sábado, 31 de março de 2012

Um violinista no telhado

Especial TV Guia - Entrevista com José Mayer e Soraia Ravenle

sexta-feira, 30 de março de 2012

A Resposta

O filme The Help (Histórias Cruzadas) que premiou a atriz Octavia Spencer como melhor atriz coadjuvante Oscar 2012 foi roteiro adaptado da obra A Resposta de Kathryn Stockett.
Reconheço que já citei comentários sobre o livro e filme; porém, enquanto estou à procura de novos títulos para aquisição, ele me 'laçou' mais uma vez, rs
Leia a resenha de Rafaela no blog TESTEI PRA VOCÊ:
A história gira em torna de uma jovem branca e duas empregadas negras, em Jackson – Mississipi, nos Eua, em plena década de 60, quando a luta pelos direitos civis dos negros estava acirrando ao mesmo tempo em que o preconceito se tornava cada vez mais palpável.

O principal mote do livro é sobre a relação de amor e ódio entre empregadas negras e suas patroas brancas. Temos um panorama do momento histórico nos Estados Unidos, mas sem cair para um lado muito didático, de difícil compreensão. Com o avançar do livro, a contextualização dos acontecimentos insere o período político e social da época.
Banheiros, escolas, bairros separados são alguns dos obstáculos que os negros enfrentavam à época. Do estilo: “não pode usar o banheiro do branco para não transmitir doença, mas pode cuidar dos filhos e fazer a comida dos patrões”.
A jovem branca, Skeeter, é amiga de infância de muito dessas patroas. Sempre bem próxima das empregadas, a recém-formada em Jornalismo, que quer mais que tudo sair de Mississipi e ir para Nova Iorque trabalhar como editora, começa um projeto sigiloso e perigoso em que é necessária uma confiança mútua entre ela e as empregadas. Minny e Aibeleen são as outras pontas do triângulo principal da história que ajudarão Skeeter em seu empreendimento, mesmo sabendo que as três correm sérios riscos de vidas e de humilhações.


Bom, A Resposta é um livro que você não consegue parar de ler pelo simples fato de que querer saber um pouco mais sobre as retratadas, suas histórias, seus anseios, medos, enfim, tudo que se passa na cabeça de pessoas que vivem em uma cidade completamente partida e com uma tensão de conflito iminente.
E a autora tem propriedade para falar sobre o assunto. Kathryn nasceu e foi criada justamente em Jackson, Missipi. Com 42 anos na época do lançamento do livro, ela passou parte da infância dentro desse conflito, inclusive sendo criada por uma babá negra.
Quem gosta de temas políticos, sobre a luta pelos direito civis, vai gostar do livro. Mas, antes de tudo, acredito que a A Resposta seja sobre mulheres que querem mudar, ao seu modo, o entorno, suas vidas, a sociedade, enfim, mulheres comuns que compartilham sonhos, alegrias e decepções, que são iguais, independente da cor.








quinta-feira, 29 de março de 2012

Publicidade e propaganda - originalidade!

Comercial da Ford - Revisão Preço Fixo Ford. Seu carro novo por mais tempo

quarta-feira, 28 de março de 2012

Neil Gaiman

Neil Gaiman nasceu em 1960, na cidade de Portchester, Inglaterra. Segundo o Dictionary of Literary Biography, é um dos dez maiores escritores pós-modernos. Escritor, roteirista e quadrinista, começou a ser reconhecido mundialmente a partir da série em quadrinhos Sadnman. Além da série, Gaiman já publicou vários livros, como os romances Deuses Americanos (2001), Lugar Nenhum (1997) e Filhos de Anansi (2005). Entre seus prêmios recebidos estão o Hugo, o Nebula, o Bram Stoker, o World Fantasy Award, o Will Eisner Comic Industry Award, o Harvey Award, o Max Und Moritz Award, o Prix Vienne e, no Brasil, diversos HQ Mix.

Coisas Frágeis (2006) é um livro de contos em que o autor passeia por climas tão diversos quanto Matrix, Sherlock Holmes ou Nárnia. A “mistura” inclui puberdade, punk rock e ficção científica em Como Conversar com Garotas nas Festas, combina Conan Doyle com H. P. Lovecraft em Um Estudo em Esmeralda e visita a Matrix em Golias (que é inspirado no roteiro original do primeiro filme).


Deuses Americanos, o melhor e mais ambicioso romance de Neil Gaiman, é uma viagem assustadora, estranha e alucinógena que envolve um profundo exame do espírito americano. Gaiman ataca desde a violenta investida da era da informação até o significado da morte, mantendo seu estilo picante de enredo e a narrativa perspicaz adotados desde Sandman.

Neil Gaiman oferece uma perspectiva de fora para dentro - e, ao mesmo tempo, de dentro para fora - da alma e espiritualidade dos Estados Unidos e do povo americano: suas obssessões por dinheiro e poder, a miscigenada herança religiosa e suas conseqüências sociais, e as decisões milenares que eles enfrentam sobre o que é real e o que não é.

Em Lugar Nenhum Neil Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la. Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas.

As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra - a Londres-de-Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos - e é para lá que Richard vai.

terça-feira, 27 de março de 2012

Afelandra



Comprei mais uma plantinha aqui pra casa. Dei a ela o nome Gabriela (de "cravo e canela", em homenagem a Jorge Amado). É uma aphalandra daria.
Minha intenção é que a bromélia (que não cresce mais) seja estimulada por Gabriela.



segunda-feira, 26 de março de 2012

A Rainha da Era de Bronze

Primeiro século DC. Os romanos consolidam suas regars da Antiga Inglaterra. Mas os Icenis, uma tribo guerreira celta, não estão preparados para viver como uma raça subjugada. Eles têm um povo bravo e apaixonado, dirigidos por Prasutagus, um rei corajoso e sua esposa Boudica. Os romanos têm uma crença inabalável na superioridade de sua cultura, mas impera a decadência e corrupção no coração da nação. Seu imperador, Claudius, é um velho doente, mas é esperto e e pragmático. Seu herdeiro, Nero, é vaidoso e paranóico. Os Icens percebem o poderio dos invasores e Prasutagus faz um pacto para proteger sua gente. Mas a paz e proteção têm um preço alto em impostos. Claudius morre em Roma e o novo imperador Nero traça um caminho inflexível. Quando Prasutagus também morre e Boudica se torna Rainha, ela descobre que Catus, o procurador romano, ordena a destruição dos desobedientes Icenis. Ela é capturada, açoitada e forçada a testemunhar o estupro das filhas. Apesar disso, ela e as filhas mantém a dignidade ao deixar o acampamento romano e partem determinadas a se vingar. Boudica lidera seu povo em um ousado ataque contra o invasor e sabedoria uma sangrenta vitória. Quando ela se prepara para invadir a capital Colchester, o poderoso império bate em retitrada. Nero então envia Suetonius, seu mais compeente general, para destruir os insurgentes. O encontro final é uma batalha na qual os romanos estão prontos para despejar todo seu poderio contra o inimigo.

Sobre a trilogia Boudica:


No ano 60, Boudica, rainha guerreira dos icenos, liderou seu povo numa sangrenta batalha final contra os exércitos invasores de Roma. Esse foi o clímax de quase vinte anos de resistência contra uma força tirana e avassaladora que buscava esmagar uma vibrante e complexa civilização, e substituí-la pelas leis, impostos e escravidão do Império Romano. A trilogia recria os acontecimentos que culminaram nessa famosa batalha.






No volume 2, Touro, a trama se inicia no ano 47, quando Boudica e seus guerreiros dão seguimento à implacável resistência contra as Legiões romanas que ocupam a Britânia.





Já o volume 3, Cão, apresenta a guerreira se preparando para a batalha mais importante da vida de seu povo a fim de expulsar para sempre os romanos de seu território.






domingo, 25 de março de 2012

1808

Estou de tão modo hipnotizada com a obra de Laurentino Gomes que transcrevo para vocês trechos de1808:
[...] A Lisboa da família Santos Marrocos era uma cidade conversadora, profundamente religiosa e de hábitos antiquados. Com suas casa ornamentadas de tapeçarias orientais e varandas cobertas por colcha da Índia, era a mais oriental das capitais europeias, na definição do historiador Oliveira Martins. Outros cronistas e viajantes a descreveram como uma cidade medieval, suja, escura e perigosa. O enterro de cadáveres em cemitérios só se tornou obrigatório a partir de 1771. Até então, eram abandonados, queimados ou enterrados em covas improvisadas na periferia da cidade. Quem tinha dinheiro ou poder, era sepultado nas igrejas. A falta de higiene era um problema crônico. "Atirava-se pela janela, sem aviso algum e a qualquer hora, do dia ou da noite, a água suja, as lavaduras da cozinha, as urinas, os excrementos acumulados de toda a família", registrou o francês J. B. J. Carrère, morador de Lisboa no final do século XVIII. "Quem anda nas ruas desta cidade está sempre em risco de ficar encharcado e coberto de porcaria."


[...] A falta de bons hábitos de higiene propiciava a disseminação de pragas e doenças e não se resumia às pessoas comuns. Era um problema que afetava também a família real. Pode-se ter uma ideia da precariedade da vida na corte por uma carta que o príncipe D. João (futuro D. João VI) escreveu em 1786 à irmã D. Mariana Vitória, que tinha mudado para Madri depois de se casar com o infante espanhol D. Gabriel. Na carta, o príncipe conta que a mulher, Carlota Joaquina, com quem se casara havia um ano, tivera de cortar os cabelos devido a uma infestação de piolhos. 'A infanta (Carlota Joaquina) vai melhorando, mas ainda tem muita comichão na cabeça', escreveu D. João. 'Tu bem sabes que moléstia de pele custa muito a largar a gente. Depois que se lhe cortou (o cabelo), tem secado mais a cabeça. Mas como lhe deixaram o topete, que me parece é o esconderijo de todos os piolhos, tu bem podes crer o que ela terá padecido, mas tudo com muito propósito, como se fosse uma mulher de trinta anos.' Nesta época, Carlota Joaquina era ainda uma menina de apenas onze anos.

Ao analisar outras obras lidas: A Princesa Leal, século XVI, da autora Philippa Gregory e O Físico, século XI, do autor Noah Gordon, é interessante comparar as civilizações. Os turcos eram "limpos" há séculos...
E foram os portugueses e espanhóis que colonizaram as Américas.
Devaneios... devaneios...

sábado, 24 de março de 2012

Sou mineira, uai...

Quando estive na Argentina, tive síndrome de abstinência, kkkk
Tudo por um pão de queijo!!!

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Físico

É um dos livros que peguei emprestado e adquiri mais tarde pelo prazer e ilusão de reler.
O Físico é um 'clássico moderno'.
Outra obra de Noah Gordon que indico para presente é La Bodega!

Uauuu... são muuuuitos os livros aguardando por mim!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Um violinista no telhado

Gostaria de assistir a esta produção musical.
Descobri por acaso, ou seja, não foi exatamente por meio da divulgação do musical em si.
Foi por curiosidade, durante o desfile da Escola de Samba São Clemente.


O título da desta produção musical de Charles Möeller e Claudio Botelho, ‘Um Violinista no Telhado’, é também a expressão que melhor define a vida de seu protagonista. Pai de cinco filhas, o rústico Tevye é o leiteiro de um vilarejo judeu encravado na Rússia Czarista. Sempre em conflito para sobreviver e honrar as tradições religiosas, ele enfrenta problemas tanto dentro – as filhas se rebelam contra os casamentos arranjados – quanto fora de casa, em uma época que ataques russos (os chamados pogroms) expulsariam milhões de judeus da região. Baseado nos tradicionais contos judaicos de Sholom Aleichem, ‘Um Violinista no Telhado’ estreou na Broadway em 1964, com música de Jerry Bock e Sheldon Harnick e uma celebrada coreografia de Jerome Robbins. Tornou-se imediatamente um clássico, sendo o primeiro musical da história do teatro americano a ficar em cartaz por mais de sete anos. Quase meio século depois, o musical ganhou nova versão brasileira, em cartaz a partir de 8 de março, no Teatro Alfa, depois de uma bem-sucedida temporada carioca.
Fruto de uma parceria entre a Aventura Entretenimento e a Conteúdo Teatral, a superprodução reúne elenco de 43 atores liderado por José Mayer, que fez sua estreia no teatro musical. Embalados pelo recente sucesso de ‘Hair’ e ‘Gypsy’ em 2010, Möeller, Botelho e a Aventura aforam convidados pela produtora paulista Conteúdo Teatral para apostar neste clássico do teatro musical americano. O projeto já é avaliado como a maior produção realizada pelo grupo. Além do numeroso elenco, o espetáculo reúne 17 músicos regidos pelo maestro Marcelo Castro, cerca de 160 figurinos assinados por Marcelo Pies – que acaba de ganhar o Prêmio Shell por ‘Hair’ –, nove trocas de cenário, a cargo de Rogério Falcão, e a recriação coreográfica original de Jerome Robbins, feita por Janice Botelho. A grandiosidade é apenas um dos desafios encontrados ao se montar este que é considerado o ‘Rei Lear’ dos musicais.
Além da complexidade de produção, a célebre peça de Shakespeare também encontra paralelos no enredo de ‘Um Violinista no Telhado’. Assim como Lear, Tevye (José Mayer) entra em conflito com três filhas, Tzeitel (Rachel Rennhack), Hodel (Malu Rodrigues/Karina Mathias) e Chava (Julia Fajardo), que desafiam a tradição judaica, ao rejeitar os casamentos arranjados e adotar comportamentos que desviam do estabelecido. Ao lado da esposa Golda, vivida por Soraya Ravenle, ele tenta dar conta dos conflitos familiares enquanto enfrenta a hostilidade de grupos russos orientados pelas diretrizes anti-semitas do Czar.
O Grupo Bradesco Seguros é o principal patrocinador do espetáculo ‘Um Violinista no Telhado’. A iniciativa faz parte do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta todos os anos um calendário diversificado de eventos artísticos com peças de grande sucesso, musicais, concertos de música e exposições. O espetáculo conta também com importante patrocínio da CSN (Cia Siderúrgica Nacional), que vem atuando firmemente como incentivadora de projetos culturais, esportivos e educacionais.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Brinquedos que marcam a infância

Procura-se MIL QUADROS... Um jogo de montar da década de 70!
Durante a pesquisa encontrei um site que me fez recordar Mãezinha, Feijãozinho, Genius e Susi...

Será que iniciarei uma nova fase?! De colecionadora de raridades, de brinquedos da minha infância?!

Creio que é só, tão somente só, uma sessão de nostalgia, rs



Tive uma infância feliz! Se pararmos para pensar nas milhares de crianças que não sabem o que é infância...

terça-feira, 20 de março de 2012

Boudica - A Rainha Guerreira

Batalhas Decisivas - Batalha de Watling Street

Boudica unificou os exércitos britânicos contra Roma.
Essa batalha decidiria o destino britânico e testaria os limites das conquistas romanas.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Heleno, por Rodrigo Santoro

Quem foi Heleno de Freitas, craque dos anos 1940 que virou filme.
Época (19/03/12) nos conta um pouco sobre o livro Nunca houve um homem como Heleno:

Heleno de Freitas foi um dos maiores artilheiros do Botafogo: fez 209 gols em 235 jogos. Tinha tanta vontade de vencer que, além de brigar com adversários, xingava os próprios companheiros de equipe, cujos erros não tolerava. Colecionou expulsões dentro de campo. Fora, chamava a atenção pela elegância, pelo sucesso com as mulheres e por um tipo de comportamento que faz Ronaldinho Gaúcho – um conhecido farrista – parecer aluno de colégio de freira. Integrante do Clube dos Cafajestes, grupo de playboys cariocas da década de 1940, era presença constante nas festas no Copacabana Palace e nos cassinos da elite do Rio de Janeiro, onde bebia, fumava, cheirava éter e raramente saía sem estar de braços dados com uma cantora ou beldade da alta sociedade. “Foi a personalidade mais dramática que conheci nos estádios”, dizia o cronista esportivo Armando Nogueira, botafoguense como Heleno.



É essa personalidade exuberante, misto de galã e badboy, que o diretor José Henrique Fonseca apresenta aos brasileiros no filme Heleno, que estreia dia 30 de março nos cinemas e tem Rodrigo Santoro no papel principal. Ele está há cinco anos envolvido no projeto do filme, que consumiu R$ 8,5 milhões.“Heleno é um dos personagens mais marcantes do futebol”, diz Santoro. “Ele foi um mito, mas hoje poucos conhecem sua história.”
Na década de 1940, jogadores de futebol formavam uma subclasse de homens pouco instruí­dos, malvista pela elite. Heleno era exceção. Filho de um industrial rico de São João Nepomuceno, Minas Gerais, era advogado formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O escritor colombiano Gabriel García Márquez, que o viu jogando na Colômbia, se referia a Heleno em suas crônicas como “Dr. de Freitas”. Vaidoso, só andava de carro conversível e vestia ternos cortados por Di Cicco, o mesmo alfaiate de Getulio Vargas. Na concentração, enquanto os outros apostavam dinheiro no carteado, Heleno passava o tempo jogando xadrez ou discutindo política com os dirigentes dos clubes, a quem dava carona em seus carrões. “Os dirigentes se sentiam inferiorizados perto dele”, diz o jornalista Marcos Eduardo Neves, autor de Nunca houve um homem como Heleno (Zahar, 328 páginas, R$ 44), relançado na semana passada. Neves conta uma cena de 1943, quando o presidente do Botafogo, Augusto Schmidt, passou instruções para Heleno à beira do campo. O craque, que jamais aceitava críticas, jogou a camisa na direção do cartola e disse: “Venha aqui correr no meu lugar, seu filho da p...”. Schmidt abaixou a cabeça e Heleno saiu impune.

Heleno foi punido pelos seus excessos. Contraiu sífilis. Por causa da doença, que jamais foi tratada, o comportamento errático evoluiu para atos de loucura que levaram ao declínio dentro e fora dos campos. Uma vez, ele deu um tiro no pé ao tentar acender um cigarro à bala, como faziam os personagens dos filmes de John Wayne. Devastado pela doença, Heleno passou os últimos anos de vida num sanatório em Barbacena, Minas Gerais. Lá, morreu em novembro de 1959, aos 39 anos. Como diz Neves, seu biógrafo, Heleno é um dos personagens mais complexos da história do futebol. Não pode ser comparado a um, mas a vários jogadores. “Ele era temperamental como Edmundo, bonito como Raí, mulherengo como Renato Gaúcho, artilheiro como Romário, boêmio como Ronaldinho Gaúcho, inteligente como Tostão, de boa família como Kaká, elegante como Falcão e problemático como Adriano”, diz ele. “Heleno foi tudo isso.”
Humberto Maia Junior

domingo, 18 de março de 2012

Cinzas de Ângela

Um dia já citei esta obra. Creio que é hora de relê-la. E assistir ao filme.
Realmente marcou minha vida de leitora.

O livro que deu origem ao filme e conquistou o prêmio Pulitzer

"McCourt contou sua história, uma história memorável" - The New York Times Book Review
"A escrita de McCourt lembra a doce pureza de um coral de crianças. Uma voz clara, brilhante e inocente. Frank McCourt viu o inferno, mas encontrou anjos em seu coração" - The Clarion-Ledger

Um retrato brutal da miséria, mas sem qualquer traço de amargura. Frank McCourt, autor de AS CINZAS DE ÂNGELA (editora Objetiva), conquistou o público e a crítica ao contar a comovente história de sua infância. O livro, já vendeu mais de um milhão de exemplares e foi anunciado vencedor do Pulitzer de Biografia de 1996. Um sucesso tão surpreendente para um autor que estréia na literatura aos 66 anos quanto a sua própria história de vida, magistralmente relatada nesta autobiografia. Uma história que chega às telas depois de conquistar leitores do mundo inteiro.
"Pior que uma infância miserável comum é a infância miserável irlandesa e pior ainda é a infância miserável católica irlandesa", diz-nos McCourt. Filho de irlandeses nascido na América, ele cedo viu que não poderia contar com os pais para a sua sobrevivência. O pai, Malachy McCourt, sempre embriagado, quase nunca conseguia trabalho, gastando os poucos tostões ganhos com a bebida. A mãe, Angela Sheehan, um filho após o outro, não é capaz de superar a depressão quando morre a única menina. A vida de pobreza no Brooklin leva-os de volta à Irlanda, onde a situação da família continua infernal.
As memórias de McCourt chegam até 1948, quando, aos 19 anos, ele consegue realizar o sonho paterno de regressar à América. Não foi a sua maior façanha. Mais impressionante é como ele consegue resgatar os sentimentos da criança que foi, levando-nos, através de seu olhar generoso e cheio de humor, a repensar todos os nossos conceitos sobre a miséria e a humilhação humanas.

Cinzas de Ângela
Editora Objetiva
Frank McCourt
Relato 372 páginas
Tradução de Lidia Cavalcante-Luther
ISBN: 8573021446

sexta-feira, 16 de março de 2012

Literatura juvenil também nas telonas

As filhas do Dr. March - Louisa May Alcott
Profundamente humana e permeável aos sentimentos de seus semelhantes, a autora nos oferece uma visão íntima, convidativa e fascinate da vida.
Conviver, pela leitura, com as filhas do Dr. March, é banhar-se em suas próprias fontes interiores, é aspirar os ares de atmosferas que ainda não conheceram a poluição do mundo adulto.
Compreende-se, assim, porque este romance foi traduzido em quase todas as línguas e é considerado um clássico da literatura juvenil.

As Mulherzinhas, a história intemporal que conquistou o coração de gerações, ressurge com um elenco de luxo, nesta última adaptação do famoso romance de Louisa May Alcott, agora também disponível em DVD.

Quando o marido parte para combater na Guerra Civil dos EUA, Marmee (Susan Sarandon) tem de educar sozinha as quatro filhas - as suas Mulherzinhas. Elas são a espirituosa Jo (Winona Ryder, nomeada por este filme para um Oscar), a conservadora Meg (Trini Alvarado), a frágil Beth (Claire Danes) e a romântica Amy (interpretada em idades diferentes por Kirsten Dunst e Samantha Mathis). À medida que os anos passam, as irmãs partilham algumas das mais queridas e dolorosas memórias do processo de crescimento, enquanto a mãe e a tia March (Mary Wickes) as ensinam a lidar com temas como a independência, o romance e a virtude.
As Mulherzinhas é um filme para ser apreciado e lembrado por toda a família.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Mario Vargas Llosa

Tia Julia e o escrevinhador é um dos livros mais originais de Vargas Llosa. Mesclando humor e romance, o escritor narra a história de Varguitas, um jovem peruano com ambições literárias que se apaixona por uma tia com quase o dobro da sua idade. Em paralelo a esse romance proibido, na Lima dos anos 50, Varguitas conhece Pedro Camacho, autor excêntrico de radionovelas cujos enredos mirabolantes fascinam os peruanos. As novelas vão muito bem, até o dia em que Pedro Camacho, sobrecarregado, começa a confundir enredos e personagens. E, ao mesmo tempo, o romance entre Varguitas e tia Julia é descoberto pela família. Editora Alfaguara.
Um comentário que me convenceu: "Ele mescla romance autobiográfico com histórias hilariantes."

quarta-feira, 14 de março de 2012

Inquietos - lembremos de agradecer à vida todos os dias...

Este filme estreou em: 25 de Novembro de 2011

Annabel Cotton (Mia Wasikowska) é uma bela e encantadora paciente terminal de câncer com um profundo amor pela vida e pelo mundo natural. Enoch Brae (Henry Hopper) é um rapaz que perdeu a fé na vida, após uma tragédia familiar. Quando esses dois se esbarram por acaso em um funeral, descobrem muitas coisas em comum em suas vivências extraordinárias de mundo. Para Enoch, isso inclui seu melhor amigo, Hiroshi (Ryo Kase), o fantasma de um piloto de caça kamikaze. Para Annabel, envolve sua admiração por Charles Darwin e seu interesse pela vida de outras criaturas do reino animal. Ao saber da morte iminente de Annabel, Enoch oferece-se para ajudá-la a enfrentar seus últimos dias com humor e descontração, desafiando o destino, a tradição e até a própria morte.


terça-feira, 13 de março de 2012

Inquisição na Inglaterra séc XVI

A história de Henrique VIII não encanta só a mim, com certeza.
Estou me deliciando com o quinto volume da série escrita por Philippa Gregory, O Bobo da Rainha, e transcrevo para vocês um trecho que conta da dominação católica, da inquisição. Enfim, sobre um confronto entre a rainha Mary, católica, e sua irmã, princesa e herdeira Elizabeh, protestante.
Mary é filha de Catarina de Aragão e Elizabeth de Ana Bolena. Ambas filhas de Henrique VIII.

Inverno de 1555
O Natal na corte foi celebrado com uma cerimônia solene, mas nenhuma alegria, como Elizabeth previra. Todos se lembraram de que no ano anterior a rainha Mary tinha andado pela corte com seu espartilho desatado, exibindo orgulhosamente a sua grande barriga. No ano anterior esperávamos o nosso príncipe. Nesse ano sabíamos que não haveria príncipe, pois o rei abandonara a cama da rainha, cujos olhos vermelhos e corpo magro atestavam o fato de ser estéril e sozinha. Durante todo o outurno , correram boatos de conspirações e outras subvertendo-as. Dizia-se que o povo inglês não tolerava ser governado por um rei espanhol. O pai de Felipe entregaria o império a seu filho, e então a maior parte da cristandade ficaria sob seu comando. O povo comentava que a Inglaterra era uma ilha distante, que ele governaria por meio da rainha estéril que não parava de adorá-lo, embora todos soubessem que ele tinha uma amante e que nunca mais voltaria.
A rainha deveria ter escutado pelo menos metade dos comentários. O conselho a mantinha informada das ameaças feitas a seu marido, a ela própria, ao seu trono. Foi-se tornando muito calada, retirada e determinada. Aferrava-se à sua visão de um país religioso pacífico, onde homens e mulheres estariam a salvo na igreja de seus pais, e tentava acreditar que poderia realizar isso se não se desviasse de seu dever, por mais que isso lhe custasse. O conselho da rainha aprovou uma nova lei que dizia que um herege que se arrependesse quando estava na fogueira teria mudado de opinião tarde demais - deveria ser queimado até a morte. Além disso, qualquer um que se comovosse com o seu destino seria queimado também.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Crônicas de Moacyr Scliar

Crônica

A Massagista Japonesa - 1984
Um País Chamado Infância - 1989
Dicionário do Viajante Insólito - 1995
Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar - 1996
O Imaginário Cotidiano - 2001

A coletânea de 1984 A Massagista Japonesa (128 páginas, R$ 13), relançada agora pela L&PM, por vias tortas acena para o lado contista de Scliar, possibilitando o reencontro com sua capacidade de mimetizar dilemas do cotidiano e propor um suspense de pensamento. São 35 textos de natureza híbrida entre a narrativa curta e o ensaio. Poderiam constar facilmente em seus livros de contos as tramas de Muitos e Muitos Graus Abaixo de Zero, A Massagista Japonesa, O Ocaso da Delação e O Homem que Corria. O núcleo contístico traduz o ponto alto da obra, pelas histórias visível e invisível, concisão da ação e exagero da caracterização, além do final imprevisível. Scliar maneja a arte de criar lógica da incoerência. Ele nos convence do absurdo a ponto de parecer normal. Como a trama do advogado que se apaixona pela maratona a ponto de transformar o casamento, o escritório e os filhos em meras linhas de chegada de uma corrida interminável pelo melhor tempo. E não é uma metáfora, o sujeito pretende fazer tudo mesmo correndo por Porto Alegre.

domingo, 11 de março de 2012

Personagens da História: Mary Tudor

Eustace Chapuys serviu como embaixador imperial na Inglaterra de 1529 a 1545. Defendeu Catarina de Aragão no processo de divórcio. Foi conselheiro de Mary, sua filha.

sábado, 10 de março de 2012

Fugas e devaneios

Não apenas fugas e devaneios.
Também refúgio, alento, alegria!!!
 As palavra justificando as palavras.

sexta-feira, 9 de março de 2012

O significado preconceituoso de uma palavra

Época, 5 de março de 2012
O ataque descabido ao Houaiss
Já pertence ao anedotário antidemocrático nacional a iniciativa do Ministério Público Federal de Uberlândia contra o Dicionário Houaiss. A ideia dos procuradores é retirar o dicionário de circulação porque, ao explicar as acepções da palavra "cigano", ele diz que, pejorativamente, o termo é usado para definir "aquele que trapaceia, velhaco, burlador". Responsável pela obra, o Instituto Antonio Houaiss argumenta lucidamente que "nenhum dicionário deve ocultar o significado preconceituoso de uma palavra". O argumento é correto - é usado de boa-fé. Quem procurar, no mesmo dicionário, o significado da palavra “judeu” descobrirá que ela é usada, pejorativamente, como sinônimo de “avarento”, ou que “turco” é empregado, pejorativamente, como “vendedor ambulante”. Todo idioma reflete os preconceitos da população. O papel de um dicionário não é escondê-los, mas, ao revelá-los, contribuir para o combate a eles.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Aposentadoria dos servidores públicos

Boas notícias!
Dizem que justiça e democracia são conquistas demoradas, construídas ao longo do tempo, paulatinamente...
Primeiro, a Lei da Ficha Limpa. Agora, o fim da aposentadoria integral para servidores públicos. Será que os parlamentares que "mamam" com apenas 2 mandatos  serão enquadrados nesta nova lei? Será??

Uma mudança na direção certa

O fim das aposentadorias integrais do funcionalismo livra o país de uma aberração
Com 318 votos a favor e 134 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou na semana passada um projeto que criará, no serviço público, um sistema de previdência complementar semelhante ao adotado pelos trabalhadores da iniciativa privada há mais de uma década. Pela nova legislação, que terá de ser votada no Senado antes de passar pela sanção da presidente Dilma Rousseff, o governo garante aos funcionários públicos uma aposentadoria igual à dos aposentados do INSS, cujo teto atual é de R$ 3.916,20. Quem tiver salários superiores a essa quantia, e quiser garantir uma pensão maior, terá de fazer contribuições do próprio bolso. Nesse caso, o governo fará contribuições que não ultrapassarão a marca de 8,5% do valor que exceder o teto de R$ 3.916,20.
A mudança só não será aprovada caso ocorra um improvável acidente político, pois tem apoio do governo e da oposição. Ela contribui para eliminar um inaceitável privilégio político e uma aberração econômica. O privilégio foi criado numa época em que o funcionalismo recebia salários tão baixos que era preciso oferecer alguma compensação para atrair ao serviço público. E deixou de atender a qualquer necessidade de mercado, depois que os servidores passaram a acumular vencimentos iguais e até maiores que os recebidos na iniciativa privada, como se vê pela imensa disputa por vagas nos concursos públicos. A aberração econômica consiste nos custos desse sistema. A lista de 1,1 milhão de servidores federais custa R$ 80 bilhões por ano. Desse total, os próprios servidores entram com R$ 25 bilhões. O contribuinte arca com R$ 55 bilhões, ou 70%.
Num mundo de vidas mais prolongadas, não há um sistema de previdência universal que funcione sem limites ou restrições. Forçado a atender a uma decisão política – pagar milhões de trabalhadores rurais que recebem um salário mínimo sem jamais ter pagado um centavo ao INSS –, para não falar nos recursos que lhe são devidos, mas acabam desviados para cobrir outros rombos nas contas do governo, o próprio INSS recebe uma injeção de R$ 45 bilhões para conseguir pagar as pensões de seus 25 milhões de aposentados e pensionistas.
Para os brasileiros que recebem até R$ 3.916,20 por mês como salário, a Previdência tem um funcionamento bastante razoável quando se leva em conta o grau de desenvolvimento do país. Cerca de 52% dos brasileiros recebem aposentadoria quando atingem a idade certa – são 40% no México, 25% na China e 10% na Índia. Além da Turquia, com 55%, apenas os países desenvolvidos, onde a aposentadoria cobre 90% da população, têm uma cobertura mais ampla. Não há garantia de que o dinheiro economizado com as pensões integrais do funcionalismo será destinado ao INSS. Mas a criação de uma contabilidade mais justa e equilibrada cria condições para um funcionamento mais saudável do sistema.
O primeiro benefício da nova legislação será melhorar a qualidade do funcionalismo que ingressa no governo. Como as novas regras só valerão para servidores contratados depois que a mudança entrar em vigor, o governo federal tem evitado desde o ano passado, para evitar gastos desnecessários, contratar servidores concursados. O resultado é a preferência a cargos comissionados, nomeados por indicação política, que costumam carregar os piores vícios para dentro do governo. Com a nova previdência, essa situação pode melhorar um pouco.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Moacyr Scliar IV

Creio que jamais deixarei de falar / de admirar este grande autor que foi Moacyr Scliar.
No link temos sua biografia / suas obras:
Romances
A Guerra no Bom Fim - 1972
O Exército de um Homem Só - 1973
Os Deuses de Raquel - 1975
O Ciclo das Águas - 1975
Mês de Cães Danados - 1977
Doutor Miragem - 1979
Os Voluntários - 1979
A Estranha Nação de Rafael Mendes - 1983
Cenas da Vida Minúscula - 1991
Sonhos Tropicais - 1992
A Majestade do Xingu - 1997
Os Leopardos de Kafka - 2000
Na Noite do Ventre, o Diamante - 2005
Os Vendilhões do Templo - 2006
Manual da Paixão Solitária - 2009
Eu vos abraço, milhões - 2010

terça-feira, 6 de março de 2012

Um brinde ao tempo

Nosso colega blogueiro Carlos Pereira disponibilizou para nós o brinde feito pela personagem Iná ao tempo no último capítulo da novela A Vida da Gente. É lindo, vale a pena! Mesmo os não noveleiros gostarão do texto:
A trilha sonora foi outra preciosidade. Vale a pena conferir diversas músicas-temas e, sobretudo, a 'Oração ao Tempo', de Caetano Veloso, na voz marcante de Maria Gadu.

Foi com essa música que a novela fez o seu desfecho. Na cena final, a personagem Iná, no meio de um baile, propõe um brinde ao tempo. Belíssima reflexão sobre a vida. Não me contive e reproduzo abaixo para quem não teve a oportunidade de vê-lo e ouvi-lo.
O depoimento da autora na voz do personagem sintetizou com plenitude a vida da gente.

"Quem teve o privilégio de viver muito sabe que o tempo é um mestre muito caprichoso. Às vezes, as suas lições são tão repentinas que quase nos afogam. Outras vezes, elas se depositam devagar como a conta gotas diante da avidez das nossas perguntas. E, por isso, quem teve o privilégio de viver muito tempo, aprende a olhar com serenidade o turbilhão da vida.
Amores ardentes se extinguem. Urgências se acalmam. Passos ágeis, alentam.
Enfim, tudo muda. Muda o amor, mudam as pessoas, muda a família, só o tempo permanece do mesmo modo, sempre passando.
Um brinde ao tempo que esculpiu no meu rosto e na minha alma a sua marca que tanto me orgulho.
Ao tempo! Ao tempo!"

Oração Ao Tempo
Caetano Veloso

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo


Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo


Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo


De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo


E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo


Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo

segunda-feira, 5 de março de 2012

A Vida da Gente


Toda a novela A Vida da Gente foi um sucesso! Do início ao fim.
Na aula de filosofia, no último capítulo, Lourenço cita o filósofo Heraclito de Éfeso (sec. 5 a.C.) e também o autor contemporâneo Guimarães Rosa.
"O fluxo eterno das coisas é a própria essência do mundo. E, se ainda hoje ficamos espantados com isso é porque nos apegamos, teimosamente, ao que já passou, esperando, no fundo, que tudo permaneça igual."
"Nada é permanente, a não ser a mudança!"

“O senhor… mire, veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra montão."
João Guimarães Rosa
Grande Sertão Veredas

"É uma celebração do movimento. Não é um lamento. O tempo não para. E isso é belo! Então, semana que vem, nós nos encontraremos aqui e eu serei outro e vocês também."
Autora do folhetim A Vida da Gente, Lícia Manzo.

domingo, 4 de março de 2012

Baseado em uma história real

Adooooro esse tipo de filme - que me conta uma história, algo que realmente aconteceu...

O ESPIÃO (Fifty Dead Men Walking, Inglaterra/ Canadá, 2008. Imagem)
• No fim da década de 80, auge do conflito na Irlanda do Norte, Martin McGartland, um rapaz de Belfast que vive de contrabando miúdo, é recrutado pelo IRA. Os terroristas, porém, não sabem que seu novo soldado não é exatamente leal: antes que chegassem a Martin, ele já fora recrutado pela inteligência britânica. Dada a violência do IRA, poucas situações poderiam ser mais perigosas para um agente duplo – McGartland, em cuja autobiografia se baseia a história, sobreviveu por pouco a atentados e vive foragido. Além da direção firme da canadense Kari Skogland, o que torna o filme tão tenso são as excelentes atuações de Jim Sturgess, como o espião, e de Ben Kingsley, no papel do inglês que o recruta.

sábado, 3 de março de 2012

A dinastia ROTHSCHILD

Por muito tempo – do século XIX ao início do século XX -, a expressão “rico como um Rothschild” era usada largamente por toda a Europa quando se queria descrever alguém que realmente tivesse dinheiro. Muito dinheiro. O mundo de então não conhecia nenhuma outra entidade, além dos governos e das casas reais, que detivesse tanto poder econômico quanto o clã de banqueiros judeus estabelecidos em Frankfurt, Viena, Nápoles, Londres e, sobretudo, Paris. A certa altura dizia-se mesmo que os Rothschild era donos de tudo – “até do bom gosto”, segundo detratores incomodados com o crescente apetite da família para adquirir obras de arte festejadas e cobiçadas, como as telas de Vermeer e os desenhos de Fragonard. Sem falar que os sistema de envio de mensagens desenvolvido pelo banco M.A. Rothschild e Filhos se mostrou ágil e eficiente a ponto de ser utilizado pelos serviços de inteligência de vários países. Um exemplo: os escritórios londrinos e parisienses da empresa receberam a notícia da vitória do general inglês Wellington sobre Napoleão, na batalha de Waterlooo, um dia antes dos respectivos governos. Esse é apenas o início da saga da família contada pelo escritor e jornalista americano Herbert R. Lottman em A Dinastia Rothschild.

Radicado em Paris desde os anos 50, Lottman é especializado em monumentos franceses. Escreveu biografias dos escritores Flaubert, Camus, Colette e Júlio Verne, além do painel histórico A Rive Gauche: Escritores, Artistas e Políticos em Paris 1934-1953. Os Rothschild ganham o mesmo tratamento de exaltação nacional. O ramo francês do clã sempre foi o mais poderoso e cintilante, tendo produzido, além de homens de negócios, mecenas, colecionadores de arte – como Edmond de Rothschild, cujas aquisições formaram a base do acervo do Louvre – filantropos e, claro, playboys. “Eles foram os Medici de seu tempo”, diz o autor, em referência à célebre família da Itália renascentista.
Para Lottman, os Rothschild se destacaram e levaram vantagem sobre a concorrência devido a seu “conhecimento ineuívoco de como o dinheiro se comporta”. Por terem escritórios espalhados por toda a Europa, podiam emitir títulos em todas as moedas importantes da época e foram pioneiros em empreendimentos modernos como as ferrovias e a exploração do petróleo. Também seguiam um rígido código de ética (“lealdade à família e discrição na condução dos negócios alheios”) e eram adeptos de casamentos consanguíneos, como na realeza, para manter a independência mesmo dentro da comunidade judaica, na qual seus grandes rivais foram os também banqueiros Pereire e Lazard. Sobretudo, procuraram utilizar suas poderosas conexões econômicas e políticas para interferir em possíveis conflitos entre nações – a paz é sempre melhor para os negócios, era seu lema.
Apesar de ser a figura mais importante do livro ser o barão James de Rothschild, o fundador da família na França ( o título de nobreza veio da corte de Viena, pelos serviços prestados por seu banco durante as guerras napoleônicas), a dinastia começou com seu pai, Mayer Amschel, no gueto de Frankfurt, num tempo em que os judeus não tinham direito nem a sobrenome. Foi ele quem iniciou a fortuna como especialista em moedas antigas, consultor financeiro e, por razões ainda nebulosas, fornecedor de moedas raras e objetos de arte para a corte e quem mais pudesse pagar por tais itens. Mas, como os ricos também choram, o grande drama dos Rothschild aconteceu no século XX, quando decisões equivocadas e negócios malsucedidos provocaram significativas perdas de capital. Durante a II Guerra, eles se viram obrigados a se refugiar nos Estados Unidos, onde nunca se sentiram realmente à vontade ou gozaram do poder e distinção de que desfrutavam na Europa. A grande figura desse período é o barão Guy de Rothschild, misto de financista e bon-vivant que, ao lado da mulher, a não judia Marie-Hélène, restaurou o castelo da família, Ferrières, promoveu nele históricas festas para o jet set internacional e mais tarde o doou à Universidade de Paris. Foi Guy quem amargou a liquidação do banco da família pelo governo socialista de François Mitterrand, em 1981, e tentou recomeçar no lugar que sua família tanto evitara: Nova York. Seu filho Edouard, hoje com 54 anos, é visto como um Rothschild atípico: prefere os negócios, e só eles, aos esportes e à vida mundana. É a dinastia Rothschild no século XXI, um tempo em que já não se fazem mais ricos como antigamente.
Fonte: Mario Mendes / Revista Veja.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Orquídeas na janela

Na janela do vizinho, mais uma vez!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Como pesquiso novos títulos literários

Ganhadores de prêmios. Não só as indicações dos "mais vendidos" postados nas revistas semanais.
Creio que conhecerei alguns dos autores abaixo:
Confira abaixo a lista dos completa dos premiados - Prêmio Jabuti /2008:

Romance
1º lugar: "O filho eterno", de Cristovão Tezza
2º lugar: "O sol se põe em São Paulo", de Bernando Teixeira de Carvalho.
3º lugar - "Antonio", de Beatriz Bracher
Poesia
1º lugar - "O outro lado", de Ivan Junqueira
2º lugar - "O xadrez e as palavras", de Marcus Vinicius Teixeira Quiroga Pereira
3º lugar - "Tarde", de Paulo Fernando Henriques Britto
Contos
1º lugar - "Historias do Rio Negro", de Vera do Val
2º lugar - "A prenda de Seu Damaso e outros contos", de Jorge Eduardo Pinto Hausen
3º lugar - "Fichas de vitrola", de Jaime Prado Gouvêa
Reportagem
1º lugar - "1808", de Laurentino Gomes
2º lugar - "O massacre", de Eric Nepomuceno
3º lugar - "Bar Bodega: um crime de imprensa", de Carlos Dorneles
Biografia
1º lugar - "Rubem Braga: um cigano fazendeiro do ar", de Marco Antonio de Carvalho
2º lugar - "D. Pedro II", de José Murilo de Carvalho
3º lugar - "O texto ou a vida", de Moacyr Jaime Scliar
Infantil
1º lugar – “Sei por ouvir dizer”, de Bartolomeu Campos de Queirós
2º lugar – “O menino que vendia palavras”, de Ignácio de Loyola Brandão
3º lugar - “Zubair e os labirintos”, de José Roger Soares de Mello
Juvenil
1º lugar – “O barbeiro e o judeu da prestação contra o sargento da motocicleta”, de Joel Rufino dos Santos
2º lugar – “Tão longe...tão perto”, de Silvana de Menezes
3º lugar – “Mestres da paixão - aprendendo com quem ama o que faz”, de Domingos Pellegrini
Tradução
1º lugar - “Hipólito e Fedra - três tragédias”, de Joaquim Brasil Fontes
2º lugar - “Beowulf”, de Erick Ramalho
3º lugar - “Agamêmnon”, de Trajano Vieira
Arquitetura e urbanismo, fotografia, comunicação e artes
1º lugar – “Noticiário geral da photographia paulistana: 1839-1900”, de Paulo Cezar Alves Goulart e Ricardo Mendes
2º lugar - “Rua do Lavradio”, de Eliane Canedo de Freitas Pinheiro
3º lugar - “Caixa Tunga”, de Tunga
Teoria/crítica literária
1º lugar - “Proust: a violência sutil do riso”, de Leda Tenório da Motta
2º lugar - “A formação do romance inglês: ensaios teóricos”, de Sandra Guardini Vasconcelos
3º lugar – “Riso e melancolia”, de Sergio Paulo Rouanet
Projeto gráfico
1º lugar – “As moedas contam a história do Brasil”, de Marcelo Aflalo
2º lugar - “Roteiro prático de cartografia: da América portuguesa ao Brasil império”, de Angela Dourado e Bernardo Lessa
3º lugar – “A fera na selva”, de Luciana Facchini
Ilustração de livro infantil ou juvenil
1º lugar – “Toda criança gosta...”, de Mariana Massarani
2º lugar - “João Felizardo - o rei dos negócios”, de Ângela Lago
3º lugar – “Poeminha em língua de brincar”, de Martha Barros
Ciências exatas, tecnologia e informática
1º lugar – “Introdução à engenharia de produção”, de Mario Otavio Batalha
2º lugar – “Enciclopédia de automática - controle & automação - vol. 1”, de Luis Antonio Aguirre
3º lugar – “Introdução ao teste de software”, de Marcio Eduardo Delamaro, José Carlos Maldonado, Mario Jino
Educação, psicologia e psicanálise
1º lugar - “História das idéias pedagógicas no Brasil”, de Dermeval Saviani
2º lugar - “Religião, psicopatologia e saúde mental”, de Paulo Dalgalarrondo
3º lugar – “Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil”, de Renata Meirelles
Didático, paradidático e ensino fundamental ou médio
1º lugar – “O alienista”, de Fábio Moon e Gabriel Bá
2º lugar – “Coleção história em projetos - 4 volumes”, de Conceição Oliveira e Carla Miucci
3º lugar - Série “(en)cantos do Brasil (caminho das pedras; no coração da Amazônia; faces do sertão)”, de Shirley Souza, Manuel Filho e Luís Fernando Pereira
Economia, administração e negócios
1º lugar - “Crescimento econômico e distribuição de renda - prioridades para a ação”, de Jacques Marcovitch
2º lugar – “Os desafios da sustentabilidade”, de Fernando Almeida
3º lugar - “E-desenvolvimento no brasil e no mundo: subsídios e programa e-brasil”, de Peter Titcomb Knight
Direito
1º lugar – “Curso de direito tributário e finanças públicas - do fato à norma, da realidade ao conceito jurídico”, de Eurico Marcos Diniz de Santi
2º lugar - “Teoria geral dos direitos fundamentais”, de Dimitri Dimoulis e Leonardo Martins
3º lugar – “Curso de direito constitucional”, de Gilmar Ferreira Mendes
Capa
1º lugar – “Ensaios sobre o medo”, de Moema Cavalcanti
2º lugar – “Alexandre Herchcovitch (coleção moda brasileira - vol. 1)”, de Elaine Ramos
3º lugar – "As moedas contam a história do Brasil", de Marcelo Aflalo
Ciências humanas
1º lugar – “Mulheres negras do Brasil”, de Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil
2º lugar – “Os japoneses”, de Célia Sakurai
3º lugar – “História de Minas Gerais - as minas setecentistas - vol. 1 e vol. 2”, de
Maria Efigênia Lage de Resende e Luiz Carlos Villalta
Ciências naturais e saúde
1º lugar – “Estomatologia-bases do diagnóstico para o clínico geral”, de Sergio Kignel
2º lugar – “Dimensões humanas da biosfera-atmosfera da Amazônia”, de Wanderley Messias da costa
3º lugar – “Por que o bocejo é contagioso e outras curiosidades da neurociência no cotidiano”, de Suzana Herculano-Houzel