sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Grande Peste de Londres de 1665

Aprendendo com os livros,  ;))

Wikipédia diz: "A Grande Praga de Londres (1665-1666) foi uma epidemia que ocorreu na Inglaterra que vitimou entre 75.000 a 100.000 pessoas, ou seja, praticamente um quinto da população de Londres na época. A doença era chamada de praga ou peste bubônica, uma infecção causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida via um rato (chamado de vetor). A epidemia de 1665-1666 foi em menor escala do que a anterior "Peste Negra" que atingiu a Europa entre 1347 e 1353, mas é chamada como a "grande praga" porque foi uma das últimas a se espalhar pela Europa."

Dan Brown em Inferno nos conta: "Do nada, uma cantiga lhe veio à mente: Um anel em volta a rosa. No bolso flores cheirosas. É pó, é pó. E vamos todos ao chão
Costumava recitar essa rima quando criança, na Inglaterra, até descobrir que ela remontava à Grande Peste de Londres de 1665. Supostamente, o anel em volta da rosa fazia referência ao círculo que surgia na pele ao redor de uma pústula rosada e indicava que a pessoa estava infectada. Os doentes carregavam ramalhetes de flores no bolso para tentar tanto o cheiro dos próprios corpos em putrefação quanto o fedor da cidade em si, onde centenas de vítimas da peste morriam todos os dias e tinham os corpos cremados. É pó, é pó. E vamos todos ao chão.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pele em confidências

Uma amiga, grande amiga, finalmente criou um blog para contar a nós suas experiências com estética.
No nosso último encontro, ela dizia que a pele é comandada por cinco fatores, ou seja, estes fatores contribuem para o envelhecimento ou boa aparência da pele: GENÉTICA, SONO, PRATO COLORIDO, ÁGUA e SOL. Acompanhemos, então, suas postagens...

"Trabalhei com estética, como dito acima, por um bom tempo e vi em minha maca diversos tipos de personalidades. Para todos tentei passar que a beleza vem de dentro pra fora; é como uma luz.. Luz esta que tem um brilho próprio e que nos faz mostrar ou mesmo deixar mostrar nosso lado mais exuberante, mais marcante.
   Dá trabalho ser bonito(a); tem que procurar pensamentos positivos, alegria, comida balanceada, usar o corpo e ainda dormir...
   Um prato com alimentos coloridos (azul, vermelho, verde, branco e amarelo) é uma questão obrigatória! E beber água também!
   Obter seu sono orgânico, ou seja, descobrir sua hora certa de ir para a cama. Cada um tem a sua própria!É fácil descobrir, basta observar aquele momento que você começa a bocejar sem parar. É esta a sua hora... Então respeite-a. Isto é fundamental!
Aprenda a se conhecer; isto é amar-se.
Espero que esta parceria tenha alguma utilidade. Falarei depois de nossa luz interior e como permitir que ela se nos exponha às outras pessoas."

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Pais maus

PAIS MAUS
Dr. Carlos Hecktheuer- médico psiquiatra
“Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães, eu hei de dizer-lhes: 
– Eu os amei o suficiente para ter-lhes perguntado aonde vão, com quem vão, e a que horas regressarão.
- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio, e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar os doces que tiraram do supermercado, ou revistas, do jornaleiro, e fazê-los dizer ao dono: “Nós tiramos isto ontem, e queríamos pagar”.
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para deixá-los ver, além do amor que eu sentia por vocês, o meu desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para lhes dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até me odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci… Porque, no final, vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães; quando eles perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer:
“Sim, os nossos pais eram maus. Eram os piores do mundo. As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes, comiam batatas fritas e sorvetes no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistiam em que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nossos pais insistiam sempre conosco para que lhes disséssemos sempre a verdade, e apenas a verdade.
E, quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!
Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que os nossos pais os conhecessem.
Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos até os 16 para chegar um pouco mais tarde; e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos, ao voltar).
Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, roubo, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por crime algum.
FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!
Agora, que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos PAIS MAUS, como eles foram”.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:
NÃO HÁ PAIS MAUS O SUFICIENTE!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Mais uma sugestão de Luiz Guilherme de Beaurepaire

De Filipe Ribeiro de Meneses | Editora Leya
Uma das biografias mais sensacionais que eu tive o privilégio de ler nos últimos tempos: “Salazar – Biografia Definitiva” do historiador Filipe Ribeiro de Meneses, da Editora Leya. O livro nos apresenta a história de Portugal ao longo dos 40 anos de ditadura salazarista e muito mais, mostra como funcionava a mente desse personagem histórico e a lógica que permeava sua prática política. Um personagem pouquíssimo conhecido entre nós. E, certamente, para muitos das novas gerações seja apenas “um nome”.
Não sou a favor de ditaduras. Ditadura, nunca mais. Mas a figura de Salazar se tornou quase mítica, ao despertar veneração e rancores profundos, em discussões mais acirradas até hoje. Quando vi o livro pensei “ … encontrei a oportunidade de entender não apenas essa figura polêmica, mas também a história de Portugal”. E fui!
Demorei duas semanas e meia para ler esse calhamaço de 667 páginas. Lembro-me que após a leitura desse livro, fiquei tão encantado com toda a história e conhecimentos adquiridos, que esse passou a ser um dos meus livros mais indicados e vendidos por mim, na Livraria onde trabalhava. Mas apesar de todo meu encantamento, sentia uma enorme dificuldade em colocá-la no papel em função do verdadeiro banquete de detalhes que essa obra apresenta. Um “livraço” sob todos os aspectos!
Lançado em 2011, somente agora, um ano depois, me sinto capaz de tentar escrever sobre esse livro e apresentá-lo de forma concisa. Pois a minha vontade é sair teclando e fazer um resumo de duzentas páginas – no mínimo. Mas aqui, nesse espaço, procuro não ceder a tentações.
O trabalho de Filipe Ribeiro de Meneses durou sete anos, um projeto acadêmico e financiado pelo governo Irlandês. Atualmente, ele leciona na Universidade de Maunooth, Irlanda. Esse trabalho tem o mérito de ser uma das mais exaustivas biografias já publicadas nesse país. As investigações foram feitas no Arquivo Oliveira Salazar, acompanhada de uma extensa bibliografia em outras línguas. A ênfase desse livro está na estratégia e no pensamento político.
Mas, afinal, quem foi Salazar?
Para alguns, um fascista cruel, responsável pelo atraso democrático que o país viveu por 40 anos. Para outros, um homem que conseguiu equilibrar as finanças de Portugal, livrando-a de uma falência considerada certa. Os anos se passaram e as contaminações tanto vindas da direita como da esquerda cederam a análises mais equilibradas, sem exageros de culpas, tendendo para uma análise histórica mais isenta. Mas como esse homem se manteve no poder por tantos anos? Essas e outras perguntas você vai saber lendo a essa bela obra.
O autor nos apresenta Salazar não como um monstro, muito menos um patriota altruísta, tão pouco como herói nacional, mas como um líder autoritário, de propósitos firmes e decisões pragmáticas. Para obter o status de grande estadista era necessário que houvesse certo consenso, e quanto a isso não existia a menor unidade de pensamento. Salazar foi uma figura que dividiu opiniões em todos os seus quarenta anos de poder.
O livro começa nos revelando uma pesquisa realizada pelo canal RTP, chamado “os Grandes Portugueses”. Um programa que era uma cópia da BBC, e sua fórmula alcançou vários países onde se pedia aos telespectadores que votassem e selecionassem uma lista de dez portugueses na Internet – e o grande vencedor foi Salazar.
O próprio historiador justifica a taxa de audiência do programa como baixa e apenas 160 mil votos haviam sido validados. E Salazar abocanhou 41% dos votos. O resultado provocou ondas de protestos em todo país, a natureza do programa, os critérios foram questionados, mas nada que contribuísse para uma instabilidade da ordem vigente. A vida seguiu e tudo foi esquecido, assim como o tal programa de TV.
A vida privada de Salazar não nos oferece muitos detalhes, provavelmente oriunda da pouca documentação disponível. Mas vamos ao que sabemos.
Nascido em 1889, em Vimieiro, interior de Portugal, Salazar viveu e cresceu em uma família modesta. Seu futuro, por ser de uma família pobre, estava traçado: o seminário e o sacerdócio. Mas quis o destino que seu futuro acabasse na Universidade de Coimbra e não no seminário, em Viseu. Foi na Universidade de Coimbra que sua ascensão foi meteórica. Um momento histórico complicado, instável e violento fez a data de “5 de outubro de 1910”, um ano de mudanças radicais. A monarquia foi catapultada e a nova República instaurada. Essa experiência foi marcante para este militante pertencente a organizações cristãs.
Influenciado pelas encíclicas de Leão XIII, combateu o anticlericalismo republicano de uma forma comedida. O que não traduzia em um retorno a monarquia. A defesa da Igreja representava não a volta à monarquia, mas aos ataques dos republicanos à Igreja. A defesa da Igreja era fundamental a seus propósitos. A primeira lição para se entender Salazar é sobre sua formação religiosa, fundamentada no catolicismo que guiou sua construção e sua visão de mundo. Com o fracasso político, econômico e financeiro da Primeira República, Salazar ganha o espaço para ser a alternativa política frente à instabilidade.
Logo após o caos que pôs fim a Primeira República, uma ditadura militar foi instaurada em 28 de maio de 1926. Salazar, que tinha um olhar sagaz, enxergou a oportunidade que se abria para ele naquela turbulência do país. Logo, começou a publicar artigos em jornais onde mostrava a incompetência técnica das lideranças militares incapazes de fazer o país se desenvolver. Seu remédio era amargo, implicava em autonegação e austeridade. Autonegação? Austeridade? Tudo isso tem elementos cristãos contra o materialismo desenfreado que apenas corrompia a vida, para isso, como um bom pastor, pregava “a simplicidade da vida pública”. Uma terapêutica de seminário. Ao aceitar em 1928 a pasta das finanças, Salazar estava consciente que jogava uma cartada importante. Segundo Filipe Ribeiro de Meneses, a “batalha do orçamento” seria o grande passo para se construir o Estado Novo.
Tentar rotular politicamente a natureza desse Estado Novo não é o foco da discussão levantada pelo autor. O Estado Novo só conseguiu se firmar graças a “ditadura das finanças” orquestrada por seu compositor, entre 1929 e 1932, onde algumas vitórias importantes aconteceram, como o controle do déficit fiscal que era um problema crônico da República adquiridos, entre 1914 e 1918, ou seja, na Primeira Guerra Mundial.
Nesse livro, o autor reproduz os dilemas de Salazar sobre a natureza do seu regime.
“Deve o Estado ser tão forte que não precise ser violento? Ou avançar para reconciliação do Estado com a nação? “
Como já foi dito, Salazar tinha uma formação cristã. Segundo ele, alguns limites morais e espirituais para a ação do Estado precisavam ser demarcados. O fascismo, o nazismo, o antissemitismo, não faziam parte de seu menu político, pelo contrário, eram-lhe estranhos. O que não significava que esse mesmo regime não prendesse e punisse severamente seus opositores, mas a ideia tanto vinda da direita como da esquerda de que a política deveria dominar todos os aspectos da existência humana passava longe de Salazar. O salazarismo se tornou uma forma de fazer política em que a desmobilização ativa da política trazia mais benefícios do que problemas. Retirar a política das ruas, dos jornais e das preocupações diárias dos indivíduos era a forma de esvaziar os conflitos, era a garantia de paz no país e da sobrevivência do regime.
Em 1933, a Constituição consagrou que Salazar era, finalmente, o primeiro ministro de Portugal, e daí em diante um cenário sombrio se instalava. A prioridade absoluta era a sobrevivência do regime. O regime e a nação eram indissociáveis. E por ironia do destino, a grande ameaça interna era o Movimento Nacional Sindicalista, que influenciado pelas ideias do Duce Mussolini, declarava seu apoio incondicional a Salazar, mas cobrava a festa do fascismo: aparições, discursos inflamados, juras pela nação. Só que Salazar não gostava desse tipo de coisa. Seus aparecimentos públicos não eram algo sistemático, pelo contrário, não faziam parte de seu temperamento que era reservado, sua oratória, nas palavras de Marcelo Caetano, seu fiel colaborador, tinha “uma voz de velha”.
A reação de Salazar aos Camisas Azuis do Nacional Sindicalismo foi de liquidação, respondeu com violência. Cooptou os moderados para o regime e reprimiu os radicais. Salazar em 1930 já vislumbrava, como já foi dito, um cenário confuso. E para sua sobrevivência política, ele não perdia muito tempo com os radicais, simplesmente os eliminava.
Entre os muitos testes pelos quais passou, Salazar passou foi com Franco, na guerra civil espanhola. O receio da contaminação republicana fez os nacionalistas se sublevarem. Salazar colocou algumas pré-condições para o apoio. Primeiramente, Portugal não poderia ser apenas um aliado diplomático, mas um aliado a altura, capaz de vê-lo como uma importante força frente à ameaça do comunismo, e como escreve o historiador Filipe Ribeiro Meneses:
“é o tratamento dos refugiados republicanos espanhóis que mais ensombra a reputação de Salazar neste período”.
Por quê? Todos que cruzavam as fronteiras eram devolvidos ao seu lugar de origem sofrendo as piores consequências de tal gesto.
Se o regime de Franco era uma ditadura de corpo inteiro, Salazar desenvolveu a sua própria autoridade a partir de uma ditadura militar. O ditador espanhol fomentou uma relação com Hitler, assinando em segredo o Pacto Tripartido , em 1940, enquanto Salazar lutou arduamente para preservar a árdua neutralidade durante a Segunda Grande Guerra. Franco deve muito a Salazar por não ter assumido uma postura mais agressiva contra os aliados. Não por que fosse um grande amigo de Franco, mas temia que as forças do Eixo encontrasse na Espanha a via preferível para uma possível invasão. Franco não caiu depois da guerra, devido às condições impostas por Salazar de desenvolver uma relação política que passasse além da formalidade diplomática, abandonando as tentações do Eixo.
A partir da guerra civil espanhola, a política de neutralidade de Salazar permaneceu inalterada. Era a forma encontrada para garantir a integridade do país. E na medida em que lemos a biografia ficamos sabendo da engenhosidade de Salazar para sobreviver à avalanche de acontecimentos e de escaramuças com aquela máxima: “a todos parecer amigo”, e mais do que isso, “esconder intenções” vendendo tungstênio às fábricas de armamentos nazistas, assim como ceder as bases militares dos Açores aos aliados.
Com o fim da guerra, um novo cenário se configurou. A guerra fria e os desafios de Salazar em sobreviver a dois blocos em luta. Ele entendia que a sua nova missão era evitar a contaminação comunista e os apelos da democracia parlamentar para seguir os ideários de Washington.
No entanto, essa relutância à democracia sinalizava a sua incapacidade de entender as transformações profundas do Ocidente. E com certeza essa incompreensão fora o seu fim, ou melhor, o princípio do seu fim. E este fim teve um nome: África.
As guerras africanas que tiveram início em 1961 foram na verdade uma visão idealizada sobre o papel de Portugal no mundo. As colônias representavam segundo ele, o papel civilizador de Portugal no mundo. Sem as colônias Portugal estaria perdido. Incapaz de entender um cenário com três guerras (Angola, Guiné Bissau, Moçambique) seu fim começava a ser traçado. Estava convencido de que detinha a fórmula para garantir a sobrevivência e a estabilidade de Portugal no século XX, através da preservação da cultura tradicional, religião, identidade histórica e do império.
Salazar morreu em 1970. Mas sua morte estava selada dois anos antes, quando sofreu um AVC do qual nunca se recuperou. Sua morte política começou com as guerras africanas, com a perda de Goa, Damão e Diu para União Indiana; com a frustrada tentativa de golpe perpetrada pelo seu Ministro da Defesa, Botelho Moniz.
Uma das queixas, recebidas por Salazar dos agentes do PIDE ( a uma espécie de Deops brasileiro) ao seu regime era o cansaço dessa paz de cemitérios gozados há tantos anos pelo povo português.
Reconheço que falta muita coisa para que essa resenha fique completa. Fiz o melhor que pude; o resto eu deixo com você leitor.
A “Biografia definitiva de Salazar” é uma obra simplesmente extraordinária. Não conta a história de um ditadorzinho desses que achamos nas latas de lixo da história, tem um muito mais a ser aprendido.
Essa biografia, certamente, ajudará aos leitores a entender Portugal, e a entender um pouco mais o Brasil. Afinal, a história nos uniu um dia e a Língua Portuguesa nos unirá sempre.
Esse livro merece um belo espaço na sua estante.
Do blog Bons Livros para Ler

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mais uma sugestão leitura para crianças

A perigosa vida dos passarinhos pequenos 
 
a-perigosa-vida-dos-passarinhos-pequenos-miriam-leitão-bons-livros-para-ler-infantil-conhecimento
 
Sim, um livro sobre pássaros e escrito pela jornalista Míriam Leitão para crianças. Mas esqueça a jornalista premiada, agora  ela é uma contadora de histórias que certo dia acordou entre cantos de passarinhos e resolveu observá-los – e se apaixonou por cada um deles.  
 
Através de suas observações, ela nos conta uma deliciosa história sobre a vida  de andorinhas, beija-flores, bem-te vis, Coleiros, Sabiás e tantos outros. 
 
Baseada em fatos reais, somos apresentados à fragilidade das espécies, a beleza da vida desses diferentes pássaros e sua luta pela sobrevivência num planeta cada vez com menos florestas e repletos de ameaças.
 
As ilustrações de Rubens Matuck são aquarelas bem cuidadas, representando cada espécie com leveza e perfeição. Uma história boa para ser contada e ouvida com atenção. (Ed. Rocco)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Biografias

Sinto-me uma fraude (mais do que usar sutiã com bojo) ao querer falar sobre a atual polêmica sobre biografias - direitos do historiador/escritor e familiares do biografado.
Biografia é o estilo que mais me atrai pois sempre enriquece - fatos verídicos acrescentam. Assim, defendo até mesmo as histórias romanceadas, os romances históricos (parte ficção, parte/cenário verídico).
Porém, neste momento, vou apenas citar o livreiro Luiz Guilherme de Beaurepaire e seu excelente artigo sobre Biografias x Biógrafos no blog Bons Livros para Ler.
Da mesma forma que entro em toooodas as livrarias (sem exceção) com o intuito de observar as preferências/disposições dos títulos na estante "mais vendidos", concordo que viajar entre os diversos blog de literatura existentes é sempre uma boa ideia.
 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ou Isto ou Aquilo

Ou isto ou aquilo
Um clássico da literatura infantil brasileira publicado pela primeira vez em 1964. Muita gente grande já se encantou com os poemas de Cecília Meireles.
O universo infantil aparece nesta obra e brinca com palavras simples, lugares e objetos conhecidos das  crianças, como tintas, bolhas de sabão, jardins e sonhos. A ilustração poética de Odilon Moraes  compõe o texto e traz mais beleza a tudo.  Poesia para meninos e meninas. (Ed. Global)
 
 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Novo método de leitura

Adesivos Post - com eles marco passagens, trechos, diálogos, história... tudo que me interessa para repassar, pesquisar ou simplesmente postar neste meu cantinho... Imagino que, futuramente, vou reler os fatos que marcaram meu dia, minha semana, minha vida e traduzir uma evolução... Não deixa de ser um "diário virtual" os meus desabafos. 
Boa leitura para vocês!

:))

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Inferno

Dan Brown, em seu livro Inferno, fala de Dante Alighieri e sua obra A Divina Comédia.
Eis um trecho (pág. 65-66,2013, Editora Arqueiro Ltda):
"Louvado como uma das maiores obras da literatura mundial, o Inferno era o primeiro dos três livros que compunham A Divina Comédia, de Dante Alighieri - um poema épico de 14.233 versos que descreve sua brutal descida ao mundo interior, a jornada pelo Purgatório e, por fim, a chegada ao Paraíso. Das três partes da Comédia - Inferno, Purgatório e Paraíso -, o Inferno é de longe a mais lida e a mais memorável. 
Composto por Dante Alighieri no início do século XIV, o Inferno redefiniu a percepção medieval da danação. Antes dele, a ideia do mundo inferior nunca havia fascinado as massas de forma tão arrebatadora. Da noite para o dia, a obra de Dante cristalizou esse conceito abstrato em uma visão nítida e aterrorizante - visceral, palpável, inesquecível. Como era de esperar, após a publicação do poema, houve um enorme aumento no número de fiéis da Igreja Católica graças aos pecadores aterrorizados que buscavam evitar a versão atualizada do Inferno imaginada por Dante."

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Religião

Sempre quis entender/compreender melhor as doutrinas religiosas. Compará-las, exatamente. Para provar minha teoria de que a conveniência é a mestra de toda e qualquer doutrina de fé.*

No livro PELA BANDEIRA DO PARAÍSO: Uma História Violenta de Fé (de John Krakauer) fica claro a alternância dos mórmons (fundamentalistas da Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias) entre poligamia e monogamia. Enquanto divulgavam a bigamia abertamente foram expulsos de várias regiões nos Estados Unidos. Isso exigia constantes mudanças e readaptações; muitas vezes perda de fiéis seguidores. A fim de fixarem território, receberam uma "mensagem" do mestre Joseph Smith, o fundador da religião e passaram a ser monogâmicos "oficialmente".
 
Ao pesquisar sobre uma postagem no face sobre a Igreja Católica e a crença na reencarnação, encontrei um site de notícias e artigos sobre a igreja e a fé católica. 


(...) poder e dominação... contra-argumentar a doutrina alheia... muito complicado eu, uma leiga, fiel não praticante de várias religiões escrever sobre fé...
Porém, posso sim divagar no meu blog; afinal, foi o objetivo de sua criação!

* Na verdade, considero a conveniência mestra de todo e qualquer estepe de sobrevivência. 

Falarei disso também em outro post - meus devaneios, hoje, estão transbordando... tudo porque estou lendo Inferno de Dan Brown. E assisti a um dos filmes da série Os Pilares da Terra.

domingo, 3 de novembro de 2013

Sabedoria de avó

Sabedoria de avó
Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de num dia de domingo me sentar na poltrona da biblioteca e bebendo um cálice de Porto, dizer a minha neta:
- Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar.
E assim, dizer apontando o indicador para o alto: - O nome disso não é conselho, isso se chama colaboração!
Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.
Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
Satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação.
Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim.
Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.
Cuide bem dos seus dentes.
Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro. Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..." Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.
Tenha uma vida rica de vida! Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.
E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status.
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco!
Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação.
Leia. Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.
Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida. Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?

Fonte desconhecida