quarta-feira, 30 de outubro de 2013

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Amizade

Um jovem recém casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido,
bebericando chá gelado durante uma visita ao seu pai. Ao conversarem sobre a vida, o casamento,as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho.
- Nunca se esqueça de seus amigos, aconselhou! Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos..

Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça coisas com eles; telefone para eles...

Que estranho conselho! Pensou o jovem.. Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo que necessito para dar sentido à minha vida!

Contudo, ele obedeceu ao pai. Manteve contato com seus amigos e anualmente aumentava o número de amigos. Na medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. Na medida em que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e mistérios sobre um homem, amigos são baluartes de sua vida.
Passados 50 anos, eis o que aprendi:

O Tempo passa.
A vida acontece.
A distância separa..
As crianças crescem.
Os empregos vão e vêm.
O amor fica mais frouxo.
As pessoas não fazem o que deveriam fazer.
O coração se rompe.
Os pais morrem.
Os colegas esquecem os favores.
As carreiras terminam.
Os filhos seguem a sua vida como você tão bem ensinou
MAS... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês.
Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!

Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.

A Você que ajuda a dar sentido à minha vida...

Obrigada, hoje e sempre, por ser meu/ minha amigo(a)...
Deus o(a) proteja!!!
Anônimo

domingo, 27 de outubro de 2013

A Culpa é das Estrelas


No site oficial da Editora Intrinseca temos uma ideia da obra... Por que só uma ideia? Porque o livro é... muuuuuuito interessante! Gostei, de verdade.
Estilo de narração do autor, tema, finalização... só lendo pra entender minha empolgação...

 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Livros Livres

Reportagem:


TEXTO Ronaldo Bressane 
ILUSTRAÇÃO Valentina Fraiz

Se todo artista tem de ir aonde o povo está, o mesmo se pode afirmar de muitas bibliotecas – que, em vez de ficar paradinhas, estão indo catar o leitor na rua. Essa ação combate um bizarro paradoxo: apesar de o mercado editorial colocar grande quantidade de livros nas livrarias, muita gente não dispõe de grana nem de incentivo para ler uma publicação. Assim, em localidades inóspitas, e mesmo no mais descolado bairro de uma cidade como São Paulo, algumas ações propuseram um caminho inverso: são as bibliotecas que vão atrás dos leitores.
O professor Luis Soriano Borges viaja pelos confins da Colômbia para distribuir livros a bordo de seus dois burros – Alfa e Beto. Ele começou seu bibliopériplo nos anos 1990, ao zanzar por comunidades do Caribe colombiano, emprestando cerca de 70 volumes. Depois de contar sua história a um radialista, Borges recebeu quase 5 mil exemplares – hoje ele está prestes a construir sua própria biblioteca. Os itens mais populares são os de aventura para crianças, mas Borges também distribui obras de seu xará argentino, dicionários e revistas Time-Life antigas. Até hoje, só não devolveram aos burros de Borges um exemplar de Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel, e um manual de educação sexual – além dessas perdas, uma edição de Brida, de Paulo Coelho, foi roubada por bandidos de estrada. Projeto semelhante ocorre em Alto Alegre do Pindaré, a 239 quilômetros de São Luís (MA): é o Jegue-Livro. Uma vez por mês, um jegue com jacás (cesto feito de fibra vegetal), conduzido por jovens leitores, sai às ruas e se instala à sombra de uma árvore para oferecer leitura ao povo. Enquanto o bichinho se refresca, são frequentes à sua volta as leituras em voz alta.
Em um movimento curioso de imitação em série, muitas cidades do Brasil vêm aderindo à moda de ocupar ônibus e caminhões com bibliotecas para levar livros a comunidades carentes – lugares onde a única diversão e agremiação social são oferecidas por bares e igrejas evangélicas. Em Campo Grande (MS), o Sesc inventou, em 2008, o BiblioSesc, projeto que emprestou 6 mil dos 7 mil impressos de que dispõe, entre literatura nacional e estrangeira, infantis, jornais e revistas, só em seu primeiro ano. O serviço é itinerante, pois se utiliza de um ônibus. E o empréstimo é gratuito. Estranho? Para quem já frequenta bibliotecas não – mas muita gente tem vergonha ou medo de visitar uma livraria e acha que, para emprestar um livro, é preciso pagar alguma taxa e ter documentação em dia. Daí essas iniciativas exigirem apenas o compromisso de devolução. Numa volante do Ceará, um ônibus leva a locais remotos, como Tejuçuoca, Saboeiro e Aiuaba, literatura brasileira e estrangeira, biografias, cordel, manuais de educação sexual, livros de administração e de história, jornais e revistas. O leitor faz seu cadastro na hora, recebe uma carteirinha e pode, ainda, acessar a internet e participar de atividades lúdicas com os funcionários.
Mas não só em paragens longínquas é descomplicado acessar livros. Em São Paulo, duas iniciativas bem diferentes têm chamado a atenção dos leitores desavisados. Robson César Correia de Mendonça, ex-morador de rua, tinha vontade de ler, mas impedido de entrar em espaços para leitura – geralmente por portar sacos plásticos com roupas e objetos pessoais e não ter documentos – sonhou com uma situação diferente. Ao plantar uma árvore na frente da biblioteca Mário de Andrade, Mendonça conheceu Lincoln Paiva, presidente do Instituto Mobilidade Verde (IMV), que lhe deu a ideia de um serviço movido a pedal. Paiva descolou para ele um triciclo com freios a disco na traseira e caçamba com capacidade para transportar 150 quilos de livros. Mendonça, cuja obra favorita é A Revolução dos Bichos, de George Orwell, acredita que “a leitura é pouco para que essas pessoas mudem a situação de abandono, mas já é um início na tentativa de transformar sua vida, assim como aconteceu comigo”. Ele afirma que deveria haver mais “biciclotecas” espalhadas em São Paulo, uma vez que a população de rua da cidade é composta de cerca de 20 mil pessoas.
No boêmio bairro paulistano de Vila Madalena, Paiva lançou o Bibliotáxi. “Aproximei o taxista da comunidade e, pelos livros, as pessoas podem compartilhar coisas e ser mais colaborativas”, afirma. A ideia é singela e radical: no banco de trás de um táxi, no ponto da Rua Wisard com a Fradique Coutinho, uma caixa com 15 obras está à disposição do passageiro – que nem precisa devolvê-las. Porém, livres como os táxis, os exemplares acabam misteriosa e espontaneamente retornando ao automóvel, que está cada vez mais abarrotado de doações.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

10 Direitos das Crianças

LEIA PARA UMA CRIANÇA # issomudaomundo
Dez direitos das crianças de 0 a 5 anos em relação à leitura, segundo a Fundação Itaú Social:

1- Toda criança pequena tem direito de ver os livros e as pessoas lendo, observar como elas se comportam e reagem, isso desperta na criança o interesse pela leitura.

2- Toda criança pequena tem direito de conhecer os diferentes lugares onde os adultos leem: na cama, no sofá, no chão, no parque ou no ônibus, e pode escolher seus lugares preferidos para ouvir uma história ou "ler" sozinha.
3- Toda criança pequena tem direito de explorar o livro - sentar em cima, bater na capa, morder e, ao escutar uma história, pode ficar sentada, deitada ou em pé.
4- Toda criança pequena tem direito de escutar muitas histórias na voz de pessoas queridas, todos os dias. Esse é um momento para o adulto demonstrar carinho, conversar com a criança , mostrar e nomear as coisas do mundo.
5- Toda criança pequena tem direito de aprender a utilizar os livros. Para isso, é essencial que possa manuseá-los, descobrir diferentes tamanhos e formas, tipos de letra e ilustração, ver qual é a capa, como virar as páginas, onde a história começa e termina.

6- Toda criança pequena tem direito de ouvir a história do jeito que o autor escreveu, sem alterações feitas pelo adulto que lê. As palavras estranhas e diferentes ampliam o conhecimento da criança.
7- Toda criança pequena tem direito de ficar em silêncio, perguntar e conversar durante as histórias. É natural para ela falar sobre suas descobertas e suas dúvidas.
8- Toda criança pequena tem direito de usar sua imaginação para brincar com os personagens, as ilustrações, os sons da palavras e as situações do livro, criando sua própria história. Ela pode rir, sonhar, entristecer-se, movimentar-se, surpreender-se ou até sentir uma pontinha de medo.
9- Toda criança pequena tem direito de reconhecer situações do cotidiano das pessoas do seu grupo ou de grupos diferentes através do livro.
10- Toda criança pequena tem direito de escutar várias vezes a mesma história, mesmo que não olhe para o livro e suas ilustrações. E, se não gostar de algum livro, a criança também tem direito de interromper a leitura.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

domingo, 6 de outubro de 2013

Uauuu.... 1.140 visualizações

No mês passado, 1.140 visualizações no meu blog.
O que viram? Letra da música Tem Gente que Machuca a Gente e resenhas de filmes (nada recentes).
Me pergunto o que procuraram na internet? Como chegaram até aqui?
Uma coisa é certa: não foi atrás de títulos literários.   ;)   ;)
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A parte um do outro que é feita de ausência

[...] ... eu pensava que vocês dois eram o melhor casal do mundo.
- Ah, não, não. Nós éramos jovens e bobos. O que um sabia a respeito do outro? Quase nada. Foi sorte, pura sorte, descobrimos depois do casamento que nossa naturezas eram tão empáticas uma à outra. E também - ele parou, girou a sacola de polietileno para que ficasse enlaçada até o pulso - ambos sofremos muitas perdas nas nossas vidas, muito cedo. Isso nos fez entender a parte um do outro que é feita de ausência. - Ele franziu o nariz: era um tique que pegara da esposa. - Se ela ouvisse isso diria que é o poeta melodramático de Dilli que tenho dentro de mim. [...]
Trecho da obra Sombras Marcadas, de Kamila Shamsie.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Um mês sem postar... porém, não foi um mês sem leituras agradáveis.
Romance cativante é o que melhor traduz SOMBRAS MARCADAS.

Tradução: Débora Landsberg
Ficção

Lançamento: 02/06/2011
400 páginas
Resenha da editora Objetiva: “Kamila Shamsie é uma escritora de força e ambição imensas. Sombras marcadas é um romance cativante que pede do leitor uma vigorosa reação intelectual e emocional.” - Salman Rushdie
“Sombras marcadas é um dos romances mais impressionantes que li nos últimos anos.” — Joyce Carol Oates
Sombras marcadas é uma saga que entrelaça a história de duas famílias e atravessa alguns dos eventos mais dramáticos do século XX: do uso das bombas atômicas contra o Japão, em 1945, à queda das Torres Gêmeas, em 2001.
A história começa em Nagasaki, no ano de 1945. A jovem Hiroko está na varanda de sua casa quando, em uma fração de segundo, "o mundo embranquece". A explosão nuclear leva sua família e seu noivo, Konrad. Ela escapa por pouco; mas levará consigo - tanto no corpo quanto na memória - as marcas da catástrofe. Em busca de um recomeço, Hiroko viaja à Índia, onde passa a viver com Elizabeth, meia-irmã de Konrad. Em meio aos conflitos políticos de um país prestes a ser dividido, ela redescobre o amor ao conhecer Sajjad, um dos empregados da família. Hiroko e Sajjad mudam-se para o recém-formado Paquistão. Seu destino volta a se cruzar com a família de Konrad ao receberem a visita de Harry, filho de Elizabeth, um cidadão americano que trabalha para a CIA. Na esteira dos atentados de 11 de setembro, no entanto, a relação de amor e confiança entre eles, até então sólida, se verá no limite da ruptura.
Autora de quatro romances, Shamsie, 38 anos, conta que a decisão de escrever um épico e desenvolver a narrativa em quatro países tão distintos (Japão, Índia, Paquistão e Estados Unidos) não era sua intenção quando começou a escrever Sombras marcadas. "Minha ideia inicial era escrever sobre um personagem paquistanês, cuja avó havia sido vítima da bomba atômica de Nagasaki, vivendo anos depois na época em que Índia e Paquistão testavam suas bombas nucleares e se dividiam. Mas, quando percebi, estava escrevendo a história daquela avó japonesa. E decidi segui-la para ver aonde ia dar.", conta a
autora.
Segundo Shamsie, escrever sobre Nagasaki foi um grande desafio: "Eu comecei sem a menor certeza de que seria capaz de imaginar de forma vívida o suficiente aquele tempo e lugar a ponto de convencer a mim mesma." Para descrição do ambiente de guerra e do dia da bomba, ela considera terem sido fundamentais leituras como Hiroshima, de John Hersey, e filmes como a animação O túmulo dos pirilampos, de 1988. "Essas obras me ajudaram a visualizar detalhes como roupas, interiores, enfim, detalhes do modo de viver nos tempos de guerra. Também mergulhei na internet, interessada em imagens pré-bomba que pudessem me ajudar a pintar o quadro do mundo no qual meus personagens viveriam.", conta ela.
Shamshie, que ambienta a parte final do livro na época do 11 de Setembro, se aborrece com a ideia de que pegou carona na onda de publicações pós-atentado. "Quando contei a um amigo escritor que estava escrevendo sobre Nagasaki, ele fez essa insinuação e fiquei chateada.". A escritora conta que, ao chegar à metade do livro, percebeu que não podia ser encerrá-lo em 1988, com a questão nuclear entre Índia e Paquistão, mas continuar como uma narrativa de ‘guerra ao terror'.
"Existem milhares de livros sobre o 11 de Setembro e os efeitos dele
na vida dos nova-iorquinos. O que me interessava mostrar é o alto custo dos atos de barbárie humana cometidos por governos legitimados pelo povo, como a bomba de Nagasaki, as ações dos Estados Unidos, Rússia e Paquistão no Afeganistão dos anos 80 e a própria ‘guerra ao terror'.", reflete a autora, ela mesma nascida no Paquistão e radicada na Inglaterra.
Para a autora, a grande diferença desses atos para o atentado de 2001 é que eles foram provocados por governos legitimados em nome da autodefesa. "E não me espantaria saber que muita gente ainda acha que foram decisões corretas", conclui Shamsie, que também vê várias semelhanças entre os cenários pós-Nagasaki e o da Nova York pós-atentado. "Os pontos de ônibus e estações de trem cobertos com cartazes de famílias procurando seus desaparecidos é uma delas. O cheiro de fumaça que se prolongou através do tempo também", compara.