quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Palhaço

E o filme nacional continua superando as expectativas!
Outra estréia no dia 28 de outubro.
Selton Mello no elenco e na direção.
Entrevista:
O Palhaço retrata a busca de um homem por sua identidade. Essa tem sido sua busca nos últimos tempos. Ter se tornado diretor tem servido para amenizar seus conflitos?
Acho que, em qualquer profissão, estar em conflito significa estar vivo, estar produtivo. São nossos questionamentos que fazem com que a gente avance. Me tornar diretor foi um processo natural. Veio do desejo de começar a contar histórias do meu ponto de vista. Poder alargar minha criatividade. A direção tem me dado um imenso prazer, e foi algo que veio pra ficar.
Qual foi o aprendizado com os palhaços que serviram como instrutores para você no filme?
O trabalho de pesquisa com a Alessandra Brantes, ex-artista de circo, foi fundamental. Ficamos um ano dedicados à pesquisa. Com o palhaço Kuxixo, nosso “personal palhaceitor”, aprendi gags físicas e a linguagem do picadeiro. Quem é de circo vai assistir ao filme e saber que ali houve uma pesquisa e reconhecer as referências. E quem não conhece o oficio, vai se divertir e compreender um pouco desse universo. As referências já começam na escolha dos nomes dos personagens centrais. O nome do meu personagem, Benjamim, é uma homenagem a Benjamin de Oliveira, nome importante do circo brasileiro, e Valdemar, personagem do Paulo José, é um tributo a Valdemar Seyssel, o grande Arrelia.
Que lugar O Palhaço ocupa no conjunto da produção brasileira de cinema atual?
O que tem causado grande encantamento na plateia é o fato de ser um filme muito engraçado e que também emociona. Uma história que faz o espectador sair de alma lavada. Em tempos violentos, O Palhaço faz bem para o espírito. Faz pensar e te devolve leve na saída do cinema. Gostaria de ver mais filmes assim por aqui.
Feliz Natal teve um público bastante pequeno. A expectativa para O Palhaço parece ser bem maior. Poderia ilustrá-la em números?
Difícil dizer. O filme será lançado com muitas cópias, em muitas salas. Serão 200 cópias/salas, estreia nacional. Sem duvida, é um filme mais popular que Feliz Natal. Mas é popular, sem ser popularesco. É um filme simples, sem ser simplório. É um filme que respeita a inteligência e a sensibilidade do espectador. E a nossa expectativa é a melhor possível. Eu, a produtora Vania Catani e a distribuidora Imagem Filmes acreditamos no potencial do filme mas seria leviano eu querer ilustrar nossa expectativa em números.
Acredita que o filme tenha potencial para uma carreira internacional?
O filme tem um potencial enorme de comunicação. De chegar ao coração das pessoas. Esse é meu objetivo principal e pela recepção do público por onde o filme já passou, vejo que estou conseguindo atingir esse objetivo. O que me deixa profundamente contente. Meu maior desejo é que ele aconteça em meu país.
Já tem engatilhado um próximo projeto como diretor?
No momento só tenho olhos para o lançamento de O Palhaço. Além de Rio e São Paulo, faremos pré-estreias em várias capitais (BH, Salvador, Recife e Brasília) e quero estar presente em todas, sentindo de perto a reação do público. Ao mesmo tempo, retomei as gravações de A Mulher Invisível para a TV. Em dezembro, tem o lançamento do filme Billi Pig, de José Eduardo Belmonte, comigo e com a Grazi Massafera no elenco. Já é bastante coisa para me ocupar por um bom tempo.

"Venha rir e se emocionar com esse espetáculo".

Na história, Benjamin (Selton) e Valdemar (Paulo José) são os palhaços Pangaré e Puro Sangue. Eles vivem, sem comprovante de residência, na companhia da trupe do Circo Esperança. O problema é quando Benjamin acha que perdeu a graça e então começa uma crise de identidade em busca de sonhos e novas motivações para viver.

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