quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Cristovão Tezza

Nasceu em 21/08/1952, em Lages, SC. Professor, doutor em literatura, e escritor com livro escrito aos 13 anos, considerado “muito ruim” por ele mesmo. O primeiro livro, para valer mesmo, foi uma coletânea de contos: A cidade inventada e saiu em 1980. A partir daí, não parou mais de escrever, e na seqüência vieram: O terrrorista lírico (1981) e Ensaio da paixão (1982). Dá uma pausa para refletir sobre sua carreira e o próximo livro: Trapo (1988) projeta-o no cenário da literatura brasileira. Uma das marcas de seu texto é a presença de mais de um narrador: em Trapo, vemos a história do ponto de vista do professor Manoel, que estuda o poeta Trapo, e paralelamente do ponto de vista do poeta, através de seus poemas. Nos dez anos seguintes, publicou os romances: Aventuras provisórias (1989), com o qual ganhou o Prêmio Petrobrás de Literatura, Juliano Pavollini (1989), A suavidade do vento (1991), O fantasma da infância (1994), Uma noite em Curitiba (1995). Em 1998, seu romance Breve espaço entre cor e sombra  foi contemplado com o Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional (melhor romance do ano); e O fotógrafo (2004) recebeu  o Prêmio da Academia Brasileira de Letras de melhor romance do ano. Em 2006, assinou contrato com a Editora Record, que começou a relançar sua obra. Em julho de 2007 foi publicado seu novo romance: O filho eterno, e foram reeditados, com novo projeto gráfico, seus romances Trapo, Aventuras provisórias e O fantasma da infância. O filho eterno foi premiado quatro vezes: o Prêmio da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor obra de ficção do ano, em 2007; o Prêmio Portugal Telecom, em 2008; Prêmio Jabuti, em 2008 e o Prêmio São Paulo de Literatura 2008.O livro deverá ser lançado em breve na Itália pela editora Sperling & Kupfer e  já tem edições contratadas na França, Espanha e Portugal. Seu lançamento mais recente é o romance Beatriz (2011).

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Seguros x probabilidades

A conta que mudou tudo
Fonte: Revista Veja
30 novembro 2011


Como os matemáticos franceses Pascal e Fermat chegaram à teoria das probabilidades - por que ela influenciou tanto a forma de calcular o seguro
Foi por causa de uma questão de jogo de dados que Blaise Pascal, em 1654, começou a pensar no que resultaria numa das descobertas matemáticas mais relevantes da história - a teoria das probabilidades. A questão chegou a ele pelo amigo Chevalier De Méré, um nobre que era jogador compulsivo de Méré queria saber qual era a relação entre as jogadas e os prêmios. Pascal se interessou pelo assunto. E de imediato enviou uma carta sobre o tema a outro matemático e cientista francês: Pierre de Fermat. Nas sete cartas trocadas, elas demarcaram porcentualmente as chances de ganhar nunca ou noutra situação, de acordo com o desenvolvimento do jogo. As cartas acabaram reorientando o assunto - antes investigado por outros pesquisadores.
As novas regras de probabilidade eram abrangentes: podiam ser aplicadas até em previsão de tragédias, sem a presença do imponderável, ou da ira de Deus contra os pecados humanos. "A concepção do controle do risco constitui uma das ideias centrais que distinguem os tempos modernos do passado mais remoto", afirmou o financista americano Peter L. Bernstein, que foi presidente da empresa de consultoria econômica à qual empresa o nome, no livro Desafio aos Deuses. Retornando no tempo, a tese de Pescal e Fermat então se converteu em retaguarda para a criação da primeira seguradora do mundo moderno, a Insurance Office, na Londres pós-incêndio de 1666. Os cálculos que ela empregou ainda são a raiz da equação que as companhias de seguros usam hoje para elaborar a tabela de prêmios de acordo com o impacto dos sinistros.
"Os seguros estão por trás dos grandes empreendimentos que mudaram o mundo", diz Alexis Cavichini, professor de finanças da Universidade Federal do Rio de Janeiro e organizador do livro A História dos Seguros no Brasil. Ele faz uma prosaica comparação para demonstrar a importância do aprimoramento desse tipo de produto. "Se três dos dez camelos de uma expedição à Arábia em busca de objetos de valor no ano 700 morressem, o que não era nada improvável, isso seria um problema e tanto. Com menos animais, os participantes trariam menos objetos - e isso poderia até significar o fracasso da iniciativa para quem deu amparo financeiro a ela", diz Cavichini. "Séculos depois, em Veneza, ainda que de um jeito rústico, os embriões das seguradoras de hoje atuavam como cooperativas que emitiam uma espécie de garantia não para uma expedição, mas para várias ao mesmo tempo. Assim, o risco de uma fatalidade diminuía, o custo se pulverizava e sobrava mais verba para novas viagens.
Essa contabilidade, multiplicada pelo infinito conjunto de ramos em que as seguradoras podem espalhar seus serviços, ajuda a explicar por que essas empresas, pelo menos as de ponta, não quebram em megatragédias 5 como a queda das Torres Gêmeas de Nova York nos atentados de 11 de setembro de 2001, a passagem avassaladora do furacão Katrina, também nos Estados Unidos em 2005, ou o tsunami seguido de terremoto que destruiu a costa leste do Japão em março deste ano. Uma única seguradora, a Tokio Marme, desembolsou o equivalente a 23,3 bilhões de reais em indenizações, com 660000 sinistros pagos, acionados menos de uma hora depois do tremor
As engrenagens dos seguros e resseguros trabalharam a todo o vapor na reconstrução do que virou ruína nesses episódios e no reerguimento pessoal das vítimas. E, por aquela contabilidade, se há um gasto maior, e até bem maior, que o esperado numa área, as outras, em temporada sem sustos, não deixam a linha do saldo médio despencar a ponto de asfixia. Até em desgraças desencadeadas pela própria ação financeira, como na crise do subprime, que esfarelou diversos bancos expressivos por causa dos empréstimos hipotecários não pagos nos Estados Unidos, em 2008, o que provocou quebradeira financeira global, a máquina dos seguros roda num ritmo forte - e nesse caso, como em geral nos outros, também estava na origem do enredo, de certa forma subscrevendo com seus sustentáculos os documentos das hipotecas. Assim, dando resguardo a financiamentos que empurram a humanidade para a frente em termos tecnológicos, de saúde, de previdência, de educação, de bem-estar geral, enfim, ou servindo de argamassa para as reedificações depois de calamidades, os seguros seguem sua sina: garantir a construção do trampolim e a vida do homem que dele salta em busca de um mundo melhor.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vencedores do Oscar 2012

Fotografia
“A invenção de Hugo Cabret”
Direção de arte
“A invenção de Hugo Cabret”
Figurino
“O artista”
Maquiagem
Mark Coulier e J. Roy Helland, “A Dama de Ferro”
Melhor filme de língua estrangeira
“A separação”, Irã
Atriz coadjuvante
Octavia Spencer, “Histórias cruzadas”
Montagem
Kirk Baxter e Angus Wall, “Os homens que não amavam as mulheres”
Edição de som
“A invenção de Hugo Cabret”
Mixagem de som
“A invenção de Hugo Cabret”
Documentário
“Undefeated”
Melhor filme de animação
“Rango”
Efeitos visuais
“A invenção de Hugo Cabret”
Ator coadjuvante
Christopher Plummer, “Toda forma de amor”
Trilha sonora original
Ludovic Bource, “O artista”
Canção original
"Man or Muppet" de “Os Muppets”, Bret McKenzie
Melhor roteiro original
Woody Allen, “Meia-noite em Paris”
Melhor roteiro adaptado
Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash, “Os descendentes”
Curta-metragem
“The Shore”
Curta-metragem documentário
“Saving Face”
Curta-metragem de animação
“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”
Melhor diretor
Michel Hazanivicus, “O artista”
Melhor ator
Jean Dujardin, “O artista”
Melhor atriz
Meryl Streep, “A Dama de Ferro”
Melhor filme
“O artista”

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Cor Púrpura

Longe de ser mais uma história triste com final feliz, A Cor Púrpura é um grito de esperança e fé, onde o fim, na verdade, é recomeço.
O musical A Cor Púrpura tem estreia prevista para março/2012


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A cultura do carnaval - Escola de São Clemente 2012

Foto: site

Sapucaí. Escola São Clemente. O enredo "Uma aventura musical na Sapucaí”, do carnavalesco Fábio Ricardo.
A Broadway brasileira é caracteriza nas alas que retratam grandes musicais:
“Cats”; “Ópera do malandro”; "O Mágico de Oz"; "O Fantasma da Ópera"; "A Bela e a Fera"; "A Noviça Rebelde" ;"Cabaré".
"Roda Viva"...
Só não conseguia traduzir a bateria com violino e judeus ortodoxos.

"Um violinista no telhado" é a resposta. O texto ganhou versão no teatro musical em 1964 e adaptação para o cinema em 1971.
Conta a tradição judaica, o casamento, a perseguição desse povo e os "novos tempos".
Uma sugestão de filme, então!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Crystal - reciclável

Agora, tem de lembrar de fechar!! A sujeira pode inviabilizar o aproveitamento dos recicláveis.

A Coca-Cola Brasil lança a nova garrafa Crystal Eco, que utiliza 20% menos PET que as versões anteriores e até 30% do PET feito a partir da cana de açúcar. A garrafa também pode ser torcida para diminuir em até 37% o seu volume.
A garrafa Eco, também chamada de crushable, é produzida através do processo de sopro convencional, mas com pré-formas com base diferenciada, de modo que a distribuição e estrutura da garrafa garantam performance mecânica. Para simbolizar mais este avanço tecnológico na sustentabilidade das embalagens, a Crystal convida os consumidores a torcerem as embalagens após o consumo, o que reduz em 37% o volume das garrafas e facilita transporte e armazenagem das garrafas 100% recicláveis. Ao mesmo tempo, a nova garrafa de Crystal também utiliza a tecnologia PlantBottle, na qual até 30% da matéria tem origem no etanol da cana de açúcar, e não no petróleo, reduzindo em cerca de 20% as emissões de dióxido de carbono.
“Crystal quer convidar o consumidor a participar de ações que ajudem a aumentar reciclagem no País. Fizemos nossa parte, criando uma garrafa moderna, revolucionária e sustentável. Agora é a vez do consumidor, que ao torcer a garrafa após o consumo, diminui em 37% o volume que ela ocupa, o que facilita bastante o transporte e a reciclagem. O Brasil já é um campeão de reciclagem, mas nossas metas são ainda mais ousadas e queremos que o consumidor esteja ao nosso lado nessa jornada”, afirma Aliucha Ramos, diretora de Marketing da categoria de Hidratação da Coca-Cola Brasil.
O lançamento da Crystal Eco conta com o apoio de entidades como o Instituto Akatu, a Conservação Internacional, a SOS Mata Atlântica e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), cujas marcas estão estampadas no rótulo da garrafa.

“Estimular atitudes individuais e promover ações de mobilização que auxiliam na melhoria da qualidade de vida e na conservação ambiental são prioridades da SOS Mata Atlântica. Por isso, apoiamos essa iniciativa que fomenta a reciclagem, o uso de matérias-primas menos agressivas e mudanças de comportamento. Torcemos para que essa atitude ajude a diminuir a pressão sobre os recursos naturais, escassos e essenciais à vida, como a água e a floresta”, completa Malu Ribeiro coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Mais uma indicação de História do Brasil

Em fevereiro de 1953, a escritora Ellen Geld, seu marido, Carson, o primeiro filho, Stephen, e a cachorrinha Jenny desembarcaram no porto de Santos tão confiantes de que a vida no Brasil daria certo que não trouxeram dinheiro para a passagem de volta aos Estados Unidos.
Hoje, com filhos, netos, gado, mais alguns cachorros e as raízes vigorosas de múltiplas paixões e vocações, Ellen olha pelas janelas da fazenda paulista do casal, Pau d'Alho, e nos oferece uma visão sábia e instigante do Brasil, onde ela vive intensamente há mais de cinquenta anos.
Intercalando o dia a dia na fazenda com viagens jornalísticas, as memórias da autora abrangem aventuras em regiões tão diversas como o Nordeste das secas, o vasto Pantanal do rio Paraguai, assentamentos agrícolas na Amazônia e as férteis terras roxas do Paraná. Rica nas descrições de personagens e paisagens, a narrativa retrata uma era vital, um povo de energia marcante e as profundas transformações pelas quais têm passado a agricultura e o meio ambiente no Brasil.
Narrativa rica nas descrições das personagens, Pelas Janelas da Fazenda retrata uma era vital e um povo que - conquistadores, imigrantes ou escravos, sangue e história mesclados com os dos índios nativos - criou a natureza e o espírito singulares do Brasil. Lançando mão de sua grande sensibilidade, seu humor e sua capacidade de reflexão, Ellen revela a coragem, a perseverança e a adaptabilidade do brasileiro rural nos cantos mais afastados do país.
Editora Alfagrara
Autora: Ellen Bromfield Geld
Biografia e Memórias e História
Lançamento: 08/02/2010
296 páginas

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Um sorriso de BOOOOOM DIA!!!

Que tal parar Belo Horizonte, Curitiba, Rio?! Parar todo o Brasil para um BOOOOM DIA! Um sorriso!! Uma gentileza! Um gesto de boa educação....

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Outro filme com Gerard Butler

Baseado em uma história real, “Redenção” mostra a luta de um homem para trazer um pouco de paz e de esperança em uma zona marcada por conflitos. Depois de sair da prisão, Sam Childers (Gerard Butler) vira pastor e, em seguida, passa a fazer trabalhos voluntários na África. O que inicialmente seria uma curta temporada para reconstruir casas na devastada Uganda se torna em um envolvimento político no Sudão. Enquanto espera por apoio financeiro para ajudar crianças desabrigadas e levanta armas contra os rebeldes no poder, Sam terá de encarar novos dilemas: dar atenção à sua família, manter a sua fé e confrontar um passado violento que ele pensava ter deixado para trás.


Outros filmes com o ator:
300
Sua Majestade, Mrs. Brown
Encurralados
O Fantasma da Ópera
Código de Conduta
Linha do Tempo
A verdade Nua e Crua
P.S. Eu te amo
Rock'n'Rolla, a Grande Roubada
O Jardim das Cerejeiras
A Ilha da Imaginação
Duelo de Campeões
Reino de Fogo
Querida Frankie

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Como combater a corrupção

No artigo escrito por Alberto Carlos Almeida, Época, 03/02/12, é interessante a ratificação de que a educação é solução para o crescimento de qualquer país:
[...]
Os dois tipos possíveis de punição são o eleitoral e o judiciário. A punição eleitoral, mostramos isso num artigo anterior neste mesmo espaço, vem ocorrendo gradativamente. É graças a ela que figuras como Maluf e Quércia foram precocemente sepultadas como políticos de grande poder e influência. Eles são dois dentre inúmeros exemplos que existem em todos os cantos do Brasil.

A maior arma contra a corrupção é a existência de instituições que efetivamente a combatam. Mídia e opinião pública são instituições, porém não é a elas que me refiro, mas sim a Ministério Público, Justiça, Tribunais de Contas, Tribunais Regionais Eleitorais, a Agências Reguladoras, leis, departamentos de ensino e pesquisa em nossas universidades que estudem fraudes, ao Conselho Nacional de Justiça, a procuradorias, corregedorias etc.
A importância da ação dessas instituições está comprovada cientificamente pelo artigo de Lee Alston, Marcus Melo, Bernardo Mueller e Carlos Pereira intitulado The predatory or virtuous choices governors make: the roles of checks and balances and political competition. Usando dados de cada um dos Estados do Brasil, os autores mostram que, quanto mais ativas são essas instituições, menos os políticos do respectivo Estado enriquecem; menor é o gasto com pessoal como proporção da receita do Estado; e menor é o deficit primário daquela unidade da Federação. Eles provam que a interação entre Poder Judiciário ativo, Tribunais de Contas atuantes, procuradores públicos militantes, com o auxílio da mídia local e da opinião pública, são imbatíveis quando se trata de limitar a margem de manobra dos políticos no uso do dinheiro público. A lição é clara: quem quer combater a corrupção precisa apoiar o fortalecimento das instituições que controlam o poder dos políticos.
Os cinco Estados que têm as instituições de controle mais fortes são Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O lanterninha é o Maranhão de Sarney, antecedido por Roraima, Rio Grande do Norte, Piauí e Alagoas. Isso mostra que as famílias Sarney e Collor não são fenômenos isolados, que pairam sobre o mundo sem ligação alguma com suas instituições. Pelo contrário, os Sarneys só existem porque, em seu Estado, não foram desenvolvidas as instituições que os combateriam.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Outra sugestão de filme de suspense

Adoooro mulheres inteligentes! E vingativas!
Encurralados


Título original: (Butterfly on a Wheel)
Lançamento: 2007 (Canadá, Inglaterra)
Direção: Mike Barker
Atores: Pierce Brosnan, Maria Bello, Emma Karwandy, Claudette Mink.
Duração: 95 min

Neil (Gerard Butler) e Abby Randall (Maria Bello) formam um casal feliz, que vive no subúrbio de Chicago. É o final de semana do aniversário de Abby, mas Neil não pode estar presente já que neste mesmo período foi convidado por seu chefe para ir a um chalé no campo. Como Neil sonha se tornar sócio da companhia, aceita o convite. No dia de sua ida ele sai de carro com Abby, para deixá-la na casa de uma amiga, mas repentinamente descobre que há mais alguém no carro. Trata-se de Tom Ryan (Pierce Brosnan), que sequestrou a filha do casal e começa a chantageá-los.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O estrategista Bernardinho

Ler o que Bernardinho nos conta, ouvir suas palestras, sem duvida, acrescenta!
Diante da coluna Meu Erro, Vida Útil, na minha revista semanal, recordei-me do livro que li em 2006: Tranformando Suor em Ouro.

O técnico Bernardinho lembra seu erro de estratégia na derrota para Cuba na Olimpíada de Atlanta
Época, 13/02/2012
BERNARDO ROCHA DE RESENDE (EM DEPOIMENTO A FLÁVIA YURI)

"Na Olimpíada de 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos, eu era técnico da seleção feminina de vôlei. Quando as chaves (grupos de times) foram definidas, desenhei a estratégia que seguiríamos. Cuba era a grande favorita. Era a seleção de vôlei que botava medo em todo o mundo.
Vi quem seriam os adversários de Cuba e os nossos, pois estávamos no mesmo grupo. Prometi às meninas que, se ficássemos em primeiro ou segundo lugar na chave, só enfrentaríamos Cuba novamente na final. A cada jogo que vencíamos, eu reforçava a estratégia. E fomos vencendo jogo a jogo, de olho na final com Cuba.
O problema foi que Cuba não cumpriu sua parte no meu plano. Cuba perdeu da Rússia, por isso tivemos de enfrentá-la na semifinal. A semifinal é uma etapa muito mais tensa do que a final. Se você ganha, pode disputar o ouro. Mas, se perde, dependendo dos outros resultados, pode estar fora da Olimpíada. Foi um choque pegar Cuba justamente nessa fase. Perdemos por 3 a 2 num jogo muito duro, as meninas ficaram arrasadas. Gerei uma expectativa que virou uma grande frustração.
A estratégia tem um papel muito importante num campeonato e no desempenho dos jogadores. Acredito que metas não são impostas. Na realidade, estabelecemos um pacto. Ao criar uma estratégia, mostro o caminho para a equipe, explico os motivos por trás daquilo, e as pessoas, à medida que entendem, aderem àquela ideia e se comprometem. Meu erro foi montar uma estratégia inteira baseada em algo que estava fora do meu controle: o bom rendimento de Cuba. Acabei criando uma ilusão. Quando as coisas não saíram como prevíamos, a equipe ficou emocionalmente abalada.
Depois da derrota para Cuba, a gente tinha outro desafio. Haveria só um dia de intervalo antes de disputarmos o bronze com a Rússia, outra equipe de primeira linha. As garotas estavam arrasadas. O desafio era transformar aquela frustração numa reação produtiva para buscarmos o bronze. Tínhamos pouco tempo para restaurar o ânimo. Não dava para ficar remoendo a derrota. Era aprender e seguir em frente. 

No dia seguinte, todos esperavam um treino leve. Afinal, tínhamos uma partida que valia medalha pela frente. E as jogadoras estavam exaustas. Decidi dar um treino pesado, do tipo “arrasa quarteirão”. Daqui a pouco, ouço uma jogadora comentando com a outra: “Minha perna está doendo muito. Vai ser difícil jogar amanhã”. Aquela foi a primeira observação que me deu uma certa tranquilidade. Era a confirmação de que as jogadoras estavam começando a pensar no jogo seguinte. Estavam deixando a derrota para trás. O foco estava na próxima batalha, a única que importava naquele momento.
Deu certo. Conquistamos a medalha de bronze, num jogo difícil contra a Rússia. Cuba levou o ouro. Hoje, tomo muito cuidado com a mensagem que passo para os jogadores. Não podemos contar com o que não controlamos."

domingo, 12 de fevereiro de 2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A China de Kissinger

Já falei sobre este lançamento da Editora Alfagrara em outra ocasião...

Lançando mão de relatos históricos e de suas conversas com os principais líderes chineses durante os últimos quarenta anos, o autor examina como a China abordou a diplomacia, a estratégia e a negociação através de sua História, e reflete sobre as consequências do seu crescimento acelerado para a balança do poder no século XXI.
Durante séculos, a China raramente encontrava outras sociedades com tamanho e sofisticações comparáveis; ela era o "Império do Meio", e tratava as regiões periféricas como Estados vassalos. "Como tantos visitantes ao longo dos séculos, passei a admirar o povo chinês, sua persistência, sua sutileza, seu apego à família, bem como a cultura que os chineses representam", conta Kissinger.
Henry Kissinger esteve na China por mais de 50 vezes durante o período - há cerca de 40 anos - em que foi enviado pelo então presidente norte-americano Richard Nixon para restabelecer as ligações com o país após 20 anos sem nenhum contato. "A motivação americana para a abertura era a de exibir diante de nosso povo uma visão de paz que transcendesse o sofrimento da Guerra do Vietnã e o panorama ominoso da Guerra Fria", explica um dos mais importantes estadistas do século XX.
Kissinger examina episódios-chave na política externa chinesa, da era clássica aos dias atuais.
Destaca também os trabalhos da diplomacia do país durante acontecimentos cruciais - primeiros encontros entre a China e as potências europeias modernas, a formação e o colapso da aliança sino-soviética, a Guerra da Coreia, a histórica viagem de Nixon a Pequim e as reformas implementadas por Deng Xiaoping que levaram ao surgimento de uma nova potência econômica. Baseando-se em sua extensa experiência pessoal com quatro gerações de líderes chineses, ele traz à vida figuras eminentes como Mao e Zhou Enlai, e revela como suas visões diferentes moldaram o destino da China moderna.

Tradução: Cassio de Arantes Leite
Reportagem e História
Lançamento: 05/11/2011
576 páginas

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Livros de História

Uma história da Batalha da Inglaterra

"Uma história cativante, contada com brilho, da maior batalha do século XX - como afirma corretamente Michael Korda - e talvez, dado o que estava em jogo, de toda a história." - Winston S. Churchill

"Outros livros já foram escritos sobre a Batalha da Inglaterra, mas nenhum é tão interessante e informativo quanto o novo ‘Com Asas de Águia' de Michael Korda" - The Tampa Tribune

Poucos momentos na história britânica ficaram tão profundamente gravados na memória coletiva como o verão de 1940, quando menos de 3 mil jovens pilotos tiraram de Hitler uma vitória que parecia certa. Assim como a derrota da Invencível Armada e o triunfo do almirante Nelson em Trafalgar sobre as frotas francesa e espanhola, a Batalha da Inglaterra está marcada na história como um momento crítico no qual a Grã-Bretanha, sozinha, audaciosa e sem aliados, derrotou, no último instante, um inimigo mais poderoso e agressivo.
Michael Korda recria a intensidade dos combates no céu do sul da Inglaterra e, ao mesmo tempo, delineia, talvez pela primeira vez, toda a complexa rede de decisões políticas, diplomáticas, científicas, industriais e humanas da década de 1930 que levaram inexoravelmente à primeira, maior e mais decisiva batalha aérea da história.
Com Asas de Águia tece com habilidade os fios mais decisivos da história: a invenção do radar; o desenvolvimento dos revolucionários caças monoplanos Spitfire e Hurricane britânicos e do Bf 109 alemão; o surgimento da teoria do bombardeio aéreo como arma decisiva da guerra moderna e a crença predominante de que "o bombardeiro sempre passará" (nas palavras de Stanley Baldwin, primeiro-ministro britânico).

Editora Alfagrara
Tradução: Maria Beatriz de Medina

História
Lançamento: 03/10/2011
280 páginas

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A vida de Pi - plágio?!?

O “plágio” de Moacyr Scliar
Site Baixa Cultura
E nessa onda de uma obra ser baseada numa história, que é influênciada por outros elementos, que por sua vez se originam de outras lendas, contadas e recontadas desde não se sabe quando e nem com quem começou, aproveitamos para deixar uma singela homenagem a um querido escritor gaúcho falecido há pouco. Moacyr Scliar se foi em 27 de fevereiro e foi internacionalmente reconhecido como um dos mais prolíficos escritores brasileiros: mais de 70 livros – de romances, contos, infantis, crônicas, ensaios. [Não podemos deixar de citar o mais sincero obituário escrito sobre Scliar, a cargo de Carlos André Moreira, repórter de Livros da Zero Hora e escritor].
Scliar tanto fez “remixes” em suas obras, como no notório “O Centauro no Jardim” e em numerosas outras, quanto teve suas obras remixadas, como o famoso caso de “plágio” feito a partir de seu livro “Max e os Felinos“, de 1981.
O escritor canadense Yann Martel ficou famoso – pelo menos no Brasil – por se inspirar em uma ideia de Scliar. Martel recebeu os 75 mil dólares do Booker Prize em 2002 pelo seu romance “A Vida de Pi“. A história fala de um menino que naufraga num barco com um tigre – mesmo tema do Max e os Felinos – só que obviamente com variações e sem trechos idênticos. No de Scliar, um jovem judeu divide um bote salva-vidas com uma pantera. No de Martel, um adolescente indiano divide o espaço com um tigre, e outros bichos. Foi o bastante para gerar toda uma polêmica, que no fim ajudou a divulgar o livro de Scliar e que o fez escrever o texto que reproduzimos abaixo, disponível no Digestivo Cultural.
Nele, o brasileiro explica muito bem como ficou sabendo da versão de Martel e como encarou isso e toda a fuzarca que se seguiu. Sensatamente, reconhece um dos conceitos de propriedade intelectual: de que as ideias não são protegidas por direitos autorais. O que é protegido é a determinada forma de exteriorização de uma ideia. E Scliar tinha clara noção disso, evitando uma possível briga judicial que agradaria aos mais afetados.

Hoje o texto aparece como Introdução nas edições de Max e os Felinos, pela L&PM Pocket (esgotado, infelizmente).
Um estranho incidente literário
O Destino ainda bate à porta, claro, mas nesta época de comunicações instantâneas prefere o telefone. Na tarde de 30 de outubro de 2002, voltando para casa cansado de uma viagem, recebi uma ligação. Era uma jornalista do jornal O Globo, dando-me uma notícia que, a princípio, não entendi bem: parece que um escritor tinha ganho, na Europa, um prêmio importante com um livro baseado em um texto meu.
Minha primeira reação foi de estranheza: um escritor, e do chamado Primeiro Mundo, copiando um autor brasileiro? Copiando a mim? Ela se ofereceu para me dar mais detalhes, o que foi feito em telefonemas seguintes, e assim aos poucos fui mergulhando no que se revelaria, nos dias seguintes, um verdadeiro torvelinho, uma experiência pela qual eu nunca havia passado.
Sim, um escritor canadense chamado Yann Martel havia recebido, na Inglaterra, o prestigioso prêmio Booker, no valor de 55 mil libras esterlinas, conferido anualmente a autores do Commonwealth britânico ou da República da Irlanda (entre outros: Ian McEwan, Michael Ondaatje, Kingsley Amis, J.M. Coetzee, Salman Rushdie, Iris Murdoch). Sim, ele dizia que havia se baseado em um livro meu, Max e os felinos, publicado no Brasil em 1981, pela L&PM (Porto Alegre), e traduzido poucos anos depois nos Estados Unidos como Max and the Cats (Nova York, Ballantine Books, 1990) e na França como Max et les Chats (Paris, Presses de la Renaissance, 1991). É uma pequena novela que escrevi com grande prazer ― lembro-me de um fim de semana na serra gaúcha em que matraqueava animado a máquina de escrever, em todos os minutos em que não estava cuidando de meu filho, ainda pequeno.
Minha primeira reação não foi de contrariedade. Ao contrário, de alguma forma senti-me envaidecido por ter alguém se entusiasmado pela ideia tanto quanto eu próprio me entusiasmara. Mas havia, na notícia, um componente desagradável e estranho, tão estranho quanto desagradável. Yann Martel não tinha, segundo suas declarações, lido a novela. Tomara conhecimento dela através de uma resenha do escritor John Updike para o New York Times, resenha desfavorável, segundo ele.
Esta afirmativa me perturbou. Max and the Cats não chegou a ser um best-seller, mas os artigos sobre o livro, que me haviam sido enviados pela editora, eram favoráveis ― inclusive o do New York Times, assinado por Herbert Mitgang. Teria Updike escrito uma outra resenha ― para o mesmo jornal? Se era esse o caso, por que eu não a recebera? Será que os editores só mandavam resenhas favoráveis?
À afirmativa seguia-se um comentário de Martel. Uma pena, dizia ele, que uma ideia boa tivesse sido estragada por um escritor menor. Mas, em seguida, levantava uma outra hipótese: e se eu não fosse um escritor menor? E se Updike tivesse se enganado? De qualquer maneira a ideia principal do livro serviu-lhe de ponto de partida para sua obra The Life of Pi. E qual é essa ideia?
O Max Schmidt de meu livro é um jovem alemão que está fugindo do nazismo e que embarca para o Brasil. O navio em que viaja, um velho cargueiro, transporta também animais de um zoológico. Há um naufrágio, criminoso, mas Max salva-se em um escaler. E de repente sobe a bordo um sobrevivente inesperado e ameaçador: um jaguar. Começa então a segunda parte da novela, que tem como título “O jaguar no escaler”.
Esta, a ideia que motivou Martel. O seu personagem, Piscine Molitor Patel, Pi, é um menino hindu cujo pai é dono de um zoológico. A família emigra para o Canadá, levando os animais a bordo. Há, na segunda parte do livro, um naufrágio (que depois será considerado criminoso). Pi salva-se. No mesmo barco estão um tigre de Bengala, um orangotango e uma zebra. O tigre liquida os três e Pi fica à deriva com o felino por mais de duzentos dias.
O texto de Martel é diferente do texto de Max e os felinos. Mas o leitmotiv é, sim, o mesmo. E aí surge o embaraçoso termo: plágio.
Embaraçoso não para mim, devo dizer logo. Na verdade, e como disse antes, o fato de Martel ter usado a ideia não chegava a me incomodar. Incomodava-me a suposta resenha e também a maneira pela qual tomei conhecimento do livro. De fato, não fosse o prêmio, eu talvez nem ficasse sabendo da existência da obra. No lugar de Martel eu procuraria avisar o autor. Aliás, foi o que fiz, em outra circunstância. Meu livro A mulher que escreveu a Bíblia” teve como ponto de partida uma hipótese levantada pelo famoso scholar norte-americano Harold Bloom segundo a qual uma parte do Antigo Testamento poderia ter sido escrita por uma mulher, à época do rei Salomão. Tratava-se, contudo, de um trabalho teórico. Mesmo assim, coloquei o trecho de Bloom como epígrafe do livro ― que enviei a ele (nunca respondeu ― nem sei se recebeu ―, mas eu cumpri minha obrigação). Martel agiu de maneira diferente. No prefácio, em que agradece a muitas pessoas, atribui a “fagulha da vida” (“the spark of life“) que o motivou a mim. Mas não entra em detalhes, não fala em Max e os felinos.
Nada se cria, tudo se copia, é um dito frequente nos meios acadêmicos. Escrevendo a respeito do incidente (prefiro este termo), Luis Fernando Verissimo observou que Shakespeare baseou numerosas obras em trabalhos de contemporâneos menores. Em realidade, não há escritor que não seja influenciado por outros ― Bloom, a propósito, fala da “angústia da influência”. Quando comecei a rabiscar meus primeiros textos, copiava descaradamente. Em redações escolares, transcrevi várias frases do Cazuza, de Viriato Correa, um livro que foi lido por várias gerações de crianças brasileiras. Mas isto, no começo. É um sinal de maturidade procurarmos andar com nossas próprias pernas. E também é um sinal de maturidade reconhecer, de forma explícita, a utilização do material de outros. Em trabalhos científicos isto é feito mediante citação bibliográfica. A transcrição também não pode ser extensa.
Essas coisas são levadas cada vez mais a sério, apesar de a noção de propriedade intelectual ser relativamente nova na história da humanidade. Tomemos, por exemplo, os trabalhos de Hipócrates, considerado o pai da medicina, e que viveu no século V a.C.. É difícil saber o que é realmente obra dele e o que foi escrito por seus discípulos. O nome Hipócrates era uma grife, uma gratuita franchising. Era livremente usado porque à época não havia direitos autorais. Em matéria de texto, isso surgiu com a indústria editorial, portanto em plena modernidade. Shakespeare ainda vivia uma fase de transição.
Uma ideia é uma propriedade intelectual. Isto não significa que não possa ser partilhada. Pode, sim, e frequentemente o é. Um editor propõe um mesmo tema para vários autores e faz uma antologia com os trabalhos: nada demais nisso. Um autor não está prejudicando o outro. É diferente da situação de um produto qualquer que é copiado, o que implica prejuízo para o produtor original ― a pirataria. Usar a mesma ideia literária não chega a ser pirataria.
Depois de muito debate sobre o assunto o livro de Martel finalmente chegou-me às mãos. Li-o sem rancor; ao contrário, achei o texto bem escrito e original. Ali estava a minha ideia, mas era com curiosidade que eu seguia a história; queria ver que rumo tomaria sua narrativa ― boa narrativa, aliás, dotada de humor e imaginação. Ficou claro que nossas visões da ideia eram completamente diferentes. As associações que eu fiz são diferentes das que Martel faz.
Um náufrago num escaler diante de um jaguar ― o que significaria aquilo para mim? Por que teria me ocorrido aquela imagem? É uma pergunta que pode se aplicar a qualquer obra de ficção (e a qualquer sonho, qualquer fantasia). E que admite dois tipos de resposta, em níveis diferentes. Um, mais profundo, e por conseguinte mais misterioso, diz que tais coisas se originam no inconsciente; são fantasias ligadas a traumas, cuja elaboração pode demandar muitas horas-divã. O outro tipo de explicação é aquele que ocorre ao próprio autor. Para mim o jaguar era a imagem de um poder absoluto e irracional. Como foi o poder do nazismo, por exemplo. Ou, numa escala bem menor, o poder da ditadura militar que se instalou no Brasil em 1964. Martel dá uma conotação diferente ― religiosa ― à imagem. E isto, presumo, deve ter reforçado nele a convicção de que não estava copiando, mas sim usando a ideia como ponto de partida.
***
Seja como for a história, teve desdobramentos surpreendentes. Nos dias que se seguiram, comecei a receber cartas, e-mails, telefonemas ― e, sobretudo, pedidos de entrevistas de vários órgãos da imprensa. Não sou um autor desconhecido, mas certamente nenhum dos meus livros teve a repercussão alcançada por esse. E nenhum esteve envolvido em tanta confusão. Confusão esta que começou com a divulgação ― extra-oficial ― do resultado do prêmio, num site da internet, um “fiasco”, na expressão do jornal londrino The Guardian, de 26 de outubro. Simultaneamente, vinha à luz a questão da ideia do livro. Em 27 de outubro, o próprio Yann Martel publicou no The Sunday Times, de Londres, um artigo que falava sobre o seu livro ― e o meu. No domingo, 3 de novembro, O Globo publicou, em página inteira, a matéria para a qual eu tinha sido entrevistado. A jornalista Daniela Name lembrava: “Max e os felinos não é o primeiro romance brasileiro supostamente plagiado por um autor estrangeiro. Publicado em 1934, “A sucessora”, de Carolina Nabuco, gerou um debate literário quando “Rebecca”, da inglesa Daphne du Maurier, foi editado quatro anos depois”. (Rebecca, aliás, foi adaptado para o cinema por Alfred Hitchcock.) Dois dias depois, apareceu um outro artigo, vastamente difundido pelas agências internacionais: aquele escrito para o New York Times pelo correspondente do jornal no Brasil, Larry Rohter, que me entrevistou por telefone. O título era: “Tiger in a Lifeboat, Panther in a Lifeboat: a Furor Over a Novel” (“O tigre num bote, a pantera num bote: um escândalo sobre um romance”). Depois de explicar aos leitores americanos como pronunciar meu nome (“Mouhseer Skleer”), Rohter falava do sucedido, destacando que seu jornal jamais tinha publicado qualquer resenha de John Updike acerca de Max and the Cats. Também mencionava a reação da imprensa brasileira.
A isto seguiu-se a reação de um órgão da imprensa canadense, o National Post. A matéria publicada no dia 7 de novembro levava como título: “New chapter in a nation’s rage toward Canadá” (“Um novo capítulo na raiva de uma nação [o Brasil] contra o Canadá”). E o subtítulo, usando a aliteração de que os anglo-saxões tanto gostam, era muito significativo: “Beef, Bombardier, books”. O texto procurava associar a questão dos livros com os episódios da proibição da importação da carne brasileira pelo Canadá (o “beef”) supostamente por razões sanitárias, e a concorrência entre a brasileira Embraer e a canadense Bombardier para a venda de aviões. Ou seja: o assunto estava ultrapassando os limites da controvérsia literária. E difundia-se cada vez mais, como constatei, ao procurar descobrir na internet o noticiário a respeito. Entrei no Google, digitei dois nomes, Yann Martel e Moacyr Scliar ― e fiquei estarrecido: havia mais de quinhentos textos sobre o affaire. E os pedidos de entrevistas continuavam. No dia 15, cheguei aos Estados Unidos, onde deveria dar uma palestra em Amherst, Massachusetts. Em minha passagem (de menos de um dia) por Nova York, fui entrevistado por cinco órgãos de imprensa.
A pergunta que mais me faziam ― e, nos Estados Unidos, faziam-me de forma insistente ― dizia respeito a um processo judicial. Algo para o qual eu não tinha a menor disposição. Não só porque demandaria tempo e energia, como também porque minha atitude não era, e nem nunca foi, litigante. Como mencionei antes , se, ao tempo em que começou a escrever seu livro, Yann Martel tivesse entrado em contato comigo dizendo que queria aproveitar a ideia, eu teria concordado, e de bom grado. Ele não o fez, o que pode ser considerado inadequado ― mas, ilegal? Eu relutava em ver a coisa dessa maneira. De modo que resolvi dar o assunto por encerrado ― para decepção, não pude deixar de notar, de algumas pessoas, que gostariam de ver a briga continuar.
***
Algumas conclusões se podem tirar desse episódio, para o qual o adjetivo “bizarro” me ocorreu desde o início. É, de fato, uma coisa muito estranha. Há, nela, uma discussão objetiva sobre o que vem a ser, afinal, plágio. Objetiva porque há evidentes repercussões práticas nesta época de marcas, patentes e direitos autorais, mas nem por isso fácil de resolver. Mesmo que princípios gerais sejam fixados, cada caso será um caso e exigirá uma decisão, judicial ou não, independente.
A outra questão diz respeito aos famosos quinze minutos de fama, de que falava Andy Warhol. Um livro chega ao noticiário de duas maneiras. Pode ser através de um artigo crítico ou de uma resenha. Mas, se for dessa maneira, pode-se ter certeza de que a repercussão será limitada. Barulho mesmo faz o succès de scandale. Que, diga-se desde logo, não afasta o mérito literário. Escândalo provocaram livros como Madame Bovary, de Flaubert, L’Assomoir, de Zola, e Le diable au corps, de Raymond Radiguet, para ficarmos só na França, onde se originou a expressão. E qual o mecanismo deste sucesso? É como se as pessoas dissessem, repetindo o Eclesiastes: há livros demais no mundo ― acrescentando em seguida: deem-me um motivo para ler esse livro em particular. E, quanto mais picante, mais controverso for o motivo, melhor ― e tanto maior a possibilidade dos quinze minutos de fama. Por coincidência, na mesma época da discussão sobre os livros, estourou o escândalo Winona Ryder: a atriz tinha sido surpreendida roubando roupas de uma loja. Não menos surpreendente foi o artigo aparecido em um jornal americano, dizendo que o julgamento seria benéfico para a carreira de uma atriz cujos últimos filmes, segundo o articulista, não haviam tido muito êxito. Pouco depois disso, um conhecido contou-me o sonho que tivera: sonhara que a história do plágio havia sido combinada entre Yann Martel e eu, para mútua promoção. Um sonho inteiramente explicável, na conjuntura em que vivemos. Livro depende de promoção ― e a promoção depende, entre outras coisas, da visibilidade do autor. Isso explica o desaparecimento do pseudônimo, por exemplo. E explica as viagens coast to coast que os escritores americanos fazem, atravessando os Estados Unidos de um ponta a outra para falarem de seus livros em palestras e programas de tevê. É claro que qualquer coisa que chame a atenção para a obra, nestas circunstâncias, é bem-vinda.
Nem todos os escritores aceitam essa injunção. Lembro Rubem Fonseca recusando-se a falar sobre sua obra em uma mesa-redonda: “O que tenho a dizer está nos meus livros”. Mas entre essa recusa e a aceitação total, às vezes até entusiástica, há um gradiente de possibilidades no qual os escritores vão se situando conforme sua disponibilidade, conforme seu temperamento, conforme sua capacidade de comunicação. Parte disso corresponde ao papel do escritor como intelectual: as pessoas esperam que quem sabe escrever saiba também falar e tenha ideias a transmitir.
O importante é não fazer um investimento emocional nesta fama passageira. O importante é não tentar repetir os quinze minutos. “Não há segundo ato nas vidas americanas”, disse Scott Fitzgerald, e isso é válido especialmente para arte e literatura: depois que as cortinas do palco se fecham, elas não abrem mais. As pessoas que não acreditam, ou não querem acreditar nisso, entregam-se, não raro, às mais patéticas tentativas para fazer de novo brilhar, sobre si, os refletores do sucesso. Que têm um grande efeito: aquecem o ego. E não existe entidade que deseje ser mais aquecida, e massageada, e acarinhada, do que o ego. No passado, essa era uma exigência tímida, porque individualismo é uma coisa relativamente recente: pode ter existido sempre, mas criou força com a modernidade, e triunfa nesta época narcísica em que vivemos. O ego exige sucesso. Mas, como disse Clarice Lispector, numa carta a uma jovem que pretendia tornar-se escritora: “Quando você fizer sucesso, fique contentinha, mas não contentona. É preciso ter sempre uma simples humildade, tanto na vida como na literatura”. Contentinha, mas não contentona: em quatro palavras, Clarice disse tudo, o que não é de admirar, em se tratando de uma grande escritora. É interessante, aliás, que tenha usado a expressão “contente”, mas não “feliz”. Não é a mesma coisa. Felicidade é uma coisa transcendente, imaterial. Contente é aquele que contém: sua carência foi preenchida com elogios, com tapinhas nas costas. No Brasil temos a expressão “o bloco dos contentes”. Usa-se em geral para pessoas que, ligadas à administração pública, conseguem favores, privilégios, mordomias. O que as contenta vem de fora.
Literatura não é fonte de contentamento. Nem é coisa que possa ser feita pelo membro de um bloco. Ela é, essencialmente, um vício solitário. Isto não quer dizer que tenha de ser praticada numa isolada torre de marfim. A grande literatura inevitavelmente reflete o contexto social da época. Mas o faz como um sismógrafo, cuja agulha desloca-se como resposta a movimentos profundos. Espero que isso tenha acontecido, ao menos em parte, ao menos em pequena parte, com uma história chamada Max e os felinos. Todo o resto, francamente, não tem muita importância.
Nota do Editor:
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado na coletânea Legado Fliporto 2007 (Edições Bagaço, 2008).

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A Rainha Vermelha

Mais uma obra de Philippa Gregory

Sinopse - A Rainha Vermelha 
Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York. Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior. (Scoob)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Bernard Cornwell

Britânico, Bernard Cornwell escreveu vários romances históricos.
Leia mais sobre o autor no site Cine Login, por Felipe Dias.
Estados Unidos, 1779. Três anos após a declaração de independência da amiga colônia, a tensão entre o país e a Inglaterra atinge um nível insustentável. Dispota a reverter essa situação, a Coroa britânica envia uma frota para colonizar o vilarejo de Majabigwaducer, no estado do Massachusetts, um local cercado por uma grande baía na peninsula de Penobscot.
Sob o comando do experiente General Francis McLean, os ingleses começam a construir rapidamente um forte rudimentar para servir como centro de suas defesas. Eles sabem que o tempo deles é curto e os americanos estão preparando uma resposta esmagadora. McLean, porém, acredita que as chances de sucesso de seu exército são mínimas, devido a seu pequeno contingente e seus escassos recursos.
Os americanos, por sua vez, preparam a maior expedição militar montada até então. Reunindo alguns dos homens mais importantes do governo e do exército rebelde, a ofensiva aposta na frota do arrogante capitão Saltontall, para derrotar seu inimigo a recuperar suas terras. Caberá ao esforçado general Peleg Wadsworth a tarefa de conciliar as desavenças do capitão com o líder da expedição, o general Solomon Lovell, e controlar o temperamento do insolente tenente Paul Revere, enquanto luta por sua causa revolucionária de liberdade.
Quando os dois exércitos são postos frente a frente, tem início uma das batalhas mais famosas e surpreendentes da Guerra da Independência dos Estados Unidos.


O Forte – Bernard Cornwell
Ano de Lançamento: 2011
Número de Páginas: 490 páginas
Editora: Record
Tradutor: Alves Calados
Título Original: The Fort
Ano de Lançamento: 2010
Número de Páginas: 410 páginas
Editora: HarperCollins

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Vivara - Coleção LIFE

Gostei do lançamento da Vivara...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Etapa Oceania

Ragga Night Run, etapa Oceania na Lagoa dos Ingleses, hoje, dia 04/02/2012


Cesarenrique vai correr 10km... Estaremos lá na torcida...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A vida de Pi x Max e os felinos

Sinopse - Max e os Felinos - Moacyr Scliar

O alemão Max, um garoto sensível, cresceu sob a severidade de seu pai que sempre lhe incutiu medos e inseguranças. Envolve-se, mais tarde com Frida, esposa de um militar Nazista, o que faz que tenha que abandonar o país. Em meio a viagem de barco, é obrigado, graças a um naufrágio, a dividir o pequeno espaço de um barco com um imenso Jaguar, um felino que sempre lhe aterrorizou.
O livro tornou-se conhecido após o autor, Moacyr Scliar, comentar em um jornal que o Best Seller A vida de Pi seria parcialmente um plágio de seu livro Max e os Felinos.
Moacyr Scliar conquistou, pela qualidade de seu trabalho, um lugar de destaque na moderna literatura brasileira. Ficcionista de amplos recursos, autor consagrado, seus livros têm sido traduzidos para vários idiomas.


Sinopse - A vida de Pi - Yann Martel

O narrador da história é um garoto indiano de 16 anos chamado Piscine Molitor Patel, mais conhecido como Pi. Sua família administra um zoológico na cidade de Pondicherry, mas decide abandonar o país no auge de sua instabilidade política, nos anos 70. A idéia é se mudar para o Canadá, pegando carona no cargueiro que transferirá os animais do zôo para os EUA. Infelizmente, o navio afunda logo nos primeiros dias de viagem. Há apenas cinco sobreviventes: Pi, uma zebra, uma hiena, um orangotango e um tigre de Bengala, todos salvos pelo único barco salva-vidas disponível. Inicia-se aí uma cruel luta pela vida entre cinco mamíferos no meio do oceano Pacífico. Aparentemente, Pi não tem a menor chance de escapar das feras.
Enquanto aguarda sua vez de ser devorado, o garoto tenta encontrar alguma remota possibilidade de matar o tigre, o que é praticamente impossível: o animal está saudável, pesa mais de 200 quilos e é capaz de nadar. À beira do desespero, Pi conclui que o melhor a fazer é manter o felino vivo e dependente de seus cuidados. Esta é sua única chance. O jovem usa o conhecimento que adquiriu no trato dos animais no zoológico para domar a fera e conquistar o seu respeito. E o tigre, acostumado a viver numa jaula e a ser alimentado pelos humanos, não demora para perceber que precisa de Pi vivo. O mais impressionante é que o autor, Yann Martel, consegue dar um final surpreendente a uma história tão incomum. A conclusão desta aventura imprevisível contrapõe a grandiosidade e a mediocridade que coexistem em todo ser humano. (skoob)

Jerônimo Teixeira nos conta no site da revista Veja:

Um naufrágio, um bote salva-vidas e um felino: é tudo o que A Vida de Pi (tradução de Alda Porto; Rocco; 354 páginas; 39,50 reais), do canadense Yann Martel, e Max e os Felinos, do brasileiro Moacyr Scliar, têm em comum. Martel, aliás, sempre admitiu que esses elementos foram retirados da obra de Scliar. No entanto, há dois anos, quando Martel ganhou o Booker Prize, o mais prestigioso prêmio da literatura em língua inglesa, surgiu a suspeita de que o canadense houvesse plagiado a novela do brasileiro. A Vida de Pi chega ao país depois que seu autor desfez os mal-entendidos com um telefonema a Scliar (e uma carrada de explicações à imprensa). O leitor pode constatar que o livro não só não é um plágio, mas também é um ótimo romance.
A literatura em língua inglesa tem uma respeitável tradição de personagens náufragos, como Gulliver e Robinson Crusoé. O náufrago de Martel, porém, não é um herói colonizador, mas, ao contrário, o fruto de uma antiga colônia inglesa, a Índia. Filho de um administrador de zoológico, Piscine Molitor Patel, mais conhecido como Pi, está a caminho do Canadá quando o cargueiro em que viajava afunda. O navio carregava vários animais selvagens, saldo do zôo que o pai de Pi acabara de desmontar na Índia. O garoto de 16 anos se vê em um bote salva-vidas, acompanhado por um orangotango, uma zebra, uma hiena e um tigre. Depois de algumas batalhas sanguinolentas, sobram apenas Pi e o tigre. O rapaz precisa sobreviver ao mar, ao sol inclemente, à falta de água doce – e ainda domar o felino.
A narrativa às vezes desce a detalhes enfadonhos sobre técnicas de pesca e montagem de dessalinizadores. Essas miudezas realistas ajudam a compor a rotina excruciante do náufrago, mas também prejudicam o tom de fábula que Martel persegue. Mesmo assim, o romance consegue ultrapassar o simples relato de aventura. O misticismo do protagonista é significativo. Insensível ao caráter sectário das instituições religiosas, Pi segue três credos: o cristianismo, o hinduísmo e o islamismo. Conforme se leia o final ambíguo do livro, o tigre pode estar lá para representar as difíceis conciliações que um espírito religioso precisa fazer para conviver com a violência. Não importa quanta fé você tenha, é necessário ser selvagem para sobreviver na selva. Ou em alto-mar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Histórias Cruzadas (The Help) - A Resposta (título do livro)

A Resposta (The Help)

Uma história de esperança. Um marco na Literatura
Resenha do Submarino
Esta obra esteve por mais de 80 semanas na lista do New York Times. Mais de 70 semanas na lista da Publishers Weekly. Mais de cinco milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.
Considerado por Oprah Winfrey um dos melhores livros de 2009. Livro favorito dos atores de Hollywood em 2009 e 2010. Estreia marcada no cinema no primeiro semestre do próximo ano. Esse é A Resposta, sucesso de Kathryn Stockett que a Bertrand Brasil lança agora para o Natal.
Eugenia Skeeter Phelan terminou a faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora. Após um emprego como colunista do jornal local, ela tem uma ideia brilhante, mas perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas do Mississipi na década de 60. Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibeleen, a empregada doméstica que criou 17 crianças brancas, e Minny, que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas.
Aproveitando o surgimento das primeiras manifestações em defesa dos direitos civis, Skeeter espera que seu livro choque as pessoas brancas preconceituosas e traga orgulho e esperança à comunidade negra de Jackson, condado onde se passa a história. Ao mesmo tempo, com a possível publicação do livro, ela espera quebrar as suas próprias barreiras e realizar o sonho de sua vida.
Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida.
Sobre a Autora:
Kathryn Stockett nasceu e cresceu em Jackson, Mississippi. Depois de se formar em Língua Inglesa e Redação Criativa pela Universidade do Alabama, mudou-se para Nova York, onde trabalhou em revistas, no mercado editorial e em marketing durante nove anos. Vive em Atlanta com o marido e a filha. Esse é seu romance de estreia.