quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Trailer do filme Corações Sujos - 1

Data da estréia 28 de outubro de 2011.
Filme de Vicente Amorim, baseado no best-seller de Fernando Morais, inspirado em uma história real.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Lógica do Cisne Negro

A introdução ao trabalho de Marisa Ortegoza da Cunha pela USP ilustra bem o livro de Nassim Nicholas Taleb:

Até meados de 1697, ano em que a Austrália foi descoberta, não havia registro da existência de cisnes de outra cor que não o branco. Foi no novo país que cisnes negros foram vistos, pela primeira vez, derrubando uma crença até então sedimentada na observação, uma vez que a ausência de prova era confundida com a prova da ausência.
Nassim Taleb – em seu livro A lógica do cisne negro - vale-se desse fato para caracterizar eventos cuja ocorrência não é prevista ou ainda mais: cuja ocorrência é tida como impossível e, portanto, para a qual ninguém se prepara. Tais eventos – os cisnes negros - apresentam três atributos:
- são altamente improváveis, fora do âmbito das expectativas comuns, uma vez que nenhum fato do passado aponta para a possibilidade de sua ocorrência;
- provocam um efeito impactante; e
- são explicáveis depois de sua ocorrência.    
Em suma, nas palavras do autor, os cisnes negros apresentam: raridade, impacto extremo e previsibilidade retrospectiva.
O foco do livro está no mercado de ações, visto que o autor, um libanês radicado nos Estados Unidos, é trader - um especialista no assunto. Após a crise econômica mundial de 2008, as atenções se voltaram para seu livro, e Taleb passou a ser visto como “aquele que previu isso tudo”. Mas o autor também cita vários exemplos de cisnes negros, e afirma que um pequeno número de eventos como esses explicam quase tudo no mundo: a primeira grande guerra, a ascensão de Hitler, o sucesso estrondoso do Google (alguém ainda se lembra do Alta Vista?), o atentado de 11 de setembro de 2001, o crescimento do fundamentalismo islâmico e outros tantos mais. A história não se arrasta, dá saltos. [...]

No site da Livraria Saraiva a resenha também fala da improbabilidade: O que o sucesso do Google e o 11 de Setembro têm em comum? Segundo Nassim Nicholas Taleb, os dois são exemplos claros de um cisne negro: um evento imprevisível, impactante e que é a base de quase tudo sobre o mundo, da ascensão das religiões à nossa vida pessoal. Em "A Lógica do Cisne Negro", o mundialmente conhecido autor de Iludido pelo acaso retoma temas como sorte, incerteza, probabilidade e conhecimento para falar sobre como grandes acontecimentos nos surpreendem enquanto cometemos o erro de restringir o pensamento ao corriqueiro e irrelevante. Nesta obra, o leitor aprenderá, com truques simples, a tirar proveito de cisnes negros e ter outra visão de mundo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

Não precisa casar. Sozinho é melhor

Flávio Gikovate foi entrevistado por Duda Teixeira - Veja

O psiquiatra decreta a morte do amor romântico e diz que a vida de solteiro é um caminho viável para a felicidade

Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por meio de mais de 8.000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado. Suas reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º livro, Uma História de Amor... com Final Feliz. Na obra, a oitava sobre o tema, Gikovate ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio, em que responde perguntas feitas por ouvintes. Aos 65 anos, ele atendeu a reportagem de Veja em seu consultório no elegante bairro dos Jardins, em São Paulo.

Veja - O senhor diria para a maioria das pessoas que o casamento pode não ser uma boa decisão na vida?
Gikovate - Sim. As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pessoas que conheço, não passam de 5%. A imensa maioria é a dos mal casados. São indivíduos que se envolveram em uma trama nada evolutiva e pouco saudável. Vivem relacionamentos possessivos em que não há confiança recíproca nem sinceridade. Por algum tempo depois do casamento, consideram-se felizes e bem casados porque ganham filhos e se estabelecem profissionalmente. Porém, lá entre sete e dez anos de casamento, eles terão de se deparar com a realidade e tomar uma decisão drástica, que normalmente é a separação.
Veja - Ficar sozinho é melhor, então?
Gikovate - Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele "vazio no estômago" por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.
Veja - Por que os casamentos acabam não dando certo?
Gikovate - Quase todos os casamentos hoje são assim: um é mais extrovertido, estourado, de gênio forte. É vaidoso e precisa sempre de elogios. O outro é mais discreto, mais manso, mais tolerante. Faz tudo para agradar o primeiro. Todo mundo conhece pelo menos meia-dúzia de casais assim, entre um egoísta e um generoso. O primeiro reclama muito e, assim, recebe muito mais do que dá. O segundo tem baixa auto-estima e está sempre disposto a servir o outro. Muitos homens egoístas fazem questão que a mulher generosa esteja do lado dele enquanto ele assiste na televisão os seus programas preferidos. Mulheres egoístas não aceitam que seus esposos joguem futebol. Consideram isso uma traição. De um jeito ou de outro, o generoso sempre precisa fazer concessões para agradar o egoísta, ou não brigar com ele. Em nome do amor, deixam sua individualidade em segundo plano. E a felicidade vai junto. O casamento, então, começa a desmoronar. Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre amor e individualidade, opte pelo segundo.
Veja - Viver sozinho não seria uma postura muito individualista?
Gikovate - Não há nada de errado em ser individualista. Muitos dos autores contemporâneos têm uma postura crítica em relação a isso. Confundem individualismo com egoísmo ou descaso pelos outros. São conceitos diferentes. Outros dizem que o individualismo é liberal e até mesmo de direita. Eu não penso assim. O individualismo corresponde a um crescimento emocional. Quando a pessoa se reconhece como uma unidade, e não como uma metade desamparada, consegue estabelecer relações afetivas de boa qualidade. Por tabela, também poderá construir uma sociedade mais justa. Conhecem melhor a si próprio e, por isso, sabem das necessidades e desejos dos outros. O individualismo acabará por gerar frutos muito interessantes e positivos no futuro. Criará condições para um avanço moral significativo.
Veja - Por que os casamentos normalmente ocorrem entre egoístas e generosos?
Gikovate - A idéia geral na nossa sociedade é a de que os opostos se atraem. E isso acontece por vários motivos. Na juventude, não gostamos muito do nosso modo de ser e admiramos quem é diferente de nós. Assim, egoístas e generosos acabam se envolvendo. O egoísta, por ser exibicionista, também atrai o generoso, que vê no outro qualidades que ele não possui. Por fim, nossos pais e avós são geralmente uniões desse tipo, e nós acabamos repetindo o erro deles.
Veja - Para quem tem filhos não é melhor estar em um casamento? E, para os filhos, não é melhor ter pais casados?
Gikovate - Para quem pretende construir projetos em comum – e ter filhos é o mais relevantes deles – o melhor é jogar em dupla. Crianças dão muito trabalho e preocupação. É muito mais fácil, então, quando essa tarefa é compartilhada. Do ponto de vista da criança, o mais provável é que elas se sintam mais amparadas quando crescem segundo os padrões culturais que dominam no seu meio-ambiente. Se elas são criadas pelo padrasto, vivem com os filhos de outros casamentos da mãe, mas estudam em uma escola de valores fortemente conservadores e religiosos, poderão sentir algum mal-estar. Do ponto de vista emocional, não creio que se possa fazer um julgamento definitivo sobre as vantagens da família tradicional sobre as constituídas por casais gays ou por um pai ou mãe solteiros. Estamos em um processo de transição no qual ainda não estão constituídos novos valores morais. É sempre bom esperar um pouco para não fazer avaliações precipitadas.
Veja - Que conselhos você daria para um jovem que acaba de começar na vida amorosa?
Gikovate - É preciso que o jovem entenda que o amor romântico, apesar de aparecer o tempo todo nos filmes, romances e novelas, está com os dias contados. Esse amor, que nasceu no século XIX com a revolução industrial, tem um caráter muito possessivo. Segundo esse ideal, duas pessoas que se amam devem estar juntas em todos os seus momentos livres, o que é uma afronta à individualidade. O mundo mudou muito desde então. É só olhar como vivem as viúvas. Estão todas felizes da vida. Contudo, como muitos jovens ainda sonham com esse amor romântico, casam-se, separam-se e casam-se de novo, várias vezes, até aprender essa lição. Se é que aprendem. Se um jovem já tem a noção de não precisa se casar par ser feliz, ele pulará todas essas etapas que provocam sofrimento.
Veja - As mulheres são mais ansiosas em casar do que os homens? Por quê?
Gikovate - As mulheres têm obsessão por casamento. É uma visão totalmente antiquada, que os homens não possuem. Uma vez, quando eu ainda escrevia para a revista Cláudia, o pessoal da redação fez uma pesquisa sobre os desejos das pessoas. O maior sonho de 100% das moças de 18 a 20 anos de idade era se casar e ter filho. Entre os homens, quase nenhum respondeu isso. Queriam ser bons profissionais, fazer grandes viagens. Essa diferença abismal acontece por razões derivadas da tradição cultural. No passado, o casamento era do máximo interesse das mulheres porque só assim poderiam ter uma vida sexual socialmente aceitável. Poderiam ter filhos e um homem que as protegeria e pagaria as contas. Os homens, por sua vez, entendiam apenas que algum dia eles seriam obrigados a fazer isso. Nos dias que correm, as razões que levavam mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas, elas ganharão mais que eles. Resta acompanhar o que irá acontecer com as mulheres, agora livres sexualmente, nem sempre tão interessadas em ter filhos e independentes economicamente.
Veja - Como será o amor do futuro?
Gikovate - Os relacionamentos que não respeitam a individualidade estão condenados a desaparecer. Isso de certa forma já ocorre naturalmente. No Brasil, o número de divórcios já é maior que o de casamentos no ano. Atualmente, muitos homens e mulheres já consideram que ficarão sozinhos para sempre ou já aceitam a idéia de aguardar até o momento em que encontrarão alguém parecido tanto no caráter quanto nos interesses pessoais. Se isso ocorrer, terão prazer em estar juntos em um número grande de situações. Nesse novo cenário, em que há afinidade e respeito pelas diferenças, a individualidade é preservada. Eu estou no meu segundo casamento. Minha mulher gosta de ópera. Quando ela quer ir, vai sozinha. E não há qualquer problema nisso.
Veja - Quando duas pessoas decidem morar juntas, a individualidade não sofre um abalo?
Gikovate - Não necessariamente elas precisarão morar juntas. Em um dos meus programas de rádio, um casal me perguntou se estavam sendo ousados demais em se casar e continuarem morando separados. Isso está ficando cada dia mais comum. Há outros tantos casais que moram juntos, mas em quartos separados. Se o objetivo é preservar a individualidade, não há razão para vergonha. O interessante é a qualidade do vínculo que existirá entre duas pessoas. No primeiro mundo, esse comportamento já é normal. Muitos casais moram até em cidades diferentes.
Veja - É possível ser fiel morando em casas ou cidades diferentes?
Gikovate - A fidelidade ocorre espontaneamente quando se estabelece um vínculo de qualidade. Em um clima assim, o elemento erótico perde um pouco seu impacto. Por incrível que pareça, essas relações são monogâmicas. É algo difícil de explicar, mas que acontece.
Veja - Com o fim do amor romântico, como fica o sexo?
Gikovate - Um dos grandes problemas ligados à questão sentimental é justamente o de que o desejo sexual nem sempre acompanha a intimidade efetiva, aquela baseada em afinidade e companheirismo. É incrível como de vez em quando amor e sexo combinam, mas isso não ocorre com facilidade. Por outro lado, o sexo com um parceiro desconhecido, ou quase isso, é quase sempre muito pouco interessante. Quando acaba, as pessoas sentem um grande vazio. Não é algo que eu recomendaria. Hoje, as normas de comportamento são ditadas pela indústria pornográfica e se parece com um exercício físico. O sexo então tem mais compromisso com agressividade do que com amor e amizade. Jovens que têm amigos muito chegados e queridos dizem que transar com eles não tem nada a ver. Acham mais fácil transar com inimigos do que com o melhor amigo. Penso que, com o amadurecimento emocional, as pessoas tenderão a se abster desse tipo de prática.
Veja - As desilusões com o primeiro casamento têm ajudado as pessoas a tomar as decisões corretas?
Gikovate - No início da epidemia de divórcios brasileira, na década de 70, as pessoas se separavam e atribuíam o desastre da união a problemas genéricos. Alguns diziam que o amor acabou. Outros, o parceiro era muito chato. Não se davam conta de que as questões eram mais complexas. Então, acabavam se unindo à outras pessoas muito parecidas com as que tinham acabado de descartar. Hoje, os indivíduos estão mais críticos. Aceitam ficar mais tempo sozinhos e fazem autocríticas mais consistentes. Por causa disso, conseguem evoluir emocionalmente e percebem que terão que mudar radicalmente os critérios de escolha do parceiro. Se antes queriam alguém diferente, hoje a tendência é buscarem uma pessoa com afinidades.
Veja - O senhor já escreveu colunas para jornais, revistas, atuou na televisão e agora tem um programa na rádio. O senhor se considera um marqueteiro?
Gikovate - Sempre gostei de trabalhar com os meios de comunicação. Psicologia não é assunto para especialistas, mas de todo mundo. Faço essas coisas também porque é uma forma de entrar em contato com um público diferente do que eu encontro normalmente. Na rádio, respondo perguntas de gente tacanha, que jamais teriam condição de pagar uma consulta. Estão em um outro patamar financeiro. Mas o que dizem, é ouro puro. As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica. Imagine só, o Corinthians! Não foi o tipo de notícia que meus pacientes gostaram de ouvir. Eu fiquei lá dois anos. Meu pai ficava chocado com essas coisas, porque naquele tempo médico de bom nível não fazia essas coisas. Não estava nem aí. Quando eu me interesso por alguma coisa, eu vou. No mais, se eu fosse um simples marqueteiro, não teria durado 41 anos.
Veja - Apesar de todo esse tempo de clínica, o senhor atuou sozinho, longe das universidades. Por quê?
Gikovate - O mundo acadêmico está cheio de papagaios, que repetem fórmulas prontas. Citam sempre outros pensadores, mas nunca vão a lugar algum. Não têm coragem para disso. Esse universo, do qual eu acabei me afastando, é extremamente conservador. Não são eles que produzem as novas idéias. Muitos fingem que eu não existo. Diziam à pequena que eu era um cara muito pragmático, que levava em conta muito os resultados, o que é verdade. Os que mais gostam do que eu faço não são da minha área. São os filósofos, como o Renato Janine Ribeiro e a Olgária Matos. De minha parte, eu sempre fugi dos rótulos. Não me inscrevi membro da Sociedade de Psicanálise. Não sou membro de qualquer sociedade dogmática. Não sou sócio de nenhum clube. Sou uma pessoa de mente aberta. Nunca quis discípulos. Os meus discípulos, se um dia existirem, pensarão por conta própria. Se tiverem um monte de opiniões diferentes das minhas, seria ótimo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Philip Roth

Philip Roth é assunto de MentaAberta porque é o mais aclamado autor mundial e candidato permanente ao Prêmio Nobel de Literatura. O americano escreve há 50 anos.

 
Nêmesis, de Philip Roth (Tradução de Jorio Dauster)

Resenha está no Blog da Companhia contando os lançamentos da editora neste mês de setembro:
Aos 23 anos, Eugene “Bucky” Cantor, professor de educação física e inspetor de pátio de uma escola judaica de Newark, vive uma vida pacata, porém é atormentado pelo fato de não poder lutar na guerra ao lado de seus contemporâneos, em razão de sua miopia fortíssima. No verão de 1944, ele vê sua vida ruir depois que grande parte de seus alunos contrai poliomielite. Apavorado com a possibilidade de ficar paralítico, ele entra em um dilema cruel: fugir e escapar da pólio ou ficar e proteger as crianças? Philip Roth apresenta, em seu mais novo romance, a radiografia do sofrimento de um homem quando posto em contato direto com a morte.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sábado, Ian McEwan

Resenha extraído do site da Companhia das Letras

Nascido em 1948, Ian McEwan é considerado por muitos críticos o melhor romancista de sua geração, na Inglaterra. Em Sábado, seu romance mais recente, ele conta todas as horas de um dia na vida de Henry Perowne, neurocirurgião londrino altamente conceituado. A data é 15 de fevereiro de 2003. O dia de folga do médico será abalado por dois acontecimentos paralelos, um público e outro privado: no centro de Londres se prepara a maior manifestação popular já vista na cidade, com 1 milhão de pessoas nas ruas para contestar a invasão iminente do Iraque; ao mesmo tempo, um banal acidente de trânsito envolvendo o carro de Perowne e o de um homem com graves problemas neurológicos - problemas que Perowne conhece como poucos - trará conseqüências graves para o médico e sua família. Embora Perowne tente ver o mundo pela lente da razão e da lógica científica, o incidente fará explodir forças brutais que desafiarão suas certezas e todo o seu modo de vida.
Ao apresentar ruas e bairros de Londres com notável realismo visual e sensorial, Ian McEwan retrata com agudeza um momento em que o impacto dos atentados do 11 de Setembro em Nova York repercute na consciência dos ingleses, despertando a compreensão de que sua sociedade é vulnerável. O escritor sabe valer-se do ambiente impregnado pelo temor de novos atentados para conferir aos detalhes triviais do cotidiano uma carga de tensão equivalente à de seus premiados romances Amsterdam e Reparação.
A fim de narrar com precisão as perigosas e delicadas cirurgias cerebrais, McEwan conviveu por dois anos com neurocirurgiões e presenciou inúmeras operações num hospital de Londres.

"McEwan é extremamente talentoso e domina todos os recursos da ficção." - The Washington Post
"Sábado confirma que McEwan é o melhor romancista de sua geração." - Sunday Times
"Um romance deslumbrante." - New York Times

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Filme Nacional

Quem já assistiu gostou! Uma comédia bem divertida...

Sinopse:

Até onde você iria para ser feliz? Nessa deliciosa comédia, a chef de cozinha Teodora embarca em uma jornada de descobertas que farão dela uma nova mulher. Crises no amor e na vida profissional a levarão - junto com o amigo Zeca e a espanhola Milena - à percorrer o Caminho de Santiago de Compostela, cenário ideal para encontros, reencontros e aventuras.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

11 de setembro

Lista de filmes e livros cujo tema principal é o 11 de setembro
Época, 08/09/2011

Extremamente Alto & Incrivelmente Perto - Jonathan Safran Foer

O livro é uma das mais conceituadas obras sobre o 11 de Setembro, embora seja um romance de ficção e não um livro sobre os fatos históricos em si. É também considerado uma das obras primas do autor americano Jonathan Safran Foer. Extremamente Ato & Incrivelmente Perto narra a história do garoto Oskar, de apenas 9 anos, uma criança bastante inteligente para sua idade e que tem de lidar com a perda de seu maior herói, o próprio pai, nos atentados do 11 de Setembro. Na história, o pai dele, por acaso, participava de uma reunião em um restaurante no último andar de um dos prédios no dia 11/9/2001. Mas a maior dor que o menino enfrenta é o peso e a responsabilidade que julga ter por ter sido o único a ouvir as últimas palavras do pai, deixadas em uma secretária eletrônica que ele esconde da própria mãe.

À Sombra das Torres Ausentes - Art Spiegelman

O conceituado cartunista Art Spiegelman, autor de Maus, retrata com desenhos o desespero sentido no dia 11 de setembro de 2001. Um dia antes aos ataques terroristas, Spiegelman e sua esposa, Françoise Mouly, haviam matriculado sua filhinha em uma escola próxima ao World Trade Center. No dia 11, ao verem a primeira torre ser atingida pelo primeiro avião, correram desesperados ao encontro da pequena Nadja, que escapou ilesa dos ataques. A história é uma narrativa da busca dos pais por seus dois filhos, mas também traz uma crítica à administração do então presidente americano, George W. Bush.

102 Minutos - a história inédita da luta - Jim Dwyer e Kevin Flynn

Dois repórteres do jornal americano The New York Times, Jim Dwyler e Kevin Flynn, narram os acontecimentos no intervalo de tempo exato entre o instante em que o primeiro avião colidiu com a Torre Sul do World Trade Center e o ponto em que a Torre Norte, a segunda a desabar, caiu em Manhattan no dia 11/9/2001. O livro, puro jornalismo literário, traz depoimentos com equipes de resgate e sobreviventes que estavam nos prédios das Torres Gêmeas para reconstruir o cenário de confusão e caos que se instalou no WTC após os ataques terroristas.

With their Eyes - Annie Thoms e Taresh Batra

O livro é uma compilação de narrativas feitas por alunos da Stuyvesant High School, uma escola localizada a poucas quadras do local em que ficavam as Torres Gêmeas em Nova York. Alunos, professores, diretores e funcionários dão a sua versão do 11 de Setembro e contam como era estar no meio do caos.

O Jardim dos Últimos Dias - Andre Dubus III

O autor Andre Dubus III narra a história (ficctiva) do árabe Bassam, um dos terroristas responsáveis pelo sequestro de um dos aviões do 11 de Setembro. Na Flórida, Bassam desfruta daquilo que de melhor a sociedade ocidental pode oferecer para entreter uma pessoa. Nesses dias que antecedem o 11 de setembro de 2001, conhece a dançarina de striptease April, que tem uma filhinha. O livro foi inspirado nos rumores de que um dos terroristas teria chegado aos EUA antes do dia 11 para aproveitar seus últimos momentos.

Homem em Queda - Don DeLillo

O título do livro faz uma alusão às imagens de pessoas em queda livre feitas no 11 de Setembro. Junto com Extremamente Alto & Incrivelmente Perto, Homem em Queda é considerada uma das maiores obras de ficção cujo pano de fundo são os atentados terroristas em Nova York. Keith, um dos sobreviventes do atentado, vai ao encontro de sua ex-mulher, Lianne, carregando uma pasta que não lhe pertence. Ele tem que achar o dono da pasta e ainda precisa começar a reconstruir sua vida depois do trauma vivido.

A Terrorista Desconhecida - Richard Flanagan

Pós-11 de Setembro, uma stripper de uma boate em Sydney, na Austrália, se envolve com um árabe muçulmano, Tariq. Depois de apenas uma noite juntos, o rapaz desaparece e, algum tempo depois, a moça descobre que ele era suspeito de terrorismo e era procurado. Como foi vista junto de Tariq, a stripper é associada a seu nome como cúmplice e tem que lutar para provar sua inocência.

11 de Setembro - Noam Chomsky

Noam Chomsky é um linguista e um dos grandes filósofos americanos contemporâneos. No livro, Chomsky traz uma série de entrevistas concedidas a jornalistas estrangeiros no mês que se seguiu aos atentados do 11 de Setembro, e tenta chegar ao motivo que resultou na tragédia que matou 2.996 pessoas em Nova York.

O Vulto das Torres - Lawrence Wright

O colaborador do The New York Times Lawrence Wright escreve uma das obras de jornalismo investigativo do 11 de Setembro para tentar chegar às razões que teriam levado a Al-Qaeda de Bin Laden a planejar e executar os atentados contra as Torres Gêmeas em Nova York e contra o Pentágono. Com o fim da Guerra Fria, havia o sentimento generalizado de que o mundo viveria um longo e próspero período de paz. Nem mesmo o serviço secreto americano foi capaz de antecipar os ataques. Wright faz um relato e tenta explicar quem e o quê é a Al-Qaeda.

110 stories - New York writes after september 11 - Ulrich Baer

O autor Ulrich Baer reúne 110 textos escritos pelos “escritores” de Nova York. Poetas, autores anônimos, pessoas comuns, teatrólogos... Todos os novaiorquinos ligados à escrita pareciam ter algo a dizer sobre o 11 de Setembro, mas a maior parte dos relatos e grandes livros foram feitos apenas por jornalistas. São textos de diferentes autores novaiorquinos, muitos dos quais só vieram a fazer sucesso depois dos atentados.

City in the Sky - The Rise and Fall of the World Trade Center - James Ganz e Eric Lipton

Dois jornalistas do The New York Times reconstróem toda a história das Torres Gêmeas do World Trade Center, desde sua construção até sua queda em 11 de setembro de 2001, após serem atingidas pelos aviões sequestrados. É um livro que, embora não tenha como pano de fundo exatamente os atentados, conta toda a história e curiosidades dos prédios, aproximando o leitor um pouco mais dos novaiorquinos ao explicar a importância e o simbolismo escondidos por trás daqueles dois prédios.


Voo United 93 (United 93)

Diretor: Paul Greengrass
O filme tenta contar, em tempo real, os eventos que levaram à queda do voo 93 da United Airlines, em Shanksville, Pennsylvania. O avião foi o quarto sequestrado e caiu quando os passageiros tentaram retomar o controle da aeronave.

Torres Gêmeas (World Trade Center)

Diretor: Oliver Stone
Conta a história dos policiais de Nova York John McLoughlin e Will Jimeno. No 11 de Setembro de 2001, eles foram dois dos primeiros a chegar ao World Trade Center e entraram na primeira das torres atingidas para resgatar os sobreviventes. Eles estavam no prédio quando este desabou.

The Hamburg Cell

Diretor: Antonia Bird
O filme, cuja tradução é A Célula de Hamburgo, conta a história da célula terrorista formada por fundamentalistas islâmicos na cidade alemã e que, segundo serviços de Inteligência ocidentais, produziu gente como Mohammed Atta, Ramzi bin al-Shibh e Ziad Jarrah, três dos pilotos dos atentados.

Fahrenheit 11 de Setembro (Fahrenheit 9/11)

Diretor: Michael Moore
O controverso documentário do igualmente polêmico diretor Michael Moore debate, com a inclusão de várias teorias conspiratórias, as causas e consequências dos atentados de 11 de setembro. O documentário faz ligações com a guerra do Iraque e tenta mostrar as supostas ligações entre as famílias do ex-presidente George W. Bush e a de Osama bin Laden.

DC 9/11: Time of Crisis

Diretor: Brian Trenchard-Smith
Filme feito para a TV que conta a história do 11 de setembro e dos dias seguintes a partir do ponto de vista do presidente dos Estados Unidos na época, George W. Bush.

11/9

Diretores: Jules e Gedeon Naudet
Os irmãos franceses estavam realizando um documentário sobre a vida de um bombeiro de Nova York e conseguiram fazer a única filmagem do primeiro avião atingindo uma das torres. Eles fizeram o documentário com imagens coletadas naquele dia, tanto dentro da torre, durante o resgate, quanto nas ruas de Nova York.

Comentários:

- Dentre vários filmes, indico um que vi recentemente: " O visitante", dirigido por Thomas McCarthy. Retrata com sensibilidade a vida de imigrantes ilegais e daqueles que tentam obter o Green Card depois do 11/9. Geórgia Lima
- Faria, ainda, referência a Saturday, do Ian McEwan, The Good Life, de Jay McInerney e A Gate at the Stairs, de Lorrie Moore. E nos filmes faltaram referências a Shortbus, de John Cameron Mitchell, e Reine Sobre Mim, de Mike Binder (com o Adam Sandler no papel principal). Ambos os filmes lidam, cada qual à sua maneira, com a questão do trauma pós-11/9. Faltou, também, uma referência extremamente necessária que é à coletânanea de curtas-metragem que no Brasil foi traduzida como 11 de Setembro. Eduardo Marks de Marques

domingo, 11 de setembro de 2011

Um cúmplice, é o que eu quero!

Alguém especial
É isso que você quer – ou um monte de gente basta?
Ivan Martins - Diretor-Executivo de Época 24/08/2011

“Ficar com muita gente é fácil”, diz um amigo meu, com pouco mais de 25 anos. “Difícil é achar alguém especial”.

Faz algum tempo que tivemos essa conversa. Ele tentava me explicar por que, em meio a tantas garotas bonitas, a tantas baladas e viagens, ele não se decidia a namorar.
Ele não disse que estava sobrando mulher. Não disse que seria um desperdício escolher apenas uma. Não falou em aproveitar a juventude ou o momento e nem alegou que teria dificuldade em escolher. Disse apenas que é difícil achar alguém especial.
Na hora, parado com ele na porta do elevador, aquilo me pareceu apenas uma desculpa para quem, afinal, está curtindo a abundância. Foi depois que eu vim a pensar que existe mesmo gente especial, e que é difícil topar com uma delas.
Claro, o mundo está cheio de gente bonita. Também há pessoas disponíveis para quase tudo, de sexo a asa delta. Para encontrar gente animada, basta ir ao bar, descobrir a balada, chegar na festa quando estiver bombando. Se você não for muito feio ou muito chato, vai se dar bem. Se você for jovem e bonita, vai ter possibilidade de escolher. Pode-se viver assim por muito tempo, experimentando, trocando de gente sem muita dor e quase sem culpa, descobrindo prazeres e sensações que, no passado, estariam proibidos, especialmente às mulheres.
Mas talvez isso tudo não seja suficiente.
Talvez seja preciso, para sentir-se realmente vivo, um tipo de sensação que não se obtém apenas trocando de parceiro ou de parceira toda semana. Talvez seja preciso, depois de algum tempo na farra, ficar apaixonado. Na verdade, ficar apaixonado pode ser aquilo que nós procuramos o tempo inteiro – mas isso, diria o meu jovem amigo, exige alguém especial.
Desde que ele usou essa fatídica expressão, eu fiquei pensando, mesmo contra a minha vontade, sobre o que seria alguém especial, e ainda não encontrei uma resposta satisfatória. Provavelmente porque ela não existe.
Você certamente já passou pela sensação engraçada de ouvir um amigo explicando, incansavelmente, por que aquela garota por quem ele está apaixonado é a mulher mais linda e mais encantadora do mundo – sem que você perceba, nela, nada de especial. OK, a garota é bonitinha. OK, o sotaque dela é charmoso. Mas, quem ouvisse ele falando, acharia que está namorando a irmã gêmea da Mila Kunis. Para ele ela é única e quase sobrenatural, e isso basta.
Disso se deduz, eu acho, que a pessoa especial é aquela que nos faz sentir especial.
Tenho uma amiga que anda apaixonada por um sujeito que eu, com a melhor boa vontade, só consigo achar um coxinha. Mas o tal rapaz, que parece que nasceu no cartório, faz com que ela se sinta a mulher mais sensual e mais arrebatada do planeta. É uma química aparentemente inexplicável entre um furacão e um copo de água mineral sem gás, mas que parece funcionar maravilhosamente. Ela, linda e selvagem como um puma da montanha, escolheu o cara que toma banho engravatado, entre tantos outros que se ofereciam, por que ele a faz sentir-se de um modo que ninguém mais faz. E isso basta.
É preciso admitir que há gente que parece especial para todo mundo. Não estou falando de atores e atrizes ou qualquer dessas celebridades que colonizam as nossas fantasias sexuais como cupins. Falo de gente normal extremamente sedutora. Isso existe, entre homens e entre mulheres. São aquelas pessoas com quem todo mundo quer ficar. Aquelas por quem um número desproporcional de seres humanos é apaixonado. Essas pessoas existem, estão em toda parte, circulam entre nós provocando suspiros e viradas de pescoço, mas não acho que sejam a resposta aos desejos de cada um de nós. Claro, todo mundo quer uma chance de ficar com uma pessoa dessas. Mas, quando acontece, não é exatamente aquilo que se imaginava. Você pode descobrir que a pessoa que todo mundo acha especial não é especial para você.
Da minha parte, tendo pensado um pouco, acho que a pessoa especial é aquele que enche a minha vida. Ela é a resposta às minhas ansiedades. Ela me dá aquilo que eu nem sei que eu preciso – às vezes é paz, outras vezes confusão. Eu tenho certeza que ela é linda por que não consigo deixar de olhá-la. Tenho certeza que é a pessoa mais sensual do mundo, uma vez que eu não consigo tirar as mãos dela. Certamente é brilhante, já que ela fala e eu babo. E, claro, a mulher mais engraçada do mundo, pois me faz rir o tempo inteiro. Tem também um senso de humor inteligentíssimo, visto que adora as minhas piadas. Com ela eu viajo, durmo, como, transo e até brigo bem. Ela extrai o melhor e o pior de mim, faz com que eu me sinta inteiro.
Deve ser isso que o meu amigo tinha em mente quando se referia a alguém especial. Se for isso vale a pena. As pessoas que passam na nossa vida são importantes, mas, de vez em quando, alguém tem de cavar um buraco bem fundo e ficar. Essas são especiais e não são fáceis de achar.

sábado, 10 de setembro de 2011

Rima dos Sabores

O Rima dos Sabores é a nova atração em restaurante de Belo Horizonte/MG, oferecendo um vasto cardápio de carnes e petiscos exóticos (Avestruz, Búfalo, Jacaré, Javali, Rã, entre outros), cervejas e chopp artesanal Falke.

Vou até lá descobrir o gosto da carne de rã...
Depois eu conto, ok?!

Estamos localizandos na Rua Esmeralda, 522 - Bairro Prado, em Belo Horiznte/MG.
Funcionamos de ter à qua de 17h30 às 23h30 e de qui à sab de 17h30 às 00h00.

* às segundas, o restaurante é reservado para a Confraria Exótico Sabor.





sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pó dos Livros - blog

Para quem não conhece o Pó dos Livros


Nota: entrevista realizada para a revista Montepio, em 16 de Maio de 2011, pelo jornalista Filipe Avillez.


P: Para quem não conhece a Pó dos Livros, qual é a especificidade da sua livraria?
R: A Pó dos Livros é uma livraria de bairro, independente, alternativa, com livreiros experientes e gosto pela partilha das suas leituras. Tem um conceito arquitectónico que nos transporta para um ambiente retro, decorada com objectos de outros tempos, fazendo lembrar as antigas e tradicionais livrarias de Londres, com estantes altas, negras, de madeira trabalhada, e com as paredes coloridas. Procura atrair um público diferenciado do das livrarias de grande superfície, clientes mais exigentes, mais selectivos, se quiser. Oferecemos um largo conjunto de livros, que passa pelas novidades editoriais dos autores mais valorizados, pelo fundo de catálogo, pelos clássicos da literatura que, cada vez mais, são difíceis de encontrar nas livrarias de centro comercial. Tentamos dar o máximo de visibilidade aos catálogos das pequenas editoras, a edições de autor e a textos esquecidos. Privilegiamos, sem nenhum pudor de o expressar, as editoras e chancelas de qualidade. Somos particularmente exigentes na selecção dos livros da secção infantil e juvenil, tanto em termos da qualidade gráfica como pedagógica. Afinal de contas, é quase sempre nestas faixas etárias que se ganha o apetite, ou não, pela leitura. Tentamos sempre satisfazer aqueles pedidos que ninguém quer aceitar, porque dão muito trabalho e pouco retorno financeiro, isto é, fazemos, sistematicamente, périplos pelos alfarrabistas, feiras de usados, etc., em busca de um só livro que há muito se encontra esgotado e que não custa mais de cinco euros, mas que o cliente deseja muito adquirir. Por vezes, dizem-nos que fazemos milagres. Apostamos nos novos meios de comunicação gratuitos que a Internet nos proporciona, como o blogue, o twitter e o facebook. Creio não errar se disser (e passe a imodéstia) que a Pó dos Livros é a livraria em Portugal com o maior número de fãs no facebook, sendo o nosso blogue um dos mais visitados na área dos livros.
P: Parte central do trabalho do livreiro passa pela selecção das obras a comprar. Quando se editam em média 40 livros por dia no nosso país, como é que lida com isso?
R: Essa é uma das grandes dificuldades na gestão de uma livraria. O espaço físico é obviamente limitado para o exagerado número de livros que se edita e que ultrapassa as reais necessidades do consumidor. Basta entrar num armazém de qualquer editor, olhar para as montanhas estagnadas de livros acumulados, para apurarmos que isso é verdade. O mercado do livro é o único em que, quando decresce a procura, aumenta a oferta. Este paradoxo é resultado das mais ou menos recentes políticas comerciais adoptadas por quase todas as editoras, face à necessidade contínua que têm de lançar novidades, por vezes com qualidade duvidosa, de forma a servir as exigências dos hipermercados, colocando em perigo, do meu ponto de vista, todo o sector do livro. É impossível uma livraria ter tudo, tanto fisicamente como financeiramente. Não nos resta outra opção (o que alguns editores não entendem) a não ser seleccionar, escolher criteriosamente os títulos e autores que nós acreditamos serem os ideais para o perfil do nosso cliente. E excluir aqueles títulos que consideramos terem menos hipóteses de serem vendidos, mas que, no entanto, podem sempre ser encomendados. Desta forma, tentamos reduzir, tanto para nós como para os editores, os custos inerentes às devoluções.
P: No seu blogue escreveu recentemente sobre o perigo de, num futuro próximo, deixar de haver livrarias em Portugal. Porquê?
R: O que escrevi foi um alerta, uma provocação. Obviamente, continuará a haver livrarias. Contudo, o seu número poderá diminuir drasticamente e a uma velocidade ainda maior do que aquela que fez desaparecer as lojas de música da Valentim de Carvalho, se nada se fizer, é claro, para evitar a pirataria e defender os direitos de autor. Porquê? Essa é uma questão à qual não podemos responder em poucas linhas e que levanta muitas outras questões às quais numa entrevista curta como esta é impossível responder cabalmente. Vou tentar responder o mais sucintamente possível, tocando apenas nalguns pontos que me parecem importantes:
Em primeiro lugar, acredito que a grande parte dos livros impressos, com excepção dos livros que as pessoas querem ler na íntegra, como romances, poesia, teatro e similares, irão no máximo, em uma ou duas gerações, ser substituídos pelos chamados livros electrónicos. Para dar um exemplo: a maior livraria virtual do mundo, a Amazon, já vende mais livros electrónicos do que livros impressos. Aparentemente, esta realidade levou a que a conhecida cadeia de livrarias Barnes & Noble tenha encerrado algumas das suas mais emblemáticas lojas, enquanto novas livrarias especializadas e independentes surgem e se afirmam nesse mercado. E como normalmente tudo o que acontece nos Estados Unidos se repete rapidamente nos países da Europa, algo de análogo poderá vir a acontecer nas grandes cadeias de livrarias em Portugal. Receio não poder vir a dizer o mesmo em relação às nossas livrarias independentes. Os segmentos e nichos de mercado no nosso país são tão pequenos que, presumivelmente, não permitirão um fluxo suficiente de vendas para que o mesmo suceda por cá. Se não queremos ver no futuro as nossas cidades despidas de livrarias, teremos que fazer uma reflexão séria sobre se elas têm ou não uma função importante na divulgação do livro e da leitura. Se não têm, então não são necessárias, mas se têm, então devem ser apoiadas. Não digo todas. Poder-se-ia criar uma espécie de selo de qualidade para aquelas que de facto desenvolvam esse trabalho, o qual, forçosamente, teria de obedecer a uma série de critérios apertados.
Em segundo lugar, é ultrajante o desrespeito total pela lei do preço fixo, principalmente os descontos praticados em livros com menos de dezoito meses de edição, nas grandes Feiras do Livro de Lisboa e do Porto. Isso só acontece porque infelizmente não existe nenhum tipo de fiscalização, ou se existe ninguém liga nenhuma. Estas feiras prejudicam gravemente as livrarias que nelas não participam. A verdade é que as grandes Feiras do Livro provocam quedas abruptas nas vendas das livrarias, cujos efeitos se prolongam muito para além da duração das mesmas. Isto obriga as livrarias, muitas vezes, a terem de recorrer ao crédito bancário, com juros altíssimos, para fazerem face às suas despesas correntes durante esse tempo. Não podemos competir com a política de preços baixos praticada constantemente pelos grandes grupos de retalho ou editoras em campanhas e feiras de livros por todo o país. A concorrência é completamente desleal e por vezes até ilegal. Por outro lado, também é verdade que existe uma desmedida pressão sobre as editoras, principalmente sobre as independentes, por parte do grande retalho, no sentido de as obrigar a esmagar as suas margens comerciais. Conseguem-no servindo-se do enorme poder negocial que têm, asfixiando as já debilitadas tesourarias das editoras independentes. Todavia, estas editoras, e as outras, nunca fazem o mesmo tipo de desconto aos pequenos livreiros. É frequente os pequenos livreiros encontrarem nos grandes espaços melhores margens comerciais do que aquelas que podem conseguir comprando directamente aos editores. E esta é, lamentavelmente, a lei do mercado.
P: Paulo Teixeira Pinto afirmou, recentemente, que no último ano a indústria dos livros não tinha sido afectada pela crise. Por outro lado, eu ouço os livreiros e editores a falar de crise há muito tempo… em que é que ficamos? E como é que um livreiro independente lida com a crise?
R: Com todo o respeito e sem nenhum tipo de ironia, quem sou eu para pôr em causa o que esse senhor afirma ou com que intenção o faz. Provavelmente, terá acesso a números a que os livreiros não têm possibilidade de aceder. No entanto, não me parece que a indústria do livro possua um antivírus, um antídoto contra a crise, e o argumento de que quem compra livros são só as pessoas que têm dinheiro é completamente falso. O facto de se editarem muito mais livros para se venderem mais alguns livros, não significa necessariamente maiores proveitos. Concordo que o sector, o ano passado, não tenha sido dos mais afectados, comparado com outras áreas. Mas é inegável, desde que se começou a falar em crise, já lá vão uns anos (sobretudo após os rumores da entrada do FMI em Portugal e que infelizmente vieram a concretizar-se), as vendas nas livrarias não têm parado de cair. Respondendo à sua pergunta: como é que um livreiro independente lida com a crise? Diria que é inovando, diferenciando-se, saindo da loja, procurando clientes noutros locais, nomeadamente nos espaços públicos, organizando eventos, workshops, debates, tertúlias, associando-se, cooperando, etc. Se nada disto resultar, resta fechar as portas, como tem vindo recentemente a acontecer a muitas livrarias independentes.
P: As pessoas que trabalham no ramo dos livros, como é o seu caso, ou como editores, ou como livreiros, ou as duas coisas, parece que ficam “agarradas” e nunca mais saem... qual é a paixão de trabalhar com livros?
R: Não creio que actualmente isso ainda seja verdade. Cada vez mais chegam ao nosso sector profissionais, nomeadamente gestores de produto, que nada têm a ver com essa paixão e que trabalham o livro como trabalham outro produto qualquer. Depois partem para outras paragens. Antigamente, sim, os livreiros, que eram muitas vezes também editores, vinham essencialmente de gerações de outros livreiros que depois passavam aos seus sucessores a paixão pelos livros e pela leitura. Os editores, cada vez mais raros, e também eles, agora, transformados em gestores de produtos, são, ou eram, sobretudo homens da cultura, da procura do saber, da escrita, interesses que claramente os faziam querer estar junto dos escritores e do livro. No meu caso, é mesmo carolice. Gosto do objecto, do prazer que a leitura me oferece, da ilusão; da loucura, como dizia Voltaire, que surge nos homens quando pretendem ser sábios.
Jaime Bulhosa


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Alienação parental

Drama familiar - Conjur

Lei garante a proteção do filho nas brigas judiciais
Por Camila Ribeiro de Mendonça

Quando um casal não vive sob o mesmo teto, por mais nefastas ou fúteis que tenham sido as razões da ruptura, o que tem de ser levado em conta é o bem-estar dos filhos. O que a princípio parece claro, na prática é bastante nebuloso. Movidos por sentimentos que vão desde o ódio até o inconformismo, muitas vezes um dos genitores alimenta na criança um sentimento de animosidade em relação ao ex-companheiro. Isso acaba por deixar os filhos no mínimo angustiados, e, em última análise, com a saúde mental afetada. Há tempos o Direito vem tentando achar uma solução pontual para lidar com essa realidade. A Lei de Alienação Parental (Lei 12.318/2010), criada para punir esse tipo de comportamento, acaba de completar um ano em vigor.
A chamada Síndrome de Alienação Parental (abreviada como SAP) nasceu nos consultórios psiquiátricos americanos. O termo foi taxado pelo psiquiatra Richard Gardner, no início de 1980, e se referia ao que ele descreve como um distúrbio no qual uma criança, numa base contínua, deprecia e insulta um dos pais sem qualquer justificativa, devido a uma combinação de fatores, incluindo a doutrinação pelo outro progenitor (quase exclusivamente como parte de uma disputa da custódia da criança). Gardner introduziu o termo em um documento de 1985, descrevendo um conjunto de sintomas que tinha observado durante o início de 1980.
Os efeitos dessa prática perversa já eram observados pelo Direito muito antes da lei recém-criada, como pode ser notado nos dispositivos legais que tentavam coibir esse tipo de comportamento. Segundo a advogada, Regina Beatriz Tavares da Silva, presidente da Comissão de Direito de Família do Iasp (Instituto dos Advogados de São Paulo), o artigo 168 do Código Civil fala da responsabilidade geral (quem viola direito e causa danos fica obrigado a repará-los). O ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), em seu artigo 213, diz que o juiz pode decretar multa no caso de empecilhos à visitação. A advogada menciona também a modificação no artigo 1.584 Lei 11.698, onde consta no parágrafo 4º que o descumprimento imotivado de guarda, unilateral ou compartilhada, pode ser punido com redução de horas de convivência.
“Por isso a lei tem prestígio, pois foi maturada no tempo, experimentada, o mérito dela foi conceituar a alienação parental de formas exemplificativas”, orgulha-se Regina Beatriz. São exemplos desse comportamento, atitudes como: fazer campanha contra o outro genitor; dificultar o exercício da autoridade parental; dificultar o contato da criança com o genitor, (organizar viagens nos dias da visita); omitir informações relevantes (se o filho tem problemas na escola ou de saúde); apresentar falsa denúncia contra o genitor; mudar de cidade ou endereço sem justificativa. Essas e outras picuinhas, agora podem ser punidas judicialmente.
A advogada Regina Beatriz menciona algumas estratégias da alienação parental, que "vão desde a limitação injustificada do contato da criança com o genitor alienado até o induzimento da criança em escolher um ou outro dos pais. Passam também por punições sutis e veladas quando a criança expressa satisfação ao relacionar-se com o genitor alienado, pela revelação de segredos à criança a reforçar o seu senso de cumplicidade. Evita-se mencionar o nome do genitor alienado dentro de casa, limita-se o contato da família com o genitor alienado".
As crianças alienadas podem apresentar distúrbios psicológicos como depressão, ansiedade e pânico. Também a tendência suicida pode manifestar-se nesses menores. Sua baixa autoestima evidencia-se, do que decorrerão outros problemas na fase adulta, como as dificuldades de estabelecer uma relação estável, afirma a advogada.
Na prática
A 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, consentiu que um filho de oito anos tivesse o direito de pernoitar na casa do pai e ampliou, também para outras ocasiões, o tempo de convívio entre eles. No entendimento do desembargador relator Natan Arruda, o obstáculo apresentado pela genitora foi prejudicial à criança. “O individualismo da mãe deve ser afastado de plano e o procedimento da apelante caracteriza alienação parental, pois a recorrente já propusera ação de destituição de pátrio poder em face do recorrido, porém, sem sucesso.”
Consta dos autos que os estudos psicológico e social demonstraram que a criança está apta a ampliar o vínculo afetivo com o pai, salientando, ainda, que quando não se encontra na presença da mãe o filho aceita o pai com tranquilidade.
Em outro acórdão, a 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul obrigou a mãe a conceder ao pai direito de visitação a filha, sob pena de multa de um salário mínimo por dia em caso de descumprimento. Para o desembargador relator Luiz Felipe Brasil, a genitora estava “insistindo em discordar da aproximação do genitor e da filha sem, contudo, demonstrar algum motivo concreto, depreendendo-se, pelo revés, que o afastamento da filha e do pai decorre da conflituosa separação do casal”.
A defesa do pai argumentou que a mãe concordava formalmente com a visitação, mas impedia de todas as formas a convivência, evidenciando a prática de alienação parental, pois a criança teria dificuldade de reconhecê-lo como pai em razão do transcurso do tempo.
A mãe, em contrapartida, alegou que há quatro anos a filha não vê o pai biológico e, por isso, não deseja revê-lo, limitando-se a respeitar a vontade da menina. Alegou ainda que o agravante foi um péssimo marido.
Punição
O especialista em Direito de Família, Antônio Marcos Nohmi, diz que a lei pode ser levantada ou discutida em qualquer processo, tanto numa ação autônoma, quanto suscitada incidentalmente. Quando existem indícios, o juiz pode tomar sempre tomar medidas preventivas.
Segundo ele, sanções cabíveis decorrentes da lei “passam pela aplicação de multa, aumento do convívio estipulado em juízo, também pode ser fixado tratamento psicológico para que seja feita uma reconstrução dos laços afetivos entre a criança alienada e o pai ou mãe, mudança do regime de guarda (de alternada para compartilhada), e finalmente, chegando à possibilidade de perder a condição de exercer o exercício da maternidade ou paternidade”.
Tudo indica, ao menos do ponto de vista jurídico, que é aconselhável aos pais resolverem seus problemas interpessoais ou expurgarem suas mágoas de outra forma que se limite ao universo dos adultos. Haja vista que a Justiça vem aplicando formas punitivas cada vez mais abrangentes.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Agenda pré-olímpica - rumo a 2012

Acompanhe a agenda que preparará nossos atletas no site:
XXX Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, de 13 a 26 de setembro de 2011, na cidade de Lille, França.
Mundial de Ginástica Artística do Japão, de 07 a 16 de outubro;
Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, de 14 a 30 do mesmo mês.

Vamos torcer por nossos atletas Diego Hypolito (solo, cavalo com alças e salto), Daiane dos Santos (assimétricas, solo) e Jade Barbosa (salto, trave, assimétricas e solo).
Também Adrian Gomes (salto e trave) e Arthur Zanetti (argolas) que fizeram bonito na Copa do Mundo de Ginástica Artística na Bélgica.

Fabiana Beltrame no remo...
Fabiana Murer no salto com vara - foto perfeita de Lee Jin-man/AP:

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CCMEF

Em vez de reviver a CPMF, sugiro criar a Contribuição dos Corruptos Municipais, Estaduais e Federais

RUTH DE AQUINO, Época, 02 09 2011

"Quem falar que resolve a saúde sem dinheiro é demagogo. Mente para o povo.”

Dilma está certa. É urgente. Em lugares remotos do Brasil, hospitais públicos são mais centros de morte que de cura. Não é possível “fazer mágica” para melhorar a saúde, afirmou Dilma. Verdade. De onde virá a injeção de recursos? A presidente insinuou que vai cobrar de nós, pelo redivivo “imposto do cheque”. Em vez de tirar a CPMF da tumba, sugiro criar a CCMEF: Contribuição dos Corruptos Municipais, Estaduais e Federais.
A conta é básica. A Saúde perdeu R$ 40 bilhões por ano com o fim da CPMF, em 2007. As estimativas de desvio de verba pública no Brasil rondam os R$ 40 bilhões por ano. Empatou, presidente. É só ter peito para enfrentar as castas. Um país recordista em tributação não pode extrair, de cada cheque nosso, um pingo de sangue para fortalecer a Saúde. Não enquanto o governo não cortar supérfluos nem moralizar as contas.
Uma cobrança de 0,38% por cheque é, segundo as autoridades, irrisória diante do descalabro da Saúde. A “contribuição provisória” foi adotada por Fernando Henrique Cardoso em 1996 e se tornou permanente. O Lula da oposição dizia que a CPMF era “um roubo”, uma usurpação dos direitos do trabalhador. Depois, o Lula presidente chamou a CPMF de “salvação da pátria”. Tentou prorrogar a taxação, mas foi derrotado no Congresso.
A CPMF é um imposto indireto e pernicioso. Pagamos quando vamos ao mercado e mesmo quando pagamos impostos. É uma invasão do Estado nas trocas entre cidadãos. Poderíamos dizer que a aversão à CPMF é uma questão de princípio.
Mas é princípio, meio e fim. Não é, presidente?
“Não sou a favor daquela CPMF, por conta de que ela foi desviada. Por que o povo brasileiro tem essa bronca da CPMF? Porque o dinheiro não foi para a Saúde”, afirmou Dilma. E como crer que, agora, não haverá mais desvios?
Como acreditar? O Ministério do Turismo deu, no fim do ano passado, R$ 13,8 milhões para uma ONG treinar 11.520 pessoas. A ONG foi criada por um sindicalista sem experiência nenhuma com turismo. Como acreditar? A Câmara dos Deputados absolveu na semana passada Jaqueline Roriz, apesar do vídeo provando que ela embolsou R$ 50 mil no mensalão do DEM.
Como acreditar? Os ministros do STF exigem 14,7% de aumento para passar a ganhar mais de R$ 30 mil. Você terá reajuste parecido neste ano? O orçamento do STF também inclui obras e projetos, como a construção de um prédio monumental para abrigar a TV Justiça. É prioridade?
O Congresso gasta, segundo a organização Transparência Brasil, R$ 11.545 por minuto. O site Congresso em Foco diz que cada um de nossos 513 deputados federais custa R$ 99 mil por mês. Cada um dos 81 senadores custa R$ 120 mil por mês. São os extras. E o Tiririca ainda não descobriu o que um deputado federal faz.
“É sério. Vamos ter de discutir de onde o dinheiro vai sair (para a Saúde).”
Tem razão, presidente. Mas, por favor, poupe-nos de seu aspirador seletivo.
A senhora precisa mesmo de 39 ministérios consumindo bilhões? Aspire os bolsos gordos da turma do Novais, do Roriz, do Sarney. Apele à consciência cívica dos políticos e juí­zes que jamais precisaram do Sistema Único de Saúde.
Vamos criar o mensalão da Saúde. Um mensalão do bem, presidente. Corruptos que contribuírem serão anistiados. ONGs fantasmas, criadas com a ajuda de ministros & Cia., terão um guichê especial para suas doações. O pessoal que já faturou por fora com a Copa está convocado a dar uns trocados para a Saúde.
Enfiar goela abaixo dos brasileiros mais um imposto, nem com anestesia. Um dia nossos presidentes entenderão o que é crise de governabilidade. Não é a revolta dos engravatados em Brasília nem a indignação dos corredores e gabinetes. A verdadeira crise de poder acontece quando o povo se cansa de ser iludido.
Os árabes descobriram isso tarde demais. Deitavam-se em sofás de sereias de ouro, cúmulo da cafonice. Eles controlavam a mídia, da mesma forma que os companheiros do PT estão tentando fazer por aqui. Não deu certo lá. Abre o olho, presidente.

domingo, 4 de setembro de 2011

CasaCor 2011

De 20 agosto a 04 de outubro

 









Horário

Quarta a Sexta: 16:00hs às 22:00hs
Sábados: 13:00hs às 22:00hs
Domingos e Feriados: 13:00hs às 19:00hs

Local
Av. Princesa Diana, 665 - Alphaville - Nova Lima - MG

Ingressos
Inteira: R$ 40,00
Meia: R$ 20,00 (idosos e estudantes)

sábado, 3 de setembro de 2011

Morar mais por menos


No antigo prédio da Maternidade Hilda Brandão será a parte administrativa da Santa Casa.
Uma arquitetura fantáástica:


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cuba, por Fernando Morais

Interessante como uma reportagem, um lançamento de livro, que seja, motiva o meu saber...
Já confessei meu fascínio por Fernando Morais dentre outros autores. Ele é hoje o assunto da vez; que me leva, ainda, a outros autores, outros textos e sugestões de boa leitura...

Parte do texto publicado na revista Bravo!, ago 2011:
por Armando Antenore
Quando o comunismo ainda reinava no Leste Europeu, a belíssima ilha do Caribe, que possui 1,2 mil quilômetros de praias, se sustentava graças à ajuda econômica de União Soviética (URSS) e à exportação de açúcar, tabaco, rum e níquel. As reservas decorrentes do turismo beiravam a insignificância. No finzinho da década de 1980, a rede hoteleira local dispunha de 10 mil apartamentos, que abrigavam menos de 300 mil estrangeiros por ano, geralmente operários das nações socialistas, com baixo poder aquisitivo.

Mal a URSS se dissolveu, em 1991, as torneiras que derramavam dinheiro sobre Cuba secaram e Fidel se viu impelido a garimpar fontes alternativas de renda. O turismo impôs-se como a melhor saída. O governo se abriu para a iniciativa privada e autorizou que empresários canadenses, espanhóis e franceses investissem bilhões de dólares na construção de resorts e hotéis luxuosos. Resultado: em 1997, a safra de açúcar decaía, enquanto a rede hoteleira somava 30 mil apartamentos, que receberam 1,5 milhão de estrangeiros.




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Salão do Encontro em Betim

O Serviço Assistencial Salão do Encontro é uma organização de direito privado e sem fins lucrativos que promove a cidadania por meio da arte.
Em 40 anos de atuação, a entidade busca a erradicação da pobreza e a dignidade de vida oferecendo educação, capacitação, cuidados com a saúde e moradia à população carente da cidade de Betim, a 30 quilômetros de Belo Horizonte. Tudo isso com foco na arte e no fazer artesanal, preservando sua tradição e resgatando no cidadão carente a auto-estima, preparando-o para trilhar seu próprio caminho.
Pela competência, seriedade e qualidade do trabalho desenvolvido que o Salão do Encontro representa, na atualidade, um "Centro de Referência Educacional e de Difusão da Arte Popular”. Ao preservar e valorizar uma arte que historicamente remete às origens do estado de Minas Gerais, a entidade conquista seu espaço, promove cultura e forma pessoas para a vida.


O Salão do Encontro oferece auxílio na decoração de ambientes - móveis e adornos - por meio de uma equipe técnica altamente qualificada e bom gosto. O cliente tem a possibilidade de adquirir peças exclusivas, produzidas com a mais pura madeira oriunda do reflorestamento do eucalipto, de acordo com a decoração da sua casa, mas seguindo sempre a linha rústica do Salão do Encontro.