segunda-feira, 30 de julho de 2012

domingo, 29 de julho de 2012

História das Mulheres no Brasil

Muuuito bom! Um capítulo foi suficiente para dizer que o livro de 680 páginas da Editora Contexto promete, e muito!

Conta a trajetória das mulheres, do Brasil colonial a nossos dias, voltando-se a todos os tipos de leitores e leitoras: adultos e jovens, especialistas e curiosos, estudantes e professores, arrastando-os numa viagem através dos tempos. Obra organizada por Mary Del Priore - da qual participam duas dezenas de historiadores além da consagrada escritora Lygia Fagundes Telles - mostra como nasciam, viviam e morriam as brasileiras no passado e o mundo material e simbólico que as cercavam. Percebendo a história das mulheres como algo que envolve também a história das famílias, do trabalho, da mídia, da literatura, da sexualidade, da violência, dos sentimentos e das representações, o livro abarca os mais diferentes espaços (campo e cidade, norte e sul do país) e extratos sociais (escravas, operárias, sinhazinhas, burguesas, donas de casa, professoras, bóias-frias). Também não se contenta em apenas de separar as vitórias e as derrotas das mulheres, mas derruba mitos, encoraja debates, estimula a reflexão e coloca a questão feminina na ordem do dia. Sucesso de público e de crítica, HISTÓRIA DAS MULHERES NO BRASIL já chegou a 20 mil exemplares vendidos, além de ter ganho os prestigiados prêmios Jabuti e Casa Grande e Senzala.

sábado, 28 de julho de 2012

Setembro não tem sentido

Publicado originalmente em 1968, Setembro não tem sentido é o primeiro romance de João Ubaldo Ribeiro, escrito quando o autor tinha pouco mais de 20 anos de idade, mas que já revela características que o consagrariam como mestre da literatura contemporânea.

No romance, passado durante as comemorações do feriado de sete de setembro, são narradas duas histórias em paralelo: a do boêmio Tristão, que sempre tumultua os eventos públicos da Semana da Pátria em Salvador com suas bebedeiras intermináveis; e a do jornalista aposentado Orlando, que vive recluso e rememora o passado com amargura enquanto perde gradualmente a sanidade.
Apesar das diferenças, os dois protagonistas vivem o mesmo cotidiano vazio e tedioso, sem conseguir superar seus dilemas profissionais, intelectuais ou pessoais, buscando uma saída para as tensões políticas do início dos anos 1960.
"Nós misturávamos cinismo e engajamento", lembra o escritor. "Meu primeiro livro, com todos os desajeitos da juventude, reflete essa época. É nosso autorretrato."
Neste romance de geração, João Ubaldo Ribeiro entrelaça duas visões de mundo, numa estrutura não linear, construindo uma narrativa complexa sobre um período crucial na política brasileira.
Editora Alfaguara
Ficção
Lançamento: 03/05/2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A vida não tem rascunho...

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.


Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.


Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.


Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.


Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.


Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.


Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.


Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.


Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.





quarta-feira, 25 de julho de 2012

A árvore do amor

Indicação de bons filmes para conhecer melhor a China.


Resenha: "Sim, é um melodrama assumido, escancarado, cuidadosamente desenvolvido para provocar torrentes de lágrimas nas plateias. Porém, tudo isso com a marca de qualidade do cineasta Zhang Yimou, o mesmo de “Lanternas Vermelhas”, “Herói”, “O Clã das Adagas Voadoras”, “Nenhum de Nós”, “A Maldição da Flor Dourada” e outros filmes que encantaram multidões graças ao estilo majestoso, imponente, milimétrico e eficiente deste cineasta chinês.

O roteiro é adaptado do livro de Ai Mi Hawthorn Tree Forever, publicado em 2007 (ainda não publicado no Brasil), que, segundo o press release do filme, vendeu 4 milhões de unidades. Confesso minha total ignorância ao tentar mensurar este número dentro do gigantesco mercado chinês. Mas não importa. A história fala de Jing, uma garota extremamente ingênua que vai fazer uma pesquisa escolar numa pequena aldeia do interior. Seu sonho é estudar muito, nunca falhar em nenhuma de suas obrigações, louvar Mao Tsé-Tung, e assim conseguir uma indicação ao cargo de professora em sua cidade. Porém, no bucólico interior chinês ela conhece Sun, rapaz mais velho e aparentemente cheio de segredos. A arrebatadora paixão que se instala entre ambos pode significar a derrocada dos planos de Jing.
Todos os elementos clássicos do melodrama épico-romântico estão em “A Árvore do Amor”: trilha sonora adocicada, estudadas relações de causa e efeito que se resolvem nas últimas cenas, um amor impossível, um pano de fundo político, belas locações etc. O que não é exatamente um demérito do filme, mas sim um estilo, uma opção assumida. Opção, diga-se, desenvolvida com muito talento por Yimou. Se por um lado a história a ser contada tem o desenvolvimento e a previsibilidade de um novelão mexicano, por outro, a delicadeza da direção tornam o filme uma pequena preciosidade.
A fotografia de Zhao Xiaoding (o mesmo do estonteante “O Clã das Adagas Voadoras”) trabalha com cores pasteis e luzes difusas que nos transportam a um tempo passado, a um ambiente onírico onde nada é fortemente brilhante nem colorido suficiente que nos tire desse transe de sonho. A música do estreante Chen Qigang é bela, hipnótica e envolvente. Uma trilha que deve ter agradado bastante ao diretor, que já escalou Chen para seu próximo filme, “The Flowers of War”.
E o par central de atores caminha perigosamente pela finíssima linha que divide a ingenuidade excessiva da inverossimilhança. E surpreendentemente alcança o objetivo de criar empatia com a plateia. Principalmente no caso de Jing.
Certamente é necessário que o espectador tenha uma boa tolerância à glicose para aceitar bem o filme. Pateias mais sintonizadas com registros realistas e/ou políticos e/ou críticos tenderão a rejeitá-lo. Quem se dispuser, porém, a embarcar nessa viagem lacrimosa do diretor Yimou, certamente sairá recompensado."
Diretor: Zhang Yimou
Elenco: Zhou Dongyu – Shawn Dou
Gênero: Romance
País: China
Tempo: 115 min.
Ano: 2011

terça-feira, 24 de julho de 2012

Um crime de mestre

O filme consegue, surpreendentemente, adicionar algum fôlego a um gênero já tão desgastado.



Histórias de assassinatos e de tribunais todos já vimos aos montes. É, portanto, um desafio enorme agregar algo novo, um suspiro que seja, a esse tipo de filme. Um Crime de Mestre consegue. Sendo criativo dentro de um tema pouco original, a película apresenta personagens interessantes, bons diálogos e uma trama bem estruturada. Por isso, e apenas por isso, já consegue ser superior a quase todos os filmes de assassinatos ou de tribunais que por aí circulam.
A premissa inicial é logo apresentada: o engenheiro Ted Crawford (Anthony Hopkins) mata sua esposa e confessa o crime diante da polícia. Parece que será um caso dos mais óbvios e tranqüilos para o ambicioso Willy Beachum (Ryan Gosling) que, obviamente, está em sua última semana na promotoria – após ter obtido vaga em importante escritório de advocacia.
A trama, a partir daí, começa a ganhar em surpresa e em complexidade, o que, sem dúvida, prende fácil o interesse do público. As coisas não são bem o que pareciam, a tarefa de Beachum não é tão fácil – Crawford mostra que bolou um esquema engenhoso para se safar da situação. O conflito está armado, é dos mais interessantes. Surge uma relação interessante entre os dois personagens, um bom jogo psicológico que apenas é crível graças ao acerto do roteiro e às boas interpretações da dupla principal.
Ao ver Anthony Hopkins no papel de um assassino, é impossível não relacioná-lo ao seu louco mais famoso: o inesquecível Hannibal Lecter. A interpretação de Hopkins, mesmo de altíssima qualidade, não consegue se desvincular da figura de Lecter – mesmo que aqui ele seja muito mais debochado e menos ameaçador que o canibal. Esse fato, no entanto, não chega a prejudicar o filme.
Já Ryan Gosling surge como um novo talento. Rosto mais lembrado pela boa participação no interessante (e bastante visto) O Diário de uma Paixão (The Notebook), Ryan foi indicado ao Oscar pelo desempenho no (pouco visto) Half Nelson. Aqui, ele consegue dosar com habilidade os elementos que compõem seu personagem: a arrogância e a auto-suficiência do advogado invencível em contraposição a uma figura humana e falível. Mesmo que esse tipo pareça pouco original, o roteiro e a boa interpretração de Ryan conseguem dar novos matizes e criar um personagem novo, único, que não remete diretamente a algum outro que já se tenha visto.
Tal originalidade aparece em boa parte da trama, apresentada por um roteiro enxuto, objetivo e bem amarrado, que tem alguns deslizes leves (a relação com alguns personagens secundários e uma ou duas cenas pouco “engolíveis”), mas sabe evoluir bem até um fim convincente. Não é um roteiro perfeito, mas, sem dúvida, está acima da média. Outro ponto positivo do filme é o acerto no trabalho de Gregory Hoblit. Ele já nos havia presenteado com os surpreendentes As Duas Faces de um Crime (Primal Fear) e Possuídos (Fallen). Agora, exibe uma direção segura, com ótimo uso da iluminação, das cores, e de alguns ângulos que funcionam para tornar a trama mais interessante.
Se Um Crime de Mestre não é uma obra-prima ou um filme definitivo sobre assassinos, advogados e tribunais, sem dúvida é uma obra bem apresentada e eficiente. Tem tudo para não causar no espectador aquela desagradável sensação de ter jogado dinheiro fora ao pagar o ingresso. E isso, apenas isso, já o faz superior a quase todos os filmes que por aí circulam.
Por Rodrigo Rosp, em 14/05/2007

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cinema

Há quanto tempo não vou ao cinema?
Não está certo isso!! Afinal, o processo é sempre relaxante: o cafezinho, uma olhadela nas prateleiras de livros, uma lida nos recordes de jornais que contam sobre os últimos lançamentos cinematográficos e a sala... a sala de cinema!

A comédia romântica é livremente baseada em Decamerão, uma saga literária que Giovanni Boccaccio escreveu entre 1348 e 1353. Quatro casais, americanos e italianos, tem suas histórias cruzadas ao longo da trama.


» Trata-se do novo longa dirigido e estrelado por Woody Allen.

» O filme, que foi rodado em Roma, tem no elenco Jesse Eisenberg (A Rede Social), Roberto Benigni (A Vida é Bela), Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona), Ellen Page (Juno), Alec Baldwin (Rock of Agel) e Greta Gerwig. O elenco italiano conta com Antonio Albanese, Alessandra Mastronardi, Alessandro Tiberi, Ornella Muti e Flavio Parenti.

País/Ano: EUA/Itália/Espanha/2012
Gênero: Comédia
Elenco: Jesse Eisenberg, Ellen Page, Woody Allen, Penélope Cruz, Alison Pill, Alec Baldwin, Greta Gerwig, Roberto Benigni, Ornella Muti, Judy Davis.
Direção: Woody Allen

sábado, 21 de julho de 2012

Jogos Olímpicos de Londres

XXX Jogos Olímpicos. A abertura será realizada  no dia 27 de julho. A cerimônia de encerramento ocorrerá no dia 12 de agosto.

A equipe de Bernardinho terá adversários complicados na primeira fase: Rússia, Estados Unidos e Sérvia, três potências, além de Alemanha e Tunísia.
Assim como no masculino, as mulheres também estão em uma chave considerada complicada. Campeãs olímpicas em 2008, as brasileiras enfrentarão Estados Unidos, China, Sérvia, Turquia e Coreia do Sul no Grupo B.
A disputa entre as mulheres começará no dia 28 de julho e a decisão da medalha de ouro será em 11 de agosto. O torneio entre os homens começa em 29 de julho e terá a final em 12 de agosto.

Logo em seguida, teremos sos Jogos Paraolímpicos de Verão de 2012, que se realizarão entre 29 de Agosto e 9 de Setembro.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

Llosa - mais uma obra

Arrebatador, incendiário (...) Mario Vargas Llosa é um mestre na arte de contar histórias" - The Washington Post


"Essa novela lapidar, do celebrado escritor peruano, demonstra uma qualidade artística de sofisticação quase infinita." - Publishers Weekly

Vargas Llosa cria um contraponto perfeito entre o amor e a inocência, inspirado em situações da sua própria vida. O peruano revela no livro a volúpia da quarentona Dona Lucrecia, casada com Rigoberto e madrasta de Fonchito, com quem acabará se envolvendo. Reflexões sobre a felicidade, suas motivações obscuras e o paradoxal poder da inocência podem ser achados em cada uma das páginas, sustentando uma intensa narrativa poética.
Lucrécia e dom Rigoberto vivem em contínua felicidade. Ela, uma mulher que acaba de completar 40 anos, nada perdeu de sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu finalmente os prazeres da vida conjugal. Juntos, crêem que nada pode afetar esse idílio, cheio de fantasias e sexo.
Alfonso, ou Fonchito, filho de dom Rigoberto, parecia ser o único empecilho; amava demais sua mãe, Eloísa, para aceitar a chegada de uma madrasta. Mas até ele foi conquistado pelos encantos de dona Lucrécia.
O amor do menino por sua madrasta, entretanto, vai muito além do que se esperaria de uma criança, criando uma linha tênue entre a paixão e a inocência que mudará o destino de cada um deles.
Publicado no final da década de 1980, Elogio da madrasta é uma incursão bem-humorada e sutil de Vargas Llosa na literatura erótica e, ao mesmo tempo, uma sátira bem-humorada dos mitos e temas que consagraram esse estilo literário ao longo dos séculos.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sagrada Família

Editora Alfaguara, minha favorita!

Algumas histórias resistem ao tempo. A inocência não.

Em seu novo livro, Sagrada família, Zuenir Ventura entrelaça memória e ficção para compor uma narrativa lírica e cativante sobre os amores que resistem ao tempo e a perda da inocência.
Com nostalgia e bom humor, o narrador faz uma viagem ao passado, à ficcional cidade de Florida, para recontar o que viveu em meio a uma numerosa família fluminense. A começar por sua tia, a bela Nonoca, 37 anos de idade e dois de viuvez, e suas visitas regulares à farmácia, onde recebia do farmacêutico atenções muito mais especiais do que uma simples cliente. E suas duas filhas, Cotinha e Leninha, 15 e 14 anos, ansiosas para conhecer o verdadeiro amor.
“Este é um livro fortemente inspirado em memórias, mas para não criar problemas familiares com parentes ainda vivos, inventei muita coisa, troquei nomes, romanceei episódios. O que eu queria mesmo era contar uma história que representasse a hipocrisia daquela época”, conta Zuenir, sobre sua infância e adolescência vivida em universo “tipicamente Rodrigueano”.
Com tipos e cenas que, reconhece o autor, lembram de fato personagens das crônicas de Nelson Rodrigues, Zuenir recria, com grande sensibilidade, os anseios e as atribulações de uma família vivendo na região serrana do Rio de Janeiro, dos anos 1940 até um passado não muito distante.
É um livro de personagens memoráveis: além de Tia Nonoca e as duas filhas casadoiras, há Douglas, um rapaz carismático e por vezes violento, que mudará a vida da família. E o próprio narrador, o menino Manuéu (“me orgulhava da grafia sem saber ainda que era um erro do escrivão”), que acompanha a trajetória dos personagens e aos poucos perde sua inocência de criança.
Sagrada família é também uma história cativante sobre a vida interiorana, com as matinês de domingo, o footing na praça nos finais de semana, os flertes. E o cotidiano de dona Edith e suas meninas de Vila Alegre, a melhor casa da zona do meretrício, com códigos de conduta mais formais que os dos clubes de Florida. Tudo isso à sombra de um período crucial na História do Brasil às vésperas de entrar na Segunda Guerra, com suas intrigas políticas e passionais, compondo o emocionante retrato de uma época.

domingo, 15 de julho de 2012

A Mulher que Escreveu a Bíblia

15 de julho
Oporturnidade para adquirir a obra de Moacyr Scliar - A Mulher que Escreveu a Bíblia.
Da Coleção Folha - Literatura Ibero-Americana. Páginas amarelas, bom preço. Nas bancas!


A beleza é passageira, a feiura é para sempre. A anônima mulher que escreveu a Bíblia conhecia, apesar do susto quando viu pela primeira vez um espelho, essa máxima. Era a mais feia entre as 700 mulheres do rei Salomão, porém dotada de uma qualidade que a fez especial, especialíssima: sabia ler e escrever.
O dom valeu a essa fêmea superior a missão, delegada pelo rei, de narrar a saga da humanidade, além de "um verdadeiro banquete de sexo", como ela mesma descreve, em êxtase. É o que nos conta o divertidíssimo livro do escritor gaúcho Moacyr Scliar (1937-2011), que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de melhor romance do ano 2000.
"A Mulher que Escreveu a Bíblia" nos surpreende, com risadas e seguidas comoções, ao explorar a terapia de vidas passadas e o erotismo – do mais popular ao mais bíblico. Deliciosa viagem literária.
Xico Sá
Colunista da Folha

sexta-feira, 13 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Tradução de obras literárias

Tenho uma curiosidade: saber se cabe à tradução o mérito de algumas obras estrangeiras.
Será mais uma de minhas metas: saber como o tradutor escolhe suas obras. Se por exigência da editora, se por gosto ou afinidade com o autor. Ou ainda se a editora escolhe o tradutor pela sensibilidade com que ele traduz o estilo originário do autor.

Peguei no site Companhia das Letras a relação das obras traduzidas por Donaldson M. Garschagen e, em breve, terei a resposta...

Donaldson M. Garschagen é capixaba de Cachoeiro de Itapemirim. Começou a traduzir em 1960 para a linha de livros condensados da Seleções Reader's Digest. Depois de trabalhar quatro anos no estaleiro Ishikawajima, passou outros quatro como tradutor freelancer. Sem deixar de traduzir para várias editoras, em 1968 ingressou na Encyclopaedia Britannica do Brasil (hoje Barsa Planeta Internacional), empresa em que trabalhou até 2006, exercendo o cargo de diretor editorial da Enciclopédia Barsa.

ATLÂNTICO (2012) - Tradutor
COMO MUDAR O MUNDO (2011) - Tradutor
COMO SHAKESPEARE SE TORNOU SHAKESPEARE (2011) - Tradutor
CONTATO (EDIÇÃO DE BOLSO) (2008) - Tradutor
OS CRISTÃOS E A QUEDA DE ROMA (2012) - Tradutor
CRÔNICA DE UM VENDEDOR DE SANGUE (2011) - Tradutor
O DÉCIMO PRIMEIRO MANDAMENTO (2011) - Tradutor
OS DESBRAVADORES (2009) - Tradutor
A ERA DO INCONCEBÍVEL (2010) - Tradutor
OS FILHOS DA MEIA-NOITE (2006) - Tradutor
O FUTURO DA AMÉRICA (2009) - Tradutor
O HOMEM QUE AMAVA A CHINA (2009) - Tradutor
HONRA TEU PAI (2011) - Tradutor
O INSTANTE CONTÍNUO (2008) - Tradutor
IRMÃOS (2010) - Tradutor
MAHATMA GANDHI (2012) - Tradutor
PRETO NO BRANCO (2012) - Tradutor
O SINAL (2012) - Tradutor
A TERRORISTA DESCONHECIDA (2009) - Tradutor
TÓQUIO PROIBIDA (2011) - Tradutor
VIDA DE ESCRITOR (2009) - Tradutor

terça-feira, 10 de julho de 2012

Thomas Pynchon

Quando Webb Traverse, um anarquista do Colorado com pendor para explosivos, é morto pelo magnata Scarsdale Vibe, seus quatro filhos decidem vingá-lo. Ao mesmo tempo, um grupo de jovens aventureiros, os Amigos do Acaso, viaja pelo mundo em um dirigível cumprindo missões cujas razões raramente conhecem.
Que não se esperem, no entanto, as convenções dos respectivos gêneros nestas duas histórias que formam o exuberante e complexo eixo central de Contra o dia. Não há personagem ou tema principais neste sexto romance da carreira de Pynchon. O elenco, numa descrição atribuída ao próprio autor, inclui “anarquistas, balonistas, jogadores, magnatas corporativos, entusiastas de drogas, inocentes e decadentes, matemáticos, cientistas loucos, xamãs, físicos, ilusionistas, espiões, detetives, aventureiros e assassinos profissionais” (além de um cão que lê Henry James).
Momentos extravagantes e enciclopédicos se fundem a seguidas trocas no estilo de narrativa e uma imensa quantidade de temas e elementos - espiritualidade, história, jazz, ciência, paranoia, psicologia, entre outros - para que o escritor reafirme sua peculiar visão do mundo e da modernidade.
1088 páginas
2006
Pynchon é autor de outros romances: O Leilão do Lote 49 (1966) e o Arco-Íris da Gravidade (1973)
Aos 74 anos, o autor não dá entrevistas, não faz aparições públicas nem se deixa fotografar (comportamento satirizado em um episódio de Os Simpsons do qual ele - ou sua voz - surpreendentemente aceitou participar).
(Veja, 25 abril 2012)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O PRISIONEIRO DO CÉU - Carlos Ruiz Zafon

Resenha

Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente.
Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo.
O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: "Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro". Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade.
Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, O prisioneiro do céu é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.

sábado, 7 de julho de 2012

Caravaggio e seus seguidores

Exposição na Casa Fiat de Cultura
Rua Jornalista Djalma Andrade, 1250 - Belvedere - Belo Horizonte (MG)


Caravaggio e seus Seguidores
Período: 22 de maio a 15 de julho de 2012
Veja suas obras! São únicas!

Além dos seis quadros de Caravaggio, 14 quadros de contemporâneos do pintor, que nele se inspiraram, vão estar expostos. Quando chegaram ao centro cultural, o material da exposição precisou ficar durante dois dias fechado, dentro de caixas, para se adaptar ao novo clima. Segundo especialistas, o valor das obras é incalculável. Mas o seguro que resguarda o material tem valor de R$ 2 milhões. (Globo Minas)

De Chirico - O sentimento da Arquitetura
Período: 29 de maio a 29 de julho de 2012


Horários: Terças a sextas, de 10h às 21h. Sábados, domingos e feriados, de 14h às 21h

Férias chegando....

Obaaa!
Qual será o destino?
Chapada Diamantina? Arraial d`Ajuda?
Gramado?
Travessia Petrópolis/Teresópolis?
Visitar amigos em Ribeirão Preto/São Caetano do Sul?
Acho que posso fazer tudo isso!!!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Mahatma Gandhi

Mahatma Gandhi é uma biografia pouco convencional do grande líder indiano. O livro silencia sobre a primeira juventude de Gandhi e se inicia com o protagonista já instalado na África do Sul como advogado, em 1893, após os primeiros anos em Gujarat, na Índia, e a educação profissional em Londres. Como ressalta Joseph Lelyveld na introdução ao volume, a experiência sul-africana proporcionou ao jovem Gandhi um estreito contato com a tragédia do racismo e do colonialismo britânico, tendo se mostrado fundamental na formação moral e política do Mahatma (título honorífico que significa “Grande Alma”).

O consagrado jornalista norte-americano reconstitui os passos desse personagem complexo e fascinante - libertador da Índia, ideólogo da desobediência civil e símbolo máximo do pacifismo num século marcado por guerras mundiais e genocídios - com foco em sua atuação política, sem contudo negligenciar os acontecimentos pessoais decisivos.
Resultado de pesquisas exaustivas na África do Sul e na Índia, o livro apresenta o homem Gandhi em sua totalidade problemática, enxergando por trás dos mitos criados por seus seguidores e inimigos. O autor não hesita em destacar os numerosos fracassos do Mahatma, o principal dos quais talvez tenha sido o sonho da unidade entre hindus e muçulmanos. Do mesmo modo, temas como sua ambígua sexualidade e a tendência à autopromoção são abordados com admirável sensibilidade crítica.

“Uma análise profundamente perspicaz daquele que foi talvez o mais fascinante líder político de nosso tempo. Um livro maravilhoso.” - Amartya Sen

472 páginas
Lançamento 25/06/12
Tradução Donaldson M. Garschagen

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Terapia - artesanato

EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE PATCHWORK CONTEMPORÂNEO

Patchwork Design acontece anualmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, desde 2001. Este ano, esteve no Rio entre 31 de maio e 02 junho. Em São Paulo, de 14 a 16 de junho, no Centro de Convenções Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – 5º andar). Já consagrado pelo público e pela mídia, o evento reúne palestras, workshops, uma feira de produtos com os melhores fornecedores do mercado, e a Exposição Internacional de Patchwork Contemporâneo, que apresenta mais de 130 trabalhos de artistas de diversas nacionalidades.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Coleguinha, mais uma vez

A Coleguinha me acompanhou por quase um ano. Depois, vinha sempre que eu tomava alguma decisão, dava uma "guinada" na minha (roda) vida...
Ontem ela veio às 4h; hoje às 5:15h. Tudo bem! É a necessidade de falar, falar...
Estava "a sonhar" com velhos amigos, como os convenceria a estar comigo novamente para contar-lhes as novidades da minha vida (e saber da vida deles).
Tenho "repentes" de saudades e os colegas de quem sinto falta são diversos - os assuntos que falaríamos são ecléticos - nos conhecemos ou temos como afinidade o esporte, a família, o trabalho, a arte e simplesmente o prazer (ou desprazer) pela vida.
Para saber se eles têm as mesmas necessidades que eu - se vão me responder ou não - somente se eu enviar minhas grandes cartas virtuais... Mais tarde conto como foi, rs

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Jonathan Franzen

Liberdade, quarto romance do norte-americano Jonathan Franzen, foi um dos mais festejados lançamentos literários de 2010. Publicado nove anos após As correções (vencedor do National Book Award), o livro foi saudado como um painel amplo e profundo da sociedade americana contemporânea e um triunfo da prosa refinada que já fazia a fama do autor.
A história de Liberdade gira ao redor de um trio de protagonistas. Walter e Patty Berglund formam, junto com os filhos adolescentes Joey e Jessica, uma típica família norte-americana liberal de classe média. Richard Katz é um roqueiro descolado que tenta fugir da fama que tanto buscava no passado. Os três se conhecem no final dos anos 1970, na Universidade de Minnesota, e a partir daí suas vidas se entrelaçam numa complexa relação de amizade, paixão, lealdade e traições que culminará com uma série de conflitos decisivos na primeira década do novo milênio, época em que o conceito de liberdade parece tão onipresente quanto fugidio.
Como em As correções, Franzen mergulha numa tragédia familiar para dissecar, com incrível detalhe e personagens tão reconhecíveis quanto surpreendentes, a psique e os sonhos da classe média norte-americana, explorando temas como o choque entre as políticas liberais e conservadoras no contexto social e privado, os males da superpopulação e das ameaças ecológicas, a crise do politicamente correto e os dilemas afetivos de uma geração cada vez mais conectada, individualista e globalizada.
Aclamado pela crítica, Liberdade também foi um fenômeno de mídia. A apresentadora Oprah Winfrey o selecionou para o seu popular círculo do livro, o Oprah’s Book Club, e a revista Time estampou sua capa com o romance, algo que não acontecia desde o ano 2000, quando Stephen King figurou no mesmo espaço.

“O romance mais comovente de Franzen - um livro que se revela ao mesmo tempo uma envolvente biografia de uma família problemática e um retrato incisivo do nosso tempo.” - Michiko Kakutani, The New York Times
“Não é à toa que Liberdade menciona Guerra e Paz em todas as letras. Ele pede espaço na prateleira ao lado do tipo de livro que as grandes feras escreviam. Livros que eram chamados de importantes. Que eram chamados de os grandes.” - Benjamin Alsup, Esquire
“O livro do ano, e do século.” - The Guardian
“Assim como As correções, Liberdade é uma obra-prima da ficção americana. Liberdade é um livro ainda mais rico e profundo - menos reluzente na superfície, porém mais seguro em seu método. Como todos os grandes romances, Liberdade não conta apenas uma história cativante. Ele ilumina, pela profunda inteligência moral do autor, um mundo que julgávamos conhecer.” - Sam Tanenhaus, The New York Times Book Review
Companhia das Letras

Serra Fina


Perdi esta oportunidade, snif... Estar com a turma da Caminhada Mineira