segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Cemitério de Praga

Umberto Eco é considerado senhor absoluto do gênero literário inventado por ele, o suspense erudito.
Depois de O Nome da Rosa, temos seu sexto romance lançado no Brasil pela Editora Record e tradução de Joana Angélica d'Ávila Melo.
Chama-se “O Cemitério de Praga” e é uma história de espiões e conspirações secretas na Europa do século dezenove. A trama gira em torno de “um cínico falsificador, contratado pelos serviços secretos de diversos países”. Umberto Eco faz isso com maestria – associar mistério, política e história em um texto envolvente.
Gostei dos comentários no blog de Selvino Malfatti.

domingo, 30 de outubro de 2011

O Retrato de Dorian Gray - obra de Oscar Wilde

A obra 'O retrato de Dorian Gray' tem como ponto de partida a relação entre o jovem Dorian e seu retrato, feito pelo pintor Basil. Certo dia, Dorian expressa a vontade de não envelhecer, como seu duplo no quadro. A partir de então, quem envelhece é o retrato, o que não torna mais simples a vida do jovem, que passa a desenvolver relações violentas tanto com as pessoas que o cercam quanto com o próprio retrato.



Oscar Wilde, que se notabilizou sobretudo como dramaturgo, escreveu um único romance, O Retrato de Dorian Gray, obra que causou escândalo e controvérsia na Inglaterra vitoriana.
Dorian Gray é um homem rico que vende a alma em troca da juventude eterna. A passagem do tempo não lhe altera a bela aparência, enquanto o seu retrato mágico envelhece e revela a decadência interior. Expressando as preocupações estéticas e os  paradoxos morais de Wilde, a narrativa constitui
uma reflexão sobre o envelhecimento, o prazer, o crime e o castigo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A doença da pressa

Época, 21/10/2011

Os psicólogos dizem que o sentimento permanente de urgência sem justificativa é uma síndrome contemporânea – também gera problemas físicos
FLÁVIA YURI E MARGARIDA TELLES

O dia da gaúcha radicada em São Paulo Edi Terezinha Ramos Caldeira, de 59 anos, começa às 5 da manhã. Ela gosta de adiantar as coisas enquanto a casa dorme. Divide seu tempo entre a casa, a família e a venda de joias. Chega a atender 40 pessoas em uma semana. Não dirige, mas pouco depende de ônibus. Como a maior parte de seus clientes vive na vizinhança e em bairros próximos, Terezinha faz o percurso a pé. “Se somar o tempo que passo parada no ponto de ônibus e o percurso, sou mais rápida”, diz. Ela é mais rápida também do que o elevador. Seu principal ourives fica no 7o andar de um prédio no centro da cidade de São Paulo. Terezinha não se lembra se algum dia pegou a fila do elevador. Ela sobe de escada. “É uma barbaridade o que esse elevador demora.” As caminhadas com o peso da mala de rodinhas que puxa para cima e para baixo lhe renderam o desgaste da cartilagem do joelho recentemente. E, há dez anos, uma crise de depressão séria. Ela se viu, de uma hora para outra, obrigada a assumir o lugar do síndico do condomínio onde mora. “Foi muita coisa ao mesmo tempo. Pifei”, diz ela. Foi um ano de antidepressivos e terapia para Terezinha se recuperar. No ano seguinte, teve mais duas crises. Desde então, aprendeu a perceber os sintomas. Ela suspende as visitas a clientes até se recompor. E não tem depressão há oito anos.

O perfil de Terezinha faz parte do cenário da vida moderna. Quem não conhece alguém como ela? Organizada, fissurada no relógio, altamente produtiva. Aparentemente, são pessoas que agem de acordo com as exigências das obrigações do ambiente externo. Mas cresce o número de psicólogos que desconfiam que, momento em muitas pessoas, a pressa surge sem estímulos externos justificáveis. Longos períodos de correria condicionaram as pessoas a viver dessa forma mesmo quando não precisam.

Será uma atitude normal ou doentia? A distinção é sutil. Para começar, casos assim não podem ser classificados como doença, mas como um comportamento obsessivo. Caracterizam-se por um sentimento de pressa sem motivo. Crônico. Surge mesmo nas férias ou em situações em que não há motivo para alguém ficar ansioso ou apressado. Os principais sinais de que o sentimento de urgência fugiu do controle são quando algo simples e, aparentemente inofensivo, causa irritação e até mesmo raiva intensa. Quem fica nervoso com um sinal fechado, um elevador seguindo na direção oposta quando não está atrasado para nenhum compromisso é uma possível vítima da pressa crônica.


Nos Estados Unidos, o termo usado para pessoas com esses sintomas é hurry sickness (ou doença da pressa). Ele foi criado pelo cardiologista americano Meyer Friedman em 1959. O médico reparou que os braços das cadeiras da sala de espera duravam muito pouco. Descobriu que os pacientes se sentavam na ponta dos assentos, na posição de quem pretende levantar a qualquer momento, e batucavam nervosamente nos apoios de braços das poltronas. Friedman resolveu estudar os efeitos do estresse. Concluiu que pessoas tomadas pelo sentimento de urgência constante e irritabilidade eram mais sujeitas a problemas cardíacos.

A ideia de doença da pressa continua atual. Dois estudos recentes tentam mapeá-la. O primeiro deles foi feito pela coordenadora do Laboratório de Estudos Psicofisiológicos do Stress da PUC-Campinas, Marilda Lipp. Ela ouviu quase 2 mil pessoas com mais de 25 anos em São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas, e descobriu que 65% dizem viver com pressa. “Quase todos nós temos pressa, mas em 10% das pessoas que entrevistei esse sentimento é exagerado”, diz Marilda. “Essas pessoas fazem diversas atividades ao mesmo tempo, vivem com a sensação de urgência e se irritam quando sentem que estão perdendo tempo.”

Outra pesquisadora, Ana Maria Rossi, da International Stress Management Association (Associação Internacional de Gerenciamento do Estresse), entrevistou 900 profissionais entre 24 e 58 anos, em São Paulo e em Porto Alegre. Constatou que 36% deles sofrem da doença da pressa. Eles sentem pressa de forma crônica e injustificada. O preocupante nos resultados dessa pesquisa é que o grupo identificado com esse perfil apresenta uma série de disfunções. Segundo o levantamento, 93% reclamam de crises de ansiedade, 91% de angústia e 57% de sentimentos de raiva injustificada. Dores musculares, incluindo dor de cabeça, atingem 94% dos entrevistados, 45% deles sofrem com distúrbios do sono e 24% com taquicardia.

O diagnóstico da pressa crônica é difícil de fazer. As pessoas não conseguem enxergar quando seu comportamento é exagerado em relação à realidade. Contribui para isso a imagem de eficiente que o apressado tem na sociedade. “Mesmo quando alguém reconhece que está com um problema, acha que seu ritmo de vida requer essa postura”, diz Ana Maria. As pessoas procuram tratamento quando as consequências desse comportamento chegam a extremos. A angústia cede lugar à depressão. Os problemas com o sono ou a taquicardia tornam-se crônicos e ameaçam causar danos físicos graves, como problemas no coração. “Os pacientes recorrem aos médicos por causa de sintomas variados: taquicardia, dores musculares, cefaleia e palpitações, sem perceber que a ansiedade está por trás deles”, diz o psiquiatra Marcio Bernik, coordenador do Programa Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Para os psicólogos, está claro que pressa crônica virou um sintoma que pede tratamento. Mas entre os médicos essa abordagem é polêmica. Para eles, os psicólogos estão dando um nome novo para um problema antigo. “Os sintomas identificados nas pessoas com esse comportamento são os mesmos de alguém que sofre de Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG), uma doença com múltiplas causas”, diz Geraldo Possendoro, psiquiatra e psicoterapeuta especializado em estresse da Universidade Federal de São Paulo. Quem tem o TAG costuma se preocupar de forma obsessiva com o que ainda vai acontecer. “Eles têm a necessidade de se antecipar e, por isso, sentem tanta pressa.” Os psicólogos concordam que esse pode ser um dos quadros de TAG. Mas argumentam que encontraram a origem de um dos comportamentos obsessivos associados ao transtorno: a pressa contínua. E que isso facilita o tratamento e aumenta as chances de melhora do paciente.

Independentemente da classificação científica da pressa crônica ou de seus sintomas, o importante é estar atento. Isso ajuda a desacelerar ou a procurar auxílio profissional quando o sentimento de urgência interfere no dia a dia, nas relações sociais e, principalmente, na saúde. O tratamento consiste em aceitar o problema, aprender a identificar comportamentos que são fruto da pressa e, aos poucos, substituí-los por ações opostas, como pegar a fila mais longa ou parar no semáforo amarelo em vez de acelerar o carro.

A pressa é inerente à vida nas cidades. O sociólogo alemão Georg Simmel discorreu sobre a “intensificação da vida nervosa” como condição de quem vive nas grandes cidades. “Disso resulta a mudança rápida e ininterrupta de impressões interiores e exteriores do homem e suas reações”, disse ele num discurso proferido em 1903 em Frankfurt, na Alemanha. Hoje, a tecnologia, os problemas de trânsito e as exigências da vida profissional acentuaram essa vida nervosa. Nesse ponto, médicos e psicólogos concordam. Os dias de hoje exigem respostas mais rápidas, e a pressa, se não é um sintoma em si, é um dos principais fatores causadores de estresse.

“A evolução das tecnologias móveis, como celulares e computadores portáteis, tem feito com que as pessoas não se desliguem mais do trabalho”, diz Possendoro. “Elas começam a responder às mensagens ainda antes do café da manhã e se mantêm conectadas até a hora de dormir.” Os números apoiam essa tese. De acordo com uma pesquisa da consultoria Radicati Group, em um dia uma pessoa recebe mais de 100 e-mails e responde ou envia mais de 50 deles, independentemente de estar no escritório ou não. A estimativa é que, em 2014, o número de mensagens que circulam globalmente deverá aumentar em mais de 30%.

O publicitário paulistano Marcos Mauro Rodrigues, de 57 anos, extrapola essas estatísticas. Ele recebe até 1.000 e-mails por dia e lê parte deles enquanto executa outras tarefas, como falar ao telefone. Seu dia onde trabalha na agência de comunicação começa às 9 da manhã e termina por volta das 11 da noite, com apenas 15 minutos para o almoço. Férias de um mês não fazem parte de sua vida há duas décadas. Marcos fuma dois maços de cigarro por dia e abusa do café. “Sei que meu corpo sofre”, diz. “Mas acho que, se ficar uma semana em uma rede no sítio sem fazer nada, tenho um chilique.” Nesse cenário cheio de ralos para escoar as horas do dia, apressar-se é a diferença entre ter ou não tempo para o prazer e a família. Para os psicólogos, saber diminuir o passo é tão importante quanto conseguir acelerá-lo. A vida é muito curta para ser vivida sempre com pressa.

Corações Sujos, segundo teaser oficial

Filme de Vicente Amorim, baseado no best-seller de Fernando Morais, inspirado em uma história real.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Emmanuel Kelly Top 6 Decision

Não precisa legenda para traduzir a dor de um sonho não realizado...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Palhaço

E o filme nacional continua superando as expectativas!
Outra estréia no dia 28 de outubro.
Selton Mello no elenco e na direção.
Entrevista:
O Palhaço retrata a busca de um homem por sua identidade. Essa tem sido sua busca nos últimos tempos. Ter se tornado diretor tem servido para amenizar seus conflitos?
Acho que, em qualquer profissão, estar em conflito significa estar vivo, estar produtivo. São nossos questionamentos que fazem com que a gente avance. Me tornar diretor foi um processo natural. Veio do desejo de começar a contar histórias do meu ponto de vista. Poder alargar minha criatividade. A direção tem me dado um imenso prazer, e foi algo que veio pra ficar.
Qual foi o aprendizado com os palhaços que serviram como instrutores para você no filme?
O trabalho de pesquisa com a Alessandra Brantes, ex-artista de circo, foi fundamental. Ficamos um ano dedicados à pesquisa. Com o palhaço Kuxixo, nosso “personal palhaceitor”, aprendi gags físicas e a linguagem do picadeiro. Quem é de circo vai assistir ao filme e saber que ali houve uma pesquisa e reconhecer as referências. E quem não conhece o oficio, vai se divertir e compreender um pouco desse universo. As referências já começam na escolha dos nomes dos personagens centrais. O nome do meu personagem, Benjamim, é uma homenagem a Benjamin de Oliveira, nome importante do circo brasileiro, e Valdemar, personagem do Paulo José, é um tributo a Valdemar Seyssel, o grande Arrelia.
Que lugar O Palhaço ocupa no conjunto da produção brasileira de cinema atual?
O que tem causado grande encantamento na plateia é o fato de ser um filme muito engraçado e que também emociona. Uma história que faz o espectador sair de alma lavada. Em tempos violentos, O Palhaço faz bem para o espírito. Faz pensar e te devolve leve na saída do cinema. Gostaria de ver mais filmes assim por aqui.
Feliz Natal teve um público bastante pequeno. A expectativa para O Palhaço parece ser bem maior. Poderia ilustrá-la em números?
Difícil dizer. O filme será lançado com muitas cópias, em muitas salas. Serão 200 cópias/salas, estreia nacional. Sem duvida, é um filme mais popular que Feliz Natal. Mas é popular, sem ser popularesco. É um filme simples, sem ser simplório. É um filme que respeita a inteligência e a sensibilidade do espectador. E a nossa expectativa é a melhor possível. Eu, a produtora Vania Catani e a distribuidora Imagem Filmes acreditamos no potencial do filme mas seria leviano eu querer ilustrar nossa expectativa em números.
Acredita que o filme tenha potencial para uma carreira internacional?
O filme tem um potencial enorme de comunicação. De chegar ao coração das pessoas. Esse é meu objetivo principal e pela recepção do público por onde o filme já passou, vejo que estou conseguindo atingir esse objetivo. O que me deixa profundamente contente. Meu maior desejo é que ele aconteça em meu país.
Já tem engatilhado um próximo projeto como diretor?
No momento só tenho olhos para o lançamento de O Palhaço. Além de Rio e São Paulo, faremos pré-estreias em várias capitais (BH, Salvador, Recife e Brasília) e quero estar presente em todas, sentindo de perto a reação do público. Ao mesmo tempo, retomei as gravações de A Mulher Invisível para a TV. Em dezembro, tem o lançamento do filme Billi Pig, de José Eduardo Belmonte, comigo e com a Grazi Massafera no elenco. Já é bastante coisa para me ocupar por um bom tempo.

"Venha rir e se emocionar com esse espetáculo".

Na história, Benjamin (Selton) e Valdemar (Paulo José) são os palhaços Pangaré e Puro Sangue. Eles vivem, sem comprovante de residência, na companhia da trupe do Circo Esperança. O problema é quando Benjamin acha que perdeu a graça e então começa uma crise de identidade em busca de sonhos e novas motivações para viver.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Marcel Stürmer leva o ouro na patinação artística

Modalidades e países participantes do Pan 2011

O Pan de 2011 terá disputa em 42 modalidades, conforme a lista abaixo:


- Atletismo
- Badminton
- Basquete
- Beisebol
- Boliche
- Boxe
- Canoagem
- Caratê
- Ciclismo
- Esgrima
- Esqui Aquático
- Futebol
- Ginástica Artística
- Ginástica Rítmica
- Ginástica de Trampolim
- Handebol
- Hipismo
- Hóquei na Grama
- Judô
- Levantamento de Pesos 
- Luta
- Nado Sincronizado
- Natação
- Patinação
- Pelota Basca
- Pentatlo
- Polo Aquático
- Raquetebol
- Remo
- Rúgbi
- Saltos Ornamentais
- Softbol
- Squash
- Taekwondo
- Tênis
- Tênis de Mesa
- Tiro Esportivo
- Tiro com Arco
- Triatlo
- Vela
- Vôlei
- Vôlei Praia

42 países participantes

Antígua e Barbuda          Antilhas Holandesas
Argentina                        Aruba
Bahamas                         Barbados
Belize                             Bermudas
Bolívia                            Brasil
Canadá                           Chile
Colômbia                        Costa Rica
Cuba Dominica               Equador
El Salvador                     Estados Unidos de América
Granada                         Guatemala
Guyana                           Haiti
Honduras                        Ilhas Cayman
Ilhas Virgens                   Ilhas Virgens Britânicas
Jamaica                           México
Nicarágua                       Panamá
Paraguai                          Peru
Porto Rico                       República Dominicana
São Cristovão e Névis    São Vicente e Granadinas
Santa Lúcia                     Suriname
Trinidad e Tobago           Uruguai

domingo, 23 de outubro de 2011

Handebol feminino e futebol masculino

As duas provas acontecerão às 23h deste domingo.
Significa daqui a poucos minutos.
Boa sorte, brasileiros!!! Bom jogo!! Preciso descansar... desta vez não posso ficar, rs

Patinação no PAN

Roberta Nomura nos conta sobre a prova de patinação:
"Marcel Stürmer teve uma boa participação no primeiro dia de competições da patinação artística masculina dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. O brasileiro, que precisou superar o roubo de seu traje e patins antes de viajar ao México, realizou sua série mais curta com música baseada no filme Cisne Negro e manteve a primeira colocação.
O roubo do material esportivo de Stürmer ocorreu pouco antes de embarcar para Guadalajara. O carro de sua treinadora, que levava a roupa e os patins que seriam utilizados pelo atleta, foi levado por bandidos a caminho do aeroporto de Porto Alegre. O veículo foi encontrado, mas o equipamento não estava lá.
Para poder competir, Stürmer contou com uma roupa feita às pressas por uma costureira e conseguiu emprestado patins que já estavam amaciados, já que precisaria de no mínimo três meses para conseguir preparar um novo par do equipamento.
Os problemas, porém, foram completamente superados por Stürmer no primeiro dia de competições. Com a nota de 130,60, o brasileiro foi muito aplaudido pelo público mexicano, que vaiou o único juiz que não deu nota superior a 9 ao patinador.
Stürmer volta a competir nesta segunda-feira, quando realizará sua série mais longa. A prova vale 75% da nota total dos competidores."

Primeiro ouro Brasil no atletismo

Adriana Aparecida da Silva conquista ouro na modalidade maratona.
Ultrapassou a mexicana Madai Perez no km 38.
Bateu o recorde que era de 2:37:41, da chilena Erika Oliveira, com o tempo de 2:36:37.










Foto: Jorge Silva/Reuters
No site da uol você acompanha os horários e provas que o Brasil vai participar durante esta semana no atletismo.

Brasil Ride 2011

A segunda edição do Brasil Ride acontecerá de 23 a 29 de outubro de 2011 na Chapada Diamantina.

A Brasil Ride é o maior desafio de Mountain Bike já realizado em solo brasileiro. As duplas vão encarar aproximadamente 600 km entre serras, vales e rios, as trilhas da Chapada Diamantina, no Centro da Bahia, são o cenário perfeito para a épica corrida de sete dias. De 23 a 29 de outubro de 2011, centenas de atletas terão uma experiência de vida inesquecível na Brasil Ride.

A Brasil Ride 2011 tem início e chegada na cidade de Mucugê e tem como segunda base a cidade de Rio de Contas.



sábado, 22 de outubro de 2011

Estréia 28 de outubro - Corações Sujos

Em junho de 2010 postei detalhes sobre o livro e o filme. Agora temos a data para estréia na telona: 28 de outubro.
Também site oficial e trailler.

Sinopse
A assinatura do tratado de rendição assinado pelo imperador japonês Hirohito ao general americano Douglas MacArthur marcou o fim da 2ª Guerra Mundial. Entretanto, no Brasil o anúncio não marcou o fim do período de violência. Os imigrantes japoneses que viviam no interior do estado de São Paulo, formando a maior colônia do país fora do Japão, se dividiram em dois grupos. Os que acreditavam na notícia eram chamados de traidores da pátria, apelidados de "corações sujos", e perseguidos por aqueles que endeusavam o imperador e ainda acreditavam na vitória do Japão. É neste contexto que vive Takahashi (Tsuyoshi Ihara), dono de uma pequena loja de fotografia e casado com Miyuki (Takako Tokiwa), uma professora primária. Apesar da relutância inicial, ele entra para o grupo dos que não acreditavam na derrota. Aos poucos ele se torna um matador, apesar dos apelos da esposa para que deixe as perseguições de lado.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Filme Fora da Lei conta a história da independência da Argélia

A Guerra da Argélia ocorreu entre 1954 e 1962, foi o conflito civil pela independência do país, tendo dois principais partidos revolucionários: o FLN (Frente de Libertação Nacional) e o MNA (Movimento Nacional Argelino). Embora ambos quisessem a proclamação de independência da Argélia, havia uma divergência entre os intransigentes da Argélia francesa e os seguidores da política desenvolvida pelo General De Gaullle. De fato surgiram duas guerras, uma contra o domínio francês e outra entre os dois partidos revolucionários argelinos.

Quanto à guerra entre o principal partido, FLN, e a França, colonizadora do país desde 1830, foi marcada pelos ataques em massa, ataques terroristas de ambos os lados, além de torturas por parte do lado francês. Essas políticas da França foram escondidas da população francesa, que era claramente contra as crueldades, o governo francês censurou vários jornais e meios de comunicação para esconder a verdade.
Na luta contra as correntes do partido MNA, o FLN venceu e após vários conflitos, a França teve que reconhecer a independência da Argélia em 5 de julho de 1962.

Filme Fora da Lei, filme do franco-argelino Rachid Bouchareb.
Criticado com filme de gangster mediano, participou do 63º Festival de Cannes e concorreu ao Oscar 2011 como melhor filme em língua estrangeira.

Trata de três irmãos, representados por Jamel Debbouze, Roschdy Zem e Sami Bouajila, três dos quatro atores de DIAS DE GLÓRIA, que recebeu um Prêmio de Interpretação coletivo em Cannes. Há ainda uma mãe. Expulsos de suas terras, eles fogem para a França, onde seguem caminhos diversos. A mãe vira metáfora da pátria. Os personagens, não necessariamente a família, dividem-se entre terroristas que lutam pela independência da Argélia, integrantes das forças repressivas do governo que formam uma organização secreta e um dos irmãos que vira dono de cabaré. Todos, de uma forma ou outra, vivendo fora da lei.
Há ainda dois incidentes notórios. A fita começa e termina com massacres: No primeiro, em Sétig, na Argélia de 1945, onde colonialistas franceses disparam suas armas contra nativos que, após a vitória dos aliados na 2.ª Guerra, reivindicavam a independência de seu país. No segundo, no final, uma manifestação pacífica em Paris, nos anos 60, vira um teatro sangrento.

Temos, agora, outra boa indicação: DIAS DE GLÓRIA.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Marx estava certo!

“Marx estava certo….”

Época, 17/10/2011 Paulo Moreira Leite

Há muito tempo eu não lia a frase acima, colocada fora de uso depois da Queda do Muro de Berlim, quando se proclamava o fim da História.

Quem diz isso não é nenhum grupo de esquerda que é costume apresentar como dinossauro do comunismo, mas Nouriel Roubini, economista progmático, ocupado em resultados, dono de uma das consultorias mais caras do mundo, um dos primeiros a anunciar a derrocada da economia em 2008.
Num artigo intitulado “A instabilidade da desigualdade”, publicado ontem na Folha, ele encontra a origem da crise que vivemos num antigo problema apontado por Karl Marx — aquela situação onde os ricos ficam cada vez mais ricos, os pobres, cada vez mais pobres, e a economia desmorona porque não consegue encontrar mercado para consumir a riqueza que produz.
Sua tese é que a economia mundial não encontrará um rumo para o crescimento e a estabilidade sem resolver a desigualdade que encontra na essencia do mercado capitalista, o que implica numa nova definição do papel do Estado e dos mercados.
Vamos ler: “Karl Marx exagerou em seus argumentos favoráveis ao socialismo, mas estava certo ao alegar que a globalização, o capitalismo financeiro descontrolado e a redistribuição de renda e riqueza do trabalho para o capital poderiam conduzir à autodestruição do capitalismo. ”
Em seguida, Roubini acrescenta:
“Como ele (Marx) argumentou, o capitalismo sem regulamentação pode resultar em surtos regulares de excesso de capacidade produtiva, consumo insuficiente e crises destrutivas recorrentes, alimentadas por bolhas de crédito e ciclos de expansão e contração nos preços dos ativos.”
Para Roubini a economia capitalista vive hoje uma clássica crise de superprodução, definida por Marx ao longo de sua obra. Com a globalização e o crescimento dos emergentes, o capitalismo tornou-se capaz de produzir uma imensa quantidade de bens e mercadorias que a humanidade não pode consumir em função de um problema antigo e conhecido — a desigualdade. Há mercadorias demais para salários de menos, em resumo.
Resultado: as empresas não investem, o consumo cai, o desemprego aumenta.
Retomando uma idéia que já surgiu no trabalhos de outros economistas de nossa época, Roubini diz que, no esforço para encontrar atalhos para distribuir essa riqueza, surgem as bolhas de crédito. Mas ele deixa claro que são paliativos, que adiam a solução e agravam o problema.
Reunindo a Primavera Árabe, os tumultos de Londres, os protestos da classe média de Israel, a luta dos estudantes no Chile, o movimento Ocupe Wall Street, em Nova York, ele afirma:
“Embora esses protestos não tenham um tema que os unifique, expressam de diferentes maneiras as sérias preocupações da classe média e da classe trabalhadora mundiais diante de suas perspectivas, em vista da crescente concentração de poder nas mãos das elites econômicas, financeiras e políticas.
As causas das preocupações são bastante claras: alto desemprego e subemprego nas economias avançadas e emergentes; capacitação profissional e educação inadequadas, entre os jovens e trabalhadores, o que impede que concorram no mundo globalizado; ressentimento contra a corrupção, inclusive em formas legalizadas como lobbies; e a alta acentuada na disparidade de renda e riqueza nas economias avançadas e nas emergentes.”
Para usar uma idéia de Marx, que emprega com as devidas adaptações de tempo e espaço, Roubini lembra que no mesmo processo que estimula o crescimento, a distribuição de renda nos países pobres e emergentes, a globalização destroi o futuro dos trabalhadores e da classe médias dos países desenvolvidos, que não conseguem emprego, perdem salários e também perdem benefícios, como aposentadorias e outros direitos conquistados. Roubini mostra que o empobrecimento dessas populações não é uma casualidade, mas uma necessidade imposta pela economia de mercado.
Contrariando a cartilha dos fanáticos do mercado, que consideram necessário aplicar políticas de austeridade e quebrar o Estado do bem-estar social para encontrar um novo equilíbrio, que implica em convencer operários alemães, franceses, italianos e espanhois a assumir um padrão de vida chines, indiano, brasileiro e quem sabe tailandes e paraguaio, Roubini mostra que uma saída racional exigiria medidas no sentido contrário.
Critica, especificamente, todo esforço para reduzir a folha de funcionários das empresas. Condena cortes de impostos (o célebre impostômetro). Também critica todo esforço para diminuir direitos trabalhistas e outras medidas semelhantes. Afirma que todas elas geram concentração de renda e que isso é ruim, porque diminui a demanda final. Leia:
“A desigualdade cada vez maior tem várias causas: o ingresso de 2,3 bilhões de chineses e indianos na força mundial de trabalho (reduz o número de empregos e os salários dos operários de baixa capacitação e dos executivos e de administradores cujas funções sejam exportáveis, nas economias avançadas); mudanças tecnológicas baseadas em diferenciais de capacitação profissional; a emergência inicial de disparidades de renda e riqueza em economias que antes tinham renda baixa e agora apresentam rápido crescimento; e tributação menos progressiva.
As companhias de economias avançadas estão reduzindo seu pessoal, devido à demanda final inadequada, que resulta em excesso de capacidade, e à incerteza quanto à demanda futura. Mas reduzir o número de funcionários resulta em queda ainda maior na demanda final, porque isso reduz a renda dos trabalhadores e amplia a desigualdade. Porque os custos trabalhistas de uma empresa representam a receita profissional das pessoas e com isso a demanda que elas geram, uma decisão que é racional para uma empresa específica pode ser destrutiva em termos agregados.
Resultado: os mercados livres não geram suficiente demanda final. Nos EUA, a redução nos custos trabalhistas diminuiu acentuadamente a participação da renda do trabalho no PIB. Com o crédito exaurido, os efeitos de décadas de redistribuição de renda e riqueza -do trabalho para o capital, dos salários para os lucros, dos pobres para os ricos, e dos domicílios para as empresas- sobre a demanda agregada se tornaram severos, devido à propensão marginalmente inferior a consumir entre as empresas/proprietários de capital/domicílios ricos.”
Roubini ainda diz que, como Marx “‘argumentou, o capitalismo sem regulamentação pode resultar em surtos regulares de excesso de capacidade produtiva, consumo insuficiente e crises destrutivas recorrentes, alimentadas por bolhas de crédito e ciclos de expansão e contração nos preços dos ativos.”
Sua conclusão: é preciso mudar o regime político para recuperar a economia: “qualquer modelo econômico que não considere devidamente a desigualdade terminará por enfrentar uma crise de legitimidade. A menos que os papéis econômicos relativos do mercado e do Estado sejam recolocados em equilíbrio, os protestos de 2011 se tornarão mais severos, e a instabilidade social e política resultante terminará por prejudicar, a longo prazo, o crescimento econômico e o bem-estar social.”
Quando imaginou o socialismo, e colocou a necessidade de acabar com o regime da propriedade privada, Marx pensou essencialmente num sistema onde a riqueza fosse melhor distribuída. Ao contrário do que imaginam os fanáticos do mercado, ele não diria que os gregos são vagabundos, nem que os italianos são preguiçosos ou que os espanhóis só pensam na hora da siesta. Apenas achava que um padrão de vida melhor não só era possível — mas necessário. Era preciso até trabalhar menos para que todos tivessem um padrão de vida decente.
Traduzido para os dias de hoje, Marx estava convencido de que seria preciso manter o padrão de vida dos gregos, dos italianos e dos espanhóis para que os chineses, indianos e brasileiros pudessem ter acesso a uma vida melhor. Isso exigia criar um novo regime — aquele onde os papéis do mercado e do Estado fossem recolocados em equilíbrio, como diz Roubini — onde a riqueza pudesse ser distribuída.
Não é preciso imaginar que Roubini resolveu deixar crescer o cavanhaque de Lenin nem que colocou ao ombro o fuzil de Leon Trotski nos tempos em que comandava o Exército Vermelho. Roubinie está dizendo que o mundo não vai sair dessa crise sem imensas mudanças, numa direção bem definida. Deu para entender?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mascotes do Pan



Gavo é uma agave, espécie de cacto, planta bem comum na América Central e usada na produção de tequila. O personagem é apaixonado pelo México e pelo futebol, adora as áreas verdes e quer conquistar todos que forem ao México pelo Pan.




 
 
 
 
Leo é um leão mexicano e faz referência ao brasão de armas da cidade de Guadalajara, que tem dois leões. O personagem diz que todo bom “tapatio”, o apelido dos moradores de Guadalajara, gosta de boxe.


 
 
 
 
Huichi é um cervo que nasceu na região de Talpa, mas seu coração preserva as tradições do povo indígena Huichól (também conhecido como Wixáritari), que vive na região de Jalisco, estado em que está localizada Guadalajara. A tribos dos Huichól cultuam o fogo, os cervos e demais elementos da natureza.
 
 
 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ginástica rítmica Brasil

A ginástica rítmica trouxe mais uma medalha para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Na competição por equipes, o conjunto brasileiro conquistou a medalha de ouro na noite deste domingo (16), deixando para trás canadenses e cubanas. Veja como foi a apresentação das meninas!

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Ponte sobre o Drina

Encontrei no blog de Carlos Machado:
Ando atrasado nas leituras mas a pilha de livros vai-se acumulando como em construção de ziguarate de Babel na direcção o céu. Desde que escrevo também a velocidade de leitura se tornou mais lenta estudando os textos e muitas vezes mastigando-os lentamente fazendo perdurar o sabor.

Daí o meu atraso nas opiniões sobre livros, daí só agora a leitura de um livro que todos recomendavam: "A Ponte sobre o Drina".

"A Ponte sobre o Drina", romance da autoria de Ivo Andric laureado com o Nobel em 1961 conta-nos a história de um povo, da região da Sérvia e Bósnia-Herzegovnia, que congrega diversa etnias e religiões turcos - europeus, judeus,ciganos - mas que eram um único povo ao longo de vários séculos partindo de pequenas histórias (poderia até ser considerado ser um livro de contos)- passadas desde a os tempos da decisão de construção da ponte no séc. XVI - e que é o elemento catalisador e agregador - terminando em 1914. E são histórias, episódios, de gente do povo, não dos poderosos.
Ivo Andric conta as historias na linguagem simples das lendas e narrativas que poderiam ser contadas oralmente (provavelmente o autor terá até passado a escrito o que a oralidade lhe transmitiu) pelas gentes nas Portas da Ponte. Sem análise histórica, sociológica ou política (não seria provavelmente essa a pretensão de Ivo Andric)a maior virtude do livro é a sua harmonia e equilíbrio do princípio ao fim, porquanto não é fácil elaborar um romance fazendo a compilação de histórias tão distintas dando-lhe uma sequência onde parece que todas as personagens se conhecem e habitam o mesmo espaço durante todo o tempo. É daqui que resulta a ideia de povo, as histórias deixam de ser daquelas pessoas para passarem a pertencer a toda uma mole humana que é o povo daquela região dos Balcãs.
Não conheço a restante obra deste autor (em português só existem este e outro romance, "O Pátio Maldito") de modo a emitir um juízo sobre a justeza da atribuição do Nobel, no entanto este "A Ponte sobre Drina" não terá tido sido daqueles livros que mais contribuiu para o prémio. A ler, se não houver outras prioridades com melhor garantia.
Como nota: seria a todos os títulos recomendável que os textos de contracapa não fossem tão gongóricos nos termos - pertence à categoria das obras incontornáveis da literatura mundial - porque resultam bacocos e pouco correspondem à verdade.

domingo, 16 de outubro de 2011

Anulação do visto de Cesare Battisti

A questão de Battisti já foi, para mim, motivo de postagens em 06 jan, 07 fev, 10 e 11 de junho/2011.
Agora, parece que teremos novos debates. Afinal, podemos consertar o pedido de extradição negado por Lula, pedindo, gentilmente, a outro país que aceite um deportado.

Conjur, 13/10/2011
Ministério Público pede deportação de Cesare Battisti

O Ministério Público Federal no Distrito Federal pediu à Justiça, nesta quinta-feira (13/10), a cassação do visto de permanência de Cesare Battisti no Brasil. Em Ação Civil Pública, o MPF afirma que a concessão da permanência do italiano é ilegal e contraria expressamente o que diz a Lei 6.815/1980, o Estatuto do Estrangeiro.
Battisti foi condenado, em 1987, à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando era militante do grupo político Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Fora preso em 1979, na Itália. Ele nega as acusações e diz ser vítima de perseguição política.
No Brasil, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os crimes do italiano foram de natureza comum, e não política, mas que a decisão final de sua permanência em terras brasileiras seria do então presidente Lula. Em seu último dia de governo, no ano passado, Lula decidiu que Battisti poderia ficar. A sua decisão foi confirmada pelo STF, em junho deste ano.
Mas, segundo o procurador da República Hélio Heringer, o Estatuto do Estrangeiro proíbe que condenados ou processados por crime doloso em outro país permaneçam no Brasil. Essa, segundo Heringer, é exatamente a situação de Battisti.
Para o procurador, por mais que a decisão de Lula tenha sido política, ela não anula a natureza criminal da condenação do italiano. "Tal competência é exclusiva do STF e foi exercida para declarar os crimes praticados como sujeitos à extradição. Desse modo, sendo os crimes dolosos e sujeitos à extradição segundo a lei brasileira, não há que ser concedido visto de estrangeiro a Cesare Battisti", conclui o procurador.
Deportação
O MPF afirma que a permanência de Battisti no país é ilegal, e, portanto, ele deve ser deportado. Na ação, o procurador da República esclarece que não se trata de uma medida punitiva, como a extradição — não se fala em devolver Battisti à Itália, o que violaria a decisão de Lula, mas sim que ele seja enviado ao país de procedência — França ou México, onde Battisti viveu antes de vir para o Brasil.
Battisti foi preso em 1979, na Itália, suspeito dos quatro assassinatos. Em 1981, fugiu do cárcere e do país, e viveu entre México e França. Sua condenação saiu em 1987, e transitou em julgado em 1993.
Em 1990, Battisti foi morar na França, onde, em 1991, foi preso. Ficou quatro anos detido. A Justiça francesa negou sua extradição em duas ocasiões, mas, em 2004, mudou de ideia.
Assim, extraditado, Battisti, conseguiu fugir para o Brasil, e chegou a Fortaleza em setembro de 2004. Em 2007, foi preso no Rio de Janeiro, e posteriormente enviado a Brasília. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF.

sábado, 15 de outubro de 2011

Arthur Zanetti

Arthur Zanetti leva prata inédita nas argolas no Mundial e se classifica para Londres
Ginasta brasileiro conquistou a primeira medalha para o país nas argolas na história dos Mundiais
Foto: Globoesporte.com
15/10/2011

 
Depois de Diego Hypólito no solo, foi a vez de outro brasileiro subir ao pódio no Mundial de Ginástica de Tóquio e garantir vaga nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. Na manhã deste sábado, Arthur Zanetti conquistou a inédita medalha de prata para o Brasil nas argolas. Foi a primeira medalha da história do país na prova em Campeonatos Mundiais.

Zanetti ficou em segundo lugar com a nota de 15.600 e foi superado apenas pelo chinês Ybing Chen, que teve a pontuação de 15.800 e levou o ouro. O bronze ficou com o japonês Kodzi Jamamuro, que obteve 15.500 pontos.
O ginasta paulista de 21 anos, que já havia levado uma medalha de ouro nas argolas na Universíade da China, no último mês de agosto, irá disputar a Olimpíada pela primeira vez no próximo ano.

Lance Armstrong - revista Go Outside

A revista Go Outside promoveu um concurso de fotografia (uma foto que represente, para você, o amor pelas bicicletas) para concorrer a um ingresso para participar da palestra de Lance Armstrong nos dia 29 e 30 de outubro, em São Paulo.  VINDA CANCELADA, snif...

COMUNICADO
É com muito pesar que comunicamos o adiamento da vinda de Lance Armstrong ao Brasil. Ele iria se apresentar em São Paulo, a convite da revista Go Outside, em uma palestra (no dia 29/10) e em um giro de bike pela cidade (no dia 30/10).

Lance Armstrong nos comunicou que não poderá comparecer ao evento por “motivos pessoais”, mas que irá remarcar sua vinda para o primeiro semestre de 2012. Em breve daremos mais informações sobre os motivos do adiamento, assim como anunciaremos o reagendamento da viagem do ciclista ao país.
Aqueles que já compraram ingressos terão seu dinheiro devolvido, receberão um ano de assinatura grátis de Go Outside e terão 50% de desconto na compra do ingresso para a próxima data. Os ganhadores de promoções relacionadas à vinda do ciclista também serão presenteados com 6 meses de revista.
Como admiradores de Lance e organizadores do evento, lamentamos profundamente a notícia e prometemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para trazer o ciclista ao país o mais brevemente possível.

Sinceramente,
Equipe Editora Rocky Mountain - Revista Go Outside



Nunca na história do ciclismo mundial alguém chegou tão longe. Foram sete vitórias – consecutivas – no Tour de France (de 1999 a 2005), o mais importante desafio desse esporte no planeta. Para um não-europeu, conquistar o heptacampeonato na França é um feito tão impressionantemente raro que demorará décadas para ser superado. Por essas e outras, como enfrentar com garra um câncer brutal, o texano Lance Armstrong é considerado não apenas o maior ciclista de sua geração como o mais importante nome a pedalar uma bike de estrada.

Natural da cidade de Plano, no Texas, Lance iniciou sua carreira profissional em 1992, aos 19 anos. Em sua prova inaugural, a Clássica San Sebastián, na Espanha, ele pagou pela inexperiência com a última colocação. Desde o início, no entanto, o espírito competitivo falou mais alto. “Me dê uma linha de largada, uma de chegada e uma bike. Pode ter certeza de que estarei lá”, disse em uma de suas muitas entrevistas à revista Outside norte-americana.

Sempre apoiado e incentivado pela mãe, Linda Mooneyham, Lance consagrou-se em 1993 como o ciclista mais jovem a vencer uma etapa do Tour de France. Ele tinha 21 anos. Com a mesma idade, venceu o Campeonato Mundial na Noruega.

Desde então, sua carreira decolou. Em 1996, ele venceu a Fleche-Wallonne, na Bélgica, e teve boas colocações em provas de estágios como o Tour du Pont, nos EUA. No fim daquele ano, Lance atingiu o topo do ranking mundial. “Em vez de estar confiante e animado com minha performance, eu me sentia simplesmente cansado”, ele contou no livro De volta à vida (publicado no Brasil pela editora Z). A exaustão era explicável: o ciclista foi diagnosticado com câncer nos testículos pouco tempo depois. A doença já havia se espalhado para um dos pulmões e parte do cérebro. Entre cirurgias e tratamentos quimioterápicos, Lance ficou cerca de um ano e meio longe da bicicleta e dos treinos. Sua volta foi tão triunfante que arrebatou não somente os fãs de ciclismo como milhares de pessoas sedentárias mundo afora. A figura de Lance Armstrong virou símbolo de superação e força de vontade.

Tocado pela experiência traumática do câncer, em 1997 ele cria a Armstrong Foundation, mais tarde rebatizada de Livestrong. A organização investe no tratamento e em pesquisas para a cura da doença, além de incentivar programas de apoio a pacientes e seus familiares em muitos países. As famosas pulseirinhas amarelas da Livestrong ganharam o mundo – foram vendidas nada que menos que 70 milhões delas.

Em 1999, Lance se tornou o segundo ciclista norte-americano a vencer o Tour de France – até então, só Greg LeMond havia conseguido a façanha (em 1986, 1989 e 1990). Mas Lance foi além – muito além. Em 2005, conquistou pela sétima vez a prova mais importante do ciclismo mundial. A marca inédita superou a de dois pentacampeões do Tour e verdadeiros heróis europeus, o francês Bernard Hinault e o espanhol Miguel Indurain.

Como está escrito em seu site pessoal (lancearmstrong.com), “se a vida de Lance fosse um filme de ficção, seria um melodrama banal”. Realmente, um cara que teve poucas chances de sobreviver a uma doença grave, mas que teve forças não só para derrotá-la, mas como conquistar, logo após se curar, sete títulos na maior competição da modalidade. Algo inacreditável, se não fosse real.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Programação completa JOGOS PAN AMERICANOS


Sexta, 14/10

22h00 Todos Cerimônia de Abertura Ao vivo

Sábado, 15/10
13h00 Natação Diversas provas Eliminatórias Ao vivo
14h00 Taekwondo Preliminares Ao vivo
15h00 Handebol (feminino) Brasil X EUA Preliminares Ao vivo
22h00 Vôlei (feminino) Brasil X República Dominicana Preliminares Ao vivo
22h00 Natação Diversas provas Finais Flashes

Domingo, 16/10
09h00 Vários Resumo Pan Gravado
23h00 Vôlei (feminino) Brasil X Canada Preliminares Ao vivo
23h00 Natação Diversas provas Finais Flashes

Segunda, 17/10
14h00 Natação Diversas provas Eliminatórias Ao vivo
15h00 Taekwondo Preliminares Ao vivo
16h00 Vôlei de praia (masc.) Brasil X A definir Preliminares Ao vivo
17h00 Vôlei de praia (fem.) Brasil X A definir Preliminares Ao vivo
20h00 Vôlei (feminino) Brasil X Cuba Preliminares Ao vivo
20h00 Taekwondo Finais Flashes
23h00 Handebol (feminino) Brasil X Uruguai Preliminares Ao vivo
23h00 Natação Diversas provas Finais Flashes

Terça, 18/10
14h00 Natação Diversas provas Eliminatórias Ao vivo
15h00 Taekwondo Preliminares Ao vivo
16h00 Vôlei de praia (masc.) Brasil X A definir Preliminares Ao vivo
17h00 Vôlei de praia (fem.) Brasil X A definir Preliminares Ao vivo
20h00 Futebol (feminino) Brasil X Argentina Preliminares Ao vivo
20h00 Taekwondo Finais Flashes
23h00 Handebol (masculino) Brasil X Venezuela Preliminares Ao vivo
23h00 Natação Diversas provas Finais Flashes

Quarta, 19/10
14h00 Natação Diversas provas Eliminatórias Ao vivo
16h00 Vôlei de praia (masc.) Brasil X A definir Preliminares Ao vivo
17h00 Vôlei de praia (fem.) se tiver Brasil Quartas de final Ao vivo
20h00 Futebol (masculino) Brasil X Argentina Preliminares Ao vivo
23h00 Vôlei (feminino) se tiver Brasil Semifinal Ao vivo
23h00 Natação Diversas provas Finais Flashes

Quinta, 20/10
14h00 Natação Diversas provas Eliminatórias Ao vivo
15h00 Vôlei de praia (masc.) se tiver Brasil Quartas de final Ao vivo
16h00 Handebol (masculino) Brasil X Chile Preliminares Ao vivo
17h00 Vôlei de praia (fem.) se tiver Brasil Semifinal Ao vivo
20h00 Futebol (feminino) Brasil X Costa Rica Preliminares Ao vivo
23h00 Vôlei (feminino) Final Ao vivo
23h00 Natação Diversas provas Finais Flashes

Sexta, 21/10
14h00 Vôlei de praia (masc.) se tiver Brasil Semifinal Ao vivo
14h00 Natação Diversas provas Eliminatórias Flashes
15h30 Handebol (feminino) se tiver Brasil Semifinal Ao vivo
17h00 Vôlei de praia (fem.) Final Ao vivo
20h00 Futebol (masculino) Brasil X Cuba Preliminares Ao vivo
21h00 Boxe Eliminatórias Flashes
23h00 Natação Diversas provas Finais Ao vivo
23h00 Boxe Quartas de final Ao vivo

Sábado, 22/10
13h00 Handebol (masculino) se tiver Brasil Semifinal Ao vivo
13h30 Basquete (feminino) Brasil X Jamaica Preliminares Ao vivo
16h00 Vôlei de praia (masc.) Final Ao vivo
22h00 Boxe Eliminatórias Ao vivo
23h00 Futebol (feminino) Brasil X Canada Preliminares Ao vivo
23h00 Boxe Quartas de final Flashes

Domingo, 23/10
09h00 Vários Resumo Pan Gravado
23h00 Handebol (feminino) Final Ao vivo

Segunda, 24/10
14h00 Polo aquático (fem.) Brasil X Canada Preliminares Ao vivo
16h00 Basquete (feminino) se tiver Brasil Semifinal Ao vivo
16h00 Atletismo Diversas provas Flashes
16h00 Ginástica artística Equipes (feminino) Finais Flashes
20h00 Atletismo Diversas provas Ao vivo
21h00 Vôlei (masculino) Brasil X Canada Preliminares Ao vivo
23h00 Handebol (masculino) Final Ao vivo

Terça, 25/10
15h00 Levantamento de peso Finais Ao vivo
16h00 Vôlei (masculino) Brasil X Porto Rico Preliminares Ao vivo
16h00 Atletismo Diversas provas Flashes
20h00 Futebol (feminino) se tiver Brasil Semifinal Ao vivo
20h00 Atletismo Diversas provas Flashes
20h00 Ginástica artística Equipes (masculino) Finais Flashes
23h00 Basquete (feminino) Final Ao vivo
23h00 Boxe Semifinais Flashes

Quarta, 26/10
14h00 Judô Preliminares Ao vivo
16h00 Basquete (masculino) Brasil X Uruguai Preliminares Ao vivo
16h00 Ginástica artística All around (feminino) Finais Flashes
17h30 Atletismo Diversas provas Flashes
20h00 Futebol (masculino) se tiver Brasil Semifinal Ao vivo
20h00 Judô Finais Flashes
20h00 Atletismo Diversas provas Flashes
23h00 Vôlei (masculino) Brasil X EUA Preliminares Ao vivo
23h00 Boxe Semifinais Flashes

Quinta, 27/10
14h00 Judô Preliminares Ao vivo
16h00 Ginástica artística Vários aparelhos Finais Ao vivo
17h00 Atletismo Diversas provas Flashes
20h00 Futebol (feminino) Final Ao vivo
20h00 Judô Finais Flashes
20h00 Atletismo Diversas provas Flashes
23h00 Basquete (masculino) Brasil X EUA Preliminares Flashes

Sexta, 28/10
14h00 Judô Preliminares Ao vivo
16h00 Basquete (masculino) Brasil X República Dominicana Preliminares Ao vivo
16h00 Ginástica artística Vários aparelhos Finais Flashes
20h00 Vôlei (masculino) se tiver Brasil Semifinal Ao vivo
20h00 Judô Finais Flashes
20h00 Atletismo Diversas provas Flashes
23h00 Futebol (masculino) Final Ao vivo
23h00 Boxe Finais Flashes

Sábado, 29/10
13h00 Saltos ornamentais Plataforma 10m (masculino) Preliminares Ao vivo
14h00 Judô Preliminares Preliminares Ao vivo
16h00 Basquete (masculino) se tiver Brasil Semifinal Ao vivo
22h00 Boxe Finais Finais Ao vivo
23h00 Vôlei (masculino) Final Ao vivo

Domingo, 30/10
09h00 Vários Resumo Pan Gravado
17h00 Basquete (masculino) Final Ao vivo
23h55 Todos Cerimônia de Encerramento Ao vivo

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Jogos Pan-Americanos

Os 16º Jogos Pan-Americanos, que serão disputados entre 14 e 30 de outubro em Guadalajara, no México, reservam, para o Brasil e seus atletas, desafios de natureza variada. Para a delegação como um todo, que neste ano terá 815 integrantes (dos quais 524 atletas), a meta é superar o recorde de 157 medalhas conquistadas na última edição do evento, o Pan Rio-2007. Além disso, para certas modalidades, os Jogos são o último grande evento em que se pode alcançar a classificação para a Olimpíada de Londres de 2012.
Época Especial Pan-Americano, 10 out 2011.

Papo rápido
Bernard Rajzman
Foto de Ricardo Gomes/Ag. O Globo

O criador do saque Jornada nas Estrelas comandará o Brasil em Guadalajara

Qual é a importância do Pan como preparação para Londres?
Bernard Rajzman – A meta do COB em Guadalajara é classificar o maior número possível de atletas para os Jogos Olímpicos de Londres. Cerca de 100 vagas estarão em disputa em 12 modalidades. Tentaremos
obter grande parte delas.
Como o senhor vê a volta do basquete masculino ao topo das competições?
Bernard – O basquete masculino tem longa tradição de conquistas, e estamos muito felizes com a classificação da equipe para Londres-2012. Estamos certos de que isso dará um grande impulso à modalidade, inclusive com vistas aos Jogos Olímpicos Rio-2016.
Qual legado o Pan do Rio deixou para as próximas competições?
Bernard – Os Jogos do Rio em 2007 abriram caminho para o desenvolvimento do esporte no Brasil e foram decisivos para a conquista da sede olímpica em 2016. Todas as modalidades evoluíram desde o Rio-2007 – e permanecerão nessa trajetória até depois de 2016.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Teatro Poeira, no Rio

Já sugeri à vocês, aqui neste blog, livros que contam sobre Saddam Hussein - torturas vividas no Iraque.
Mayada, a Filha do Iraque e
Amor em Terra de Chamas

José Wilker nos traz uma peça Palácio do Fim.
Os dramas iraquianos, na ótica de três visões bastante particulares, são o assunto do novo trabalho de José Wilker. Livremente inspirado no texto da dramaturga canadense Judith Thompson, Palácio do Fim faz alusão à câmara de tortura usada por Saddam Hussein.
Em Minhas Pirâmides, Camila Morgado dá voz a uma oficial que reflete sobre os terríveis esquemas de tortura que arquitetou. Colinas de Horrowdown tem como protagonista o artista Antonio Petrin, como o inspetor britânico que está à beira da morte e relembra de seus crimes de guerra. Por fim, Instrumentos de Angústia, onde Vera Holtz vive uma ativista iraquiana muito doce e materna, que recorda os horrores das torturas que viveu.  (Guia das Cidades)


Direção: José Wilker
Autora: Judith Thompson
Tradução: João Gabriel Carneiro
Elenco: Antonio Petrin, Camila Morgado e Vera Holtz
Classificação Etária: Maiores de 14 anos
Dom, as 19h

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Palácio do fim - teatro de guerra

Entrevista com José Wilker
Bruno Astuto, Época, 10/10/2011
Prestres a estrear, no dia 13, no Rio de Janeiro, uma adaptação feita por ele mesmo de Palácio do fim, peça de autoria da canadense Judith Thompson sobre o drama da guerra no Iraque, José Wilker conta por que não encontrou dificuldades em trazer a montagem para a realidade brasileira.
Época: Como transpôs esse clima de guerra para o Brasil?
Wilker: Foi fácil, não precisei fazer muito esforço. Nós aqui vivemos como no Iraque, embora não haja guerra declarada e nehum outro país estrangeiro tenha nos invadido. Mas temos chefe de polícia que manda assassinar juíza, o conflito no Morro do Alemão mesmo depois da pacificação, chacinas cotidianas, torturas. A  morte e o assassinato viraram uma banalidade. A vida humana tem um preço muito baixo.
Época: Em tempos em que só comédias costumam lotar os teatros, uma peça com cunho político que fala de violência não é um risco?
Wilker: Judith consegue contar a história sem a crueldade de uma manchete de jornal, com uma grande expectativa e esperança no ser humano. É uma pena não termos peças políticas, porque andam transformando o teatro em algo excessivamente vulgar, mais parecido com banho de mar do que banho de cultura. Claro, há espaço para o banho de mar, mas é importante a gente usar o teatro para o ele é feito: refletir sobre o ser humano.
Época: Preços altos, internet e dificuldade de formar a plateia: são muitas dificuldades que o teatro enfrenta. Vale a pena investir nele?
Wilker: O teatro está passando por um momento de reinvenção. Faço isso há 50 anos e ouço que o tetaro está morto, mas ele sempre renasce. Estar em crise é normal para a classe. Agora ele está saindo do engessamento ao qual se obrigou, na medida em que se adotou como filho bastardo da TV. Não dispomos de tempo necessário e temos de nos ater, por razões econômicas, ao possível. Trabalho com atores fora do país que ficam fascinados com a capacidade de a gente realizar em uma semana o que eles fariam em um ano.

Publicado n'O Globo, 10/10/2011:
RIO - José Wilker assistiu a "Palácio do fim" há três anos, em Nova York. Impressionou-se com a história escrita pela canadense Judith Thompson e com o que aconteceu ao fim da apresentação.


- Houve um silêncio retumbante por parte da plateia. Não teve aplauso, nada. Era como se eles tivessem assistido, mais do que a um espetáculo de teatro, a um sacrifício - lembra ele, que saiu dali decidido a comprar a peça e encená-la no Brasil, o que faz a partir de quinta-feira, no Teatro Poeira, com Vera Holtz, Antonio Petrin e Camila Morgado no elenco.
Wilker - que também adquiriu os direitos dos outros 14 textos de Judith Thompson e vem lendo todos - assumiu o desafio de dirigir uma peça que vai contra o que se tornou hegemônico nos palcos brasileiros: é um teatro de palavra, no qual não existe ação que não sejam os textos ditos pelos atores; é um teatro político, pois se passa no Iraque, tanto o do regime de Saddam Hussein quanto o da ocupação liderada por americanos e britânicos; e é um teatro que não faz rir em nenhum momento, tratando de guerra, morte, tortura, mentiras políticas, devastação cultural.
- Aprendemos a ter à disposição uma grande quantidade de mecanismos de comunicação, mas temos usado pouco. Por que não ver teatro? Eu acho que já chega de ir ao teatro para ver sucedâneos banais de TV. Para ver isso, melhor ficar em casa. É mais barato, confortável e pode mijar a qualquer hora - afirma Wilker.
Há duas semanas, ele resolveu fazer "uma espécie de concessão ao público". Em vez de, como prevê a peça, pôr os três monólogos em sequência, o diretor resolveu editá-los, intercalando-os. Cada um tem cinco blocos de falas, mas os atores ficam em cena todo o tempo, como se um personagem fizesse parte dos outros dois quadros.
- São três versões da mesma história. Achei que elas eram muito interpenetradas para que ficassem separadas. Com essa divisão, acredito que a poesia do texto apareça mais. E é uma colher de chá para o público - diz Wilker, menos encantado com a temática da peça do que com a narrativa. - O que me atraiu não foi a parte política da peça, mas a maneira poética com que ela trata do assunto. É uma estadia no inferno. Por isso, a Judith Thompson é chamada de "dama negra" do teatro canadense.
Sob encomenda de um grupo de seu país, a autora escreveu primeiramente um monólogo de dez minutos tendo como personagem Lynndie England, a soldado americana que ficou notória por aparecer em imagens abusando de prisioneiros e cometendo torturas na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. Batizado de "Minhas pirâmides" - alusão aos amontoados de iraquianos nus ao lado dos quais ela posou sorrindo -, o monólogo foi ampliado e, depois, transformado na etapa inicial de "Palácio do fim".
- Ela é a barbárie, mas, para interpretá-la, não posso julgá-la. É fruto de um sistema ou sabia o que estava fazendo? Resolvi ficar com a dúvida - conta Camila Morgado, que encarna Lynndie grávida de nove meses, esperando seu julgamento, e procura explorar suas contradições. - Ela é uma alienada, sem moral, sem um caráter formado. Faz a gente sentir vontade de vomitar, mas ela também sente.
Vera Holtz é a iraquiana Nehrjas al Saffarh, militante comunista morta num bombardeio durante a Guerra do Golfo, em 1993. É depois de morta que ela recorda a "idade das trevas" (o regime de Saddam, inicialmente com apoio de EUA e Reino Unido), na qual perdeu seu filho. O momento mais agudo da peça é seu relato das torturas que mataram o menino de 8 anos. Ela as presenciou no chamado "Palácio do fim", de Saddam, sem delatar seus colegas para salvar o filho.
- Ela acreditava que no Iraque não se matava criança, mulher e velha. Era a cultura do país. Esqueceu que as coisas tinham mudado. Essa mulher é metáfora do Iraque - diz Vera, que resistiu dois anos até aceitar o convite de Wilker. - Eu passava mal de ler. 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Praça Diogo de Vasconcelos ou Praça da Savassi

As obras que iniciaram em março desde ano durarão 12 meses e resgatarão o charme e a elegância de um dos bairros mais tradicionais de Belo Horizonte: a Savassi, reduto de bares, cafés e de grande parte da vida noturna da cidade.
Prioridade aos pedrestres, o Projeto de Revitalização da Savassi prevê uma das ruas para o comércio sofisticado para atrair além de moradores, os turistas.

domingo, 9 de outubro de 2011

Etapa Maratona


Hoje, domingo, a última etapa da Copa MTB BH - em Itabirito.
Mais um ano fora das pistas, snif...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Grupo Tabebuia

O GRUPO TABEBUIA vem apresentando trabalhos originais, com músicas e textos inéditos, de estilo regional voltado para o MPB para a música latina.

Os Ipês ou Pau-d’arcos são classificadas sob o gênero TABEBUIA, encontrados nos campos e cerrados e também nas grandes cidades. No inverno, como toda a natureza, recolhem-se, aceitam perder todas as folhas para concentrarem-se em suas profundas raízes, onde buscam a força que faz explodir nos galhos o colorido intenso das flores , como prenúncio da primavera.
Os trabalhos apresentados pelo GRUPO TABEBUIA vêm da raiz cultural dos povos latinos, com músicas recolhidas de suas manifestações, além de criações próprias de seus integrantes ou de composições afinadas com a sua proposta, refletindo a vivência das coisas simples e harmoniosas presente na vida das pessoas mais sensíveis aos inúmeros sinais da natureza.
Como os ipês, o GRUPO TABEBUIA transita entre o rural e o urbano , o interior e o exterior e apresenta um trabalho inspirado na natureza, traduzindo com arte os sentimentos e emoções , a vida nas cidades e no interior, a cultura enraizada na sabedoria das pessoas simples.
Tabebuia somos todos nós!!!

Todas as quintas-feiras das 19:45h às 22h no Bar Mirante 147

Endereço: Rua Cristal, 147, Santa Tereza, BH





quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Rodrigo Santoro

Filmes
 
2012 Xerxes (Xerxes)

2011 Lutas (Lutas)










2011 Meu País (Meu País)
2011 Heleno (Heleno)
2011 Rio (Rio)
2010 Recém-Formada (Post Grad)

2009 O Golpista do Ano (I Love You Phillip Morris)
2008 Che 2 - A Guerrilha (Che: Part Two)
2008 Che (Che: Part One)
2008 Leonera (Leonera)

2008 Cinturão Vermelho (Redbelt)
2008 Os Desafinados (Os Desafinados)
2007 Não por Acaso (Não por Acaso)

2007 300 (300)

2004 A Dona da História (A Dona da História)
2003 Simplesmente Amor (Love Actually)








2003 Carandiru (Carandiru)
2003 As Panteras - Detonando (Charlie's Angels: Full Throttle)
2002 Stuart Little 2 (Stuart Little 2)
2002 Em Roma na Primavera (The Roman Spring of Mrs. Stone)
2001 Abril Despedaçado (Abril Despedaçado)





2001 Bicho de Sete Cabeças (Bicho de Sete Cabeças)
1999 O Pequeno Stuart Little (Stuart Little)
1999 O Trapalhão e a Luz Azul (O Trapalhão e a Luz Azul)
1998 Como Ser Solteiro (Como Ser Solteiro)
1996 Depois do escuro