quinta-feira, 31 de maio de 2012

Circuito de cafeterias 2012 II

Estou adorando!!
Café com pimenta! Fantááástico!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Gladiador

Um filme para ser assistido, revisto, estudado. Um modelo de República idealizado, uma utopia a ser conquistada. Hombridade, integridade de caráter. Temos na figura do imperador Cômodo o retrato das distorções do poder. Mais uma vez, humano, demasiadamente humano...


CONTEXTO HISTÓRICO

O Império, terceira e última etapa na história da civilização romana, foi antecedido pelos períodos monárquico (753-509 a. C.) e republicano (509-27 a . C.). Trata-se do maior e mais duradouro Império da história universal, estendendo-se pela Europa, norte da África e Ásia no Oriente Próximo desde 27 a C. até 476 na porção ocidental e até 1453 na porção oriental.
Durante o Império consolida-se o Modo de Produção Escravista, que se desenvolve até o século III, quando problemas estruturais, marcam o início da crise do escravismo, e conseqüentemente do próprio Império. O agravamento provocado pelas invasões bárbaras culminou com a tomada de Roma pelos ostrogodos no século V.
O filme insere-se no contexto do Baixo Império, caracterizando o governo de Marco Aurélio (161-180), tendo como principal cenário o monumental Coliseu, anfiteatro romano, cujo nome vem da estátua colossau (colossoe) de Nero, que se achava nas proximidades. Iniciado no governo do imperador Vespasiano e concluído no de Tito em 80 d. C., o coliseu abrigava até 100 mil pessoas, sendo utilizado para combate de gladiadores e também, para o martírio de inúmeros cristãos. Esses durante séculos, foram discriminados e perseguidos pelos romanos, para posteriormente serem aceitos, quando o Edito de Milão publicado em 313 pelo imperador Constantino, concedeu liberdade de culto. Décadas depois, o imperador Teodósio oficializava o cristianismo como religião do Império, publicando o Edito de Tessalônica em 390.
Se inicialmente a retração militar pouco afetou a vida do Império, o fim das guerras de conquista acabou por gerar um processo inflacionário que corroeu a economia romana. A diminuição do afluxo de riquezas e a falta de mão-de-obra escrava, além da corrupção, cada vez maior nos altos cargos do Império, caracterizam uma realidade de profunda crise, que se reflete com as divisões políticas (tetrarquias e depois em Ocidental/Oriental) e com a própria difusão do cristianismo, já que o Império debilitado em sua infra-estrutura e dividido politicamente, não tinha mais forças para resistir a uma religião em que cerca de 1/3 de sua população já havia aderido.
O filme enquadra-se nesse processo de crise do Império Romano, quando durante o governo do imperador Marco Aurélio iniciam-se as invasões bárbaras, que irão se estender até a queda de Roma em 476.
Apesar de ter consolidado a centralização administrativa e hierárquica das funções, interpretando as leis com um sentido mais humanitário, Marco Aurélio não poupou os cristãos de terríveis perseguições. Enfrentou também uma peste, que agravou ainda mais os problemas sociais, desdobrando-se em freqüentes sublevações, como na Gália e no Egito.
Aproveitando-se da debilitação de Roma, as tribos bárbaras vizinhas começaram a assaltar as fronteiras do Império. Os partos (da Pérsia), penetraram na Síria, sendo derrotados pelos generais de Marco Aurélio. Mais grave para os debilitados romanos foi a longa guerra contra as tribos que habitavam as fronteiras do Danúbio. Os germanos foram expulsos da Itália e empurrados para além do Danúbio. Contra os marcomanos, os iaziges e os quados, Marco Aurélio conduziu pessoalmente as campanhas do Danúbio. A paz foi assinada em 175 e pela primeira vez, os bárbaros foram recebidos como colonos ou como soldados do Império.
Com o rompimento da paz, Marco Aurélio empreendeu uma nova campanha no Danúbio (177-180), no curso da qual morreu de peste, deixando o poder a seu filho Cômodo, retratado no filme de maneira demasiadamente maniqueísta, frente ao herói gladiador.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Mario Vargas Llosa II

Fantááástico! Foram 2 horas (a intenção era distrair-me e pegar no sono) devorando as palavras de Llosa. Dormi tarde... acordei cansada e perdi a academia (creio que, no fundo, bem lá no fundo, queria uma desculpa para não sair de casa, ;))

Resenha no Submarino:
Tia Julia e o escrevinhador é um dos livros mais originais de Vargas Llosa. Mesclando humor e romance, o escritor narra a história de Varguitas, um jovem peruano com ambições literárias que se apaixona por uma tia com quase o dobro da sua idade. Em paralelo a esse romance proibido, na Lima dos anos 50, Varguitas conhece Pedro Camacho, autor excêntrico de radionovelas cujos enredos mirabolantes fascinam os peruanos. As novelas vão muito bem, até o dia em que Pedro Camacho, sobrecarregado, começa a confundir enredos e personagens. E, ao mesmo tempo, o romance entre Varguitas e tia Julia é descoberto pela família.



Editora: Alfaguara
Autor: MARIO VARGAS LLOSA
Origem: Nacional
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 360

A resenha de Vanessa convencerá você, imediatamente, a conhecer o autor e Tia Júlia...
Porém, há críticas severas ao autor e todas suas obras: Urariano Mota.
Ai, me pergunto: é a dissertação que me envolve? A facilidade nas construções das orações que me transportam? Tenho eu discernimento para conhecer um bom autor ou simplesmente falo bem daquelas obras que me distraem/me conduzem a outro mundo? Que não me exigem grande esforço de interpretação? Ora, ora, acredito que ainda tenho tempo para responder a estas minhas perguntas...
De qualquer forma, em outro post, contarei sobre Pedro Camacho. Será que existiu alguém como ele?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Circuito de cafeterias 2012

Começou dia 24 de maio. E vai até 24 de julho.
O Circuito das Cafeterias conta com especiarias de diversas cafeterias da capital.


História

Reza a lenda que o pastor Kaldi, que viveu na Etiópia há cerca de mil anos, notou que suas cabras ficavam alegres e saltitantes quando mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada – o café . A partir de então, o fruto conhecido também como “vinho da Arábia“, passou a ser consumido pelos humanos.
Foi em Meca (Arábia Saudita) que surgiram as primeiras cafeterias, conhecidas como Kaveh Kanes que se transformaram em casas onde era possível se passar à tarde conversando, ouvindo música e tomando café.
NO BRASIL
O café chegou ao Brasil em 1727, e atualmente o país é o maior produtor mundial, e o único a produzir todos os tipos de grãos, sendo responsável por mais de 30% do mercado externo. É também o segundo mercado consumidor, atrás somente dos Estados Unidos.
Mais do que uma bebida deliciosa e amada pela maioria dos brasileiros, o café possui grande importância na economia do país e de Minas Gerais, que é um dos maiores produtores.

domingo, 27 de maio de 2012

Garrafa que vira bicicleta

Não é nova ( final de 2011), mas é boa notícia:



Você aí que tá pensando em comprar uma bike novinha pra curtir o verão , esse post é pra você! Mas a notícia deixou a gente tão orgulhosa que é pra todo mundo ler!
Saiu agorinha a primeiríssima bicicleta feita de material reciclado! A parte confeccionada de garrafas PET, embalagens de shampoo e peças de geladeira é o quadro – peça que fica entre as rodas. E a parte mais legal: é criação do Brasil!


sábado, 26 de maio de 2012

Sid - A Era do Gelo

Coleção Animais

Espécie: Preguiça-terrestre

Melhor amigo: Manny (que não concorda muito com isso!)
Melhor momento: Chocar ovos de dinossauro e virar “mamãe”
Pior momento: Quase cair num rio de lava no Mundo Perdido!


quinta-feira, 24 de maio de 2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O Perdão II

Lembrei-me de uma melhor definição do perdão: "perdoar-se é não ser cruel censurando seus próprios atos de ontem com a maturidade de hoje".
Palavras da amiga Mariza...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Arte


Gostaria de compartilhar com vocês o nome do artista, do fotógrafo também. Extraí esta foto do facebook sem legenda...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

domingo, 20 de maio de 2012

Radionovelas

"Transmitiam pelo menos meia dúzia por dia e eu me divertia muito espiando os intérpretes quando estavam irradiando: atrizes e atores em declínio, esfomeados, desastrados, cujas vozes juvenis, acariciantes, cristalinas, contrastavam terrivelmente com as caras velhas, as bocas amargas e os olhos cansados. 'No  dia que inaugurarem a televisão no Peru, não vai restar para eles outro caminho além do suicídio', prognosticava Genaro filho, apontando pelos vidros do estúdio, onde, como num grande aquário, textos nas mãos, se podia vê-los reunidos em torno da microfone, dispostos a começar o capítulo 24 de A família Alvear. E realmente, que decepção teriam essas donas de casa que se enterneciam com a voz de Luciano Pando se vissem seu corpo curvado e seu olhar estrábico, e que decepção para os aposentados que ao cadenciado rumor de Josefina Sánchez acordavam recordações, se conhecessem sua papada, seu bigode, suas orelhas de abano, suas varizes. Mas a chegada da televisão ao Peru ainda estava longe e o discreto sustento da família da fauna radioteatral parecia garantido no tempo."
Trecho extraído da obra Tia Júlia e o escrevinhador de Mario Vargas Llosa.
Agora, com certeza, assistirei ao filme...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Erik Larson

Resenha: No Jardim das Feras, de forma inesperada, o professor William E. Dodd, de Chicago, recebe o convite para assumir a embaixada dos Estados Unidos na Alemanha de Hitler. Sem nenhuma experiência no delicado mundo da diplomacia, mas decidido a manter uma posição neutra em relação ao novo governo, Dodd chega a Berlim na companhia de sua esposa Mattie e de seus filhos adultos: William Jr. e a esfuziante Martha. A princípio, Martha se deslumbra com a pompa, a animação da vida social e o charme dos homens do Terceiro Reich, como o primeiro chefe da Gestapo, Rudolf Diels.

O deslumbramento não dura muito. No decorrer de seu primeiro ano na Alemanha, a família Dodd testemunha, com alarme, a crescente perseguição aos judeus, o cerceamento da imprensa e a implantação de novas e assustadoras leis. As preocupações do embaixador, registradas em documentos oficiais e em seu diário, porém, foram recebidas com indiferença pelo Departamento de Estado norte-americano. No jardim das feras, acompanha a perspectiva dos Dodd à medida que os fatos se desenrolam e, por meio de seus testemunhos, revela uma era de surpreendentes nuances e complexidades.

 
 
 
Fulminado por um Raio conta como Guglielmo Marconi inventou o rádio e causou espanto numa Paris coalhada de susperstições, mágicos e agentes secretos da Scotland Yard, quando o mundo caminhava inevitavelmente para a primeira grande guerra do século XX.




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O Demônio na Cidade Branca - Assassinato, Magia e Loucura na Feira que Mudou os Eua
A saga de um serial killer e do arquiteto responsável pela Grande Exposição de Chicago, em 1893, em uma exploração bem-sucedida da história americana. Aborda os avanços tecnológicos que pressagiavam o futuro dos Estados Unidos, com participação de personagens que freqüentaram ou contribuíram com a feira como Buffalo Bill e Thomas Edison.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

John le Carré II

Nova obra, o mais recente livro do escritor britânico John Le Carré: Nosso Fiel Traidor.
O livro narra a viagem de férias do jovem casal birtânico Gail e Perry ao Caribe. A viagem tinha tudo para ser tranquila, mas a aparição de um personagem misterioso muda o destino da dupla. O casal acaba sendo usado como intermediário para negociar um acordo entre o serviço secreto britânico e um mafioso russo que deseja abandonar o mundo do crime e usar a delação premiada para se mudar para o Inglaterra com um novo nome.
Editora Record, 350 páginas

domingo, 13 de maio de 2012

Nunca te Vi, Sempre te Amei

Viajei (mesmo!) neste filme...  recomendo aos amantes da literatura!

Sinopse: Uma história de amor e gosto pelos livros, Nunca Te Vi, Sempre Te Amei apresenta os ganhadores do Oscar Anne Bancroft* e Anthony Hopkins atuando de forma excepcional. Helen Hanff (Bancroft), uma escritora mal humorada, envia uma carta a uma pequena livraria de Londres, solicitando algumas obras inglesas clássicas raras. Frank Doel (Hopkins), o discreto vendedor inglês de livros, atende a seu pedido, iniciando uma troca de cartas comovente e graciosa entre dois continentes por duas décadas. A aspereza de Hanff contrasta com o comportamento pomposo britânico de Doel, mas o amor mútuo aos livros forma entre eles um elo que se intensifica com o passar dos anos. Suas cartas íntimas e altamente detalhadas descrevendo seus sonhos, esperanças, sofrimentos e alegrias nos faz mergulhar no universo de suas vidas, e eles acabam desenvolvendo uma amizade notável e duradoura.

sábado, 12 de maio de 2012

Dias das Mães

Adorei esta homenagem:

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Amor tem preço?

Se tem assunto polêmico este é um deles (e mexe comigo):

A Justiça do amor
Ruth de Aquino, Época, 04/05/2012
 
Um pai foi condenado a pagar à filha R$ 200 mil de indenização por abandono afetivo. A decisão, inédita, é do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Essa história mexe com sentimentos – e não com reconhecimento de paternidade ou pensão alimentícia. Não deveria pertencer à Justiça, e sim à vida e à consciência de cada um. Como legislar sobre a prática do amor?
É um caso comum. Uma professora de 38 anos, Luciane Nunes, que mora em Votorantim, interior paulista, decidiu há dez anos processar o pai, Antônio Carlos Jamas dos Santos, dono de postos de combustível em quatro Estados, por não ter cuidado dela direito, na infância e na adolescência. Luciane havia nascido de uma longa relação extraconjugal do pai, que durou oito anos.
A mágoa da menina foi agravada por ciúme e rejeição. Os filhos que o pai teve em casamento formal com outra mulher estudaram nas melhores escolas, aprenderam várias línguas. Ela não. Além de uma vida mais confortável, seus meio-irmãos tiveram a atenção paterna em casa. As brincadeiras, as broncas, os carinhos, os conflitos. Ela não.
Luciane cresceu, casou, teve filhos. Mas não superou o ressentimento. Decidiu colocar o pai de castigo numa sala de tribunal. Mostrar publicamente que, como empresário, ele pode ser bem-sucedido e morar em condomínio de luxo. Mas, como pai, embora a tenha reconhecido, não a amou o suficiente. Não a educou. Deixou a tarefa a cargo da mãe. Antônio Carlos conta uma história bem diferente: diz que tentou se aproximar várias vezes da filha, mas a mãe não permitia e era agressiva.
Como encontrar a verdade? Não invejo a juíza Nancy Andrighi, do STJ, que justificou a sentença. “Amar é faculdade, cuidar é dever.” A juíza está certa, não há como discordar. Ela listou algumas obrigações constitucionais da paternidade, “deveres inerentes ao poder familiar”: convívio, cuidado, criação e educação dos filhos. É melhor pensar direito antes de engravidar. Para dar à luz e não às trevas.
Luciane é hoje uma mulher que conseguiu, após uma década de processo, uma vitória judicial importante. Mas não o amor do pai nem a paz interna. A indenização, fixada inicialmente em R$ 415 mil, foi reduzida à metade. Antônio Carlos diz que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF). Se o Supremo julgar e der razão a Luciane, abrirá caminho para uma enxurrada de filhos que não se sentem amados.
Por enquanto, o abandono afetivo não é previsto em lei. Há dois projetos. Um deles propõe detenção de até seis meses para pais acusados de não dar afeto ao filho menor. O outro propõe indenizar por danos morais os filhos e os idosos sem afeto. Quantos velhos são esquecidos em asilos sem receber visita ou ouvir uma só palavra de filhos e netos?
É complicado legislar sobre o exercício do amor e suas subjetividades. Se todos decidíssemos pedir indenização por uma carência temporária ou persistente de afeto, as Varas de Justiça teriam de fechar. Não dariam conta.
O sentimento de abandono nem sempre traduz a realidade. Algumas pessoas acham que amar pressupõe um contato diário. É preciso falar todos os dias. Pessoalmente, pelo telefone ou computador. Há quem se sinta sempre abandonado, mesmo com dezenas de amigos.
O trauma é maior se quem não demonstra amor é o pai ou a mãe. A falta de afeto pode causar profundos estragos emocionais nas crianças e nos adolescentes. Alguém duvida disso, mesmo sem ser psicanalista ou psicólogo?
Para ser pai e mãe, não basta dar nome e dinheiro. Tem de acompanhar, conversar, orientar, ouvir, disciplinar, brigar, beijar, rir e chorar. Ajudar no dever de casa. Consolar, estimular. Não é nada fácil ser pai ou mãe. Todos erramos em alguma medida, por excesso ou falta de zelo. Como somos humanos, dificilmente encontraremos o equilíbrio certo para cada filho, todos diferentes entre si.
Não sei se a mãe de Luciane bloqueou o acesso do pai à filha. Muitas mulheres agem assim, por vingança e ignorância. Mas conheço um número maior de mães que se esforçam, em vão, para o pai se envolver mais na educação do filho. Há homens, separados, que acham que, para ser pai, basta almoçar uma vez por mês com os filhos, compartilhar fotos e trocar uma ideia pelo Facebook, mesmo morando na mesma cidade. Não basta.
A decisão que beneficia Luciane, nas palavras da juíza Nancy, “abre um caminho para a humanização da Justiça”. Talvez abra caminho também para injustiças. Uma indenização não muda sentimentos. Não obriga ninguém a passar a amar. Ao contrário, azeda uma aproximação futura.
Se existe algum benefício na decisão do STJ de São Paulo, é levar as famílias a uma reflexão. Já que amar é cuidar, por acaso sou omisso ou negligente com meus filhos? E com meus pais? O Dia das Mães é um bom domingo para pensar se cuidamos direito de quem mais amamos.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Raduan Nassar - Um Copo de Cólera

Raduan Nassar

"A razão jamais é fria e sem paixão", diz a certa altura o narrador desta obra-prima, que desde o título impressiona por seu poder de síntese. "Um Copo de Cólera" traz em cada frase a energia concentrada que faz um encontro amoroso degenerar repentinamente em acesso de fúria.
Sem o conforto do recuo histórico — o livro foi escrito em 1970 e publicado em 1978, três anos depois da consagração com "Lavoura Arcaica"—, Raduan Nassar expõe todas as contradições ideológicas, culturais, amorosas, sexuais e subjetivas da geração que foi atingida em cheio pela ditadura militar (1964-85).
"Vertendo bílis nas palavras", o narrador modula raivoso o seu discurso, que vai do retórico ao confessional, do chulo ao elevado, fazendo das poucas dezenas de páginas desta novela um dos pontos mais altos da língua portuguesa de nossa época.

Paulo Werneck
Editor da Ilustríssima

Eis a relação dos autores - coleção completa:
01.Jorge Luis Borges  - Argentina
02.Federico García Lorca  - Espanha
03.Mario Vargas Llosa  - Peru
04.António Lobo Antunes - Portugal
05.Ernesto Sabato - Argentina
06.Enrique Vila-Matas - Espanha
07.José Saramago - Portugal
08.Mario Benedetti - Uruguai
09.Pablo Neruda - Chile
10.Adolfo Bioy Casares - Argentina
11.Raduan Nassar - Brasil
12.Ricardo Piglia - Argentina
13.Javier Cerca - Espanha
14.Roberto Bolaño - Chile
15.Moacyr Scliar - Brasil
16.Alan Pauls - Argentina
17.Miguel Sousa Tavares - Portugal
18.Lygia Fagundes Telles - Brasil
19.Guillermo Cabrera Infante - Cuba
20.Sergio Pitol - México
21.Milton Hatoum - Brasil
22.Laura Restrepo - Colômbia
23.Inês Pedrosa - Portugal
24.Hilda Hilst - Brasil
25.Juan Carlos Onet - Uruguai

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Em algum lugar do paraíso

CRÔNICAS
Neste novo livro do mestre da narrativa curta brasileira, o leitor irá se deparar com situações inusitadas e questionamentos atemporais que permeiam a experiência humana.

Nas 41 crônicas selecionadas entre 350 para Em algum lugar do paraíso, todas inéditas em livro e escritas ao longo dos últimos cinco anos, Luís Fernando Veríssimo fala sobre a vida, a morte, o tempo, o amor, sempre com um ar nostálgico e repleto de reflexões acerca das escolhas feitas ao longo da existência.
A crônica que abre o livro traz Adão vivendo no eterno presente do Paraíso, sem passado, nem futuro, sem datas e preocupações. Isso até a chegada de Eva, que, apenas para puxar assunto, lhe teria perguntado: "que dia é hoje?". Seria este o marco que tirou a eterna paz de Adão, introduzindo a humanidade ao complicado mundo que se conhece hoje.
Em outra crônica, um homem entra num bar e se depara com as várias versões de si mesmo, revelando quem ele poderia ter sido caso tivesse feito um teste para ser jogador de futebol, ou se tivesse, de fato, se tornado um jogador, ou mesmo se houvesse feito ou não aquele gol.
Em outra variante, se depara consigo mesmo se tivesse passado num concurso público, e seus tantos desdobramentos possíveis: se não tivesse passado, se tivesse casado com a Doralice e assim por diante. Dentre essas inúmeras possibilidades, Veríssimo faz o personagem e por tabela o leitor refletirem sobre as escolhas feitas ao longo da vida e os resultados delas, mas sem uma culpa ou estigma.
Em algum lugar do paraíso é um livro cheio de personagens idiossincráticos e ao mesmo tempo comuns - o papai-noel de shopping, o maître de um restaurante falido, o aposentado, a caçadora de viúvos, casais de longa data, recém-casados, casais que se separam e o solteiro sedutor. Todos possuem as mesmas inquietações, tão comuns a todo mundo.
Editora Objetiva

terça-feira, 1 de maio de 2012

A Era do Gelo Coleção de Animais



A netinha vai ganhar... daqui a 1 ano, quando a coleção estiver completa...