quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tratado de Versalles

Ei... já falei de Ken Follett e sua trilogia O Século.
Já falei de John Keynes...

Leiam o que Luiz Guilherme fala da obra As Consequencias Econômicas da Paz, de Keynes ao introduzir o segundo volume da Trilogia de Ken Follett Inverno do Mundo, recordando a obra inaugural Queda dos Gigantes:

(...) Mas Algumas considerações sobre a história real precisam ser feitas antes de entrar no segundo livro “O inverno do mundo”.


Quando o economista John Maynard Keynes viajou com a delegação britânica, representando o Tesouro, para negociar o Tratado de Versalles, realizado em 1919, quando terminou a Primeira Guerra Mundial, ficou estarrecido com as negociações, pois, segundo ele, os alemães nunca poderiam pagar o preço proposto pelos vencedores, tudo isso foi o suficiente para publicar um livro chamado: “As Consequências Econômicas da Paz” em que criticou duramente os termos do Tratado. Nesse livro, não sobrou ninguém: Woodrow Wilson (Presidente dos Estados Unidos), ele chamou de cego surdo Don Quixote; Lloyd George, o líder britânico foi chamado de um visitante meio humano, habitante das florestas encantadas e magicamente assombradas dos celtas antigos. Não sobrou ninguém. Das ofensas pessoais partiu para suas profecias sinistras e que, infelizmente, foram comprovadas na prática. A conclusão do livro de John Maynard Keynes foi: – os estadistas de Versalhes ganharam a guerra e ao mesmo tempo conseguiram perder a paz. E foi exatamente, se podemos dizer, o motivo principal para uma guerra estúpida desencadear alguns anos depois uma outra grande guerra, na qual milhões de vida foram vítimas das atrocidades cometidas. Qualquer negociação em que se substitui a razão pela raiva, as consequências são nefastas.

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