sábado, 31 de agosto de 2013

Os Últimos Soldados da Guerra Fria

A história dos agentes secretos infiltrados por Cuba em organizações de extrema direita dos Estados Unidos
Autor: Fernando Morais
 
No início da década de 1990, Cuba criou a Rede Vespa, um grupo de doze homens e duas mulheres que se infiltrou nos Estados Unidos e cujo objetivo era espionar alguns dos 47 grupos anticastristas sediados na Flórida. O motivo dessa operação temerária era colher informações com o intuito de evitar ataques terroristas ao território cubano. De fato, algumas dessas organizações ditas “humanitárias” se dedicavam a atividades como jogar pragas nas lavouras cubanas, interferir nas transmissões da torre de controle do aeroporto de Havana e, quando Cuba se voltou para o turismo, depois do colapso da União Soviética, sequestrar aviões que transportavam turistas, executar atentados a bomba em seus melhores hotéis e até disparar rajadas de metralhadoras contra navios de passageiros em suas águas territoriais e contra turistas estrangeiros em suas praias.
Em cinco anos, foram 127 ataques terroristas, sem contar as invasões constantes do espaço aéreo cubano para lançar panfletos que, entre outras coisas, proclamavam: “A colheita de cana-de-açúcar está para começar. A safra deste ano deve ser destruída. [...] Povo cubano: exortamos cada um de vocês a destruir as moendas das usinas de açúcar”. Em trinta ocasiões, Havana formalizou protestos contra Washington pela invasão de seu espaço aéreo por aviões vindos dos Estados Unidos - sem nenhum efeito. Enquanto isso, em entrevistas, líderes anticastristas na Flórida diziam explicitamente: “A opinião pública internacional precisa saber que é mais seguro fazer turismo na Bósnia-Herzegovina do que em Cuba”.
Os últimos soldados da Guerra Fria narra a incrível aventura dos espiões cubanos em território americano e revela os tentáculos de uma rede terrorista com sede na Flórida e ramificações na América Central, e que conta com o apoio tácito nos Estados Unidos de membros do Poder Legislativo e com certa complacência do Executivo e do Judiciário. Ao escrever uma história cheia de peripécias dignas dos melhores romances de espionagem, Fernando Morais mostra mais uma vez como se faz jornalismo de primeira qualidade, com rigor investigativo, imparcialidade narrativa e sofisticados recursos literários.


Confira entrevista com Fernando Morais sobre o processo de pesquisa para
Os últimos soldados da Guerra Fria

Qual foi seu primeiro contato com a história dos membros da Operação Vespa, os espiões cubanos em Miami?
Eu soube da história no dia das prisões dos dez agentes cubanos pelo FBI, em setembro de 1998. Ouvi a notícia no rádio de um táxi, no meio do trânsito, em São Paulo, e na hora pressenti que ali havia um livro embutido. Viajei a Cuba para tentar levantar o assunto, mas encontrei todas as portas fechadas. Para se ter uma ideia, Cuba só assumiu que eles de fato eram agentes de inteligência três anos depois, em 2001. O tema era tratado como segredo de Estado.

Como foi pesquisar em Cuba? Você teve pleno acesso a documentos oficiais? E do lado norte-americano?
Os cubanos só liberaram o assunto para mim no começo de 2008. A partir de então fiz cerca de vinte viagens a Havana, Miami e Nova York. O governo de Cuba liberou todo o material disponível e permitiu que eu entrevistasse quem quisesse, inclusive mercenários estrangeiros que haviam sido presos depois de colocar bombas em hotéis e restaurantes turísticos de Cuba e que tinham sido condenados à morte.
Nos Estados Unidos foi mais difícil. Como os agentes do FBI são proibidos de dar declarações públicas, só consegui entrevistas em off. Mas graças ao FOIA – Freedom of Information Act, a lei que regula a liberação de documentos secretos - e após pesquisas nos arquivos da Justiça Federal da Flórida, tive acesso a cerca de 30 mil documentos enviados pela Rede Vespa a Cuba e que haviam sido apreendidos pelo FBI nas casas dos agentes cubanos em Miami. E os serviços de inteligência cubanos me deram uma cópia do megadossiê sobre o terrorismo na Flórida que Fidel Castro entregou a Bill Clinton com a ajuda do escritor Gabriel García Márquez.

Quais personagens do livro você conseguiu entrevistar? Poderia falar um pouco deles?
Ao todo fiz quarenta entrevistas. Foram dezessete em Cuba, 22 nos Estados Unidos, e no México entrevistei a cantora brasileira De Kalafe, que havia sido vítima da intolerância de líderes anticastristas na Flórida. Entrevistei diretamente um dos presos, René González, via e-mail, e os demais por intermédio de seus familiares em Cuba. As mensagens (as minhas perguntas e as respostas deles) eram previamente censuradas pelas direções das prisões e limitadas a 13 mil caracteres por semana - se tivesse uma letra ou uma vírgula a mais, a mensagem se autodestruía.
Entrevistei, também pessoalmente, o agente que fugiu clandestinamente para Cuba antes das prisões, o piloto de caças-bombardeiros Juan Pablo Roque. Em Nova York entrevistei o jornalista Larry Rohter, do New York Times, que teve a casa metralhada e os freios de seu carro cortados depois que escreveu reportagens denunciando a ligação de lideranças anticastristas da Flórida com os atentados a bomba contra Cuba. E em Miami entrevistei líderes anticastristas diretamente envolvidos com os atentados contra Cuba, como o líder da organização Hermanos al Rescate, José Basulto.

As organizações de extrema direita descritas no livro continuam atuantes na Flórida?
Os tradicionais inimigos da Revolução Cubana, os autodenominados anticastristas verticales, estão morrendo ou já estão muito velhinhos. Quando eu terminava o texto final do livro, por exemplo, morreu Orlando Bosch, que era considerado o inimigo número 1 de Fidel Castro. Ainda é possível ver em Miami manifestações de rua contra a Revolução, mas as novas gerações parecem mais interessadas em ouvir salsa do que em colocar bombas.
 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Fundamentalista Relutante - livro e filme



Autor: Hamid, Mohsin

Editora: Alfaguara Brasil
Assunto:  Literatura Estrangeira


O Fundamentalista Relutante é aplaudido em Veneza
Estadão 30/ag0/12 AE - Agência Estado
Uma boa partida para o 69.º Festival de Veneza, com a apresentação, fora de concurso, de "O Fundamentalista Relutante", da diretora indiana Mira Nair. O longa foi bem aplaudido na sessão de imprensa, mesmo que tenha suscitado dúvidas em alguns profissionais. Uma delas, a tentativa de fazer um filme de público sobre os conflitos do mundo, de modo a atingir o maior número de pessoas. Ora, qualquer artista deseja ter público amplo. A questão é saber se faz concessões em excesso nessa busca. A outra objeção parece mais fundamentada: Nair teria tratado assuntos políticos com base em conflitos pessoais, misturando uma coisa com a outra, sem muito rigor.
A história é a de Changez (Riz Ahmed), jovem paquistanês que tenta fazer a América. E faz com grande sucesso. Prova seu talento e galga postos numa dessas empresas de "reestruturação". O big boss, vivido por Kiefer Sutherland, acha que, nesse jovem tímido, encontrou o sócio ideal. O escritório, no 53.º andar de um edifício em Manhattan, pega empresas em dificuldades econômicas e as reergue cortando custos; ou seja, amputando empregos. Filho de um poeta, Changez terá seu momento de iluminação no momento de usar suas habilidades cirúrgicas em uma casa editora turca.
Enfim, Changez terá direito a vários outros momentos de insight. Por exemplo, ele que já se considerava um americano típico, verá que, depois do 11 de Setembro, as coisas não são bem assim. Terá problemas também com a namorada Erica (Kate Hudson). A garota tem dificuldades em esquecer um antigo namorado, morto em acidente de carro quando ela dirigia, bêbada. A alusão aqui é bastante clara, sobre a dificuldade de realizar o luto e olhar em frente, seja num caso individual, seja num caso coletivo.
Mira Nair diz que pretendeu olhar o mundo com essa visão do Paquistão, país que tem relacionamento difícil com a Índia, no qual ela morou quando criança. Tantos antagonismos se expressam numa posição humanística e crítica: "O mundo é complexo demais para ficarmos naquela posição de Bush de ou você está conosco ou está contra nós", diz a diretora. Ela mesma possui uma experiência traumática em relação ao 11 de Setembro. Em 2001 havia vencido justamente o Festival de Veneza, com seu "Casamento Indiano", e voltaria para casa no dia seguinte com o troféu quando aconteceu o ataque às Torres Gêmeas. "Fiquei apavorada, pois meu marido e meus filhos moravam em Nova York. Não conseguia voltar para casa e só cheguei lá uma semana depois", lembra.
A ideia de base do filme é, como não podia deixar de ser, sobre a convivência entre diferentes. Nesse ponto, aliás, está alinhado com a própria proposta do autor do livro. Mohsin Hamid diz que sua intenção é problematizar essa diferença muito fácil que fazemos entre indianos, paquistaneses, americanos... Afinal, somos todos seres humanos, não?
De modo que "O Fundamentalista Relutante" é muitas coisas num só filme. Primeiro, thriller político com algumas boas sequências. Tem clima. Os fatos vão se revelando em torno de uma mesa de chá, quando Changez conta sua trajetória para um jornalista americano (Liev Schreiber). Segundo, balanço até interessante sobre os efeitos do 11 de Setembro nos Estados Unidos, gênese do mundo tal como o sofremos hoje, com paranoia e obsessão de controle. Terceiro, tenta mesclar sentimentos e reflexão política, mas o coquetel não dá muito certo. Às vezes, onde falta pensamento, entra o melodrama para tapar o vazio. Mas, no todo, é um bonito filme. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Os pais de uma criança prodígio

Se dá trabalho ser pai/mãe de uma simples criança, imagine ser pai/mãe de uma criança prodígio.
Mesmo diante das dificuldades, alguns pais gostariam de ter uma criança prodígio pelo status desta condição.
Você, leitor que acompanha este meu blog, deve estar se perguntando onde quero chegar...
É que estou lendo Minha irmã, meu amor e estou, assim, como dizer, embasbacada com a narrativa de Joyce Carol Oates. Mesmo sabendo que trata-se de uma ficção é, na verdade, baseada em fatos reais. A obsessão dos pais pela projeção social proporcionada pelo sucesso da filha nas pistas de patinação no gelo chegam ao absurdo de cogitar a possibilidade de uma  eletrólise para suspender a linha raiz dos cabelos para que ela fique mais fotogênica nas fotos de publicidade:
"- Eles estão sugerindo eletrólise, para suspendê-la só um pouquinho. O efeito seria mágico, eu acho: a testa da Bliss ficaria mais alta e os olhos, maiores. A eletrólise é um procedimento simples, feito em consultório médico com um sedativo muito leve, e praticamente não exige tempo de recuperação." (pág. 326/327, 2008)
* Bliss tem apenas 6 anos de idade

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Lado Ruim de Gostar de Ler

No penúltimo quadro temos duas agonias: a minha e a dos livros não lidos... reparem as carinhas deles, kkkk

terça-feira, 20 de agosto de 2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Melhores 10 contos

Sugestão de Jaime Bulhosa, do blog Pó dos Livros
1.º - Bartleby, Herman Melville
2.º - O Capote, Nikolai Gogol
3.º - O Alienista, Machado de Assis
4.º - O Poço e o Pêndulo, Edgar Alan Poe
5.º - A Tortuosa Esperança, Villiers
6.º - O Duelo, Anton Tchekhov
7.º - O Nariz, Nikolai Gogol
8.º - O Ovo de Cristal, H. G. Wells
9.º - Passeio Nocturno, Rubem Fonseca
10.º - O Sacristão, Somerset Maugham
O livro Bartleby, o escriturário, escrito por Herman Melville, é um exemplo disso. O autor de Moby Dick conta a história do escrivão Bartleby, através de um advogado de Wall Street, que o emprega como copista.
Apesar do escritório ter outros dois copistas não menos excêntricos, que se alternam diariamente nos períodos de mau humor, o narrador concentra o foco em Bartleby. Ele inicialmente parece ser um profissional capaz e reservado. Nada se sabe sobre ele, onde trabalhou, de onde veio, onde mora, se é casado, tem família ou mesmo qual sua idade. Até certo momento, isso desperta curiosidade, mas não importa, porque quieto no seu canto, ele faz o seu trabalho de maneira eficiente e sem incomodar os colegas.
O pacato Bartleby passa a ser considerado um problema depois que resiste a idéia de checar uma cópia que ele mesmo fez. Sem qualquer constrangimento, simplesmente diz: “prefiro não fazer”. E só. Não explica o porquê, nem inventa desculpas. A situação se complica ainda mais quando Bartleby anuncia que prefere não mais trabalhar. Ainda assim, ele continua no escritório, em pé, olhando para a parede de tijolo do prédio vizinho.
Sem ver nas negações um indício de protesto, nem de desafio a sua autoridade, o advogado sente-se desarmado para lidar com a melancolia do silêncio de Bartleby. Por ser ele quem conta a história, a reação dos leitores acompanha os passos do narrador. Primeiro vem a curiosidade, depois a solidariedade e por fim a impotência seguida de rejeição.
Aos poucos, Melville vai pingando gotas de mistério em torno de Bartleby. O narrador não o vê comendo nada além de balas de gengibre, depois descobre que ele nunca sai do escritório e dorme por lá mesmo. A excentricidade do copista, porém, torna-se ainda mais intrigante quando ela se mistura com a admiração do advogado pelo funcionário. Ele tenta ajudar, compreender as razões de Bartleby, mas não consegue romper a solidão do funcionário.
Ao perceber que a presença dele começa a incomodar seus clientes e colegas, o narrador começa a tomar providências. Manda o copista embora, oferece ajuda financeira, mas nada adianta. Até que ele próprio resolve mudar o endereço do escritório. Bartleby fica, lembrando um pouco a inconveniência do personagem de Paulo Miklos no filme O Invasor, mas sem qualquer cheiro de maldade.
Com sutileza, Melville constrói Bartleby como a antítese de uma época onde os valores materiais e o trabalho adquiriram status de indispensável, e a ganância passou a ser uma qualidade. Seu personagem, sem nem precisar falar, consegue inverter essa lógica e colocar os leitores diante de um paradigma – quem tem a vida mais absurda? Em meio aos monstros, terroristas e assassinos das histórias de hoje, a renúncia silenciosa do inofensivo Bartleby é a que causa mais destruição.
Thiago Corrêa, no blog Vacatussa

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Os Três Mosqueteiros

A melhor versão cinematográfica: 1993
Dirigido por Stephen Herek  
Com Charlie Sheen, Kiefer Sutherland, Chris O'Donnell e Oliver Platt





Charlie Sheen - Aramis 









Kiefer Sutherland - Athos









Chris O'Donnell - D'Artagnan









Oliver Platt - Portos

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pó dos Livros

É realmente o blog que me inspira: Livraria Pó dos Livros...

As mais belas ficções são inspiradas pela loucura e escritas pela razão, ou não?

Anónimo

Não é raro a realidade superar a ficção em bizarrias e situações grotescas. É verdade que a ficção está cheia de histórias de loucos, dementes, alucinados, mas não é menos verdade que a realidade está cheia de avariados, desvairados e brincalhões. A maior parte dos “loucos” não se encontra internada em casas de Orates, e eles circulam e interagem “connosco”, ou seja, com aqueles que, por estarem em maioria e se desviarem menos do padrão, se consideram sãos. Resta saber qual dos lados é mais doido, se o lado dos “normais” se o lado dos “dementes”, se na ficção se na realidade. A loucura sempre foi para nós objecto de fascínio e a literatura, cheia de exemplos pertinentes, não o desmente.

No conto O Diário de Um Louco, Fidèle, a personagem que Nikolai Gógol nos descreve como um simples e normal funcionário público, vai aos poucos ficando louco. O conto vai avançando à medida que os leitores se vão apercebendo dos pensamentos e visões da personagem, no mínimo estranhos, que, o vão levando, cada vez mais, à loucura. Claro que no final do conto, Fidèle, é internado, como doente mental, num hospital psiquiátrico. Convencido de que é Rei de Espanha, nunca se apercebe de que está louco (como todos os loucos) e julga encontrar-se na corte de um reino exótico com protocolos estranhos e costumes excêntricos, justificando assim todos os males que lhe vão acontecendo. Noutro conto, O Alienista, de Machado de Assis (na minha opinião, ainda mais extraordinário que o conto de Gógol, e que não podem deixar de ler), conta-se que, «numa remota vila do interior do Brasil chamada Itaguaí, vivera um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas». Ao abrigo da sua fama e sabedoria, consegue colocar, para além dos loucos, sob internamento, no seu próprio hospital psiquiátrico, a inteira comunidade de habitantes da vila, inclusive ele próprio.

Numa ocasião em que Filipe III de Espanha viu um jovem perdido de riso, comentou: «ou o rapaz perdeu o juízo ou está a ler o Dom Quixote
Dom Quixote é um dos livros mais divertidos de sempre, talvez o melhor livro de todos os tempos. A partir da obra de Cervantes, os leitores têm de estar conscientes de que, cada vez que iniciam a leitura de um romance, entram num mundo fictício, embora muitas vezes exista uma angustiante dúvida, entre os leitores, sobre a capacidade para fazer esta distinção entre realidade e ficção.
A fronteira que separa aquilo que é ficção e realidade, deixo para vocês julgarem. Porém, não posso deixar de contar uma história, passada na livraria, da esfera da realidade, parecendo ficção. Ou será o contrário?

Um cliente com um aspecto normal, faz uma pergunta natural:
- Tem livros sobre baratas?
O livreiro intrigado:
- Baratas!?...
- Deixe que lhe explique. Tenho uma barata em casa que fala comigo e queria saber mais sobre estes maravilhosos bichinhos. Eu sei que você não vai acreditar e é provável que me ache louco...
O livreiro sem deixar acabar o cliente, empolgado com a identificação, diz:
- Pelo contrário, acho até bastante interessante. E digo-lhe mais, ultimamente também eu tenho falado com uma, até lhe dei o nome de Metamorfose em homenagem a um amigo meu chamado Kafka…
Ainda o livreiro não tinha terminado a frase e já o cliente meio apavorado fugia porta fora.

domingo, 11 de agosto de 2013

Amor de Redenção

A capa é linnnda, :)
Será que é o tipo de livro que aprecio?


Nesta extraordinária versão da história bíblica de Oseias, a escritora best-seller Francine Rivers nos conta o comovente romance entre uma prostituta e o honesto e gentil agricultor que se casa com ela. A história também funciona como um lembrete do amor incondicional de Deus por seu povo. Amor de redenção começa com a Corrida do Ouro de 1850 e sua atmosfera de dura competitividade e ganância. Angel, vendida como prostituta quando criança, aprendeu a desconfiar de todos os homens, que a veem apenas como uma forma de satisfazer seus desejos. Quando o virtuoso Michael Hosea recebe de Deus a ordem de se casar com Angel, ele obedece, apesar de seus receios. Com o tempo, ela aprende a amar não só Michael, mas também Deus. Rivers mostra aqui sua habilidade de tecer temas espirituais e tensão sexual em uma história muito bem contada, talento que a tornou conhecida como uma das romancistas mais populares do gênero da ficção cristã.
Título Amor de Redenção
Autor Francine Rivers
Editora Verus
Páginas 468
Ano 2010
AssuntoLiteratura Estrangeira-Romances

sábado, 10 de agosto de 2013

A Terra Vista do Céu


Em Belo Horizonte até 01 setembro
 
"A Terra Vista do céu" chega em Belo Horizonte
O meio ambiente visto por um ângulo diferente. Esse é o foco da exposição
“A Terra vista do céu” do fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand, que chega pela primeira vez ao Brasil. Depois de uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro e em Brasília, a exposição chega a Belo Horizonte, de 16 de julho a 01 de setembro.


A céu aberto, a mostra revela tanto as belezas de diversas partes do mundo, quanto as mudanças na natureza causadas pelas ações do homem. Através de 130 imagens de grandes dimensões, feitas do alto de helicópteros e balões, a mostra convida o público e visitantes de Belo Horizonteque a expolorar esse plneta incrivelmente belo e, ao mesmo tempo frágil, propondo uma reflexão sobre sua evolução 20 anos após a realização da “Eco 92”, que desencadeou o trabalho do fotógrafo.
Vista por mais de 120 milhões de pessoas em mais de 100 países, a mostra propõe uma reflexão sobre a evolução do planeta de forma lúdica e com arte. A mostra oferece diariamente visitas guiadas ao público em geral e está aberta a grupos de estudantes, ONG´s, Pontos de Cultura.
Para intensificar o diálogo com o público, em especial crianças e jovens, está disponível no site da exposição para download gratuito um interessante material educativo. Esse mesmo material terá distribuição gratuita para os grupos de escolares visitantes da exposição para incentivar o trabalho em sala de aula acerca do tema da sustentabilidade.



Horários da exposiçãoCentro de Visitantes e monitores - terça a domingo de 9h às 18h
Pode-se adquirir o livro por R$ 50,00 - todas as fotos e legenda, capa dura...
 Iluminação dos expositores - Diariamente até às 23h.
Visitas Guiadas
9h, 11h e 14h – Visita guiada à exposição para grupos escolares, Ong´s, Pontos de Cultura
10h e 15h – Visita guiada à exposição para o público em geral

Aos domingos não haverá visitas guiadas devido à realização da Feira de Artes, Artesanato e Produtores de Variedades de Belo Horizonte.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Esporte no Brasil - só a garra individual e incentivo de patrocinadores


Espanha  - O nadador César Cielo sagrou-se tricampeão mundial neste sábado ao vencer a prova dos 50 metros livre neste sábado (03/08/13), em Barcelona, com um tempo de 21s32.
A medalha de prata ficou com o russo Vladimir Morozov e a de bronze com o americano George Bovell, com tempo de 21s47 e 21s51, respectivamente.
Com o primeiro lugar conquistado neste sábado, Cielo soma três medalhas de ouro consecutivas em três Mundiais nesta prova. (foto agência Efe)

                                   Fonte : IMAGEM NEWS    Autor : O ESTADO DE SÃO PAULO 
 

Falar mal do governo do seu país é difícil/incômodo... Agora, convenhamos, querer os louros de uma vitória para a qual não contribuiu em nada é vergonhoso/desrespeitoso!!

César Ciélo entrega mais uma vergonha do governo brasileiro.
Cesar Ciélo, Sensacional !

Dessa vez não foi pelo fato de ter ganho alguma prova de natação, mas... pela entrevista corajosa que deu ao jornal ''O ESTADO DE SÃO PAULO''.

Cesar, bastante irritado, falou da falta de apoio da CBDA,
(Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos).
César disse com todas as letras "que não teve ajuda da confederação e muito menos do governo.

Sua vitória se deve à ajuda de seu pai e de patrocinadores."
Para tanto estava treinando nos Estados Unidos.

O presidente da confederação (CBDA) queria que ele voltasse para o Brasil, e fosse ao palácio do planalto para fazer o cartaz do presidente. Coisas que ele rejeitou. 

Daí para frente foi ameaçado de ficar
sem o pouco de facilidades que a confederação lhe dava.

"- Minha vitória tem muito pouco a ver com eles", disse o nadador quando participou do troféu José Finkel, nas piscinas do Corinthians.
"Querendo eles ou não, sou campeão olímpico, e isso eles terão que engolir.
Desde que me tornei profissional, em março, paguei tudo:
alimentação, hospedagem, e até meu técnico (o australiano Brett Hawke)."

Cielo ficou assustado, quando lhe perguntaram se a CBDA havia ajudado em alguma despesa."

Sua resposta foi essa:

-" Sério que vocês estão me perguntando isso?' Pensei que vocês estivessem brincando.''

César Cielo contou que além de não receber auxílio da CBDA, teve problemas com o presidente Lula. -"Entre outras ameaças, ele ameaçou suspender os pagamentos que eu vinha recebendo dos correios, quando disse a ele que não viria para uma cerimonia no palácio do Planalto.

Ele vivia telefonando para meus pais, e não os deixava trabalhar sossegados. Fiquei nervoso e treinei mal por uns dias. Esse é o governo que temos."

Pelo que se vê, o dedo do governo está em tudo.

Atletas têm que ir a Brasília para pedir a bênção do 'padrinho' e para fazer propaganda do presidente.

Ainda bem que não vimos medalhistas em Brasília puxando o saco do desgoverno.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A Guerra Civil Espanhola começou em 1936 e logo se tornou um acontecimento mundial. Não só porque a Europa toda parecia um barril de pólvora prestes a explodir: na Espanha, Hitler e Stalin mediram forças, comunismo e fascismo se enfrentaram, soldados voluntários originários de muitas nações foram ao país defender a causa republicana. Não é errado dizer que, além de ter sofrido uma sangrenta guerra civil, a Espanha foi palco do último ensaio antes da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Contudo, ainda que tenha ganhado o mundo, uma guerra civil é uma batalha entre conterrâneos, entre grupos do mesmo país. E, no caso da Guerra Civil Espanhola, todo tipo de questão veio à tona de modo muito intenso: religião, conflito de classes, interesses corporativos, luta pela reforma agrária, ideias de supremacia cultural e de identidade nacional, utopias. Tudo isso somado às manobras dos interesses individuais mais mesquinhos. Neste livro, o historiador espanhol radicado no Brasil Josep M. Buades relata em detalhes o antes, o durante e o pós-guerra, sempre de forma equilibrada, evitando que convicções pessoais interfiram em seu trabalho de pesquisador. O autor escreve especialmente ao leitor brasileiro e, por isso, retrata também as consequências e repercussões que o conflito produziu por aqui. E nos lembra que, depois da Guerra Civil Espanhola, as guerras nunca mais foram as mesmas. Foram ainda piores.

Editora: Contexto

Trecho do livro A Guerra Civil Espanhola: o palco que serviu de ensaio para a Segunda Guerra Mundial

"As questões mal resolvidas
Laicismo versus catolicismo
A Igreja Católica (que, recordemos, era a anterior ao aggionamento do Concílio Vaticano II) opunha-se ao discurso liberal de separação entre Igreja e Estado, era contrária ao ensino público e laico e não digeria facilmente que outras confissões religiosas pudessem se expressar livremente em um país como a Espanha, de tradição marcadamente católica-apostólica-romana. Os republicanos de 1931 foram, sem sua relação com a Igreja, os epígonos do liberalismo progressista e exaltado do século XIX e cometeram mias ou menos os mesmo erros de seus antecessores em relação à questão religiosa.
Salvo a Constituição de Cádiz, que proclamou em seu texto que o catolicismo seria sempre a religião dos espanhóis, a ela esquerdista do liberalismo hispânico evoluiu para posturas cada vez mais anticlericais. Nesse quesito, era acompanhada por socialistas e anarquistas, que enxergavam a Igreja como um dos pilares do monarquismo e do conservadorismo e uma das principais causas do atraso do país. Por culpa da Inquisição, este havia ficado à margem da revolução científica dos séculos XVII e XVIII. A dura perseguição àqueles que pensavam diferente ou traziam ideias novas impediu que a Espanha acompanhasse as transformações do restante do continente. Enquanto em Oxford eram ensinadas as teorias de Newton, em Salamanca os teólogos da segunda escolástica ainda ocupavam cátedra. Nessa visão simplista do papel da Igreja no progresso científico e tecnológico, os jesuítas ocuparam o lugar do bode expiatório. Com seus hábitos de cor preta, sua disciplina e sua severidade, o jesuíta personificava o espírito tridentino que asfixiara o crescimento intelectual espanhol. Por isso, desde o Iluminismo, proposto no século XVIII, qualquer tentativa de reforma política culminava com a expulsão dos membros da Companhia de Jesus. A Segunda República não foi uma exceção, e os jesuítas tiveram que seguir mais uma vez o caminho do exílio." (pág 29, edição 2013)

terça-feira, 6 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Os Três Imperadores


Autora: Miranda Carter
Tradução: Clóvis Marques
Editora: Objetiva
Biografia e Memórias e História

Lançamento: 01/02/2013

600 páginas


Três primos, três imperadores e o caminho para a Primeira Guerra Mundial
“Uma obra de arte, uma das melhores biografias dos nossos tempos.” – Daily Telegraph
“Fascinante... uma das biografias mais inteligentes dos últimos anos.” – Mail on Sunday


Nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial, as grandes potências europeias – Grã-Bretanha, Alemanha e Rússia – eram governadas por três primos: Jorge V (rei-imperador da Inglaterra, do Império Britânico e da Índia); Guilherme II (o último cáiser) e Nicolau II (o último tsar). Juntos, reinaram sobre os últimos anos da Europa dinástica, no início da mais destrutiva guerra até então já vista, inaugurando o século mais violento da história europeia.
A escritora e biógrafa Miranda Carter revirou em minúcias a correspondência entre os três primos e vasculhou uma série de fontes históricas para desvendar os bastidores de um mundo fora de sintonia com a época. Os três imperadores é um retrato de três homens – o desacreditado e egocêntrico Guilherme, o discreto e teimoso Nicolau e o ansioso e diligente Jorge – e suas vidas, fraquezas e obsessões. Também apresenta uma análise precisa de figuras determinantes: a rainha Vitória – avó de dois deles –, cujo conservadorismo e obsessão com a família deixaram um perigoso legado; e Eduardo VII, que acabou revelando um notável talento para as relações internacionais e a teatralidade da política de massa.
Ao mesmo tempo, Carter entrelaça um instigante relato dos acontecimentos que levaram à Primeira Guerra Mundial, mostrando de que maneira o pessoal e o político interagiam, com efeitos devastadores. Para os três imperadores a guerra seria um desastre, acabando para sempre com a ilusão de seu estreito relacionamento familiar e deixando qualquer sentimento de paz e harmonia destroçado em traições, assassinatos e abdicações.
“Os três homens por trás da Primeira Guerra Mundial estão interligados por décadas de casamentos arranjados, em grande medida, pela rainha Vitória, que acreditava na manutenção dos laços reais para assegurar a paz na Europa.”, explica Carter em entrevista para em seguida esboçar o perfil dos três líderes: “Guilherme II era mimado, voluntarioso e perigosamente ressentido, fixado com a ideia de causar impacto no cenário internacional. Nicolau II era tímido e ingênuo, porém convicto de seu direito divino para governar e sem qualquer disponibilidade para lidar com o mundo moderno. Assim como seu primo, Jorge V era também tímido e estava mais preocupado com a vida no campo e com sua coleção de selos do que com o desenrolar dos fatos que levariam à guerra.”.
Jorge, Guilherme e Nicolau nasceram num mundo em que a monarquia hereditária parecia uma realidade eterna e os casamentos cruzados e o internacionalismo das dinastias reais, uma garantia de paz e boas relações internacionais. Por meio das biografias desses três primos, o livro refaz o trajeto de como esse arranjo de poder caiu em ruínas. Os três eram figuras anacrônicas, e o sistema em que se inseriam estava plena decadência. As cortes europeias haviam deixado de ser centros vibrantes para se transformar em poças estagnadas de tradição e conservadorismo.
Os grandes progressos técnicos, as inovadoras teorias científicas, as grandes obras-primas modernas das artes e das letras eram produzidas por homens – Tchekhov, Stravinsky, Einstein, Freud, Planck, Yeats, Wilde, Picasso – que podiam ter nascido em monarquias, mas para os quais as cortes nada significavam.
Apesar de ultrapassados pelo mundo, os três imperadores foram testemunhas da alta política nas décadas anteriores à guerra, beneficiando-se de uma proximidade negada a qualquer outro indivíduo.