quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Lingua de Eulália

Resenha no site da Saraiva: Nossa tradição educacional sempre negou a existência de uma pluralidade de normas lingüísticas dentro do universo da língua portuguesa; a própria escola não reconhece que a norma padrão culta é apenas uma das muitas variedades possíveis no uso do português e rejeita de forma intolerante qualquer manifestação lingüística diferente, tratando muitas vezes os alunos como "deficientes lingüísticos". Marcos Bagno argumenta que falar diferente não é falar errado e o que pode parecer erro no português não-padrão tem uma explicação lógica, científica (lingüística, histórica, sociológica, psicológica). Para explicar essa problemática, o autor reúne então n'A LÍNGUA DE EULÁLIA as universitárias Vera, Sílvia e a esperta Emília, que vão passar as férias na chácara da professora Irene. Sempre muito dedicada, Irene se reúne todos os dias com as três professoras do curso primário, transformando suas férias numa espécie de atualização pedagógica, em que as "alunas" reciclam seus conhecimentos lingüísticos. Mais do que isso, Irene acaba criando um apoio para que as "meninas" passem a encarar de uma nova maneira as variedades não-padrão da língua portuguesa. A novela flui em diálogos deliciosamente informativos. A LÍNGUA DE EULÁLIA trata a sociolingüística como ela deve ser tratada: com seriedade, mas sem sisudez.
Leia mais sobre o assunto no site Educação Bilíngue no Brasil.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Anuidade OAB

OAB não pode cobrar anuidades de quem não advoga

Por Jomar Martins
Fonte Conjur
Está dispensado de pagar anuidades o advogado que exerça atividade incompatível com a advocacia, embora não tenha solicitado, formalmente, o cancelamento de sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil. É que este cancelamento passa a ser de ofício. Com este entendimento, a 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou recurso da OAB gaúcha contra sentença que extinguiu uma Ação de Execução, que cobrava anuidades de uma advogada desde outubro de 1995. A decisão foi tomada por unanimidade no colegiado, em 26 de setembro.
A advogada disse estar afastada das atividades desde 1995, quando foi nomeada para exercer cargo de técnico judiciário junto ao Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina (TRT-SC), função incompatível com o exercício da advocacia, nos termos do artigo 28, inciso IV, da Lei 8.906/94. A OAB afirmou que só soube do fato durante a interposição de Embargos à Execução na 6ª Vara Federal de Porto Alegre. De qualquer maneira, frisou a entidade, faltou à autora o ‘‘ato volitivo inequívoco’’ de cancelar a sua inscrição, o que desfaria o seu vínculo.
A juíza federal substituta Daniela Cristina de Oliveira Pertile eximiu a advogada do pagamento das anuidades no período em que esteve no serviço público, até vir a se aposentar por invalidez, em 2002. Entretanto, manteve a cobrança das anuidades a partir daquele ano, já que os servidores públicos, quando se aposentam, não estão impedidos de advogar. ‘‘Destarte, como não existe prova de pedido de cancelamento da inscrição pela demandante, as anuidades que tiverem por fato gerador período posterior a 07/03/2002 podem ser cobradas pela OAB’’, escreveu na sentença.
Extinção integral da execução
No TRF-4, o juiz federal convocado João Pedro Gebran Neto, que relatou a apelação e o recurso adesivo impostos contra a sentença, disse que a magistrada de primeiro grau deixou de considerar dois fatos importantes: o cancelamento em si e a aposentadoria por invalidez.
Conforme Gebran Neto, não se trata da licença prevista no artigo 12 da Lei 8.906/91 (que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a OAB), concedida ao advogado que assim o requerer, por motivo justificado; ou passar a exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com o exercício da advocacia; ou, ainda, sofrer doença mental considerada curável. Trata-se, sim, de cancelamento, que somente será restaurado com novo pedido de inscrição, conforme prevê os parágrafos 2º e 3º do artigo 11 do Estatuto.
‘‘No que diz respeito à aposentadoria por invalidez, a embargante (a autora) atingiu um grau de incapacidade que a impediu de retomar a atividade laboral. Caso voltasse a exercer a advocacia, estaria capacitada para o trabalho, o que acarretaria o cancelamento do benefício previdenciário’’, justificou no acórdão. A Ação de Execução foi integralmente extinta.

domingo, 30 de setembro de 2012

Discriminar aquele que não gosta de ler

Concordo com Jaime Bulhosa do site Pó dos Livros!
Leia que interessante a comparação entre o livro (para quem não gosta de ler) e o placebo...

"Quando me fazem uma das perguntas mais frequentes numa livraria: «queria um livro para alguém que não gosta de ler», imediatamente penso que é o equivalente a pedirem-me uma cerveja sem álcool, um café sem cafeína ou um cigarro electrónico sem nicotina, isto é, um livro sem enredo, sem personagens, sem sentimentos, sem emoções, sem ideias. O pior é que se abre uma multiplicidade de hipóteses das quais não posso fugir, os livros editados para pessoas que não gostam de ler são, paradoxalmente, a maior fatia da oferta que existe no mercado. Basta passear um pouco por uma grande superfície e verificar a grande quantidade de livros iguais no seu aspecto estético e temático, para perceber que essa é a lei que impera. Não quero parecer elitista ao criticar a opção de se ler esse tipo de livros, é legitimo fazê-lo. Mas sejam quais forem os prazeres de desfrutar de um livro, enquanto objecto que nos permite levitar para outro mundo, esta não pode ser a única abordagem da leitura. Um livro pode, de facto, mudar a nossa vida. Não é o trabalho de um escritor uma espécie de instrumento óptico que é oferecido ao leitor para lhe possibilitar encontrar aquilo que, sem a ajuda do livro, nunca teria conseguido sentir sozinho? Não será um livro a descoberta do eu através dos outros? Já Marcel Proust dizia que é sempre mais interessante citar os outros do que nos citarmos a nós próprios. Para Orhan Pamuk um livro, para além do seu enredo e das personagens, tem que ter uma ideia central, aquilo a que Pamuk chama o centro do livro ou desígnio do livro. A função de um livro não é apenas a de nos dar prazer, ou seja, um analgésico, de efeito efémero, que ajuda a minimizar a solidão ou a passar o tempo enquanto viajamos de autocarro ou de comboio; pode, pelo contrário, criar-nos angústia, medo e dúvida, mas também nos pode dar respostas. Porém, parece que a maioria das pessoas quer apenas um sucedâneo, um placebo, algo que simplesmente as distraia e seja inócuo. É uma opção."
Jaime Bulhosa

Uma opção que não pode sofrer discriminação!

sábado, 29 de setembro de 2012

O Mestre das Iluminuras II

O Mestre das Iluminuras conta sobre uma tentativa de popularizar a Palavra, traduzindo do Livro de São João para o inglês clandestinamente, ou melhor, perigosamente.

Na Inglaterra do século XIV, apenas o latim era tido como o idioma oficial - aos clérigos cabia a exclusividade de liberação do acesso ao Paraíso com a tradução e divulgação de dogmas, além da venda de indulgências.

Pág. 255/256 - transcrição do diálogo entre o bispo Henry Despenser e a mística Julian de Norwich:"- Fique sabendo, anacoreta, que uma tradução tão vulgar profana a Sagrada Escritura. Ademais, os leigos não possuem nem a inteligência nem a sabedoria necessárias para interpretar as Escrituras. Só as usariam para discutir com os mais instruídos, em detrimento de suas almas.
Seria uma repreensão, uma advertência dirigida a ela ou apenas uma observação? Fosse o que fosse, a declaração era incorreta. Muitos clérigos de quem as massas adquiriam orientação religiosa não eram nada instruídos; mal sabiam ler e escrever além de uma poucas frases decoradas da Vulgata. Mas ela achou melhor não replicar e preferiu dizer:
- O inglês é amplamente usado em Londres. Não é apenas a linguagem do povo, é a língua falada na corte.
- Na corte, pois sim. Sei de alguém na corte, John de Graunt, o regente do rei, que concordaria com a senhora. Mas o duque não se conta entre os amigos da Santa Igreja. Apóia John Wycliffe, que envia seus pregadores lollardos resmungões para o interior do país com seus panfletos ingleses para arengar contra os bispos e padres e fazer falsas acusações de corrupção e apostasia. - Ele pontuava suas palavras com socos na escrivaninha. - Agitando a ralé com doutrinas mentirosas, ideias falsas de igualdade. - A sobrancelha acima do olho esquerdo desenvolvera um tique. - ele também escreve em inglês. Anacoreta, espero que não tenha sido influenciada por ele. O que ele prega são heresias. E os heréticos não serão tolerados!" 

Outra resenha:
O Mestre das Iluminuras se desenrola na Inglaterra feudal, num momento conturbado e de decisivas mudanças. Assolada pela peste e pelas guerras, a população se sentia oprimida pelos crescentes impostos do rei e pelos dízimos da Igreja. E, para piorar, não tinha sequer acesso direto à palavra de Deus, pois a tradução da Bíblia para o inglês era considerada uma heresia.
Caros e raros, os livros eram escritos somente em latim ou francês normando, esmeradamente copiados à mão e decorados com requintadas iluminuras – e portanto disponíveis apenas para a nobreza e o clero. Até que o teólogo e professor da Universidade de Oxford, John Wycliffe, resolve se insurgir contra essa situação e começa a traduzir as Escrituras para a língua inglesa.
A partir desses fatos históricos, Brenda Rickman Vantrease constrói um romance que prende o leitor da primeira à última página. Com grande talento, ela pinta seus personagens ficcionais – como Finn, o mestre iluminador encarregado de adornar a Bíblia em inglês – com cores tão vívidas que os faz parecerem reais.
Artesão de renome, Finn defende idéias consideradas revolucionárias para a época, saindo em defesa dos pobres e contrariando os interesses de homens poderosos como Henry Despenser, o Bispo Guerreiro. Pai dedicado, homem de grandes paixões e de um passado misterioso, ele acaba se envolvendo com Lady Kathryn – uma bela viúva que o hospeda em sua casa – e expondo ao perigo sua vida e a das pessoas que mais ama.
Entrelaçando o destino de seus personagens com o de figuras históricas como Wycliffe, o Bispo Despenser e a mística Julian de Norwich, a autora cria uma incrível trama de amor, traição, assassinato, arte e religião que revela as conseqüências da opressão política e espiritual e ilumina o poder do amor e da palavra escrita como formas de salvação.
***
Fonte: Editora Sextante

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Monte Manaslu - Himalaia

Notícia site terra: Nove alpinistas, incluindo europeus, morreram em uma avalanche no domingo no monte Manaslu, a oitava maior montanha do mundo, na cordilheira do Himalaia no Nepal. A expedição, que era formada por 25 alpinistas, havia praticamente alcançado o cume do monte Manaslu (8.156 metros) quando aconteceu a avalanche na manhã de domingo.
"A maioria das pessoas mortas são francesas", disse o sherpa Ang Tshering, vice-presidente da Associação de Alpinistas do Nepal, após uma conversa por telefone por satélite com membros da expedição. As condições meteorológicas prejudicavam os voos de helicópteros e muitos feridos permaneceram no acampamento base.
Um dos sobreviventes da tragédia, o italiano Silvio Mondanelli, afirmou à imprensa de seu país que pelo menos 13 pessoas morreram na avalanche. Mondanelli explicou que a avalanche sepultou o acampamento base nº 3 do Manaslu, a 7 mil metros de altura.
A avalanche teria acontecido às 5h, de acordo com testemunhas. No momento, todos os alpinistas estavam dormindo em suas barracas e foram atingidos em cheio pela grande massa de neve e gelo.
O Nepal tem oito das 14 maiores montanhas do mundo, todas acima de 8.000 metros de altura, incluindo o Monte Everest, o maior do planeta e que atrai milhares de alpinistas a cada ano. A Manaslu é a oitava montanha na lista das maiores do mundo e é considerada a mais perigosa.
24/set/2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Histórias para crianças

365 Historias - Uma para Cada Dia do Ano

Autor: Todolivro
Editora: Todolivro
Categoria: Literatura Infanto-Juvenil / Literatura Crianças 3-5 Anos
Este livro traz uma coletânea de belos contos de fadas e historias divertidas, cheias de imaginação. Você terá um texto diferente para ler a cada dia do ano

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Um outro ponto de vista

Trecho da obra Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, de Leandro Narloch:

(...) "Ninguém, no entanto, culpa os índios por um hábito tão trágico quanto o álcool: fumar tabaco. Até os navegadores descobrirem a América, não havia cigarros na Europa nem o costume de tragar fumaça. (...)
É provável que a primeira plantação de tabaco para exportação do mundo tenha sido uma roça paulista de 1548. (...) Séculos depois, com a industrialização do cigarro, o hábito de fumar tabaco resultaria numa catástrofe com milhões de mortes. A Organização Mundial de Saúde estima que o fumo vai matar 1 bilhão de pessoas no século 21. Culpa dos índios? Claro que não. Os índios e seus descendentes não têm nenhuma responsabilidade sobre um hábito que copiamos deles. Na verdade, temos é que agradecer a eles por terem nos iniciado nesse costume maravilhoso, que é fumar tabaco e outras ervas deliciosas. Da mesma forma, quem hoje se considera índio poderia deixar de culpar os outros por seus problemas."

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ken Follett

Depois de ler Mundo Sem Fim em 6 dias (tá certo que foi durante as férias; mas, foram 940 páginas), estou convencida que a nova trilogia do século XX estará em breve na minha estante. Ele é booooom mesmo! Não há como negar!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Mestre das Iluminuras

Autora: Vantrease, Brenda Rickman
Editora: Sextante
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
424 pp - 2006
A partir desses fatos históricos, Brenda R. Vantrease constrói um romance que prende o leitor da primeira à última página. "O Mestre de Iluminuras" se desenrola na Inglaterra feudal, num momento conturbado e de decisivas mudanças. Assolada pela peste e pelas guerras, a população se sentia oprimida pelos crescentes impostos do rei e pelos dízimos da Igreja.

Resenha do site InfoEscola :
“O Mestre das Iluminuras“, romance de estréia da americana Brenda Rickman Vantrease, se desenrola na Inglaterra do século XIV, época de dupla opressão sobre as camadas sociais, de um lado por parte do Rei, do outro pela Igreja, com impostos, dízimos e ameaças diversas pairando sobre suas cabeças. A trama, que se desdobra em torno de Finn, o Mestre de Iluminuras, revela um mundo regido pelo masculino, completamente enraizado no patriarcalismo, no qual as mulheres não têm voz nem vez, seja qual for sua posição social. Ironicamente, porém, as páginas deste livro são povoadas por personagens femininas marcantes, como a Senhora de Blackingham, Kathryn – viúva que se encontra em sérias dificuldades financeiras e hospeda em sua casa o iluminador e sua filha Rose, em troca de um alívio nas finanças, – e Julian de Norwich – mística reclusa.
Neste momento conturbado da História, o clero tem o monopólio da salvação das almas e responde por Deus perante os homens. Os textos sagrados são propriedades exclusivas da Igreja, escritos apenas em latim ou francês normando, língua dos nobres, e tão somente interpretados pela hierarquia clerical. Os livros são raros e copiados à mão pelos monges, decorados com luxo e requinte por iluminadores, refletindo assim o poder e a vaidade de padres, bispos e arcebispos. Estes mergulham cada vez mais na riqueza material, na ganância, na vida indisciplinada, regada a fartos banquetes e orgias.
O Bispo Despenser, mais conhecido como o Bispo Guerreiro, pela forma violenta como debelou a Revolta dos Camponeses de 1381, jovem, imaturo e mimado, é a figura que condensa toda a extravagância e a tirania do clero neste período. Em uma passagem brilhante e crua, a descrição da comemoração da Noite de Reis, a autora se supera ao retratar como, durante a exibição de uma farsa, os artistas recriam, diante da nobreza e do clero, uma imitação irônica do comportamento de seus membros, impregnada de ódio e desprezo. Nesta Festa da Epifania, o profano e o sagrado se mesclam, o mundo vira de cabeça para baixo, e por uma noite invertem-se posições e hierarquias sociais. As camadas inferiores vão à forra, mas o público presente parece não se importar com essa transgressão, e se inebria de prazer ao ver diante de si o espelho de suas ações, como predadores que se deleitam diante de suas presas, da exibição de suas conquistas.
A narrativa mistura ficção e história. Ao lado dos personagens criados pela imaginação da autora desfilam figuras históricas, como Julian de Norwich, o Bispo Henry Despenser, John Ball, julgado e enforcado por conta da sua defesa ardente de uma sociedade sem classes, e John Wycliffe, teólogo e professor da Universidade de Oxford. Em 1379, o mestre desencadeia forças que conduzem mais adiante à Reforma Protestante, movimento contestador dos abusos cometidos pela Igreja. Ao escrever em inglês, a linguagem da plebe, Wycliffe torna as Escrituras acessíveis para qualquer um, e prega que todos podem chegar a Deus sem a intervenção da Igreja, ou seja, cada homem pode ser seu próprio padre.
Julian nasce em 1342 e morre em Norwich, Inglaterra, em 1423. Beneditina e reclusa nesta cidade inglesa, ela experimenta dezesseis revelações. Seu livro, “Revelações do Amor Divino”, no qual ela retrata suas visões, a transforma em uma das mais importantes escritoras da Inglaterra. Ela é responsável por algumas das passagens mais belas e poéticas, ao descrever suas visões do Mestre. A autora vai além da imagem tradicional de uma santa, mergulha em sua alma e revela suas angústias, inquietações e dúvidas.
È neste cenário da Inglaterra feudal, no qual valores e conceitos tradicionais são subitamente contestados, antigas noções de honra e fidelidade são desafiadas, que se desenrola esta trama de amor, traição, arte e religião. Finn é um personagem enigmático e ambíguo, mais complexo do que parece. Aparentemente um cavaleiro à moda antiga, ele traz em si uma face sombria, misteriosa, e logo se percebe que o Mestre de Iluminuras vive uma vida dupla, que pode custar sua própria vida, colocar em risco sua filha Rose, e os que se envolvem com ele, como Kathryn, seus filhos, Julian, a anacoreta reclusa na Igreja de Saint Julian, e seu melhor amigo, o anão Meio-Tom. Em um universo saturado de preconceitos e discriminações, o segredo de Finn pode detonar uma explosão em cadeia à sua volta.
Lady Kathryn também tem seus próprios temores e mistérios, e em nome do bem-estar dos filhos é capaz de sacrificar sua própria felicidade. Ao lado de Finn, é uma das personagens mais marcantes desta narrativa. Proprietária de Blackingham, ela é pressionada de um lado pela Igreja, que ambiciona seus bens, e de outro pelo xerife, Sir Guy de Fontaigne, típico representante do poder local, de olho em suas terras. Além disso, tem que lidar com a ganância de seu capataz e com seus próprios sentimentos, ao mesmo tempo em que luta para manter sua família unida e os antigos laços de fidelidade de seus servos. Neste retrato de uma época, Brenda Vantrease também aborda os poderes femininos, como o de Agnes na cozinha e o de Magda na leitura das almas, o de Rose nas artes e o de Julian em suas visões. A escritora realiza uma pesquisa histórica minuciosa, e traduz esse conhecimento em uma narrativa vibrante, eletrizante, que prende do princípio ao fim do livro, mesmo nas esferas mais descritivas da trama.
Brenda Rickman Vantrease é ex-professora de inglês e bibliotecária aposentada. Doutorada em Inglês pela Middle Tennessee State University, a escritora estréia no mundo da ficção com esta trama que aborda justamente a Escrita. Ela mergulha fundo na História, revelando como ela pode se tornar um instrumento de opressão e submissão dos que a ela não têm acesso. E expõe até que ponto a Escrita é capaz de se tornar um instrumento de poder, mas também o quanto ela pode ser libertadora, transformando-se muitas vezes no único caminho para a salvação, no encantamento que dissipa as sombras e produz a luz. “E o Verbo fez-se luz…”

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Intocáveis

Fantáááástico! Divertido, sensível, interessante, uma lição de vida!
Exato! O milionário Philippe Pozzo di Borgo* não queria compaixão!!! E encontrou um amigo de verdade!
Recomandado!

* Leia a entrevista abaixo:
Um dos filmes mais falados do ano, o francês Intocáveis estreou na última sexta-feira no Brasil com um enredo nada convencional e um sucesso estrondoso: o longa se tornou um fenômeno de bilheteria mundial, arrecadando 360 milhões de dólares e passando a ser o segundo título mais visto da história do cinema francês, além de receber nove indicações ao César, o Oscar francês.


Comédia sobre o valor da amizade, Intocáveis é baseado na história real de amizade entre um milionário francês tetraplégico, Philippe Pozzo di Borgo, e um imigrante algeriano que ele contrata como seu enfermeiro, Abdel Selou (que no longa virou o personagem Driss), e que acaba fazendo com que ele volte a ver graça na vida, mesmo com todas as dificuldades de ser deficiente físico e após a morte de sua mulher, Beatrice. Hoje em dia, Borgo continua morando na França, mas com sua nova mulher. Já Selou se casou, teve filhos e se mudou para o Marrocos.

Antes de virar filme, a história já havia sido um bem-sucedido documentário de 2004 (À La Vie, À la Mort) e se transformado em dois livros que se tornaram best-sellers na França, um escrito por Borgo e outro por Selou - o primeiro saiu no Brasil neste mês pela editora Intrínseca com o título O Segundo Suspiro. Em entrevista ao site de VEJA, Borgo falou sobre sua vida após o acidente que o deixou tetraplégico e sobre as lições de vida que tirou de sua relação com Selou.
Por que o senhor acha que o filme fez tanto sucesso?
Vivemos em uma época de ansiedade muito grande, por causa da situação econômica e política mundial. Então, acho que as pessoas ficaram felizes de ver que dois caras em péssimas condições ainda podiam aproveitar muito bem a vida e ajudar um ao outro. Há uma grande necessidade de reconciliação, de aceitação das diferenças e das fraquezas, de aproveitar o momento. Isso, somado ao grande talento dos diretores, atores e produtores envolvidos, foi o responsável pelo sucesso do filme.
Por que decidiu contar sua história em um livro?
Depois da morte da minha mulher, eu passei por uma depressão terrível, que eu não tinha vivido apos o acidente que me deixou paraplégico, ocorrido três anos antes. Quando Beatrice morreu, suas ultimas palavras foram: 'Você tem que seguir em frente, e expressar sua dor em palavras vai te ajudar'. Dois anos depois, eu estava deitado há meses, com dor, e comecei a gravar frases em um gravador portátil. Pouco a pouco, pelos próximos dois anos, eu revivi minhas memórias, a maioria delas no silêncio da noite, e comecei a me reconstruir. Então comecei a gostar das palavras, e passei a trabalhar no livro.
Qual foi a parte mais difícil de se tornar deficiente físico?
Não conseguir pegar minha mulher e meus filhos no colo.
O que mudou na forma como o senhor vê a vida?
Muitas coisas. Primeiro de tudo, ver o mundo de uma cama ou de uma cadeira de rodas não é o mesmo que vê-lo em pé. Eu descobri que eu era frágil, não era eterno, e que o tempo contava. Mas, especialmente, que a dor me deixa desconfortável e que, portanto, cada momento que eu me sinto bem tem que ser completamente aproveitado. Eu não gasto meu tempo em coisas desnecessárias. Ser totalmente dependente dos outros requer que você seja agradável com eles, do contrário, eles me esquecerão. Antes do acidente, eu costumava usar muito a minha influência para conseguir o que eu queria. Não é a melhor maneira e a sociedade seria muito mais agradável se nós pedíssemos as coisas gentilmente. Eu aprendi a ser paciente, especialmente durante as noites longas de insônia, e a conviver com o silêncio.
Qual foi a primeira coisa que passou pela sua cabeça quando conheceu Abdel? E por que decidiu contratá-lo?
Pensei: 'Esse é exatamente o cara que eu preciso, ele é inteligente, relaxado, rápido, forte, vai conseguir me ajudar a cuidar da minha mulher e da minha condição física'.
Como está Abdel? Qual é a relação de vocês hoje?
Ele está casado há 8 anos, tem 3 filhos dos quais ele se orgulha muito. Ele está um pouco fora de forma e por isso prefere ser gentil a entrar em uma briga. Esses dias ele me disse: 'Se eu cruzasse com o antigo Abdel, perderia.' Nós nos vemos constantemente, ou na França ou no Marrocos, e às vezes nos encontramos em eventos para a imprensa. Os filhos dele me chamam de “tio” e minhas filhas o tratam da mesma maneira.
Muitos diretores procuraram o senhor e Abdel antes de Olivier e Eric. Por que deixaram que eles fizessem o filme?
Eu gostei muito da generosidade e da inteligência com que eles levaram o filme. Eu já fui procurado por grandes nomes, mas nunca tinha consentido porque faltava senso de humor. Embora eles tenham adaptado a história, minha mulher e eu ficamos com a impressão de que os detalhes ainda estão lá. Ao mesmo tempo, nossos amigos estavam rindo e chorando ao mesmo tempo, então sentimos que alguma coisa havia acontecido. Na première em Paris, as pessoas bateram palmas por vários minutos em pé. Os diretores merecem esse sucesso, pois acertaram o tom. Uma semana depois, eles mostraram o filme no hospital para deficientes físicos no qual eu passei algum tempo nos últimos 20 anos, e somente as pessoas mais debilitadas podiam entrar. Você devia ver as risadas deles.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Os Homens que não amavam as mulheres - filme

Assisti às duas versões cinematográficas: a sueca  (2009) e a americana (2011).
A última é mais fiel à obra literária de Stieg Larsson, ao menos, nos detalhes...
Somente o autor da obra poderia nos confirmar qual a verdadeira Lisbeth Salander: a autômata/distante sueca ou aquela mais humana da versão americana.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Outro formato...

Orquídea branca...
Desta vez não é do vizinho...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Orquídeas do vizinho

Em janeiro, foi uma amarela...
Em março, cor-de-rosa...



Agora, temos as brancas, que são a maioria!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Crítica à regravação feita pelo cineastra David Fincher:
O jornalista Mikael Blomkvist (Daniel Craig), após passar por um perrengue judicial, é contratado pelo rico e influente Henrik Vanger (Christopher Plummer) para solucionar o desaparecimento da sobrinha deste, Harriet, que ocorreu há mais de quatro décadas. Enquanto isso, conhecemos a hacker Lisbeth Salander (Rooney Mara) que, a despeito de seu brilhantismo, se mostra incapaz de interagir em sociedade da maneira habitual, trazendo consigo um passado trágico e um quê auto-destrutivo fascinante. As vidas de Blomkvist e Salander se cruzam de maneira explosiva, revelando vários esqueletos que a problemática família Vanger deseja ver enterrados.
Os momentos cruciais em tramas de mistério são aqueles em que acompanhamos os protagonistas solucionando seus desafios e compreendemos o raciocínio lógico por trás de suas descobertas. A definição sobre a inteligência do texto e dos personagens acontece ali, sendo tais sequências capazes de diferenciar bons filmes de meros engodos. O texto de Steve Zaillian e o preciosismo gráfico de Fincher nos permitem entrar na cabeça de Blomkvist e Salander enquanto trabalham, tornando a investigação mais tensa e real, mesmo quando as habilidades de Lisbeth com os computadores tornam tais investidas um pouco menos verossímeis, algo que o próprio filme brinca ao mostrar o desconforto de Mikael com tais ações digitais.
Nesse sentido, a trilha sonora da dupla Trent Reznor e Atticus Ross e a montagem criam um clima de urgência tão presentes que tornam os “mergulhos” nas mentes de Mikael e Lisbeth sufocantemente ágeis, nos ajudando a navegar em meio aos fluxos constantes de flashbacks. Dessa forma, o público jamais se sente perdido ou entediado em tais momentos, mas sim posto em um estado de tensão constante.
Outro grande acerto da produção foi manter a história na Suécia. Transferir a trama para algum lugar dos EUA acabaria por extirpar boa parte da atração visual do filme, considerando o uso magnífico das paisagens marcadas por uma opressiva onipresença do branco por Fincher e seu diretor de fotografia, Jeff Cronenweth, merecidamente indicado ao Oscar por seu trabalho aqui. Até mesmo a percepção de frieza que o mundo tem dos suecos acaba contribuindo para o clima imposto no decorrer da narrativa. Tal decisão também cobra seu preço, sendo impossível não sentir certa estranheza ao ver pessoas na Suécia falando quase exclusivamente inglês no universo realista proposto pelo diretor.
Zaillian e Fincher também compreendem que a investigação, por mais interessante que seja, funciona mais como uma desculpa para que conheçamos mais sobre os personagens principais, tanto que o filme prossegue mesmo após a resolução desta. As personalidades e os conflitos de Mikael e Lisbeth são realmente o que tornam a fita tão instigante, principalmente no caso da hacker. Não é à toa que, no primeiro ato da projeção, a garota possui uma trama paralela ao mistério de Harriet, revelando mais e mais sobre sua existência tortuosa e como sua natureza agressiva pode ser terrível ao ser provocada.
O background de Salander e suas tendências para a autoflagelação complementam as tentativas de Mikael de se livrar de alguns de seus problemas e vícios. O relacionamento do jornalista com Erika (Robin Wright), sua bela e casada colega na revista Millennium, cria um interessante contraponto para a relação dos dois protagonistas.
Enquanto Daniel Craig explora de maneira admirável o orgulho e a angústia de Mikael com a situação delicada na qual se encontra, bem como seu desejo em resolver certos aspectos da sua vida, é inegável que o filme pertence a Rooney Mara, que compõe de maneira fabulosa sua Lisbeth, ficando claros os motivos que levaram David Fincher a apostar na garota mesmo quando nomes mais famosos mostraram claro interesse pelo papel.

Se entregando sem medo a uma personagem difícil, repleta de nuances e jamais usando o visual punk como muleta, Mara convence não só nos momentos mais chocantes de Lisbeth, mas também naqueles mais introspectivos, como em um simples jogo de xadrez com seu ex-tutor, mostrando ali uma ânsia em expressar um sentimento com o qual ela é pouco familiar.
O clã Vanger também está muito bem representado com performances marcantes por parte de Christopher Plummer e Stellan Skarsgård, cujos trabalhos revelam pistas sutis sobre a verdadeira natureza dos mistérios envolvendo aquela família, descrita pelo seu líder como um bando de degenerados miseráveis e ladrões.
Inteligente, arrebatador e repleto de personagens interessantes e atuações idem, “Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” é uma adaptação mais do que digna do sucesso que os livros de Larsson, deixando o público salivando por mais na saída do cinema. Recomendado.
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Thiago Siqueira é crítico de cinema do CCR e participante fixo do RapaduraCast. Advogado por profissão e cinéfilo por natureza, é membro do CCR desde 2007. Formou-se em cursos de Crítica Cinematográfica e História e Estética do Cinema.



domingo, 2 de setembro de 2012

Arte em BH

Palácio das Artes

Noite Branca
14 a 15 de setembro
No dia 14 de setembro, durante uma noite, das 18h as 6h, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti e o Palácio das Artes serão palco de um evento inédito no Brasil. Trata-se do Noite Branca, que irá oferecer ao público 12 horas de imersão na arte contemporânea. Realizado pelo Governo de Minas, por meio da Fundação Clóvis Salgado, esta edição oferece uma vasta programação cultural com exposições, instalações artísticas, mostras de vídeos, feira de publicações, apresentações cênicas e musicais.
Para conferir mais informações sobre a Noite Branca fique atento ao site oficial do evento e às redes sociais.
Serviço
Noite Branca
Local: Palácio das Artes / Parque Municipal
Data: 14 a 15 de setembro
Horário: 18h às 06h
Entrada: Gratuita

sábado, 1 de setembro de 2012

Daniel Dias


Daniel Dias, campeão de medalhas em uma mesma edição Paralímpica, bate novo recorde mundial nos 50 metros e ganha a primeira medalha dourada para o Brasil na Paralimpíada de Londres.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Final de semana em Rio Acima


Costelinha desossada grelhada na brasa entre muitas outras delícias na Subida do Morro. Rua Coronel Antônio Marques da Costa , 241
Morgan - Rio Acima
Reservas: 31 3545-2602 - 31 8897-2352

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Caminhada


Leia a reportagem completa na Folha de S. Paulo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Basta de Histórias

Autor: Andres Oppenheimer
Assunto: Ciências Sociais
Editora: Objetiva
Sinopse:
Nesta obra, o autor afirma que melhorar a educação, a ciência, a tecnologia e a inovação é uma tarefa possível e importante no século XXI. O título ‘Basta de histórias!’ tem um sentido duplo para ele – por um lado pede aos presidentes latino-americanos que não atuem mais à moda populista e, por outro, busca mostrar como, na América Latina, as pessoas ainda estão voltadas para o passado. Com um olhar sobre a educação e o futuro, o autor viajou durante cinco anos por países como Finlândia, Índia, China, Israel, Brasil e Venezuela a fim de conhecer os sistemas educativos e entender como determinam o grau de desenvolvimento econômico, entrevistando pessoas como Bill Gates e Michelle Bachellet. A edição brasileira conta ainda com um texto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Leia a sinopse no site da Editora.

Outros Livros deste Gênero

> Queda de Bagdá, A ( Jon Lee Anderson )
> Inverno da Guerra, O - Coleção Jornalismo de Guerra ( Joel Silveira )
> Mal ronda a Terra, O ( Tony Judt )
> Somos maquiavélicos ( Julio Pompeu )
> Tentação do Cristianismo, A ( Luc Ferry )

sábado, 18 de agosto de 2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Janela do vizinho

Primeira janela... fotos de 2 dias... e os brotos vão se transformando...


terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Valor da Tolerância

Recebi esta mensagem e adoreeeei...
Que o (a) autor (a) destas palavras tenha um boooom dia!

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar.
E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.
Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.
Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.
Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.
E eu nunca esquecerei o que ele disse: "Adorei a torrada queimada..."
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.
Ele me envolveu em seus braços e me disse:
"Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada...
Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.
A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas.
E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir as falhas do outro.
Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando.
Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo.
Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu.
Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.
A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos.
Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes."
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo.
"Dê a quem você ama asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar."
(Dalai Lama)

sábado, 11 de agosto de 2012

André Malraux x Hannah Arendt

André Malraux (Paris, 3 de novembro de 1901 — Créteil, 23 de novembro de 1976) foi um escritor francês de assuntos políticos e culturais. Foi enterrado no Panteão de Paris, local destinado a personalidades notáveis da França. É além de um grande escritor um grande pensador da época. Tanto que Hannah Arendt em um ensaio sobre as contribuições européias contemporâneas para a filosofia politica discute a obra de Malraux. Foi amigo pessoal de Camus, assim como de Charles De Gaulle. Participou ativamente da resistência francesa durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial.

Frase: "Toda arte é uma revolta contra o destino do homem" André Malraux (1901-1976), escritor francês

Comentário de Thiago Rodrigues Braga:
Ao começar sua obra, “A condição humana”, Hannah Arendt alerta: condição humana não é a mesma coisa que natureza humana. A condição humana diz respeito às formas de vida que o homem impõe a si mesmo para sobreviver. São condições que tendem a suprir a existência do homem. As condições variam de acordo com o lugar e o momento histórico do qual o homem é parte. Nesse sentido todos os homens são condicionados, até mesmo aqueles que condicionam o comportamento de outros tornam-se condicionados pelo próprio movimento de condicionar. Sendo assim, somos condicionados por duas maneiras:

1.Pelos nossos próprios atos, aquilo que pensamos, nossos sentimentos, em suma os aspectos internos do condicionamento.
2.Pelo contexto histórico que vivemos, a cultura, os amigos, a família; são os elementos externos do condicionamento.

Hannah Arendt organiza, sistematiza, a condição humana em três aspectos:
•Labor
•Trabalho
•Ação

O “labor” é processo biológico necessário para a sobrevivência do indivíduo e da espécie humana. O “trabalho” é atividade de transformar coisas naturais em coisas artificias, por exemplo, retiramos madeira da árvore para construir casas, camas, armários, objetos em geral. É pertinente dizer,- ainda que sedo-, para a autora, o trabalho não é intrínseco, constitutivo, da espécie humana, em outras palavras, o trabalho não é a essência do homem. O trabalho é uma atividade que o homem impôs à sua própria espécie, ou seja, é o resultado de um processo cultural. O trabalho não é ontológico como imaginado por Marx. Por último a “ação”. A ação é a necessidade do homem em viver entre seus semelhantes, sua natureza é eminentemente social. O homem quando nasce precisa de cuidados, precisa aprender e apreender, para sobreviver. Qualquer criança recém nascida abandonada no mato morrerá em questão de horas. Por isso dizemos que assim como outros animais o homem é um animal doméstico, porque precisa aprender e apreender para sobreviver. A mesma coisa não acontece com aqueles animais que ao nascer já conseguem sobreviver por conta própria, sem ajuda. A qualidade da ação supõe seu caráter social ou como escreve Hannah, sua pluralidade.
(...)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

André Malraux - A Condição Humana

O romance aborda sobre o comportamento de pessoas envolvidas na revolução comunista chinesa, a tendência nacionalista, o interesse de nações com sistemas de governo centralizadores e autoritários, o esforço de empresas e instituições financeiras para manterem o status quo, na medida em que a mobilização de grupos organizados na clandestinidade começa a ganhar força.
Tchen, um dos protagonistas, mata um fornecedor de armas e toma consciência que a luta tinha tornado o seu destino irreversível. A morte era tida como certa diante da escolha que havia feito. Questiona o autor: “- Não lhe parece uma estupidez característica da espécie humana que um homem que só tem uma vida possa perdê-la por uma ideia?”
Enquanto Tchen vai ao encontro da morte, outros companheiros buscam a dignidade e até mesmo o ópio para anuviar suas agruras, apesar de defenderem o mesmo ideal. Assim é A Condição Humana; formas distintas de ações sobre o mesmo princípio.
O texto, publicado em 1933, escrito em forma de reportagem, não prende o leitor devido à forma da escrita e a dinâmica dos diálogos. Torna-se cansativo, apesar da sua importância política e destaca as questões morais que tomam forma nos diversos personagens.
Informações sobre o autor - André Malraux nasceu em Paris em 1901, participou ativamente das maiores batalhas ideológicas deste século, desde o nacionalismo chinês até a Guerra Civil espanhola e luta de vida ou morte contra o nazismo. Militante de esquerda, ligado ao Partido Comunista Francês, permaneceu livre, porém, para se opor ao banimento de Trotsky e se rebelar contra o regime ditatorial de Stalin na União Soviética. Entre 1958 e 1969, Malraux participou do governo do general Charles de Gaulle como ministro da Cultura. Morto em 1976, André Malraux é autor de numerosos romances e ensaios, entre eles Os Conquistadores (1928), A Estrada Real (1930) e A Condição Humana (1933) e O Tempo do Desprezo (1935).

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A Condição Humana

Opinião de Eduardo Andrade: O romance aborda sobre o comportamento de pessoas envolvidas na revolução comunista chinesa, a tendência nacionalista, o interesse de nações com sistemas de governo centralizadores e autoritários, o esforço de empresas e instituições financeiras para manterem o status quo, na medida em que a mobilização de grupos organizados na clandestinidade começa a ganhar força.

Tchen, um dos protagonistas, mata um fornecedor de armas e toma consciência que a luta tinha tornado o seu destino irreversível. A morte era tida como certa diante da escolha que havia feito. Questiona o autor:   “- Não lhe parece uma estupidez característica da espécie humana que um homem que só tem uma vida possa perdê-la por uma ideia?”

Enquanto Tchen vai ao encontro da morte, outros companheiros buscam a dignidade e até mesmo o ópio para anuviar suas agruras, apesar de defenderem o mesmo ideal. Assim é A Condição Humana; formas distintas de ações sobre o mesmo princípio.

O texto, publicado em 1933, escrito em forma de reportagem, não prende o leitor devido à forma da escrita e a dinâmica dos diálogos. Torna-se cansativo, apesar da sua importância política e destaca as questões morais que tomam forma nos diversos personagens.

Outros leitores concordam que a  linguagem desta obra não é fácil e a leitura não é dinâmica; porém, para aqueles que insistirem aprenderão muito sobre história e política.
Leia também a opinião de Manuel Cardoso.
Outra sinopse (estou procurando incentivo para iniciar esta leitura que, parece, vai me satisfazer):

China, março de 1927. Um homem corroído pela amargura. Um país sacudido por uma insurreição. Atrás de fachadas insuspeitas de cidades sufocadas por riquixás, automóveis e bondes, fumaça de carvão, excrementos e suores de brancos e amarelos, homens planejam uma revolução, muitos divididos entre a culpa e a ideologia. Publicado em 1933, este livro de André Malraux é um relato dos acontecimentos que deram início à Revolução Chinesa. Um depoimento pessoal sobre um dos momentos históricos mais dramáticos do século XX. Neste clássico da literatura mundial – estruturado como romance, mas escrito em tom de reportagem – as questões morais, intelectuais e políticas estão em primeiro plano, e os personagens representam valores e formas de ação.

Informações sobre o autor - André Malraux nasceu em Paris em 1901, participou ativamente das maiores batalhas ideológicas deste século, desde o nacionalismo chinês até a Guerra Civil espanhola e luta de vida ou morte contra o nazismo. Militante de esquerda, ligado ao Partido Comunista Francês, permaneceu livre, porém, para se opor ao banimento de Trotsky e se rebelar contra o regime ditatorial de Stalin na União Soviética. Entre 1958 e 1969, Malraux participou do governo do general Charles de Gaulle como ministro da Cultura. Morto em 1976, André Malraux é autor de numerosos romances e ensaios, entre eles Os Conquistadores (1928), A Estrada Real (1930) e A Condição Humana (1933) e O Tempo do Desprezo (1935).

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

domingo, 29 de julho de 2012

História das Mulheres no Brasil

Muuuito bom! Um capítulo foi suficiente para dizer que o livro de 680 páginas da Editora Contexto promete, e muito!

Conta a trajetória das mulheres, do Brasil colonial a nossos dias, voltando-se a todos os tipos de leitores e leitoras: adultos e jovens, especialistas e curiosos, estudantes e professores, arrastando-os numa viagem através dos tempos. Obra organizada por Mary Del Priore - da qual participam duas dezenas de historiadores além da consagrada escritora Lygia Fagundes Telles - mostra como nasciam, viviam e morriam as brasileiras no passado e o mundo material e simbólico que as cercavam. Percebendo a história das mulheres como algo que envolve também a história das famílias, do trabalho, da mídia, da literatura, da sexualidade, da violência, dos sentimentos e das representações, o livro abarca os mais diferentes espaços (campo e cidade, norte e sul do país) e extratos sociais (escravas, operárias, sinhazinhas, burguesas, donas de casa, professoras, bóias-frias). Também não se contenta em apenas de separar as vitórias e as derrotas das mulheres, mas derruba mitos, encoraja debates, estimula a reflexão e coloca a questão feminina na ordem do dia. Sucesso de público e de crítica, HISTÓRIA DAS MULHERES NO BRASIL já chegou a 20 mil exemplares vendidos, além de ter ganho os prestigiados prêmios Jabuti e Casa Grande e Senzala.

sábado, 28 de julho de 2012

Setembro não tem sentido

Publicado originalmente em 1968, Setembro não tem sentido é o primeiro romance de João Ubaldo Ribeiro, escrito quando o autor tinha pouco mais de 20 anos de idade, mas que já revela características que o consagrariam como mestre da literatura contemporânea.

No romance, passado durante as comemorações do feriado de sete de setembro, são narradas duas histórias em paralelo: a do boêmio Tristão, que sempre tumultua os eventos públicos da Semana da Pátria em Salvador com suas bebedeiras intermináveis; e a do jornalista aposentado Orlando, que vive recluso e rememora o passado com amargura enquanto perde gradualmente a sanidade.
Apesar das diferenças, os dois protagonistas vivem o mesmo cotidiano vazio e tedioso, sem conseguir superar seus dilemas profissionais, intelectuais ou pessoais, buscando uma saída para as tensões políticas do início dos anos 1960.
"Nós misturávamos cinismo e engajamento", lembra o escritor. "Meu primeiro livro, com todos os desajeitos da juventude, reflete essa época. É nosso autorretrato."
Neste romance de geração, João Ubaldo Ribeiro entrelaça duas visões de mundo, numa estrutura não linear, construindo uma narrativa complexa sobre um período crucial na política brasileira.
Editora Alfaguara
Ficção
Lançamento: 03/05/2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A vida não tem rascunho...

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.


Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.


Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.


Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.


Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.


Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.


Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.


Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.


Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.





quarta-feira, 25 de julho de 2012

A árvore do amor

Indicação de bons filmes para conhecer melhor a China.


Resenha: "Sim, é um melodrama assumido, escancarado, cuidadosamente desenvolvido para provocar torrentes de lágrimas nas plateias. Porém, tudo isso com a marca de qualidade do cineasta Zhang Yimou, o mesmo de “Lanternas Vermelhas”, “Herói”, “O Clã das Adagas Voadoras”, “Nenhum de Nós”, “A Maldição da Flor Dourada” e outros filmes que encantaram multidões graças ao estilo majestoso, imponente, milimétrico e eficiente deste cineasta chinês.

O roteiro é adaptado do livro de Ai Mi Hawthorn Tree Forever, publicado em 2007 (ainda não publicado no Brasil), que, segundo o press release do filme, vendeu 4 milhões de unidades. Confesso minha total ignorância ao tentar mensurar este número dentro do gigantesco mercado chinês. Mas não importa. A história fala de Jing, uma garota extremamente ingênua que vai fazer uma pesquisa escolar numa pequena aldeia do interior. Seu sonho é estudar muito, nunca falhar em nenhuma de suas obrigações, louvar Mao Tsé-Tung, e assim conseguir uma indicação ao cargo de professora em sua cidade. Porém, no bucólico interior chinês ela conhece Sun, rapaz mais velho e aparentemente cheio de segredos. A arrebatadora paixão que se instala entre ambos pode significar a derrocada dos planos de Jing.
Todos os elementos clássicos do melodrama épico-romântico estão em “A Árvore do Amor”: trilha sonora adocicada, estudadas relações de causa e efeito que se resolvem nas últimas cenas, um amor impossível, um pano de fundo político, belas locações etc. O que não é exatamente um demérito do filme, mas sim um estilo, uma opção assumida. Opção, diga-se, desenvolvida com muito talento por Yimou. Se por um lado a história a ser contada tem o desenvolvimento e a previsibilidade de um novelão mexicano, por outro, a delicadeza da direção tornam o filme uma pequena preciosidade.
A fotografia de Zhao Xiaoding (o mesmo do estonteante “O Clã das Adagas Voadoras”) trabalha com cores pasteis e luzes difusas que nos transportam a um tempo passado, a um ambiente onírico onde nada é fortemente brilhante nem colorido suficiente que nos tire desse transe de sonho. A música do estreante Chen Qigang é bela, hipnótica e envolvente. Uma trilha que deve ter agradado bastante ao diretor, que já escalou Chen para seu próximo filme, “The Flowers of War”.
E o par central de atores caminha perigosamente pela finíssima linha que divide a ingenuidade excessiva da inverossimilhança. E surpreendentemente alcança o objetivo de criar empatia com a plateia. Principalmente no caso de Jing.
Certamente é necessário que o espectador tenha uma boa tolerância à glicose para aceitar bem o filme. Pateias mais sintonizadas com registros realistas e/ou políticos e/ou críticos tenderão a rejeitá-lo. Quem se dispuser, porém, a embarcar nessa viagem lacrimosa do diretor Yimou, certamente sairá recompensado."
Diretor: Zhang Yimou
Elenco: Zhou Dongyu – Shawn Dou
Gênero: Romance
País: China
Tempo: 115 min.
Ano: 2011

terça-feira, 24 de julho de 2012

Um crime de mestre

O filme consegue, surpreendentemente, adicionar algum fôlego a um gênero já tão desgastado.



Histórias de assassinatos e de tribunais todos já vimos aos montes. É, portanto, um desafio enorme agregar algo novo, um suspiro que seja, a esse tipo de filme. Um Crime de Mestre consegue. Sendo criativo dentro de um tema pouco original, a película apresenta personagens interessantes, bons diálogos e uma trama bem estruturada. Por isso, e apenas por isso, já consegue ser superior a quase todos os filmes de assassinatos ou de tribunais que por aí circulam.
A premissa inicial é logo apresentada: o engenheiro Ted Crawford (Anthony Hopkins) mata sua esposa e confessa o crime diante da polícia. Parece que será um caso dos mais óbvios e tranqüilos para o ambicioso Willy Beachum (Ryan Gosling) que, obviamente, está em sua última semana na promotoria – após ter obtido vaga em importante escritório de advocacia.
A trama, a partir daí, começa a ganhar em surpresa e em complexidade, o que, sem dúvida, prende fácil o interesse do público. As coisas não são bem o que pareciam, a tarefa de Beachum não é tão fácil – Crawford mostra que bolou um esquema engenhoso para se safar da situação. O conflito está armado, é dos mais interessantes. Surge uma relação interessante entre os dois personagens, um bom jogo psicológico que apenas é crível graças ao acerto do roteiro e às boas interpretações da dupla principal.
Ao ver Anthony Hopkins no papel de um assassino, é impossível não relacioná-lo ao seu louco mais famoso: o inesquecível Hannibal Lecter. A interpretação de Hopkins, mesmo de altíssima qualidade, não consegue se desvincular da figura de Lecter – mesmo que aqui ele seja muito mais debochado e menos ameaçador que o canibal. Esse fato, no entanto, não chega a prejudicar o filme.
Já Ryan Gosling surge como um novo talento. Rosto mais lembrado pela boa participação no interessante (e bastante visto) O Diário de uma Paixão (The Notebook), Ryan foi indicado ao Oscar pelo desempenho no (pouco visto) Half Nelson. Aqui, ele consegue dosar com habilidade os elementos que compõem seu personagem: a arrogância e a auto-suficiência do advogado invencível em contraposição a uma figura humana e falível. Mesmo que esse tipo pareça pouco original, o roteiro e a boa interpretração de Ryan conseguem dar novos matizes e criar um personagem novo, único, que não remete diretamente a algum outro que já se tenha visto.
Tal originalidade aparece em boa parte da trama, apresentada por um roteiro enxuto, objetivo e bem amarrado, que tem alguns deslizes leves (a relação com alguns personagens secundários e uma ou duas cenas pouco “engolíveis”), mas sabe evoluir bem até um fim convincente. Não é um roteiro perfeito, mas, sem dúvida, está acima da média. Outro ponto positivo do filme é o acerto no trabalho de Gregory Hoblit. Ele já nos havia presenteado com os surpreendentes As Duas Faces de um Crime (Primal Fear) e Possuídos (Fallen). Agora, exibe uma direção segura, com ótimo uso da iluminação, das cores, e de alguns ângulos que funcionam para tornar a trama mais interessante.
Se Um Crime de Mestre não é uma obra-prima ou um filme definitivo sobre assassinos, advogados e tribunais, sem dúvida é uma obra bem apresentada e eficiente. Tem tudo para não causar no espectador aquela desagradável sensação de ter jogado dinheiro fora ao pagar o ingresso. E isso, apenas isso, já o faz superior a quase todos os filmes que por aí circulam.
Por Rodrigo Rosp, em 14/05/2007

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Cinema

Há quanto tempo não vou ao cinema?
Não está certo isso!! Afinal, o processo é sempre relaxante: o cafezinho, uma olhadela nas prateleiras de livros, uma lida nos recordes de jornais que contam sobre os últimos lançamentos cinematográficos e a sala... a sala de cinema!

A comédia romântica é livremente baseada em Decamerão, uma saga literária que Giovanni Boccaccio escreveu entre 1348 e 1353. Quatro casais, americanos e italianos, tem suas histórias cruzadas ao longo da trama.


» Trata-se do novo longa dirigido e estrelado por Woody Allen.

» O filme, que foi rodado em Roma, tem no elenco Jesse Eisenberg (A Rede Social), Roberto Benigni (A Vida é Bela), Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona), Ellen Page (Juno), Alec Baldwin (Rock of Agel) e Greta Gerwig. O elenco italiano conta com Antonio Albanese, Alessandra Mastronardi, Alessandro Tiberi, Ornella Muti e Flavio Parenti.

País/Ano: EUA/Itália/Espanha/2012
Gênero: Comédia
Elenco: Jesse Eisenberg, Ellen Page, Woody Allen, Penélope Cruz, Alison Pill, Alec Baldwin, Greta Gerwig, Roberto Benigni, Ornella Muti, Judy Davis.
Direção: Woody Allen

sábado, 21 de julho de 2012

Jogos Olímpicos de Londres

XXX Jogos Olímpicos. A abertura será realizada  no dia 27 de julho. A cerimônia de encerramento ocorrerá no dia 12 de agosto.

A equipe de Bernardinho terá adversários complicados na primeira fase: Rússia, Estados Unidos e Sérvia, três potências, além de Alemanha e Tunísia.
Assim como no masculino, as mulheres também estão em uma chave considerada complicada. Campeãs olímpicas em 2008, as brasileiras enfrentarão Estados Unidos, China, Sérvia, Turquia e Coreia do Sul no Grupo B.
A disputa entre as mulheres começará no dia 28 de julho e a decisão da medalha de ouro será em 11 de agosto. O torneio entre os homens começa em 29 de julho e terá a final em 12 de agosto.

Logo em seguida, teremos sos Jogos Paraolímpicos de Verão de 2012, que se realizarão entre 29 de Agosto e 9 de Setembro.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

Llosa - mais uma obra

Arrebatador, incendiário (...) Mario Vargas Llosa é um mestre na arte de contar histórias" - The Washington Post


"Essa novela lapidar, do celebrado escritor peruano, demonstra uma qualidade artística de sofisticação quase infinita." - Publishers Weekly

Vargas Llosa cria um contraponto perfeito entre o amor e a inocência, inspirado em situações da sua própria vida. O peruano revela no livro a volúpia da quarentona Dona Lucrecia, casada com Rigoberto e madrasta de Fonchito, com quem acabará se envolvendo. Reflexões sobre a felicidade, suas motivações obscuras e o paradoxal poder da inocência podem ser achados em cada uma das páginas, sustentando uma intensa narrativa poética.
Lucrécia e dom Rigoberto vivem em contínua felicidade. Ela, uma mulher que acaba de completar 40 anos, nada perdeu de sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu finalmente os prazeres da vida conjugal. Juntos, crêem que nada pode afetar esse idílio, cheio de fantasias e sexo.
Alfonso, ou Fonchito, filho de dom Rigoberto, parecia ser o único empecilho; amava demais sua mãe, Eloísa, para aceitar a chegada de uma madrasta. Mas até ele foi conquistado pelos encantos de dona Lucrécia.
O amor do menino por sua madrasta, entretanto, vai muito além do que se esperaria de uma criança, criando uma linha tênue entre a paixão e a inocência que mudará o destino de cada um deles.
Publicado no final da década de 1980, Elogio da madrasta é uma incursão bem-humorada e sutil de Vargas Llosa na literatura erótica e, ao mesmo tempo, uma sátira bem-humorada dos mitos e temas que consagraram esse estilo literário ao longo dos séculos.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Sagrada Família

Editora Alfaguara, minha favorita!

Algumas histórias resistem ao tempo. A inocência não.

Em seu novo livro, Sagrada família, Zuenir Ventura entrelaça memória e ficção para compor uma narrativa lírica e cativante sobre os amores que resistem ao tempo e a perda da inocência.
Com nostalgia e bom humor, o narrador faz uma viagem ao passado, à ficcional cidade de Florida, para recontar o que viveu em meio a uma numerosa família fluminense. A começar por sua tia, a bela Nonoca, 37 anos de idade e dois de viuvez, e suas visitas regulares à farmácia, onde recebia do farmacêutico atenções muito mais especiais do que uma simples cliente. E suas duas filhas, Cotinha e Leninha, 15 e 14 anos, ansiosas para conhecer o verdadeiro amor.
“Este é um livro fortemente inspirado em memórias, mas para não criar problemas familiares com parentes ainda vivos, inventei muita coisa, troquei nomes, romanceei episódios. O que eu queria mesmo era contar uma história que representasse a hipocrisia daquela época”, conta Zuenir, sobre sua infância e adolescência vivida em universo “tipicamente Rodrigueano”.
Com tipos e cenas que, reconhece o autor, lembram de fato personagens das crônicas de Nelson Rodrigues, Zuenir recria, com grande sensibilidade, os anseios e as atribulações de uma família vivendo na região serrana do Rio de Janeiro, dos anos 1940 até um passado não muito distante.
É um livro de personagens memoráveis: além de Tia Nonoca e as duas filhas casadoiras, há Douglas, um rapaz carismático e por vezes violento, que mudará a vida da família. E o próprio narrador, o menino Manuéu (“me orgulhava da grafia sem saber ainda que era um erro do escrivão”), que acompanha a trajetória dos personagens e aos poucos perde sua inocência de criança.
Sagrada família é também uma história cativante sobre a vida interiorana, com as matinês de domingo, o footing na praça nos finais de semana, os flertes. E o cotidiano de dona Edith e suas meninas de Vila Alegre, a melhor casa da zona do meretrício, com códigos de conduta mais formais que os dos clubes de Florida. Tudo isso à sombra de um período crucial na História do Brasil às vésperas de entrar na Segunda Guerra, com suas intrigas políticas e passionais, compondo o emocionante retrato de uma época.