quinta-feira, 26 de junho de 2014

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Crônica

Quero envelhecer assim... respeito mútuo... 

 

 

Elegância: moda para todas as estações

por Joanita Gontijo
Revista VOX Objetiva
Durante três anos, eles foram meus vizinhos ‘de porta’. Nós nos encontrávamos quase todos os dias. Não sei ao certo a idade deles, mas Dona Joana e Seu Chico estavam perto dos 80 anos. Foram muitos cumprimentos: ‘bom dia!’, ‘como vai?’ e ‘fique com Deus’ durante nossa convivência. Algumas vezes, consegui enganar o relógio para desfrutar do prazer de conversar ao pé da escada com eles. Falávamos de problemas do condomínio, como o milésimo conserto do portão da garagem, e sobre assuntos pessoais. Comemorei com o casal a aprovação da neta mais velha deles no vestibular; lamentei quando um dos filhos deixou a capital para viver no interior e rezei por Seu Chico, quando ele teve pneumonia.

Adorava nossas breves prosas e a elegância do casal. Não falo de paletós bem-cortados ou de vestidos com caimento perfeito. Sequer me refiro aos bons modos e à delicadeza com que sempre fui tratada. O que me fascinava era o encantamento entre eles. Quando Chico falava, Joana se calava para prestar atenção em cada sílaba. Seus olhos e ouvidos tinham a curiosidade de uma aluna sentada na primeira fila, ansiosa pelo final da história contada pelo professor. As palavras de Joana faziam o mesmo efeito em Chico que, com olhar de partilha, aplaudia secretamente as ponderações da esposa. Não concordavam em tudo, mas eram respeitosos em seus argumentos contrários. Faziam graça dos defeitos um do outro e riam juntos se olhando nos olhos.

Há bastante tempo não os vejo, mas se os encontrasse e tivesse poderes mágicos, empacotaria a elegância deles para distribuir a vários casais que entendem bem pouco do assunto. Inclusive, fiz parte dessa lista de maltrapilhos. Refiro-me a homens e mulheres que, mesmo juntos, se comportam como inimigos sociais.

Outro dia dividi a mesa de um bar com um casal que tinha acabado de chegar da Europa. O que deveria ser um relato divertido se tornou uma disputa velada sobre o lugar mais bonito, o melhor vinho, o atendimento do hotel, o tamanho da fila no museu e a temperatura registrada em Paris. Ao fim daquela viagem romântica, a diversidade de opiniões, sensações e impressões não enriqueceu a narrativa. Muito pelo contrário. As diferenças tornaram a conversa um campo minado, onde explodiram rancores e inseguranças. Esse triste espetáculo da disputa pela última palavra e da busca desmedida pelo convencimento alheio é constrangedor para os protagonistas e para a plateia. Houve vezes em que quase cobrei consulta por me sentir uma terapeuta apaziguando conflitos.

Meu pai diz que não sabemos se um relacionamento vai dar certo. Afinal, o parceiro ideal não se diferencia por ter uma estrela na testa. Mas um bom sinal é observar se entre vocês há harmonia. Caso os tons e as texturas do discurso não combinem nem mesmo diante do público, é melhor mudar o figurino ou o figurinista. Não importam as tendências: a deselegância está sempre fora de moda!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Ainda sobre Gêngis Khan

Mulheres e cavalos 

Guia do Estudante

Em toda a história de Gêngis Khan as mulheres raramente são citadas. Nas estepes, até um cavalo valia mais que uma companheira. Ele era mais do que o melhor amigo do homem, era um indispensável instrumento em batalhas, tanto para o combate, como para a fuga. O quadrúpede também era necessário no pastoreio, segunda atividade econômica dos mongóis, precedido, é claro, pela pilhagem. Homens e cavalos nunca se separavam. Já as mulheres eram deixadas para trás nos acampamentos, enquanto os homens passavam longos períodos de batalha ou caça. Por isso, perder a mulher para uma outra tribo era comum. Arrumar uma também não era lá muito difícil, naqueles dias. Os casamentos eram acertados entre os pais quando os noivos ainda eram crianças, no entanto, a forma mais simples de conquistar a companhia feminina era usar a força. Fosse nas guerras, quando os homens podiam incorporar novas esposas, ou simplesmente sequestrando as jovens de outras tribos, uma prática corriqueira entre as tribos nômades.
O pai de Temudjin, Yesugai, roubara sua mãe da tribo dos merquitas. Vinte anos depois, o recém-casado Temudjin seria alvo da vingança. Sua noiva, Borte, foi levada pelos merquitas e para resgatá-la (fato não muito comum), ele se aliou a outras tribos para o serviço. A batalha abriu caminho para a liderança de Temudjin sobre os povos da região. Ele obteve sua esposa de volta, grávida. O fruto dessa gravidez, Jochi, foi o primogênito da família, mas sobre ele sempre ficaria a dúvida de ser ou não filho de Temudjin, motivo pelo qual ele foi excluído da linha de sucessão. Em 1225, Jochi morreria envenenado, provavelmente a mando do próprio pai. Gêngis teve ao todo seis mulheres mongóis e outras tantas estrangeiras, um número que pode não chegar à centena, mas certamente ultrapassa a metade disso.
Uma pesquisa realizada por geneticistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, afirma que 16 milhões de homens, cerca de 0,5% da população masculina do mundo, possuem cromossomos Y característicos dos mandatários mongóis. Esses cromossomos carregam uma assinatura genética que descende de um único cromossomo fundador. Suspeita-se que ele seja de Gêngis Khan.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A incrível geração de mulheres que foi criada para ser tudo o que um homem NÃO quer

RUTH MANUS
Às vezes me flagro imaginando um homem hipotético que descreva assim a mulher dos seus sonhos:
“Ela tem que trabalhar e estudar muito, ter uma caixa de e-mails sempre lotada. Os pés devem ter calos e bolhas porque ela anda muito com sapatos de salto, pra lá e pra cá.
Ela deve ser independente e fazer o que ela bem entende com o próprio salário: comprar uma bolsa cara, doar para um projeto social, fazer uma viagem sozinha pelo leste europeu. Precisa dirigir bem e entender de imposto de renda.
Cozinhar? Não precisa! Tem um certo charme em errar até no arroz. Não precisa ser sarada, porque não dá tempo de fazer tudo o que ela faz e malhar.
Mas acima de tudo: ela tem que ser segura de si e não querer depender de mim, nem de ninguém.”
Pois é. Ainda não ouvi esse discurso de nenhum homem. Nem mesmo parte dele. Vai ver que é por isso que estou solteira aqui, na luta.
O fato é que eu venho pensando nisso. Na incrível dissonância entre a criação que nós, meninas e jovens mulheres, recebemos e a expectativa da maioria dos meninos, jovens homens,  homens e velhos homens.
O que nossos pais esperam de nós? O que nós esperamos de nós? E o que eles esperam de nós?
Somos a geração que foi criada para ganhar o mundo. Incentivadas a estudar, trabalhar, viajar e, acima de tudo, construir a nossa independência. Os poucos bolos que fiz na vida nunca fizeram os olhos da minha mãe brilhar como as provas com notas 10. Os dias em que me arrumei de forma impecável para sair nunca estamparam no rosto do meu pai um sorriso orgulhoso como o que ele deu quando entrei no mestrado. Quando resolvi fazer um breve curso de noções de gastronomia meus pais acharam bacana. Mas quando resolvi fazer um breve curso de língua e civilização francesa na Sorbonne eles inflaram o peito como pombos.
Não tivemos aula de corte e costura. Não aprendemos a rechear um lagarto. Não nos chamaram pra trocar fralda de um priminho. Não nos explicaram a diferença entre alvejante e água sanitária. Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas nos ensinaram esportes. Nos fizeram aprender inglês. Aprender a dirigir. Aprender a construir um bom currículo. A trabalhar sem medo e a investir nosso dinheiro.  Exatamente como aconteceu com os meninos da nossa geração.
Mas, escuta, alguém  lembrou de avisar os tais meninos que nós seríamos assim? Que nós disputaríamos as vagas de emprego com eles? Que nós iríamos querer jantar fora, ao invés de preparar o jantar? Que nós iríamos gostar de cerveja, whisky, futebol e UFC? Que a gente não ia ter saco pra ficar dando muita satisfação? Que nós seríamos criadas para encontrar a felicidade na liberdade e o pavor na submissão?
Aí, a gente, com nossa camisa social que amassou no fim do dia, nossa bolsa pesada, celular apitando os 26 novos e-mails, amigas nos esperando para jantar, carro sem lavar, 4 reuniões marcadas para amanhã, se pergunta “que raio de cara vai me querer?”.
“Talvez se eu fosse mais delicada… Não falasse palavrão. Não tivesse subordinados. Não dirigisse sozinha à noite sem medo. Talvez se eu aparentasse fragilidade. Talvez se dissesse que não me importo em lavar cuecas. Talvez…”
Mas não. Essas não somos nós. Nós queremos um companheiro, lado a lado, de igual pra igual. Muitas de nós sonham com filhos. Mas não só com eles. Nós queremos fazer um risoto. Mas vamos querer morrer se ganharmos um liquidificador de aniversário. Nós queremos contar como foi nosso dia. Mas não vamos admitir que alguém questione nossa rotina.
O fato é: quem foi educado para nos querer? Quem é seguro o bastante para amar uma mulher que voa? Quem está disposto a nos fazer querer pousar ao seu lado no fim do dia? Quem entende que deitar no seu peito é nossa forma de pedir colo? E que às vezes nós vamos precisar do seu colo e às vezes só vamos querer companhia pra um vinho? Que somos a geração da parceria e não da dependência?
E não estou aqui, num discurso inflamado, culpando os homens. Não. A culpa não é exatamente deles. É da sociedade como um todo. Da criação equivocada. Da imagem que ainda é vendida da mulher. Dos pais que criam filhas para o mundo, mas querem noras que vivam em função da família.
No fim das contas a gente não é nada do que o inconsciente coletivo espera de uma mulher. E o melhor: nem queremos ser. Que fique claro, nós não vamos andar para trás. Então vai ser essa mentalidade que vai ter que andar para frente. Nós já nos abrimos pra ganhar o mundo. Agora é o mundo tem que se virar pra ganhar a gente de volta.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Minha Vida em Versão Comédia - Notícias Minhas Parte XI



Minha Estranha Obsessão...

No canal h&h discovery, Mark, um rapaz de 20 anos, tem obsessão por boias em formatos de bichos (aproximadamente há 6 anos). Dinossauros, baleias, golfinhos, tubarões, jacarés, peixes, cobras. Total de 15 boias. A dracena Lila é sua esposa. 
Ele leva as boias para passear, conversa com elas, as ama. De verdade. 
Para aparecer no programa se comprometeu e iniciar uma terapia e identificar sua dificuldade de relacionamento com pessoas de verdade...
E blá blá blá...

Sabe o que aprendi nestes minutos em que assisti este programa? 
Que feminino de dragão é dracena! E que sou normal pra caramba!

Claudinha 
16/06/14

Minha Vida em Versão Comédia - Notícias Minhas Parte X



Copa do Mundo...
É um bom momento para conversar, ou seja, é tema para um bate-papo. Pois algumas coisas mudam com um evento como este.
O transporte, os horários, funcionamento das lojas, padarias e atividades dentro de casa.
Perdi até a acupuntura. Marquei com certeza e furei com segurança. A secretária liga e eu digo que sim. E a sexta parece quarta em função do dia do jogo. Foi na terça que saimos do trabalho mais cedo e fizemos exatamente o que não tem o hábito de fazer: assistir TV. E após horas a mais de sono e preguiça voltamos ao trabalho.
Eu, além de tudo, organizei uma Festa Junina. 
Fico pensando se tenho este tempo todo... Por que faço isso comigo... Agradar as pessoas é difícil... E eu fico me "botando à prova" sempre e sempre.
Faltam apenas 15 dias para largar a sindicância e, por falta de planejamento, tenho me estrepado justo no final...
É preciso reler o que se escreve... Ponderar os prós e contras. Avaliar a meta a ser atingida. Se compensa determinados desabafos.
E respirar... contar de 1 a 20 (já que até 10 é pouco)...

Hoje tirei algumas horas para pensar, para repensar e organizar o que farei para que meu dia de amanhã seja proveitoso...
Continuo com saudades de vocês...
Claudinha
15/06/14

Minha Vida em Versão Comédia - Notícias Minhas Parte IX



Até a boa educação dá bom dia a cavalo. Ai ai ...
Sabe um hábito que adquiri? Aprender os nomes das pessoas que me servem. Tipo saber o nome do garçom para chamá-lo diante de um novo pedido e, mais ainda, para ser atenciosa ao agradecer.
Aí fui fazer compras na Galeria do Ouvidor... Comprar mais miçangas para os elásticos que embalam/fecham minhas caixas de presentes.
Numa loja de lembrancinhas descobri objetos incríveis: sacos de organza, gaiolas em miniaturas, bichinhos de biscuit e até baldinhos de lata hiper coloridos. O que fazer com os baldinhos? Não sei... mas os quis e os comprei. Simples... Um dia descubro a utilidade...
Mas a questão foi que pedi o cartão à atendente e quis saber o nome dela: Perciliana, ela escreveu. Com medo de errar perguntei e ela soletrou.
Ok! Minha neta também um nome, no mínimo, incomum. 
Ao sair, para ser agradável, gentil, me concentrei e gritei já virada para a porta de saída: - Obrigada, Perciana!
(...)
Exato! Chamei a menina de Persiana.

Ai, ai, acho que falei demais...

Minha Vida em Versão Comédia - Notícias Minhas Parte VIII


Calma, calma!


Primeiro o caboclo lindo, bem vestido joga o papel do chicletes no chão... Não foi engano, sem quer... Foi quer querendo... inclusive, 3 passos a frente caiu outro papelzinhoo... E continua andando altivo, garboso e porco.


Ai... calma... estou intolerante. Ainda bem que não o parei na rua para perguntar se o pai dele era gari (a mãe não, aí o xingamento seria explícito).

Porque, de repente, ele está "mantendo o emprego do pai". 


Tolerância zero!


Entro no ônibus em plena Savassi e tem uma senhora "avantajada" sentava na fileira do corredor e a cadeira ao lado, na janela, vazia.

Aí, adooooro!

Peço licença para ela ter bastante trabalho de se levantar e me deixar entrar com toooodas as minhas sacolas. (Gilberto já me perguntou o que acontece com as mulheres que além de bolsa levam sempre outra sacola. Neste ponto eu ganho... são no minimo mais duas sacolas).

Ela só arreda, não se levanta e leva um "esbarrão/sacolada".

Já quase em casa (meu  ponto é o último da minha rua; tem apenas mais 4 até o ponto final que como na maioria dos bairros de BH cai numa favela) penso: uai, afinal ela está no corredor, não deveria descer antes de mim?!

Nããão! Ainda não era o ponto dela. E dá uma vontade quase irresistível de dar-lhe outra "sacolada". 


Aí, contei mentalmente até 20... (até 10 não dá)


Como o mundo tem pessoas e pessoas, o rapaz que percebeu meu mau humor (imagine a careta que fazia) me deu passagem para descer. Super bunitinho...


E teve outra antes: preciso contar... Trabalho num "buraco" sem janelas onde o sinal de celular não chega.

Tenho trêêês aparelhos - uma para cada operadora  TIM, VIVO e OI. E um carregador USB com dez pernas (posso comprar até mais aparelhos, antigos, novos, smartphone ou blá blá blá). E o fixo? Não tenho porque destruí o aparelho. Isso mesmo! O fio enorme se enroscou no pé da cadeira giratória e num guinada veloz o aparelho pá!!! foi ao chão e se recusa a falar/ouvir. Tá mudo!

Em resumo: falar comigo só ao celular e se a operadora cooperar. Ou se eu estiver com a caixa postal aberta (difícil também)

Alguém me liga no VIVO e a ligação falha... 

Aí eu descubro que não tenho crédito para retornar nem fone fixo...

Consigo o resíduo de crédito e mando msg do OI: " - Liga neeesste!"

Adivinha qual o celular tocou? o TIM...

Ai ai 

O que tá acontecendo?  Eu estou sem paciência...

  

Claudinha 

30/05/2014




E o mundo é mundo!