quarta-feira, 24 de abril de 2013

Pijama de Flanela

A temperatura está amena – 23 graus, caindo junto com a noite que chega. O tempo está seco, legítimo dia de outono. Que mais posso dizer para justificar que, ao chegar em casa, coloquei, quase que imediatamente, o meu pijama de flanela?

Se tivesse sopa, tomaria feliz! Dizem que é mais elegante falar em caldo, não sopa...

O que quero compartilhar é esta vontade de dizer tanto, contar sobre o livro que leio, atualizar vocês sobre meus anseios e devaneios.

Ken Follett é o autor que me ampara ultimamente. No trabalho, no sufoco, no meio da ansiedade por desconhecer algumas tarefas e aprendê-las em tempo hábil, é nos seus personagens de Inverno do Mundo que “viajo” e torno todo o resto digestível/traduzível.

Conversei com Ingrid sobre ele, o Ken, ainda ontem. Que inveja sentimos de pessoas que têm essa facilidade para escrever, de transportar-nos a outros tempos, outros lugares como se estivéssemos lá, com eles...

Neste exato momento, exatamente na página 69, sinto a tensão dos alemães sócio-democratas diante da votação da lei que poria fim à democracia, em 1933. Os números pareciam claros: os nazistas eram minoria e não teria como a Lei Plenipotenciária, que permitia impor leis sem aprovação prévia do Parlamento, ser aprovada – necessário que dois terços dos representantes estivessem presentes para esta votação. Hitler, já eleito chefe de governo, foi mudando as regras devagar... Desde que o motivo da ausência fosse prisão (verídica, arbitrária ou forjada), a contagem dos dois terços excluiria esses ausentes. Os parlamentares do Partido do Centro (os católicos) com o intuito de apenas proteger a Igreja na Alemanha, acreditando nas promessas dos nazistas de que a Igreja Católica seria independente do Estado, as escolas católicas funcionariam sem entraves e não haveria discriminação contra católicos no funcionalismo público, apostaram na ineficácia da democracia (e iniciou-se a ditadura).

Interessante é ler um artigo no Google – sucinto – e vivenciar por meio dos personagens de Ken Follett exatamente como se deu a intimidação dos deputados no dia da votação da Lei: “Os social-democratas estavam pessimistas. Wels, líder do partido, precisava discursar no plenário, mas o que poderia dizer? Vários deputados afirmaram que , se ele criticasse Hitler, talvez não saísse vivo do prédio (aliás, todo cercado/vigiado por uniformes dos camisas-pardas). Também temiam por suas vidas.”
Voltarei logo com mais detalhes...

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