessa gravidez, Jochi, foi o primogênito da família, mas sobre ele sempre ficaria a dúvida de ser ou não filho de Temudjin, motivo pelo qual ele foi excluído da linha de sucessão. Em 1225, Jochi morreria envenenado, provavelmente a mando do próprio pai. Gêngis teve ao todo seis mulheres mongóis e outras tantas estrangeiras, um número que pode não chegar à centena, mas certamente ultrapassa a metade disso.
Uma pesquisa realizada por geneticistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, afirma que 16 milhões de homens, cerca de 0,5% da população masculina do mundo, possuem cromossomos Y característicos dos mandatários mongóis. Esses cromossomos carregam uma assinatura genética que descende de um único cromossomo fundador. Suspeita-se que ele seja de Gêngis Khan.

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