domingo, 30 de junho de 2013

Blogs de literatura

Excelentes! São simplesmente excelentes os blogs de literatura que tenho encontrado!
Com "pré-resenhas" esclarecedoras. Parabéns, Luiz Guilherme de Beaurepaire! O blog Bons Livros é exatamente o que preciso para me atualizar na História do Mundo.

Antes de apresentar a resenha da obra Expurgo, Luiz Guilherme nos conta:

A república da Estônia é um dos três países bálticos, situado na Europa setentrional, constituído por uma poção continental e um grande arquipélago no Mar Báltico. Esta república se situa entre a Finlândia, Rússia, Letônia e a Suécia.

Para entendermos a história do livro Expurgo, de Sofi Oksanen, Editora Record, é necessário contextualizar historicamente esse país e os fatos ocorridos no início do século XX, para que o leitor possa ler sem sofrer “solavancos”. Então, vamos fazer uma viagem no tempo…
Nosso cenário é a antiga Rússia, estamos em plena Segunda Guerra Mundial e depois de existir como um país independente há 21 anos, a União Soviética ocupou e anexou a Estônia, em julho de 1940. No período de 1941 – 1944, a Estônia foi ocupada pelos nazistas alemães. De fevereiro a novembro de 1944, as forças alemãs foram expulsas pelo Exército Vermelho. O regime soviético foi restabelecido pela força e a “sovietização” trouxe diversos danos à sociedade. A coletivização forçada da agricultura começou em 1947, e foi concluída após a deportação em massa de milhares de camponeses e opositores ao regime, em março de 1949.
As autoridades soviéticas confiscaram as fazendas privadas e fizeram os camponeses trabalharem em fazendas coletivas. Havia um movimento armado nacionalista e ativo até o início das deportações em massa, e mesmo com apoio de muitos, foi massacrado. A maioria que escapou com vida foi condenada a longas penas de prisão. As ações punitivas diminuíram quando Stalin morreu e alguns puderam regressar depois da morte do ditador. Prisões políticas e outros inúmeros crimes contra a humanidade foram cometidos durante todo esse período de ocupação até o início de 1990. A tentativa soviética de integrar a sociedade Estoniana ao seu sistema fracassou e apesar da resistência armada ter sido triturada, a população manteve-se “anti-soviética”, até recuperar sua independência em 1991.

Com a desintegração da União Soviética começou a surgir um novo contexto mundial que foi revelado pelo Wikileaks – a máfia russa composta por ex-membros da KGB. Estônia, Letônia e Lituânia pediram proteção extra à OTAN contra esse novo fenômeno, mas a máfia russa estava presente em todos os lugares da Europa.
Com essa breve introdução, acredito que o leitor poderá ler esse livro com um pouco mais de tranquilidade, pois ficará mais fácil entender certos fenômenos históricos citados no romance Expurgo, de Sofi Oksanen. (...)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Após o Anoitecer

Após o Anoitecer não foi um livro marcante, inesquecível; porém, interessante, diferente! Li sem pausa...
Ao pesquisar o autor é fácil imaginar que lerei outras de suas obras. Não descartei Haruki Murakami de vez...

Haruki Murakmi nasceu em Quioto, em 1949 e cresceu em Kobe, uma cidade portuária, tendo vivido a sua juventude num ambiente multi-cultural, influenciado por autores de origem muito variada, que vão desde a literatura tradicional japonesa, incluindo as lendas e poesia antiga oriental, passando pelos clássicos gregos e latinos, até à literatura da Mitteleuropa, onde Franz Kafka ocupa lugar de destaque, conforme mostra o título da obra. Estudou Teatro Grego até 1979 e foi distinguido com o Prémio Noma pela obra Em Busca do Carneiro Selvagem; com o Prémio Yomiuri por Crónica do Pássaro de Corda e ainda com o Prémio Tanizaki por Hard-boiled Wonderland and tjhe End of the World. Leia os comentários de Claudia Sousa Dias.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tratado de Versalles

Ei... já falei de Ken Follett e sua trilogia O Século.
Já falei de John Keynes...

Leiam o que Luiz Guilherme fala da obra As Consequencias Econômicas da Paz, de Keynes ao introduzir o segundo volume da Trilogia de Ken Follett Inverno do Mundo, recordando a obra inaugural Queda dos Gigantes:

(...) Mas Algumas considerações sobre a história real precisam ser feitas antes de entrar no segundo livro “O inverno do mundo”.


Quando o economista John Maynard Keynes viajou com a delegação britânica, representando o Tesouro, para negociar o Tratado de Versalles, realizado em 1919, quando terminou a Primeira Guerra Mundial, ficou estarrecido com as negociações, pois, segundo ele, os alemães nunca poderiam pagar o preço proposto pelos vencedores, tudo isso foi o suficiente para publicar um livro chamado: “As Consequências Econômicas da Paz” em que criticou duramente os termos do Tratado. Nesse livro, não sobrou ninguém: Woodrow Wilson (Presidente dos Estados Unidos), ele chamou de cego surdo Don Quixote; Lloyd George, o líder britânico foi chamado de um visitante meio humano, habitante das florestas encantadas e magicamente assombradas dos celtas antigos. Não sobrou ninguém. Das ofensas pessoais partiu para suas profecias sinistras e que, infelizmente, foram comprovadas na prática. A conclusão do livro de John Maynard Keynes foi: – os estadistas de Versalhes ganharam a guerra e ao mesmo tempo conseguiram perder a paz. E foi exatamente, se podemos dizer, o motivo principal para uma guerra estúpida desencadear alguns anos depois uma outra grande guerra, na qual milhões de vida foram vítimas das atrocidades cometidas. Qualquer negociação em que se substitui a razão pela raiva, as consequências são nefastas.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A Evolução de Bruno Littlemore


A Evolução de Bruno Littlemore, de Benjamin Hale. 512 páginas. Lançamento: 05 de abril


Bruno Littlemore é diferente de qualquer outro chimpanzé do mundo. Precoce e com uma inteligência acima da média, o jovem Bruno, nascido no zoológico de Chicago, é logo transportado a um laboratório, onde fica sob os cuidados de uma eminente primatóloga chamada Lydia Littlemore. Ao descobrir o talento único de Bruno, Lydia o leva para a própria casa a fim de supervisionar sua educação e permitir que o animal desenvolva sua paixão por artes plásticas. Porém, apesar de todos os dons de Bruno, o chimpanzé tem dificuldade em enjaular seus instintos mais primitivos. As explosões intempestivas de Bruno acabam por custar a Lydia seu emprego e lançam o improvável casal em uma inesquecível jornada – e em uma comovente história de amor.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Equador

Depois de Rio das Flores ganhei de presente a obra Equador, também do português Miguel Sousa Tavares.
Luiz Guilherme retrata bem o meu fascínio por ficção histórica:

Miguel Sousa Tavares é um autor que se consagra definitivamente a cada livro que lança. O livro “Equador” foi o primeiro livro a tornar-se um grande sucesso aqui no Brasil. Equador foi o fruto de uma longa maturação e investigação histórica que inspirou um romance fascinante vivido num período complexo da história portuguesa, no início do século XX e os últimos anos da Monarquia. É a revisitação histórica de um período crucial da história portuguesa (entre os anos de 1905-1908), coincidindo com a decadência da Monarquia, a alvorada da República, a grave crise política, social e econômica do Império Português Ultramarino, centrado, no que a este romance diz respeito, na exígua colônia de São Tomé e Príncipe. O romance pode ser definido como simplesmente excelente. E não sou eu apenas quem diz isso: são os seus próprios leitores. Vamos a ele.
Equador é a história de um homem, Luís Bernardo, descrito no começo do romance, no ano de 1905, através de um narrador onisciente como um homem de 37 anos, que trabalha no escritório de uma companhia de navegação em Lisboa que lhe foi herdada pelo pai e que de vez em quando tem um relacionamento amoroso baseados em “mini-séries”. Luís Bernardo é um amante das artes, da cultura e de belas mulheres. Graduado em direito em Coimbra dirige entediado as empresas que herdou do pai.
O seu interesse pela Questão Colonial, a fama de um bom conversador, as suas boas relações e sua fluência nos idioma inglês e francês, e membro de um clube, onde na maioria das vezes se defendem opiniões pragmáticas. Certa vez, ele chamou atenção através de dois artigos feitos por ele no jornal “Mundo” acerca da questão colonial. Nestes dois artigos, Luís Bernardo exigia uma política colonial moderna que atendesse ao comércio e a economia. A convite é chamado por El-Rei, D. Carlos a Vila Viçosa ao ser nomeado para o cargo de Governador Geral de São Tomé e Príncipe. Assim o narrador onisciente resume o perfil do protagonista.
Deste modo, assumindo o cargo de governador e a defesa da dignidade dos trabalhadores das roças, sairia honrosamente de um affair com uma mulher casada, porém não fazia idéia que este desafio o lançasse numa rede de conflitos e interesses com a Metrópole. Dotado de uma visão estratégica bem aguçada facilmente percebemos que as potências estrangeiras tentam, sob a capa de um “humanismo hipócrita”, eliminar a concorrência dos produtores portugueses de cacau, alegando o uso ilegal do trabalho escravo e incentivando o boicote à compra do cacau de São Tomé.
Sua missão era liderar a região mantida em um modelo de trabalho que oficialmente não era chamado de escravidão e atender às missões diplomáticas dignas de um chefe de Estado, como por exemplo, receber a visita em caráter de auditoria feita por um cônsul inglês, David e sua esposa Ann. Ele, político com uma imagem a reconstruir após uma missão mal sucedida na Índia, e ela uma loura que exalava sua libido pelos poros.
As ilhas de São Tomé e Príncipe foram cenário em que o romance trouxe à tona a discussão sobre a dominação portuguesa no território. A missão inglesa não era de caráter humanitário, mas econômico. Havia de fato, um tratado que exigia a extinção da exploração escrava humana na África pelo homem português, porque a ausência de custos em mão de obra escrava resultava no que os ingleses chamavam de concorrência desleal.
Na representação portuguesa havia uma contradição: Luís Bernardo era anti-escravista tendo inclusive – como já foi assinalado acima – publicado o seu ponto de vista na imprensa portuguesa; enquanto que é possível sugerir que o império português não se opunha (oficialmente) à exploração do homem.
Existe no romance e logo no seu início uma distância considerável entre o que se falava na dita Metrópole e o que se praticava nas colônias como visto em várias passagens do livro:

“- Se bem o que Vossa Majestade me disse, existe, de facto, uma forma de trabalho escravo em São Tomé. E o que se espera do novo Governador é que isso não seja visível aos olhos ingleses, de maneira a não se expor a represálias do nosso famigerado aliado. Mas, ao mesmo tempo, espera-se que nada de essencial seja mudado, de modo a não comprometer o funcionamento da economia local.
- Não, não é isso. Nós abolimos oficialmente a escravatura há muito tempo, e temos uma lei, datada de dois anos, que estabelece as regras para o trabalho contratado nas colônias e cujo regime não tem nada a ver com escravatura. Desejo que isto fique claro. Portugal não consente escravatura nas colônias. Isso é uma coisa; outra coisa é submetermo-nos ao que os ingleses, e não por razões primeiramente altruístas, querem achar escravatura e para que nós, não passa de trabalho recrutado, segundo hábitos locais, e que não têm necessariamente de coincidir com o que se faz na Europa. Ou alguém acredita, por exemplo, que um inglês trata seus criados na Índia como os trata na Inglaterra?”

O que isso quer dizer? O que está contido nesse diálogo acima? Simples. Portugal não escravizava os Africanos, apenas como poderemos dizer… Submetia-os a um regime de trabalho culturalmente aceito em seus territórios e não aceitos na Europa por não haver na cultura daquele continente modelo de trabalho semelhante. E como justificativa apelava-se mencionando os ingleses que agiam em seus territórios como, por exemplo, na Índia os mesmos meios que condenavam.
Ao se estabelecer em São Tomé e Príncipe devido a distância da Metropole evidenciam-se as transformações do protagonista em virtude das vicissitudes da realidade histórica na qual está inserido e que, aos poucos, vai percebendo com maior clareza. Mais tarde compreendeu que o seu sucesso dependia de sua capacidade discursiva, e não de ações em prol das mudanças concretas no sistema colonialista. O novo administrador deveria, assim, preparar a chegada do cônsul inglês desenvolvendo um trabalho de anuência dos colonos portugueses.
David Jamerson, o enviado inglês, chega ao arquipélago acompanhado de sua exuberante mulher Ann, e logo se estabelece uma fraterna amizade entre o trio, pois apesar de estarem em campos opostos, tinham em comum os mesmos princípios e uma aproximada formação cultural. Esse vínculo, no entanto, passa ser mal visto pelos lusitanos do arquipélago e pouco a pouco, Luis Bernardo vai se isolando politicamente. O clímax da situação se estabelece a partir da relação amorosa entre o governador e Ann: tornada pública gera o conflito que acaba por levar ao fracasso e o desfecho trágico do protagonista estabelecendo um paralelo com a morte da monarquia em 1908.
Um dos pontos mais fortes dessa obra é, precisamente, o percurso individual (no sentido interior) do personagem central, Luís Bernardo. Finalizo, sem nenhuma sombra de dúvida, afirmando que este romance é simplesmente espetacular.

sábado, 15 de junho de 2013

Linha SOU da Natura

A Natura lançou uma linha especial de produtos de higiene pessoal e beleza com preços mais acessíveis em comparação aos tradicionais produtos da empresa. A marca “Sou” é a aposta para esse mercado popular. Para se ter uma ideia da redução dos preços, um hidratante corporal comercializado por 31 reais na linha Todo Dia será vendido por 10 reais na linha Sou.

Os novos produtos da Natura, líder no setor de beleza no país, também vêm em uma embalagem diferenciada e inovadora. Ela é confeccionada com 70% menos plástico, flexível e muito semelhante a um refil, além de ocupar menos espaço nas fábricas e centros de distribuição durante o processo de transporte. A intenção é baratear a logística e evitar desperdícios de matéria-prima e energia.
Em julho, os xampus, sabonetes líquidos e hidratantes corporais vão invadir as prateleiras. A ideia da Natura é que, até o final do ano, a linha completa – composta por 27 itens – esteja no mercado. Segundo os executivos da marca, a companhia levou quatro anos para transformar o projeto em realidade. “Queremos voltar a encantar o consumidor com esse lançamento”, disse o José Vicente Marino, vice-presidente da marca.

A nova linha tem a intenção de conquistar um novo grupo de consumidores. Segundo Marino, a Natura tinha um público “que queria consumir a marca mas não conseguia acessar determinadas categorias”.
Veja 17 05 2013

domingo, 9 de junho de 2013

Spinalonga

A ilha Spinalonga, no nordeste de Creta, foi usada como colônia de leprosos entre 1903-1957.
A autora do livro A Ilha, Victória Hislop, retrata a dor daqueles que, de algum modo, estiveram ligados à Spinalonga. Descreve assim sua obra: “A Ilha é uma história de amor passada na Grécia. É também uma história de estigma, perda e redenção”.
Valdeci apresenta excelentes resenhas em seu blog Mais de 140 Caracteres (bem diferente de mim, kk)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O Lado Bom da Vida

Muuuuito bom!!  Tudo indica que é outra obra que o filme não conseguiu traduziu...

Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".


Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.

À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.

Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O Silêncio entre Montanhas

O capítulo Quatro é o melhor... Devorei esta obra em 2 dias!
Khaled Hosseini, autor dos livros O Caçador de PipasA Cidade do Sol, foi muito feliz nesta última obra...

Dez anos depois do aclamado “O caçador de pipas”, o escritor afegão Khaled Hosseini volta à cena literária com “O silêncio das montanhas”. O romance traz como protagonistas os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens. Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O caçador de pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes. Segundo o próprio Hosseini, o novo título “fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, especialmente os refugiados que voltaram ao Afeganistão e sobre cujas vidas tentei falar tanto como escritor quanto como representante da Organização das Nações Unidas. Espero que os leitores consigam amar os personagens de “O silêncio das montanhas” tanto quanto eu os amo”. Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo – de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia –, a história se expande, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Frederico Pernambucano

O comentário de Ariano Suassuna na obra de Frederico Pernambucano me convenceu a ler todas suas obras...

Em 'Guerreiros do sol' o cangaço-meio-de-vida, o cangaço-vingança e o cangaço-refúgio são amplamente explorados, bem como tipos humanos em que se encarnou a violência desde os primeiros dias da colonização - o valentão, urbano ou rural, o cabra de bagaceira, o jagunço e o cangaceiro.