terça-feira, 26 de junho de 2012

domingo, 24 de junho de 2012

Presente - lírios orientais

O arranjo/presente chegou com cinco botões...  três já abriram... Todos sorrindo, lindos e perfumados!!
Certamente são lírios orientais!


Encontrei dicas para recuperá-los em breve:
Como cuidar do seu vaso de lírio
O lírio em vaso requer um local com boa iluminação, evitando o sol nas horas mais quentes do dia. Não deixe o substrato (a terra do vaso) secar completamente, molhando sempre que necessário, até que água saia pelos furos de drenagem do vaso; mas evite que a água se acumule no pratinho. Para fazer com que o lírio em vaso floresça novamente, o procedimento é complicado e não é garantido o sucesso. Quem desejar tentar, deve seguir uma série de passos:
1. Após a morte das flores, continue regando o lírio por mais 3 meses, depois pare de colocar água e espere que as hastes sequem completamente;
2. Uma vez que as hastes estejam secas, retire os bulbos do vaso, coloque-os em um saco plástico perfurado, preenchido com material inerte (perlita, por exemplo) úmido. Coloque este saco plástico com os bulbos na parte menos fria da sua geladeira (onde são colocadas as verduras) e deixe lá por cerca de 4 meses. Cuide para manter os bulbos úmidos. Evite choque entre os bulbos e também o choque dos bulbos com outros objetos, pois há perigo de machucar os bulbos e os ferimentos são portas para a entrada de doenças.
3. Passados os 4 meses, retire os bulbos da geladeira de plante-os. Deixe nos primeiros 10 dias em local bem fresco e arejado. Quando os brotos estiverem surgindo, leve o vaso para um local bem iluminado. Regue sempre que a terra estiver seca.
4. Se tudo der certo, entre 2 e 3 meses os bulbos florescerão.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Indicação de filme: A Condenação

Baseado numa história real! Biografia e drama! 2010.


Betty Anne (Hilary Swank) e Kenny (Sam Rockwell) são irmãos muito unidos desde a infância. Já adultos, Kenny passa a ser perseguido pela polícia local por já ter ficha suja. Desta forma sempre que há algum crime acontecendo na cidade ele é detido para averiguações, mesmo que não haja o menor indício de sua participação. A situação se complica quando ele é preso ao ser acusado de ter cometido o assassinato de uma jovem. O caso vai a tribunal e, com vários depoimentos contra si, Kenny é condenado à prisão perpétua. Betty Anne sempre acreditou em sua inocência e jamais se conformou com a sentença, buscando meios de recorrer. Sem dinheiro para pagar um advogado de renome, ela decide voltar a estudar para se formar em Direito. O projeto leva anos até ser concluído, de forma que possa assumir ela mesma a defesa do irmão em uma tentativa de recorrer da pena.

domingo, 17 de junho de 2012

Presente para meus amigos ciclistas

Não consegui identificar o autor da foto...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Philip Roth II

30/09/2012 Época

Philip Roth: "A cultura literária vai acabar em 20 anos"

O escritor americano afirma que a tecnologia deve acabar com o livro em papel e que a literatura tende a perder a influência na formação dos jovens
ÉPOCA – Não há nenhum computador nesta sala. O que o senhor pensa sobre os avanços tecnológicos como tablets e e-readers? Eles melhoram a compreensão do mundo?

Philip Roth – Não sou fanático por tecnologia. Tenho o mesmo telefone celular há anos e não pretendo trocá-lo. Escrevo em computador, como fiz antes com a máquina de escrever. É óbvio que as máquinas facilitam a finalização de um texto. Só que as coisas estão se transformando muito rapidamente para meu gosto. Não consigo achar graça em ler livros em formato eletrônico em e-reader. Outro dia passei em uma loja Apple com a forte disposição de comprar um iPad. Cheguei lá, vi tanta gente se acotovelando para ver como funcionava o aparelho e cheguei a testá-lo. Acabei desistindo. Não sei por que, mas o iPad não me convenceu, talvez porque pareça chato escrever nele, e ler nele é dispersivo. Quem vai conseguir ler um livro inteiro meu naquele tablet? É mais um totem do culto à tecnologia. Hoje, toda a cultura se encontra a nossa disposição. E isso me preocupa. A cultura literária como conhecemos vai acabar em 20 anos. Ela já está agonizando. Obras de ficção não despertam mais interesse dos jovens, e tenho a impressão de que não são mais lidas. Hoje, a atenção é voltada para o mais novo celular, o mais novo tablet. Daqui a poucas décadas, a relação do público e do escritor com a cultura será muito diferente. Não sei como será, mas os livros em papel vão acabar. Surgirá outro tipo de literatura, com recursos audiovisuais e o que mais inventarem.
ÉPOCA – Sua trajetória foi ascendente, de um autor quase maldito de O complexo de Portnoy, de 1969 – que era lido pelos meninos como eu como uma iniciação aos segredos do sexo –, ao mestre canonizado dos romances filosóficos, que tratam da velhice e da morte. O que mudou em sua vida nestes 42 anos?
Roth – Não sei, você sabe? O que terá sido? No tempo de O complexo de Portnoy, muita gente disse que eu tinha inventado a masturbação! Quanto à consagração, a vida e a atividade literária se confundem. Para mim, escrever foi sempre a prioridade. Foi um caminho natural, de juventude, amadurecimento e velhice. Talvez o mundo tenha ficado mais parecido comigo. Hoje, ninguém precisa ler meus livros atrás de nenhuma técnica sexual! (risos)
ÉPOCA – O senhor tem milhares de fãs jovens no Brasil, e obviamente não mais por causa dos métodos de masturbação de Portnoy. Já pensou em visitar o país e se encontrar com seus leitores?
Roth – Já fui convidado a participar de eventos literários no Brasil. Gostaria de ir, mas recusei muitas vezes, pois na minha idade não tenho mais ânimo para viajar. Em junho, me convidaram para ir a Londres receber o Man Booker Prize. Agradeci e disse que não poderia ir. A organização gravou um vídeo com uma mensagem minha, e tudo correu muito bem. Não pretendo mais fazer viagens fora dos Estados Unidos. Aliás, minhas viagens têm sido de minha casa de campo, em Warren, Connecticut, e Nova York. Gosto dessa rotina segura.
ÉPOCA – Que referências o senhor tem do Brasil?
Roth – Infelizmente não conheço nada do país nem de sua cultura. Nunca ouvi falar de um autor brasileiro atual. Não tenho nenhum contato por lá. Nem sei nem o nome de meu editor em São Paulo. Você sabe que li um único autor brasileiro? É a imagem que tenho do Brasil. Não me recordo do nome dele, mas é um romance irônico, de narrativa descontínua, sobre um homem morto que conta suas paixões e confusões em primeira pessoa. Adorei...
ÉPOCA – É Memórias póstumas de Brás Cubas, publicado aqui sob o título de Epitaph for a small winner. O autor é Machado de Assis.
Roth – Isso! Alguns amigos meus como (o crítico inglês) John Gledson me recomendaram a leitura, e gostei demais. Outro amigo, o crítico Harold Bloom, colocou o livro entre os maiores exemplos do cânone ocidental e chamou Machado de Assis de gênio. Como não conheço outros livros dele, não sei dizer. Ele me parece bastante influenciado por Tristram Shandy (romance do irlandês Laurence Sterne). Mas com uma abordagem menos pilhérica, mais consistente e aforística. Acho que deveria ler mais autores brasileiros. Ler é o que mais gosto de fazer, além de ouvir música e nadar.
ÉPOCA – O que o senhor tem lido ultimamente?
Roth – Estou em um momento da vida em que ler significa reler. Permaneço no século XVIII! (risos) Releio clássicos. Mas, de uns meses para cá, parei de ler ficção. Leio história, sobretudo livros que tratam de meus tempos de menino, o período da Segunda Guerra Mundial, que vivi em Newark, (cidade vizinha a Nova York), onde nasci. Eu não tinha a dimensão dos fatos. Os historiadores me ajudam a entender aqueles tempos. Sou fascinado pela era Roosevelt, e há ensaios e estudos recentes sobre o período – parecido com o atual, com os problemas da recessão econômica. Um livro que me impressionou foi O jovem Stalin, de Simon Sebag Montefiore. Ele traça um perfil aterrador do futuro ditador russo. Stalin é tão mau que faz Ivan Karamázovi parecer uma criança de jardim de infância.
ÉPOCA – Seus pais eram judeus, filhos de imigrantes da Europa Central. O senhor manteve tradições como o hebraico e o ídiche e o culto a símbolos religiosos?
Roth – Não. Meus pais eram cidadãos americanos pragmáticos. Eles criaram a gente sem obrigações religiosas. Fiz meu bar mitzvah aos 13 anos, mas desde então nunca mais entrei em uma sinagoga! Nunca entendi uma só palavra em hebraico que tive de recitar na ocasião e até hoje não sei o que o rabino disse naquele dia. Não sou religioso nem mantenho em casa símbolos judaicos. Os judeus americanos de minha geração não sentiram o fardo da tradição. Ser judeu em Nova York hoje é uma espécie de modo de vida cultural. Meus livros trazem personagens que carregam a tradição de forma bem mais pesada do que eu.
ÉPOCA – Muitos de seus livros se passam em Newark. Quanto de realidade contêm suas tramas?
Roth – Retirei muitos dos personagens e das situações do ambiente da Newark dos anos 1940 e 1950. Mas nem tudo em minha obra é Newark, como dizem alguns críticos. Como escritor, misturo várias referências – inclusive geográficas.
ÉPOCA – A moralidade e a mortalidade são os temas centrais de sua obra?
Roth – Em minhas histórias, a trama conduz a determinado tipo de problema moral. Os personagens caem sozinhos nas armadilhas de seus destinos. Não sou assombrado por dilemas morais nem temo a esperada vitória da morte. Mas o fato de ter perdido amigos aparece em meus livros. Há um ano morreu o mais brilhante de todos, John Updike. Perdi parentes, amores, amigos. A impressão é de que meu mundo está encolhendo. Não há como não se entristecer.
ÉPOCA – Apesar da fama de eremita, o senhor parece cercado de gente...
Roth – Sim, meus melhores amigos são colegas de profissão. Sou próximo a Joyce Carol Oates, Don DeLillo e Doctorow. Procuro manter uma vida social ativa, na medida do possível, já que decidi viver a maior parte do tempo no interior. Quando estou em Nova York, como você está vendo, todo mundo me liga para marcar encontros.
ÉPOCA – Como é seu dia a dia?
Roth – Acordo cedo, escrevo no computador, saio, converso com os vizinhos de Warren e vou nadar. Nado cinco vezes por semana: nado crawl e costas. Aqui, frequento uma piscina no centro da cidade. Nadar para mim não melhora só a musculatura. Nadar me faz pensar, me obriga a refletir sobre o que estou fazendo. Já inventei muitas histórias debaixo d’água! Depois de nadar, almoço, volto a escrever até cansar. Aí ouço música, vejo um filme e vou dormir.
ÉPOCA – Qual é seu método para criar uma história?
Roth – Não monto um esquema como alguns autores. Sou intuitivo. Começo com uma ideia e vou testando para ver se ela gera uma ação. Os personagens ganham vida, e o livro toma corpo. Minhas histórias surgem da surpresa da escrita.
ÉPOCA – Quais escritores mais o influenciaram?
Roth – Depende da idade. Aos 10 anos, lia um autor que me marcou: Thomas Wolfe. Foi um grande contador de histórias – e seus romances me ensinaram o valor da ação, da reviravolta e da veracidade dos personagens. Aos 20, fiquei fascinado pela ideia do grande romance americano. Com as obras de Theodore Dreiser e Henry James, aprendi a lidar com vários planos narrativos. Em 1953, aos 30, descobri As aventuras de Augie March, de Saul Bellow. Ele abriu o caminho para mim. Meu estilo não tem a ver com o de Bellow, seu humor é mais corrosivo. Mas ele me inspirou, pois mostrou que o mundo judaico americano podia atingir a universalidade.
ÉPOCA – Cite escritores inócuos em sua formação.
Roth – John Cheever, com seus dramas suburbanos, criou uma obra maravilhosa, fui amigo dele, conversamos muito, mas em nada me afetou. Há também Jack Kerouac. Os livros dele têm sido supervalorizados. Ele nunca passou de um narrador banal, um eterno adolescente.
ÉPOCA – Os críticos europeus denunciam o isolamento cultural da ficção americana. O senhor concorda com a análise?
Roth – Não. O que vejo é surgir um bom romance americano a cada semana. Só para mencionar meus amigos, há a Joyce Carol Oates e DeLillo. Entre os novos, Nicole Krauss tem produzido romances excelentes, como Great house. E Mollly Molloy, autora de El Sicario. A ficção americana cresce nos momentos difíceis.
ÉPOCA – O senhor anunciou que não vai mais escrever. É verdade?
Roth – Sinto desapontá-lo, mas tive de rever meu anúncio. Por sugestão de uma amiga, já estou trabalhando em uma novela curta fantástica, com figuras mitológicas. É só o que tenho a dizer por enquanto.
ÉPOCA – Por falar em mitologia, a editora Carmen Callil, jurada do Man Booker Prize de 2010, disse que não votou no senhor porque o senhor é um fauno que reduz as mulheres a objetos sexuais. Por que sua obra desperta tanto a ira das feministas?
Roth – Não sei. Isso é péssimo para minha reputação sexual, mas não há nada que eu possa fazer. Não conheço Carmen Callil. Mas um amigo meu me disse que a única razão para ela me odiar tanto é porque ela foi casada comigo.
ÉPOCA – Se o senhor ganhasse o Nobel, como se sentiria?
Roth – Seria uma honra. Mas não penso nisso como algo fundamental. Já me sinto satisfeito com o que conquistei. Queria mesmo era ganhar o Nobel da Literatura Feminista! (risos)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Personagem de Pedro Camacho

Eu disse a vocês que voltaria a falar sobre Pedro Camacho, escritor de radionovelas da obra de Mario Vargas Llosa.
A facilidade com que Llosa construe um personagem (inicia sua história, a desenvolve com riqueza/humor/tensão e ainda delega ao leitor o final) em apenas 25 páginas, ou menos... invejo, admiro!

"A história do reverendo padre don Seferino Huanca Leyva, esse pároco da esterqueira vizinha ao futebolístico bairro de La Victoria e que se chama Mendocita começou meio século atrás, numa noite de carnaval, quando um jovem de boa família, que gostava de tomar banho de arrabalde, estuprou, num beco do Chirimoyo, uma alegre lavadeira: a Negra Teresita.
Quando esta descobriu que estava grávida e como já tinha oito filhos, carecia de marido e era improvável que, com tantas crianças, algum homem a levasse ao altar, recorreu rapidamente aos serviços de dona Angélica, velha sábia da praça da Inquisicíón que trabalhava de parteira, mas era sobretudo fornecedora de hóspedes do limbo (em palavras mais simples: uma aborteira). Porém, apesar das peçonhentas cocções (de urina própria com ratos macerados) que dona Angélica fez a Negra Teresita beber, o feto do estupro, com uma tenacidade que fazia pressagiar qual seria seu caráter, negou-se a se desprender da placenta materna e continuou ali, enroscado como um parafuso, crescendo e se formando, até que, cumpridos noves meses da fornicação carnavalesca, a lavadeira não teve outro remédio senão parí-lo.
Puseram-lhe o nome de Seferino para agradar seu padrinho de batismo, um porteiro do Congresso que tinha esse nome, e os dois sobrenomes de sua mãe. Em sua meninice, nada fazia adivinhar que seria padre, porque do que ele gostava mesmo não era das práticas religiosas, e sim de jogar pião e empinar pipas. Mas sempre, ainda antes de saber falar, demonstrou ser pessoa de caráter. A lavadeira Teresita praticava uma filosofia de criação intuitivamente inspirada em Esparta ou em Darwin que consistia em fazer saber a seus filhos que, se tinham interesse em continuar nesta selva, tinha de aprender a receber e dar mordidas, e que essa história de tomar leite e comer era assunto que dizia respeito inteiramente a eles desde os 3 anos de idade, porque, lavando roupa dez horas por dia e distribuindo-a por Lima outras oito horas, só conseguiam sobreviver ele e as crias que não tinham completado a idade mínima para dançar com as próprias pernas.
O filho do estupro mostrou para sobreviver a mesma tenacidade que tinha demonstrado para viver quando estava dentro da barriga: foi capaz de se alimentar engolindo todas as porcarias que recolhia das latas de lixo e que disputava com os mendigos e cachorros. Enquanto seus meios-irmãos morriam como moscas, tuberculosos ou intoxicados, ou, meninos que chegam a adultos vitimados pelo raquitismo e as taras psíquicas, só passavam na prova pela metade, Seferino Huanca Leyva cresceu sadio, forte e mentalmente possável. Quando a lavadeira (vitimada por hidrofobia?) não pode mais trabalhar, foi ele quem a sustentou e, mais tarde, pagou-lhe um enterro de primeira na Casa Guimet, que o bairro de Chirimoyo comemorou como o melhor de sua história (já então era pároco de Mendocita).
O rapaz fez de tudo e foi precoce. Ao mesmo tempo que aprendeu a falar, aprendeu a pedir esmola aos transeuntes da avenida Abancay, fazendo cara de anjinho da lama que tornava caritativas as senhoras de família. Depois, foi engraxate, cuidador de automóveis, vendedor de jornais, de sabão, de doces, indicador de lugares no Estádio e brechó de roupas velhas. Quem diria que essa criatura de unhas negras, pés imundos, cabeça fervendo de lêndeas, remendado e enfiado numa malha esburacada seria, ao cabo dos anos, o mais controvertido padreco do Peru?"
[...] pág. 261 a 263 da Edição Folha de S.Paulo - Coleção Literatura Ibero-Americana, 2012.
Tia Júlia e o Escrevinhador

terça-feira, 12 de junho de 2012

A História do Amor

Resenha no site Companhia das Letras:
Neste romance elogiado pela crítica americana, um jovem judeu polonês escreve um livro sobre o amor e a existência, mas é obrigado a deixá-lo para trás, junto com a paixão que o inspirou, quando a Polônia é tomada pelos nazistas. Décadas depois, o livro reaparece para unir personagens muito diferentes: Leo Gursky, um imigrante em Nova York; Litvinoff, um professor no Chile; Alma Singer, a filha de uma tradutora literária; Isaac Moritz, escritor americano.

Em diferentes vozes, cada uma com seu ritmo e sintaxe, A história do amor gira entre ritos de iniciação e ocaso. Leo Gursky faz da amizade com outro exilado uma defesa contra a solidão. Alma Singer tem as primeiras experiências afetivas "adultas". Isaac Moritz busca um reencontro com suas origens pouco antes de morrer. O pequeno irmão de Alma começa a descobrir os limites de sua imaginação delirante.
"No início", explica Nicole, "o livro era basicamente sobre a própria escrita. [...] A idéia de que existisse uma única cópia de um livro que ninguém leu, e que essa cópia ligasse e mudasse todos esses destinos". Mas, aos poucos, tornou-se uma "ode à sobrevivência". Nas palavras do manuscrito desaparecido, que retorna para unir os fragmentos da trama num mesmo desfecho, está a defesa contra a devastação trazida pelo tempo e pela sorte; e contra a esterilidade, definida por um dos personagens, de "viver num mundo não descrito".

domingo, 10 de junho de 2012

Nicole Krauss - a favorita dos escritores

Companhia das Letras: Neste terceiro romance da jovem escritora americana Nicole Krauss, uma escrivaninha tem o poder de quase obliterar a vida de quem a possui. É a partir dela que as histórias de personagens tão diversos entre si formam, aos poucos, um poderoso ensaio sobre memória e esquecimento, esperança e remorso, passado e futuro.

Há a narrativa da reclusa autora nova-iorquina que herda o móvel de Daniel Varsky, um jovem poeta chileno torturado e morto durante a tenebrosa ditadura de Augusto Pinochet. Do outro lado do Atlântico, em Londres, o viúvo de outra escritora cujo passado ela faz questão de esquecer, aos poucos se encaminha na direção de uma descoberta cujos efeitos lancinantes serão difíceis de mensurar em sua própria vida. E em Jerusalém, um antiquário que sobreviveu à sanha genocida dos nazistas passa boa parte do seu tempo tentando reconstruir, por meio de objetos coletados nos quatro cantos do mundo, o idílio de uma vida familiar há muito desaparecida.
O resultado é um painel narrado com elegância e empatia por meio de personagens que vão descortinando aspectos inesperados de seu próprio percurso. Ficção eminentemente contemporânea, em que a presença de autores como o alemão W. G. Sebald e o chileno Roberto Bolaño pode ser antevista por meio de situações e personagens, mas em nenhum momento abrindo mão da originalidade de uma escrita ao mesmo tempo íntima e épica, A memória de nossas memórias é, acima de tudo, uma profunda reflexão sobre o que deixamos para trás ao longo da vida.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Foto convidativa!


E ontem conheci a sexta especiaria!! O objetivo do Circuito de Cafeterias é divulgar locais pitorescos - este ambiante de café/lanche/bate-papo tão desejado por mim. E tem atingido o objetivo, pois foram duas cafeterias inéditas até o momento e conhecerei outras, e outras... e em cada visita, insisto com alguém que gosta exatamente das mesmas coisas... e de sobra, visitamos a Leitura, lemos trocentos capas de livros inéditos e outras mais antigas: as biografias. Divulgarei os detalhes em breve. Bom final de semana!!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cultura japonesa

Há no Japão um grupo de 200 aposentados, em sua maioria engenheiros, que se oferece para substituir trabalhadores mais jovens num perigoso trabalho: a manutenção da usina nuclear de Fukushima, que foi seriamente afetada pelo grande terremoto há meses atrás. Os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena.

Em entrevista à BBC, o voluntário Yasuteru Yamada, que tem 72 anos e negocia com o reticente governo japonês e a companhia, usa uma lógica tão simples quanto assombrosa.
“Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para surgir. Logo, nós que somos mais velhos temos menos risco de desenvolver câncer”, afirma Yamada. É arrepiante. Na contramão do individualismo atual – e lidando de uma maneira absolutamente realista em relação à vida e à morte -, sexagenários e septuagenários querem dar uma última contribuição: ser úteis em seus últimos anos e permitir que alguns jovens possam chegar às idades deles com saúde e disposição semelhantes.
O que mais impressiona em toda a história é a matemática da vida. A morte não é para eles um problema a ser solucionado – ou talvez corrigido, pela hipótese mística da vida eterna que medicina e biologia tentam encampar e da qual as revistas de boa saúde tentam nos convencer; a morte é, de fato, a constante da equação.
Fonte: ABC News

terça-feira, 5 de junho de 2012

Circuito de cafeterias 2012 III

Ontem foi a quinta especiaria!!!

sexta-feira, 1 de junho de 2012