quarta-feira, 30 de novembro de 2011

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Corações Sujos de Fernando Morais

A estréia de Corações Sujos é anunciada há tempos.
Agora, temos uma data provável conforme site Onde Ver: janeiro de 2012.
Interessante é que nem com tanta divulgação, premiação, blogs que contam detalhes das filmagens e disponibilizam fotos e vídeos, o livro de Fernando Morais ainda não aparece na lista dos mais vendidos.

Sinopse:

Em 1945, o Japão rendeu-se aos Estados Unidos e terminou a Segunda Guerra Mundial. Certo? – Errado. Para 80% da colônia japonesa no Brasil, o Japão havia vencido a guerra. Os poucos japoneses que aceitaram a derrota foram perseguidos e muitos foram assassinados - por seus próprios conterrâneos - e uma nova guerra começou. CORAÇÕES SUJOS é um thriller no qual este conflito é contado pela mulher de um dos fanáticos dedicados a pregar a vitória japonesa. Ela vê, ao mesmo tempo, seu marido, um pacato imigrante, transformar-se num assassino e a história de amor deles se perder.
Elenco: Tsuyoshi Ihara, Takako Tokiwa, Eiji Okuda, Shun Sugata, Kimiko Yo, Eduardo Moscovis, Celine Miyuki, Ken Kaneko, Ricardo Oshiro,
Direção: Vicente Amorim
Gênero: Drama
Distribuidora: Imagem Filmes

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"Os últimos soldados da Guerra Fria", de Fernando Morais



Os Últimos Soldados da Guerra Fria, do premiado jornalista Fernando Morais, narra o que poderia ser um romance de espionagem perfeito, não fosse recheado de histórias verídicas.

domingo, 27 de novembro de 2011

Martha Medeiros

Autora do best-seller Divã, novela irônica e bem-humorada sobre uma mulher que enfrenta o fim de seu casamento arrastado em plena crise dos 40, Martha Medeiros faz agora de seus leitores testemunhas de outro momento, talvez mais crucial e terrível na relação amorosa - aquele em que a paixão acaba, por mais intensa que tenha sido.

Em Fora de mim, a autora vai ainda mais fundo na descrição de sentimentos universais provocados por essa perda, comparada por ela a um acidente de avião, em que os sobreviventes "percebem a perda de altitude, a potência enfraquecida das turbinas e o desastre iminente, até que acontece a parada definitiva da aeronave, (...) e sobe do chão um silêncio absoluto, (...) a quietude amortizante de quem não respira, não pensa, não sente nada ainda." A autora inicia sua narrativa visceral no instante da despedida, da queda, do fim trágico, nem além nem aquém da dor maior: quando se tem a certeza de que não há mais volta. Aos poucos, o leitor vai compreendendo como tudo aconteceu, como tudo afinal foi ficando fora de controle. Recém-separada de um casamento longo e pacífico, a protagonista se apaixona loucamente, embora não cegamente, por um outro homem, de personalidade conturbada, com quem vive uma intensa paixão. Consciente do mergulho, a mulher pressente que no fundo daquela relação só acabaria encontrando a escuridão da dor. Mesmo assim, dá o salto. E perde. A entrega aqui é um vício sem saída.
Resenha: Siciliano.com.br.

sábado, 26 de novembro de 2011

Corrida Adidas - Etapa Verão

Última etapa do Circuito das Estações

DATA:
27 de novembro de 2011
LOCAL:
Av. Otacílio Negrão de Lima (Nova Praça da Pampulha)
PERCURSO:
5K e 10K
HORÁRIO DE LARGADA:
8h00
INSCRIÇÃO:
Assinante – R$ 55,00 até 30/10 após: R$ 65,00.
Individual – R$ 70,00 até 30/10 após: R$ 80,00.
Inscrição + Kit Vip – R$ 139,90 até 30/10 após: R$ 149,90
Inscrição + Assinatura – R$ 184,90 até 30/10 após: R$ 194,90
KIT DO CORREDOR:
Camiseta de poliamida adidas
Sacolinha de treino
Toalinha (Pós evento)
Medalha (Pós evento)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

III Pedalando Contra a Dengue


Neste próximo sábado, dia 26/11, será realizado o III Pedalando Contra a Dengue, com concentração à partir das 8:00 h e largada às 9:00h em ponto na arena em frente à Igrejinha da Pampulha.
Serão distribuidos camisetas, caramanholas e brindes.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Amizade

"Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e Santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril" (Fernando Pessoa)



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Refletir, um pouquinho...

"Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais ...do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar."
Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Criatividade

Estarei sempre a aplaudir a criatividade, a "presença de espírito".

domingo, 20 de novembro de 2011

sábado, 19 de novembro de 2011

Chicago (2002) - Hot honey Rag



Resenha do filme: Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones) está no auge da carreira e é a sensação do nightclub onde trabalha. Quando mata seu marido, entra para uma seleta lista de assassinas de Chicago, que é controlada por Billy Flynn (Richard Gere), um advogado esperto que sempre tenta tirar proveito de tudo. Ao contrário do que imaginara, o crime aumenta ainda mais a popularidade de Velma e a torna uma espécie de celebridade. Enquanto isso, Roxie Hart (Renée Zellweger) é uma aspirante à cantora que sonha com o glamour e a fama. Quando seu amante resolve deixá-la, Roxie inicia uma briga e acaba matando-o. Billy toma conhecimento desse outro crime e resolve postergar o julgamento de Velma para aproveitar ao máximo o potencial jornalístico dos dois casos. O crime passional passa a ser o passaporte de entrada de Roxie ao estrelato. Ao passar a estampar as capas de tablóides, Roxie vira a nova "queridinha da América", para desgosto da concorrente no palco e na cela. Tem início uma verdadeira batalha entre as beldades.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Se essa casa fosse minha

Tudo bem! Poupar...  poupar... E ganhar bichinhos para Islandia brincar, rs

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tolkien e lendas filandesas

Há uma biografia não autorizada sobre J.R. R. Tolkien escrita por Michael White (Editora Imago, 2002).

A resenha disponível no site O Livreiro conta:
Michael White revela a vida de um dos grandes escritores - J. R. R. Tolkien, o famoso escritor de 'O Hobbit' e 'O Senhor dos Anéis'. Nesta obra, o autor narra detalhadamente a infância de Tolkien na África do Sul e nas Midlands ocidentais, a prematura morte de seus pais, o romance com Edith Bratt, a fundação do grupo Inklings, a amizade com C. S. Lewis e os anos acadêmicos que passou em Oxford.

O que mais me chamou a atenção na vida de Tolkien foi o que Marcelo Forlani publicou em Omelete - a inspiração para suas personagens esteve nas lendas filandesas:
[...]Enquanto se recuperava da doença começou a rabiscar O Livro dos Contos Perdidos (The Book of Lost Tales), que mais tarde virou O Silmarillion (The Silmarillion). É neste momento que Tolkien começa a desenvolver o seu universo de orcs e elfos baseados nas lendas finlandesas que ele tanto estudou. Com o fim da Guerra, Tolkien volta a Oxford e retoma seus estudos e carreira acadêmica.


Com a estabilidade, o professor passou a dedicar atenção especial à família. Enquanto corrigia um bolo de provas, uma folha em branco foi o impulso que precisava para começar a colocar no papel as histórias que contava para os filhos. Tudo começava com numa toca no chão vivia um hobbit e as histórias narravam as aventuras de Bilbo Bolseiro, um ser menor que um anão, de pés grandes e peludos, pertencente a esta raça chamada hobbit. [...]

Em resumo: tenho aqui boas indições para leitura em 2012 (só daqui a 2 meses poderei me distrair com boa literatura novamente, snif...)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Aracy de Carvalho Guimarães Rosa

Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa (Rio Negro, Paraná, 1908 – São Paulo, 3 de março de 2011) foi uma poliglota brasileira que prestou serviços ao Itamaraty, tornando-se a segunda esposa do escritor João Guimarães Rosa.


A obra Justa – Aracy de Carvalho e o resgate de judeus: trocando a Alemanha nazista pelo Brasil (Editora Civilização Brasileira), de Mônica Raisa Schpun conta como Aracy, trabalhando no consulado na Alemanha, ajudou na fuga de vários judeus para o Brasil durante o Segunda Guerra Mundial

Trecho da obra Justa (...) está no site:

"Em março de 1934, Aracy de Carvalho Moebius Tess tinha quase 26 anos e era mãe de Eduardo, um menino de 5. Seu casamento com Johann Eduard Ludwig Tess (Johannes Tess), quatro anos mais velho que ela, durara pouco mais de seis anos. Já tendo deixado o domicílio conjugal, ela resolveu afastar-se de modo mais radical do marido. Assim, marcando com mais força essa mudança de vida, Aracy viajou.

Até então, ela vivera em São Paulo, apesar de ter nascido na cidade paranaense de Rio Negro, durante uma viagem dos pais. Trata-se de uma cidade de imigrantes, que recebeu uma primeira leva de alemães ainda durante o Império, nas primeiras décadas do século XIX. Essa herança faz-se presente na cidade até os dias de hoje, junto com aquela deixada pelas outras levas sucessivas, de romenos da Bucovina, de poloneses e de italianos. A forte presença na cidade de alemães, conterrâneos de Sida Moebius de Carvalho, mãe de Aracy, não parece explicar por que o casal encontrava-se ali, em abril de 1908, quando nasceu sua única filha. Ao filho de Aracy, Eduardo Carvalho Tess, as razões dessa viagem evocaram, antes de tudo, questões ligadas aos negócios do avô materno, o português Amadeu Anselmo de Carvalho. O tempo apagou as razões desse deslocamento, como inúmeras passagens da vida e do itinerário de Aracy, muitas delas mais determinantes, como veremos.
Filha de imigrantes, como tantos outros paulistanos, Aracy levava, em São Paulo, uma vida de classe média aparentemente abastada. Cursou o primário numa escola de freiras em Santana, e o ginásio no Colégio Batista Brasileiro, em Perdizes, onde morava. Tratava-se de uma zona de ocupação então recente, que não trazia nem as marcas das habitações populares dos bairros operários da cidade, de forte coloração imigrante, nem o caráter luxuoso e arejado das ruas onde as elites construíram seus casarões.
O pai de Aracy era comerciante e, numa certa altura da vida, foi proprietário do cassino do Grande Hotel de Guarujá. Segundo o neto, era o tipo de homem que dizia que sua mulher “não usava duas vezes o mesmo vestido”. A citação emprega uma imagem bastante eficaz para resumir uma posição social e uma moral. Para Amadeu de Carvalho, a responsabilidade pelo bem-estar e pelo conforto material da família recaía sobre o trabalho masculino. E este dava a medida do sucesso econômico de um homem. Comerciante satisfeito com suas posses, orgulhava-se de proporcionar à família uma situação vantajosa, e fazia questão de que isto fosse notado, equiparando, assim, ganhos reais e imagem social. Mas essa visibilidade não era aleatória, implicando uma visão dos papéis de cada cônjuge: a apresentação física da esposa exibia e realçava a posição socioeconômica do casal.
Agindo de acordo com essa lógica, sua esposa não só estava liberada de qualquer embaraço que a obrigasse a trabalhar, mas manifestava uma adequação perfeita entre sua situação social e o fato de ser mulher. A segurança econômica acompanhava-se, nesse registro, de um acordo tácito quanto à divisão dos espaços masculinos e femininos nas esferas familiar e social.
Nesse ambiente ao mesmo tempo confortável e sem rugosidades aparentes, nasceu e foi criada a jovem Aracy. Entretanto, as coisas se complicaram, já que dos 26 anos em diante, ela passou a levar uma vida bem diferente desse modelo. E bem diferente daquela — sobre a qual pouco sabemos — que pode ter levado com seu primeiro marido, ele também de origem alemã, filho de Ida Charlotte Thusnelda e do comerciante Hugo Johannes Eduard Tess.
Foi assim que, vivendo um momento de profundas mudanças pessoais, no dia 5 de março de 1934, Aracy embarcou, em Santos, junto com o filho Eduardo, no vapor Monte Pascoal, da empresa alemã Hamburg-Süd, rumo a Hamburgo.
Não era a primeira vez que Aracy ia à Europa. Em 1926, ano de sua maioridade, fizera uma viagem ao Velho Mundo com os pais.
Mas nada de semelhante estava acontecendo oito anos mais tarde. Desta vez, fazia a travessia do oceano num contexto de vida totalmente diverso. E num contexto histórico também radicalmente outro,como veremos."

terça-feira, 15 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Fundação Itaú Social

Fantáásticos os livros que dei a minha neta de presente.
Presente que ganhei da Fundação Itaú Social.
No link acima você pode ouvir parte da narração das 3 histórias.
A Festa no Céu, ilustração e tradução de Angela Lago
Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque, ilustrações de Ziraldo
Adivinha Quanto eu te Amo, de Sam McBratney, ilustrações de Anita Jeram

Comecei a ler para ela A Festa no Céu e... mostrei as gravuras... na primeira página, quando foi anunciada que haveria uma festa no céu, há pássaros tomando banho com toalha e tudo o mais...
Desta vez quem quer participar da festa não é o sapo e sim a tartaruga...

Ilustração de Lúcia G. Maier


domingo, 13 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

PARAPAN 2011

Entre os dias 12 e 20 de novembro, 223 atletas vão representar o Brasil nos Jogos Parapanamericanos de Guadalajara 2011, no México. Eles competirão em 13 modalidades e esperam repetir o bom resultado do Parapan do Rio, quando o país alcançou o primeiro lugar no quadro geral de medalhas. Cerca de 1.500 atletas de 26 países estarão em Guadalajara para a maior competição das Américas. Acompanhe aqui tudo sobre o PARAPAN.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Festival Internacional de Quadrinhos FIQ 2011

Está acontecendo em BH, na Serraria Souza Pinto desde quarta-feira, dia 09.
De 9h às 22h.





quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Chocobichos Cacau Show


Adivinha, adivinha!!
Quem vai ganhar os cinco bichinhos fantoche?!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Tirinhas Maurício de Souza






No site da Turma da Mônica você encontra mais e mais tirinhas...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Imposto sobre grandes fortunas

Raul Haidar é advogado tributarista, jornalista e membro do Conselho Editorial da revista Consultor Jurídico.
Revista Consultor Jurídico, 31 de outubro de 2011

Já mencionamos aqui a necessidade de implantação do imposto sobre grandes fortunas, previsto desde 1988 no inciso VII do artigo 153 da Constituição. Várias tentativas foram feitas para isso, a primeira das quais pelo então senador Fernando Henrique Cardoso, que chegou a ser aprovada pelo Senado, mas não teve prosseguimento.
Chega agora ao Congresso proposta encaminhada pela CUT, pretendendo criar tributo adicional a ser pago pelas pessoas com patrimônio superior a R$ 2 milhões. Consta ainda existirem mais 11 propostas semelhantes na Câmara. Como de hábito há posições favoráveis e contrárias ao projeto.
A primeira questão que pode colocar em dúvida a proposta da CUT é a alegada destinação dos recursos para o financiamento da saúde. O artigo 153 da Constituição fala em impostos, não em contribuições. Sendo imposto, a receita não pode ser vinculada, sendo a destinação questão que se tratará na lei orçamentária.
No início do primeiro mandato de Lula, discutia-se o mesmo assunto, mas à época a matéria foi afastada sob a alegação de que os proprietários de grandes fortunas poderiam desviá-las para outros países, provocando-se uma grande evasão de capitais. A atual situação econômica mundial é totalmente diferente daquela de 8 ou 9 anos atrás e não parece favorecer essa alternativa. Muito pelo contrário. O Brasil vem se tornando destino dos investimentos, não rota de fuga.
Outra questão a ser debatida em relação ao IGF é o valor ou piso a ser fixado para enquadrar como “grande” a fortuna a ser taxada. O projeto da CUT fala em R$ 2 milhões. Tal conceito parece ser elástico e pode dar ensejo a muitas interpretações.
O aumento de tributos sobre os mais ricos é tendência mundial. Ainda recentemente nos Estados Unidos foi encaminhada proposta para criação de imposto extra para quem ganha mais de um milhão de dólares por ano. No Reino Unido já se cobra 50% sobre os rendimentos acima do equivalente a R$ 425 mil, na Espanha há uma taxação extra sobre patrimônios superiores a 700 mil euros (cerca de R$ 1,7 milhão) . Na França cobra-se uma taxação temporária sobre as pessoas físicas que possuam mais de 500 mil euros, com o objetivo de reduzir o déficit público.
Para que se estabeleça uma base de cálculo do imposto deve-se levar em conta sua natureza jurídica que, no caso, é a definida na CF. Como se trata de imposto sobre grandes fortunas, este é o conceito a ser fixado.
Embora a CUT tenha falado em R$ 2 milhões, parece que a posição mais aceita é a adotada pelo deputado Claudio Puty (PT-PA) que fixa o piso em R$ 3 milhões. Claro que as pessoas detentoras dessas grandes fortunas procurarão evitar a tributação. Num primeiro momento, a pressão será de ordem política e com discursos muito bem estruturados, a partir de associações empresariais.
Embora o debate sobre o assunto ainda seja incipiente, já encontramos alguns comentários interessantes a respeito. Um grande empresário alegou que seria irresponsável a criação de novo imposto, que poderia prejudicar a competitividade, outro fala em prejuízo ao investimento. Curiosamente ambos são dirigentes de grandes conglomerados, que praticamente monopolizam os respectivos ramos, ou seja, o discurso não combina com as personagens.
A carga tributária brasileira não é injusta apenas porque se paga muito imposto, mas principalmente porque a maior parte da arrecadação tem origem nos impostos indiretos, incidentes sobre o consumo. Não faz sentido cobrar IPI sobre macarrão, óleo de soja, calçados ou confecções populares e ao mesmo tempo conceder incentivos fiscais e isenções para que empresas estrangeiras venham fabricar automóveis que concorrerão com os que existem por aqui.
O IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados – não tem mais salvação e precisa ser eliminado. Além de coexistir com o ICMS e assim pressionar a inflação de todos os produtos, inclusive os de primeira necessidade (medicamentos, alimentos, roupas, etc.), vem causando toda espécie de confusão jurídica, especialmente quando usado como instrumento de política industrial.
Veja-se a tremenda lambança que se criou recentemente, quando os sábios do planalto resolveram aumentar o imposto dos carros importados sem saber que existe um livrinho chamado Constituição que regula essa coisa toda e que proíbe a vigência imediata do aumento.
Ora, se existe a necessidade de acabar com um imposto federal injusto (incide sobre produtos pagos por todos) é razoável que se crie outro já previsto na Constituição desde 1988 e cuja cobrança só não vai adiante por causa do jatinho, do iate ou da mansão daquele pobre empresário ou, quem sabe, daquele cantor desafinado que tem milhares de boi no pasto...
O imposto sobre grandes fortunas deve ser implantado o mais rapidamente possível. Trata-se de tributo que vai reforçar os cofres públicos, viabilizando as ações necessárias a uma melhor política tributária.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Franceses e argelinos

O que acontece, ainda, entre franceses e argelinos? Há rixas mal resolvidas?
Certamente, oprimidos e opressores, ex-colônias e colonizadores (lê-se exploradores) têm questões amargas para relembrar.
Na falta de tempo para pesquisas, vou postar aqui notícias velhas...
Afinal, gostei demais do filme Fora da Lei.

Filme sobre episódio histórico na Argélia gera protestos em Cannes
21/05/2010

Manifestantes ligados a grupos de direita franceses protestaram nesta sexta-feira contra a exibição, no Festival de Cannes, de um filme que aborda um episódio histórico relacionado ao início do processo de independência da Argélia.

De acordo com o jornal francês Le Monde, cerca de 1,2 mil pessoas participaram da manifestação contra o filme Hors La Loi ("Fora da Lei", em tradução livre) que aborda conflitos entre franceses e argelinos que deixaram milhares de mortos na cidade de Sétif, na Argélia, em 1945.
O episódio é considerado precursor da guerra de independência da Argélia (1954-1962), então sob controle da França. O conflito ainda causa controvérsias nos dois países.
Segundo os manifestantes, o filme dirigido pelo cineasta franco-argelino Rachid Bouchareb traria distorções sobre o episódio histórico em que cerca de cem franceses e milhares de argelinos foram mortos.
Eles acusam a produção de ser tendenciosa em favor do lado argelino do conflito.
Controvérsia
Membros de partidos de direita e grupos de veteranos da guerra na Argélia compareceram ao protesto, que foi convocado como "uma homenagem às vítimas francesas" do conflito.
Por meio de um comunicado, Lionnel Luca, deputado do UMP - mesmo partido do presidente Nicolas Sarkozy - afirmou que o filme é "um insulto".
Luca também classificou a película como uma "falsificação histórica", que mostraria o Exército e a polícia da França como "criminosos de guerra".
Durante uma entrevista coletiva nesta sexta-feira, o diretor Rachid Bouchareb afirmou estar "surpreso" com as reações.
"O filme tem o objetivo de abrir um debate, com serenidade. Eu sabia que o passado colonial ainda era muito tenso, mas levantar tal tensão em torno do filme me surpreende", disse.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil.

domingo, 6 de novembro de 2011

Mia Couto, outra vez!

Resenha extraída do blog de Ingrid Coelho:

A primeira vez que tive contato com a obra de Mia Couto foi através do livro “O último vôo do flamingo”. A narrativa era carregada pela crença popular africana, junto com a sensiblidade e ironia refinada do autor. O que posso dizer? Me encantei com o jeito que Mia Couto transpunha a historia ficcional para o papel. Em “E se Obama fosse afriacano?” não foi diferente. O livro é uma reunião de ensaios que foram criados, originalmente, para serem parte de conferências e intervenções, ou seja, eram textos para serem falados e que, posteriormente tornaram-se registros textuais. A oralidade ainda está marcada em cada página do livro, tornado a leitura fácil e dinâmica, além de dar a sensação de proximidade entre leitor e escritor.

Citei O último vôo do flamingo porque acho que a ficção e não-ficção tem pontos em comum nos textos de Mia Couto e essa foi uma das primeiras reflexões que tive ao me deparar com o livro “E se Obama fosse africano?”: O autor valoriza a pessoa. Se na ficção ele cria personagens com a preocupação de detalhar cada aspecto de sua personalidade e ressaltar sua humanidade, na não-ficção ele faz questão de mostrar como é importante que cada ser humano se imponha e seja forte, além disso, atenta para que sejamos únicos. Um exemplo disso está no texto “Quebrar Armadilhas”, que foi preparado para a Intervensão no Congresso de Leitura COLE, em Campinas: “Esta biologização da identidade é uma capciosa armadilha. Simone de Beauvoir disse: a verdadeira natureza humana é não ter natureza nenhuma. Com isso ela combina a ideia estereotipada da identidade. Aquilo que somos não é o simples cumprir de um destino programadonos cromossomas, mas a realização de um ser que constrói em trocas com os outros e com a realidade envolvente.”
A sensibilidade e ironia continuam também. Mia Couto usa muito o recurso da metáfora em sua narrativa, citando até mesmo elementos do cotidiano para explicar seu ponto de vista, por exemplo, no texto “os sete sapatos sujos”, o autor faz uma severa crítica ao uso de eufemismos para designar algumas pessoas. Não se pode dizer preto ou negro, como se isso fosse rezolver o problema. O uso da metáfora aparece com uma comparação com a culinária. Segundo ele: “Nós fomos a reboque destas preocupações de ordem cosmética. Estamos reproduzindo um discurso que privilegia o superficial e que sugere que, mudando a cobertura, o bolo passa a ser comestível. Hoje assistimos, por exemplo, a hesitações sobre se devemos dize “negro” ou “preto”. Como se o problema estivesse nas palavras.”
Mas então, Mia Couto é um escritor africano, de Moçambique, precisamente, e escreve, entre muitas outras coisas, sobre sonhos (não os que temos a noite, mas sim aqueles em que projetamos um final feliz no futuro de nossas vidas). Talvez quando eu tenha citado acima a preocupação do autor em preservar a pessoa, isso tenha parecido um pouco utópico, ainda mais se considerarmos a realidade africana, que tem um histórico de lutas e dominação. Pois bem, Mia Couto é sim utópico “a poesia é um modo de ler o mundo e escreve nele um outro mundo”. O autor quer sim um mundo novo. “Todos queremos um mundo novo, um mundo que tenha tudo de novo e muito pouco de mundo. A isso chamaram de utopia… que vem do grego, que dizer o “não-lugar” (em contraponto com o lugar concreto que é o nosso mundo real)” Mas, no entanto, Mia Couto atenta que, para ele, existe uma inversão: O mundo real é que é um não-lugar. Para ele é incabível que chamemos de lugar um espaço em que vivemos uma vida que é muito pouco nossa, um ciclo onde o ser humano tem cada vez menos espaço para fazer escolhas e pensar por si só.
Mais uma vez falando sobre a nacionalidade do autor (moçambicano), pode-se pensar que seus textos ficam muio presos à realidade do continente e pouco tenham a ver com o resto do mundo. Acho que no parágrafo acima consegui mostrar que essa preocupação com a pessoa é universal, mas isso não é tudo. Mia Couto fala da África, mas fala também do ser humano. Em muitas situações que retratam o seu continente, é possível sim ver algo em comum com o resto do mundo. Mesmo quando o autor retrata uma realidade tipicamente africana, passando pela história, mazelas e maravilhas da região, isso não impossibilita o entendimento e reflexão do leitor.
Em um texto específico do livro, há um encontro da cultura brasileira e africana – “Sonhar em casa”. A intervenção fala sobre a importância de Jorge Amado para vários escritores africanos. Uma homenagem realmente muito bonita. Vale ressaltar que esse não é o único momento do livro em que o Brasil e África se aproximam: Somos unidos pelo idioma (português), além da colonização, o que faz com que tenhamos uma história em comum a dividir com o continente
Mas, e se Obama fosse africano?
O texto que dá nome ao livro é o último ensaio apresentado ao leitor, e foi um artigo feito para o jornal Savana, de Maputo, ou seja, foi o único texto que não foi preparado para ser dito oralmente e sim para ser lido em um jornal. Por que o texto foi escolhido para ser o título do livro?
Acho que ele traduz, em suma, a linha estrutural de todo o livro. A própria pergunta já carrega consigo alguns sonhos e expecativas. Obama foi o primeiro presidente negro dos Estados Unidos e isso quebrou, além disso, o presidente levava com ele as promessas de mudança e novo futuro para os Estados Unidos. É, basicamente, o mesmo desejo que Mia Couto faz para a África – a esperança de um futuro bom. As críticas, ponderamentos e incertezas também não escapam no todo da narrativa.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Dirigir embriagado é crime

Gostei muuuito de saber que os juizes estão cobrando altas somas pela fiança dos responsáveis por acidentes/desastres/tragédias de trânsito.
Quem sabe, um dia, até mesmo a reincidência em multas, dê cadeia!!!

Hálito etílico
Leia voto em que ministro diz que dirigir bêbado é crime
Por Camila Ribeiro de Mendonça

Dirigir embriagado é crime, independente de ter causado dano ou não. Em seu voto, o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, argumentou que "basta que se comprove que o acusado conduzia veículo automotor, apresentando uma concentração de álcool no sangue igual ou superior a 0,6 decigramas por litro para que esteja caracterizado o perigo ao bem jurídico tutelado e, portanto, configurado o crime". O entendimento do relator, como noticiou a Consultor Jurídico na época, foi acompanhado pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal ao rejeitar Habeas Corpus levado pela Defensoria Pública da União em favor de um motorista de Araxá (MG) denunciado por dirigir embriagado.

O crime está previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, mas o juiz de primeira instância absolveu o motorista por considerar inconstitucional o dispositivo, alegando que se trata de modalidade de crime que só se consumaria se tivesse havido dano, o que não ocorreu.
Citando precedente da ministra Ellen Gracie, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou ser irrelevante questionar se o comportamento do motorista embriagado atingiu ou não algum bem, porque se trata de um crime de perigo abstrato, no qual não importa o resultado. "É como o porte de armas. Não é preciso que alguém pratique efetivamente um ilícito com emprego da arma. O simples porte constitui crime de perigo abstrato porque outros bens estão em jogo. O artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro foi uma opção legislativa legítima que tem como objetivo a proteção da segurança da coletividade", enfatizou Lewandowski.
A Defensoria Pública pedia ao STF o restabelecimento da sentença, sob a alegação de que "o Direito Penal deve atuar somente quando houver ofensa a bem jurídico relevante, não sendo cabível a punição de comportamento que se mostre apenas inadequado". O pedido foi negado por unanimidade de votos, em julgamento que aconteceu no dia 28 de setembro de 2011.
Ainda segundo o voto do ministro, não se faz necessária, no dispositivo sob exame, a prova do risco potencial de dano causado pela conduta do agente que dirige embriagado, inexistindo qualquer inconstitucionalidade nesta previsão legal.
Com a decisão, a ação penal contra o motorista prosseguirá, nos termos em que decidiu o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, quando acolheu apelação do Ministério Público estadual contra a sentença do juiz de Araxá. De acordo com o artigo 306 do CTB, as penas para quem conduz veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 0,6 decigramas, é de detenção (de seis meses a três anos), multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
Nesta quinta-feira (3/11), o INSS e a Advocacia-Geral da União entraram com ação regressiva para que um motorista embriagado devolva ao erário o dinheiro gasto com as pensões pagas às famílias das vítimas que fez. Conforme noticiado pela ConJur, o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, e o presidente do INSS, Mauro Hauschild, foram juntos à Justiça Federal protocolar a ação. Garibaldi disse que, com ações como essa, os motoristas infratores "vão pensar duas vezes antes de dirigir embriagados ou de provocar rachas [corridas] no trânsito".
Habeas Corpus 109.269



Mais uma caminhada

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Saga Brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda

Resenha
Da hiperinflação ao plano Real, passando pelos congelamentos, planos que não passavam de um verão e o confisco do governo Collor, Miriam Leitão mostra como os brasileiros sofreram até a estabilização da moeda. Um livro definitivo sobre a história econômica recente do país – já esquecida pelas novas gerações.
• Especialista em economia e negócios, Miriam Leitão, autora do volume de crônicas Convém Sonhar, está no dia a dia dos brasileiros através dos seguintes veículos de comunicação: O Globo, CBN, Globonews, TV Globo e, agora, também contribui para O Globo Online.
• Em 2007 ganhou o prêmio Jornalista Econômico, concedido pela Ordem dos Economistas do Brasil. Foi à segunda mulher brasileira a receber o Maria Moors Cabot Prize, em 2005. Nesse mesmo ano ganhou o prêmio Camélia da Liberdade.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Revelação - Andressa Mendes

O primeiro salto de Andressa

Quem é a carioca de 14 anos que surpreendeu no Pan e se tornou uma esperança brasileira para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro
Época, 28 outubro 2011
Foto: Satiro Sodré/Agif/AE
 

Num dos últimos dias de competição dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, na quarta-feira 26, uma menina recém-saída da infância esperava ansiosamente pelos resultados no telão. “Fiquei em quinto lugar”, gritou, enquanto comemorava, com a toalha sobre os ombros, a boa colocação nos saltos ornamentais em plataforma de 10 metros. A medalha não veio, mas a carioca Andressa Mendes, de 14 anos, fez história como a atleta mais nova não apenas da delegação brasileira, mas de toda a competição. “O salto é a minha vida. Não vivo sem isso”, disse a ÉPOCA.

No Centro Aquático, Andressa chamava a atenção de todos por seu tamanho – meros 1,43 metro de altura e 38 quilos. “Quantos anos ela tem?”, perguntavam os que viam em Andressa mais uma criança que uma competidora. A cada salto, surpreendia em simpatia: ao sair da piscina, pulava, acenava para a câmera de TV e sorria. Muito. Andressa estava feliz por participar de um Pan-Americano? “Muito feliz. Já participei de outros campeonatos, mas aqui são outras pessoas. É muito bom”, dizia, enquanto pulava sem parar. Estava com frio? “Não, não. Estou feliz mesmo.”

Num país que se prepara para receber a Olimpíada, mas ainda carente de ídolos dos Jogos, a menina do salto representa uma injeção de esperança no futuro do esporte nacional. A história da pequena atleta começou quando, aos 6 anos de idade, foi passar uns dias numa colônia de férias. Mesmo sem saber nadar, ela cativou a técnica de saltos ornamentais Ana Paula Fernandez, que oferecia atividades para as crianças. “Quando ela me viu, disse que eu tinha o biotipo para fazer salto ornamental”, diz Andressa. Ela conta até hoje com o comando e as orientações de Ana Paula. Andressa fez testes de resistência, força e flexibilidade. Passou. Começou a saltar com boias, entrou no curso de natação e treinou saltos. “Treinava todos os dias e adorava. Gostava tanto que sempre chegava atrasada na escola.”

Filha de um sargento do Corpo de Bombeiros, Andressa aprendeu desde cedo o valor da disciplina e a importância da dedicação. Aos 7 anos, ganhou seu primeiro torneio. Em sua primeira viagem internacional neste ano, ao Chile, foi vice-campeã sul-americana júnior. Em sua preparação para o Pan, Andressa treinou pelo menos quatro horas por dia, com a orientação adicional do treinador cubano Alexandre Ferrer. Chegou ao México para competir nas provas de trampolim de 3 e 10 metros sincronizado, com sua companheira Natali Cruz, e na plataforma de 3 e 10 metros individual. “As mexicanas são muito boas. O México é uma potência em saltos ornamentais”, diz como uma pequena adulta.

O Brasil chegava ao final do Pan-Americano com boas chances de garantir pelo menos o terceiro lugar geral na competição, uma repetição do desempenho no Pan de 2007, no Rio de Janeiro. Aparentemente, um bom sinal para a Olimpíada de Londres, no ano que vem. A colocação, no entanto, significa pouco em termos globais, já que os Jogos do continente não reúnem a nata do esporte olímpico mundial. A história de Andressa mostra que o país ainda consegue conquistar crianças para a árdua tarefa de se lançar em competições internacionais, mesmo em um esporte de pouca tradição no Brasil – e de grande dificuldade técnica.

Defender as cores do país do futebol e do vôlei não preocupa a jovem Andressa. Ela acredita que sempre terá o apoio da torcida brasileira e conta com os gritos ao lado da piscina. “Gosto da torcida, ela me empolga. Mas é claro que dependo do meu treinamento para obter bons resultados.” Sua prioridade agora? “Aumentar o grau de dificuldade para ir à Olimpíada no ano que vem.”

terça-feira, 1 de novembro de 2011