terça-feira, 31 de maio de 2011

Luiz Marins

Equilíbrio em Tempos de Mudança
Publicado em 23/05/2011

É natural que nos sintamos desconfortáveis com a mudança quando ela não foi desejada por nós. Quando a mudança é aquela que pedimos ou deseja-mos, tudo bem. Mas quando ela vem sem esperar ou contrariando nossos interesses, o nosso sofrimento é naturalmente grande.
Muitas pessoas reagem de forma quase irracional à mudança. Não se conformam, não procuram entender as razões e desenvolvem um sentimento de perseguição e oposição total, assumindo atitudes negativas a ponto de serem vistas como empecilhos que devam ser removidos do caminho. É preciso reagir com equilíbrio em tempos de mudança.
Nunca como nos dias atuais as empresas passaram por tantas mudanças. São fusões e aquisições, incorporação, mudanças no time de gestão em que toda a diretoria é substituída de uma só vez e, muitas vezes, ocorre a chegada de pessoas estranhas à empresa e às vezes ao próprio setor.
Vencerá nessas horas aqueles que ajudarem a mudança a ocorrer da forma menos traumática possível e não os que se posicionarem dificultando a adaptação dos novos dirigentes ou colaboradores. Nesses momentos uns perdem poder, outros ganham e muitas vezes os antigos perdedores são os novos ganhadores e vice-versa. Vejo que nessas ocasiões muitas pessoas são dispensadas sem nenhum motivo técnico ou por competência administrativa e sim porque não foram capazes de aceitar uma situação irreversível de mudança, que na maioria das vezes não as prejudicaria e poderia até beneficiá-las no médio prazo. Vejo também situações em que alguém é prejudicado por tomar as dores de um colega de forma puramente emocional. E já vi casos em que se instala uma verdadeira guerra surda dentro da empresa com conseqüências danosas para todos os lados, sem que haja ganhadores.
Assim é preciso compreender que estamos em tempos de mudança: mudam acionistas, controladores e dirigentes. Todo equilíbrio é necessário nessa hora para que não deixemos a emoção dominar a razão.
Pense nisso. Sucesso!

Luiz Marins é antropólogo, professor e consultor de empresas no Brasil e no exterior, com 23 livros e mais de 300 vídeos e DVD's publicados. Empresário de sucesso nos ramos de agronegócios, educação, comunicação e marketing, seus programas de Televisão estão entre os líderes de audiência no Brasil. Fundador da Anthropos Consulting, a primeira empresa mundial de Antropologia Empresarial.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Muita festa no próximo final de semana

Pela manhã do mesmo dia 05, domingo, a 6ª COPA MOUNTAIN BIKE BH
Local: Campestre em Itabirito
Etapa Time Trial 


domingo, 22 de maio de 2011

Outra indicação: O sonho do celta

Sinopse extraída do site da Editora Objetiva.

"O Prêmio Nobel de Mario Vargas Llosa veio no momento certo. (...) O novo romance, O sonho do celta, é uma adição magnífica a uma obra que a Academia Sueca premiou com total acerto." - The Times Literary Suplement

"Uma obra-prima, em que a documentação histórica se alia à audácia e à genialidade do novo Nobel." - ABC, Espanha.

"Um romance excepcional." - El País

Em O sonho do celta, Mario Vargas Llosa volta à forma do romance histórico para narrar a saga de Roger Casement, um personagem complexo, muitas vezes controverso. Irlandês a serviço do Império Britânico, Casement conheceu a violência da colonização na África e na América do Sul no começo do século XX. Ao denunciar os abusos e os maus-tratos contra colonos, passou a valorizar a liberdade acima de tudo. E, em nome da liberdade, voltou-se contra seu próprio governo.
Em 1916, encarcerado em um presídio de segurança máxima em Londres, Roger é acusado pelo governo inglês de alta traição e aguarda sua sentença. Apenas cinco anos antes, havia sido nomeado Cavalheiro. Agora, abandonado por quase todos os amigos, difamado pela opinião pública, corre o risco de ser executado.
Vargas Llosa recria a jornada de Casement - das atrocidades no Congo Belga, passando pela exploração da borracha na Amazônia, até a luta pela independência da Irlanda - num livro que fala essencialmente sobre coragem e superação.
Para o autor, este é também um livro que fala sobre como "certas circunstâncias desumanizam os homens até transformá-los em monstros": "No Peru ocorreu o mesmo que aconteceu no Congo, com o sistema de extração de borracha. Cometiam-se as maiores atrocidades sob a mais absoluta impunidade. É como uma espécie de imersão no mal. Casement viu tudo isso de perto, mas conseguiu manter distância e se proteger da loucura escrevendo e documentando o que via", analisa o escritor em entrevista ao jornal El País.
Segundo Vargas Llosa, o nacionalismo fervoroso de Casement, característica incomum em seus heróis literários, reflete o aspecto mais idealista do termo: "Sempre tive horror dessa forma de fanatismo. O nacionalismo me parece a pior construção do homem. E o caso mais extremo de nacionalismo é o cultural, ainda que em certas circunstâncias ele possa representar valores libertários."
Vargas Llosa reconhece que em certas "civilizações esmagadas", que aspiram a libertar-se de seus colonizadores, o nacionalismo tem um valor positivo. "Mas ele é perigoso quando se converte em uma ideologia. Aí, pode significar violência, prejuízos, distorção de valores. Casement incorporou o lado mais idealista, que é o que luta contra o opressor."

Outros Livros deste Gênero
> Arrebentação ( Claudie Gallay )
> Sementes de Flowerville, As ( Sérgio Rodrigues )
> Sargento Getúlio - Edição de bolso ( João Ubaldo Ribeiro )
> Casa Negra, A ( Stephen King )
> Fundamentalista relutante, O ( Mohsin Hamid )

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Minha querida Canon


Canon PowerShotSD1000. Simplesmente fantááástica!!!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Editora Alfaguara

Li alguns livros desta editora e já confessei o quanto ela me agrada...

"Theroux usou seu olhar de autor de relatos de viagem, e sua imaginação de romancista, para produzir um livro tenso, perturbador, engraçado e atemorizante." - San Francisco Chronicle


"Um romance de extremos - racionalidade e obsessão, doação e egoísmo, êxtase e indiferença." - Kirkus Reviews

Jerry Delfont é um autor de artigos de viagem. Está passando uma temporada na conturbada Calcutá e sofre de bloqueio de escritor. Quando recebe uma carta da filantropa norte-americana Merrill Unger com notícias de um escândalo envolvendo Rajat - um amigo indiano do filho dessa misteriosa mulher -, ele se sente impelido a investigar a história. De quem é o corpo encontrado no quarto de um hotel barato, e em que circunstâncias ele foi parar ali? Jerry terá condições de desvendar o quebra-cabeça e inocentar o jovem Rajat? A cada nova pista o crime parece mais intrincado. E Jerry aos poucos se deixa seduzir pela bela senhora Unger, uma mulher que esconde suas verdadeiras intenções.
Autor consagrado de clássicos relatos de viagem, como O Grande Bazar Ferroviário e o recém-lançado no Brasil Trem Fantasma para a Estrela do Oriente, Paul Theroux sempre lançou mão de seu profundo conhecimento dos cenários escolhidos para criar sua ficção. Em A mão morta, um mergulho na Índia contemporânea, ele vai além e cria um alter ego na figura do escritor Jerry Delfont. Protagonista de uma trama policial, Delfont chega a encontrar-se com Paul Theroux, já acostumado a constantes indagações sobre o quanto de suas histórias é inventado e o quanto é inspirado em acontecimentos reais vividos em suas viagens:
"Quando eu escrevi o romance Minha história secreta (1989), os críticos disseram que eu estava apenas escrevendo sobre minha vida de forma velada. Sim, em parte eles estavam certos. Mas quem lê o livro pode ver que cada parte tem um começo, um meio e um fim. Cada parte é cuidadosamente construída. A vida nunca é assim. Uma vida é muito mais complexa e é preciso chegar até o final dela para compreendê-la bem. Naquela época eu pensei: bem, vou escrever um monte de mentiras e chamar de autobiografia. Então escrevi Minha outra vida (1996), um pacote de mentiras que equivale a uma espécie de verdade. Mentir é um ato muito individual, mas, se um escritor consegue contar o suficiente aos interessados, então faz um grande negócio", reflete ele sobre o assunto em entrevista para a revista virtual Salon.
"Theroux não queria que eu o conhecesse, não queria que ninguém o conhecesse, sendo esse o motivo por que não fazia outra coisa além de fingir escrever sobre si mesmo, sem nunca mostrar franqueza total, oferecendo todas aquelas versões de si mesmo até desaparecer num matagal de meias verdades que ele esperava que fosse arte", se autodescreve o autor na voz de seu protagonista, durante o primeiro encontro de ambos no decadente hotel Fairlawn, em Calcutá. É no desenrolar desse encontro que Theroux vai descortinando para o leitor de A mão morta uma curiosa visão de sua figura pública.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

História da bicicleta

história da bicicleta em exposição no Pátio Savassi

Entre os dias 12 e 25 de maio, o shopping Pátio Savassi recebe a exposição “Bicicle”, que apresenta ao público um acervo de 60 modelos de bicicletas vindas de diversas partes do mundo para fazer história no Brasil. Peças da Hungria, Polônia, Inglaterra, Estados Unidos e Suíça, entre outras, são reinterpretadas de acordo com o contexto brasileiro.
Para contar essa trajetória, que começa na década de 1930, em plena 2ª Guerra Mundial, são usadas bicicletas que serviram como meio de transporte para trabalhadores em fábricas e indústrias. Seguindo a linha temporal, os mais inusitados modelos podem ser conhecidos, como bicicletas de carga, ergométricas, de três rodas, e até mesmo em miniatura. Objetos que fazem parte do universo das bikes também estão presentes em placas, peças de manutenção e outras curiosidades.

“Objeteiro”
A curadoria da exposição fica por conta de Antônio Carlos Figueiredo, um apreciador dos mais variados objetos do cotidiano – que compõem o acervo Matiz Arte Objeto. Todas as bicicletas fazem parte da coleção pessoal de Antônio, que se identifica como um “objeteiro” por considerar o termo mais apropriado do que “colecionador”. Segundo ele, a composição do nome da mostra foi resultado de uma junção com a palavra “recicle”. “Hoje, em todo o mundo, só se fala em sustentabilidade. Além de reunir inúmeras bicicletas que representam diferentes épocas, a intenção da exposição é ser um incentivo a mais para as pessoas andarem de bicicleta”, afirma Antônio.
A “Bicicle” compõe as atividades da sexta edição da Mostra de Design, que durante todo o mês de maio traz também seminários e workshops, dentre outras ações relacionadas ao tema central: “Design, política e interesse público”. A realização é do Instituto Cidades Criativas e do Café com Letras, com o apoio do Pátio Savassi.

Ciclovias
A mostra coincide com um período importante de mudanças na capital mineira. A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da BHTRANS, iniciou as obras do Pedala BH, programa de incentivo ao uso da bicicleta que irá implantar seis novas ciclovias na cidade em 2011. “Uma das ciclovias já está sendo construída na Savassi e o Pátio reconhece os benefícios do uso da bicicleta como meio de transporte, tanto para a cidade como para toda a população”, destaca Rejane Duarte, gerente de marketing do shopping.

Mia Couto - Sonhar, sempre!

Nascente de um rio é onde a gota engravida! Mia Couto vai me encantar sempre!
Google me fez recordar (ou conhecer) outras frases destes autor moçambicano:

A vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado.
 
Quando já não havia outra tinta no mundo o poeta usou do seu próprio sangue.

Não dispondo de papel, ele escreveu no próprio corpo.
Assim, nasceu a voz, o rio em si mesmo ancorado.
Como o sangue: sem voz nem nascente.

Tinha tanto medo de solidão que nem espantava as moscas.

[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]

O problema da solidão é que não temos ninguem a quem mentir.

Agora ela sabia: um livro é uma canoa. Esse era o barco que lhe faltava em Antigamente. Tivesse livros e ela faria a travessia para o outro lado do mundo, para o outro lado de si mesma.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A pianista, obra de Elfriede Jelinek

A pianista (Tordesilhas, 336 páginas, R$ 49,50) finalmente recebe uma versão brasileira, em excelente tradução de Luis S. Krausz.


A pianista é uma obra de ficção de cujo interior assoma o espírito conturbado de sua autora. Não se trata de uma autobiografia, ainda que contenha muitos traços confessionais. A história é contada de forma impessoal, em terceira pessoa. Erika Kohut tem 36 anos e é professora de piano do Conservatório de Viena. Solteira, dorme com a mãe em um apartamento em ruínas. A mãe, viúva, de quase 80 anos, desejava que ela brilhasse como concertista internacional. Desde pequena, obrigou a filha a estudar piano e a se isolar dos “outros”. Ela controla a filha e tem pavor de que ela se apaixone. Erika conhece música, mas não possui gênio. Em seu cotidiano disciplinado, dá aulas e volta para casa cedo. Mesmo assim, encontra tempo para fugir das garras da mãe. Frequenta cabines eróticas para assistir a stripteases e cheirar os lenços sujos deixados pelo cliente anterior. Nos parques de Viena, masturba-se espiando casais fazendo sexo. E tem o hábito de mutilar os lábios vaginais em casa, no escuro. A rotina é rompida quando um de seus alunos, Walter Klemmer, começa a assediá-la. Ele tenta estuprá-la no banheiro feminino do Conservatório, mas ela o impede com a promessa de um encontro. Dias depois, os dois se despem no quarto de Erika. Ela entrega ao rapaz uma carta, com instruções para que ele a torture. Do lado de fora, a mãe aumenta o volume do rádio para não ouvir o que vai acontecer. A atmosfera degradante se adensa. E a energia negativa da trama arrasta o leitor até o desfecho, em uma descida ao inferno.
A pianista pode simbolizar, entre outras coisas, a impotência da arte diante da erupção dos desejos. A música, no caso, é incapaz de qualquer coisa, inclusive de impedir que a repressão sexual descambe em perversão e selvageria. Um romance extraordinário, que, 28 anos depois de publicado, ainda se mantém assustadoramente vivo.
Época, 02 maio de 2011.
Luís Antônio Giron

sábado, 14 de maio de 2011

Elfriede Jelinek - escritora austríaca


A reclusa escritora austríaca diz que o maior prêmio literário do mundo fez com que ela se retraísse ainda mais

Luís Antônio Giron
Época, 13 de maio de 2011

Seu sexto romance: A Pianista
A história só ficou conhecida no Brasil há dez anos, quando por aqui foi exibida a versão cinemetográfica do diretor austríaco Michael Haneke, com Isabelle Huppert no papel de Erika.

Em 2004, a Academia Sueca conferiu o Prêmio Nobel de Literatura à austríaca Elfriede Jelinek “por seu fluxo musical de vozes e contrapontos em romances e peças que, com extraordinário zelo linguístico, revelam o absurdo dos clichês da sociedade e seu poder de escravizar”. A honraria lhe causou problemas. Um jurado se exonerou, acusando-a de “pornografia pública”. Muitos críticos de língua alemã contestaram o valor literário de uma autora que consideravam rabugenta com os jornalistas literários. Chateada, ela não compareceu à entrega do Nobel. Preferiu enviar uma mensagem em vídeo e foi criticada pela atitude. A obra de Elfriede, de 65 anos, é carregada de sensualidade e impiedade em relação ao passado da Áustria. Nesta entrevista a ÉPOCA, por e-mail, ela diz que se esconde para continuar a escrever e que não é uma “pessoa pública”.
ENTREVISTA - ELFRIEDE JELINEK
QUEM É
Nasceu em 20 de outubro de 1946 na Áustria, filha de uma dona de casa romena e um químico judeu tcheco. Criou-se em Viena, onde vive. Estudou em um colégio de freiras e tentou a carreira de pianista. Casou-se em 1974. Não tem filhos
O QUE FEZ
Começou a carreira de escritora e dramaturga em 1979. Seu romance A pianista (1983), recém-publicado no Brasil, foi adaptado para o cinema em 2001 por Michael Haneke. Publicou 11 romances e 25 de suas peças de teatro foram encenadas
O QUE GANHOU
Em 2004, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura
ÉPOCA – A senhora é uma escritora rebelde. Isso parece ser típico da Áustria. Por que seu país produz escritores – de Franz Kafka a Thomas Bernhard e Peter Handtke – que tendem a ver o país e sua cultura de uma forma a um tempo furiosa e fascinada?
Elfriede Jelinek – São muitas as razões. Não posso enumerar todas elas. Trata-se da história austríaca por assim dizer falsificada, pois a Segunda República, pós-1945, se baseia na mentira da inocência, que a Áustria não teria sido cúmplice dos crimes nazistas. Essa mentira impulsionou muitos autores da história pós-guerra a escrever suas obras. Havia ali uma ferida aberta na qual os artistas eram por assim dizer obrigados a colocar o dedo. Esse papel de denúncia foi feito também pelos críticos e pensadores. É o caso dos filósofos do Círculo de Viena e do filósofo Ludwig Wittgenstein. Juntaram-se a eles os artistas da vanguarda vienense, ligada ao dadaísmo e à denúncia do horror da Primeira Guerra Mundial. Esses intelectuais demoliram as bases ideológicas tradicionais. Eu me incluo nessa tradição crítica, pelo menos no início de minha carreira.
ÉPOCA – Como sua vida mudou com o Prêmio Nobel?
Elfriede – Eu fui muito agredida por causa do Prêmio Nobel, principalmente nos suplementos literários. Tudo porque, aos olhos dos críticos, eu não o merecia. Fui, portanto, agredida por uma coisa da qual não tenho culpa, pois não fui eu mesma que me dei o prêmio e também não me candidatei a ele, isso nem teria sido possível. O fato de ter sido insultada por algo de que não tenho culpa mudou muito a minha vida, e acabei por me retrair totalmente. Mas eu me sinto bem assim. Eu não sou uma pessoa pública, isso não faz meu gênero.
ÉPOCA – Em A pianista ocorre um conflito de gerações entre a protagonista, a autodestrutiva Erika, e sua mãe superprotetora. É esse o motor da história?
Elfriede – Não vejo o conflito de gerações entre Erika e sua mãe como o propulsor principal da ação. Esse conflito sempre existiu e sempre existirá, não é esse o ponto crucial da história. Trata-se da teoria da sublimação de Freud – a arte por repressão do instinto e desistência da vida. Trata-se de uma vida desorientada, que foi dedicada à arte e que nesse intento está fadada a um lamentável fracasso.
ÉPOCA – Em que medida a personagem Erika é baseada em sua experiência?
Elfriede – Creio que muito da Erika Kohut veio de mim. Não chega a ser um romance autobiográfico. Mas, grosso modo, poderia ser considerado assim.
ÉPOCA – A música erudita tem sofrido uma queda de importância na Europa. Ela ainda é fundamental na vida cultural da Áustria?
Elfriede – Tenho pouco contato com jovens, mas me dá a impressão de que a música clássica ainda desempenha o papel que desempenhava na minha juventude. Por outro lado, a identidade do país se baseia nos grandes desempenhos culturais (principalmente musicais) do pré-classicismo e do classicismo na música, assim como na música moderna (Schoenberg, Berg, Webern...). Se bem que atualmente os intérpretes sejam mais valorizados do que os criadores.
ÉPOCA – A pianista foi adaptada ao cinema pelo diretor Michael Haneke. Qual é sua opinião sobre a adaptação? A senhora aprova a transposição para o cinema?
Elfriede – Nada tive a ver com o roteiro que o Haneke escreveu de próprio punho. Analiso diretores com muito cuidado, mas com Haneke eu não tinha dúvidas, porque já conheço a obra dele. Só entrego o meu trabalho a um diretor quando sei que posso me retirar inteiramente dele. É como uma casa que eu vendo ou alugo: abandono-a para que outra pessoa possa habitá-la. No caso, pode muito bem ser que ela se torne algo bem diferente do que eu construí originalmente. Isso é interessante, quando alguém acrescenta ou subtrai algo, porque o que escrevi eu sei. A mim interessa o que outra pessoa faz com isso.
ÉPOCA – Por que o teatro se tornou central em sua obra?
Elfriede – Escrevo dois tipos de texto, os falados e os escritos. Vejo minhas peças como sendo modelos de textos que um diretor, ou uma diretora, usa para transformá-los em peças. Para mim, os diretores são coautores. São eles que deixam a peça pronta para o palco. Infelizmente, os meus textos teatrais quase nunca são considerados como textos. Servem apenas como inspiração, como modelos para montar um espetáculo no palco. A realidade é, para mim, sempre, apenas uma trama bruta, uma moldura onde eu penduro meus espaços linguísticos. Ou talvez como uma criança, que preenche um caderno de desenhos com lápis de cor.
ÉPOCA – Quais são suas influências literárias?
Elfriede – Leio muitos romances policiais. Em cada um dos meus romances, existe pelo menos um morto ou uma morta. Considero os romances policiais uma válvula por onde a brutalidade e a vilania da sociedade escapam chiando. Em cada um dos meus romances trabalhei com pelo menos um crime real, às vezes de modo tão oculto que nem mesmo os participantes o reconheceriam.
ÉPOCA – O que entusiasma a senhora hoje?
Elfriede – Voltei a escrever peças que, na verdade, também são textos em prosa. Não se deve poder distinguir um do outro, e para mim também mal existe uma diferença. Atualmente estou trabalhando em um texto sobre a catástrofe atômica de Fukushima, mas muito codificado. A peça também poderia tratar de um assunto completamente diferente. Assim como as peças de Beckett não podem ser pensadas sem a perseguição e aniquilação dos judeus pelos nazistas, sem as suas fábricas da morte que, no entanto, nunca são mencionadas de forma explícita, estando presentes apenas no subtexto, assim também eu escrevo em torno dos eventos, como se fossem manchas cegas ou buracos negros.

sexta-feira, 13 de maio de 2011


Na Subida do Morro!!
Especial deste fim de semana:
Filé de truta na brasa com aïoli.

Molho aïoli
Tempo de preparo: 10 minutos
Rendimento: 6 porções

Ingredientes
3 gemas de ovo
5 dentes de alho
800ml de azeite de oliva
Suco de ½ limão tahiti (opcional)
Sal e pimenta a gosto

Sapatos novos!

Meus pés incham tanto no verão que agora, com o clima ameno, estou sem sapatos.
Não posso sair correndo atrás de um ônibus porque um de meus sapatos diz: "- vai, que eu vou no próximo!"
Saem dos meus pés como se tivessem vida própria...

Então, vou às compras, como nos velhos tempos!

:)  Claudia

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Mais um bom point para happy hour

E lá vamos nós!
Ju, que delícia de sugestão!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Honoráveis Bandidos


Fonte: Veja
Trecho de Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória

Capítulo 1
Estado de permanente sobressalto
Comemoração com cara de velório • Por que Roseana chora, se os outros aplaudem? • Tem sujeira por trás do impoluto jurista o Rolo justifica outro rolo e assim por diante • A qualquer momento nas páginas policiais

Estamos em 2009. Na data em que completa meio século de carreira política, aos 78 anos, o velho coronel comemora sem o menor sinal de euforia. Por certo pesam-lhe na memória as palavras de seu falecido amigo Roberto Campos, tão entreguista que lhe pespegaram o apelido de Bob Fields, ministro do Planejamento de Castelo Branco, primeiro general de plantão do governo militar:
"Certas vitórias parecem o prenúncio de uma grande derrota. É um amanhecer que não canta."
Deputado federal, governador do Maranhão, presidente da República, cinco vezes senador. E, no início desse ano pré-eleitoral, eis que em 2010 se dariam eleições presidenciais, ele chegava pela terceira vez à presidência do Senado. Mas tinha a sensação de que tudo aquilo que havia conquistado em meio século de vida pública podia estar por um segundo. Não foi de bom agouro a cena que se seguiu a seu discurso de pouco mais de cinco minutos, ao apresentar sua candidatura à presidência da Casa, naquela manhã de 2 de fevereiro, dia de festa no mar. Em sua fala, ele citou por sinal Nossa Senhora dos Navegantes, depois de se comparar a Rui Barbosa pela longevidade na vida pública e de proclamar que não houve escândalos em suas outras passagens no cargo. Esperava uma sessão rápida, mas, para sua inquietação, vários pares passaram a revezar-se para defender o outro candidato à presidência do Senado, o petista acreano Tião Viana, e aproveitaram para feri-lo. Assim, quando abriram a inscrição para os candidatos, ele pediu para falar. Queria dar a última palavra.
Marcado pela fama de evitar confrontos em plenário, fugiu a seu estilo e fez um pronunciamento duro. Um improviso daqueles que a gente leva um mês para preparar. Deixou claro que não gostou de ver Tião Viana posar de arauto da modernidade e higienizador da podridão que paira nos ares do parlamento brasileiro.
Depois de lembrar a coincidência de 50 anos antes, quando no dia 2 de fevereiro de 1959 assumia o primeiro mandato no Congresso como deputado federal, atacou:
"Não concordo quando se fala na imoralidade do Senado. O Senado é os que aqui estão. Reconheço que, ao longo da nossa vida, muitos se tornaram menos merecedores da admiração do país, mas não a instituição."
Então, pronunciou as palavras seguintes, que trazem os sinais trocados, pois tudo quanto você vai ler é tudo quanto o velho senador não é:
"Durante a minha vida, passei aqui nesta Casa 50 anos. Muitas comissões, vamos dizer assim, muitos escândalos existiram envolvendo parlamentares, mas nunca o nome do parlamentar José Sarney constou de qualquer desses escândalos ao longo de toda a vida do Senado." Disse mais: "A palavra ética, para mim, que nunca fui de alardear nada, é um estado de espírito. Não é uma palavra para eu usar como demagogia ou uma palavra para eu usar num simples debate."
A filha Roseana Sarney, senadora pelo Maranhão, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o mesmo PMDB do pai, caminhava pelo plenário, muito nervosa. Estava em lágrimas quando o pai encerrou sua fala. Os oitenta pares o aplaudiram protocolarmente, mas um deles, de um salto pôs-se de pé e bateu palmas efusivas, acompanhadas do revoar de suas melenas. Tratava-se de Wellington Salgado, do PMDB mineiro, conhecido como Pedro de Lara ou Sansão.
Onde se encontravam os jornalistas de política nesse momento, que não registraram tal despautério? Pedro de Lara é aquela figura histriônica que roubava a cena no programa Silvio Santos como jurado ranzinza, debochado e falso moralista. E Sansão, o personagem bíblico que perdeu o vigor quando Dalila o traiu cortando-lhe a cabeleira.
Esta figura caricata pareceria um estranho no ninho em qualquer parlamento do mundo. Nascido no Rio, é dono da Universidade Oliveira Salgado, no município de São Gonçalo, e responde a processo por sonegação de impostos no Supremo Tribunal Federal. Conseguiu um domicílio eleitoral fajuto em Araguari, Minas Gerais, e praticamente comprou um mandato de senador ao financiar de seu próprio bolso, com 500 mil reais, uma parte da milionária campanha para o Senado de Hélio Costa, o eterno repórter do Fantástico da Rede Globo em Nova York.
Com a ida de Hélio para o Ministério das Comunicações de Lula, seu suplente Wellington então ganhou uma cadeira no Senado Federal, presente que ele paga com gratidão tão desmesurada, que separa da verba de seu gabinete todo santo mês os 7 mil reais da secretária particular do ministro. Nesse tipo de malandragem, fez como seu ídolo, colega de Senado Renan Calheiros, que vinha pagando quase 5 mil mensais para a sogra de seu assessor de imprensa ficar em casa sem fazer nada.
Mas o cabeludo senador chegou à ribalta em 2007, justamente como aguerrido integrante da tropa de choque que salvou o mandato de Renan Calheiros, então presidente do Senado e estrela principal do episódio mais indecoroso daquele ano, com amante pelada na capa da Playboy, bois voadores e fazendas-fantasma. O alagoano Renan, com uma filha fora do casamento, que teve com a apresentadora de tevê Mônica Veloso, bancava a moça com mesada paga por Cláudio Gontijo, diretor da construtora Mendes Júnior. Ao tentar explicar-se, Renan enredou-se em notas frias, rebanho superfaturado, rede de emissoras de rádio em nome de laranjas, enquanto Mônica mostrava aos leitores da revista masculina da Editora Abril a borboleta tatuada na nádega.
Durante 120 dias, enxotado pela mídia e pela opinião pública, Renan resistiu no cargo, suportando humilhações como o plenário oposicionista virando-lhe as costas no dia em que tentou presidir uma sessão. Esse era o Renan que, quase dois anos depois, no 2 de fevereiro de 2009 posaria vitorioso como articulador-mor da volta de José Sarney à presidência da Casa.
Quem diria, não? O José Sarney que já foi companheiro de um nacionalista respeitado como Seixas Dória, de um articulador do calibre de José Aparecido de Oliveira, de um jurista do porte de Clóvis Ferro Costa, todos três integrantes do grupo Bossa Nova, espécie de esquerda da União Democrática Nacional, a conservadora UDN, todos três ostentando o galardão de ter sido cassados pelo golpe militar de 1964, e sabe-se lá por quais artes só ele, Sarney, dentre os quatro amigos escapou da cassação, esse mesmo Sarney agora festejado pelo cabeludo sonegador e por uma das mais desmoralizadas figuras do cenário político brasileiro, Renan Calheiros, que tinha nos costados um inquérito com 29 volumes tramitando no Supremo.
Quer fechar o círculo direitinho? Em 2007, depois de absolvido pelo plenário em votação secreta e escapar da cassação por quebra de decoro parlamentar, na casa de quem Renan Calheiros comemorou a preservação do mandato? Na casa de seu salvador, Sarney, junto com outras figuras, como o deputado federal e ex-presidente do Senado Jader Barbalho, com know-how em renúncia para escapar de cassação; Romero Jucá, líder do PMDB no Senado; Edison Lobão, futuro ministro das Minas e Energia; e, claro, Roseana Sarney. Nesse festejo, no Lago Sul de Brasília, não se esqueceram de "homenagear" o senador amazonense Jefferson Peres. Esta figura íntegra do parlamento brasileiro, relator do caso Renan no Conselho de Ética, recomendou a cassação, pedida pelo povo brasileiro. Os convivas mimoseavam Jefferson a todo momento, referindo- se a ele como "aquele pobre relator".
Memorável dia 2 de fevereiro. Surpreendentes seriam as fotografias nos jornais do dia seguinte. Sarney de óculos escuros como os ditadores latino-americanos do passado, amparado pelo colega de PMDB Michel Temer, eleito presidente da Câmara, igualmente pela terceira vez. Barba e bigode. Este Michel Temer merece umas pinceladas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A morte de Osama não é o fim de uma era

O dia 2 de maio de 2011 será lembrado como o dia da morte do inimigo número um dos Estados Unidos. O fato certamente estará registrado nas páginas dos livros de história no mesmo capítulo que aborda os atentados de 11 de setembro de 2001.
O anúncio da morte de Bin Laden desencadeou manifestações nos EUA e em outras partes do mundo. Líderes estadunidenses sinalizaram que esse acontecimento pode ser considerado um marco para a segurança global.
Por outro lado, a história mostra que nem sempre o que é dito é refletivo no cotidiano. Em 1989, após a queda do Muro de Berlim, diferentes lideranças disseram que o mundo ficaria mais seguro com a possibilidade de redução dos conflitos que envolviam a URSS e os EUA. Contudo, vários atentados e guerra eclodiram após aquele período bipolar. Há vários exemplos: os atentados em Beslan, no metrô de Madri e, claro, em Nova York.
O fim de Bin Laden não significará o fim do terrorismo global. O terror é multifacetado e, com os avanços nas telecomunicações, qualquer um pode gerenciar uma célula terrorista independentemente de onde estiver.
A insistência dos EUA em promover a democracia a todo custo apenas alimenta intransigências políticas, sociais, religiosas e econômicas. De acordo com o escritor uruguaio Eduardo Galeano, o mundo pobre não pode ser apenas um "eco de vozes alheias"e, por isso, o conflito norte-sul dificilmente se encerrou no dia 2 de maio.
O Tempo, 05 maio 2011

domingo, 8 de maio de 2011

Travessia Itatiaia - Chapada

Booomdemaisdaconta!

Eis que apresento a vocês Renatinha versão 2011...
Aos amigos que interpretarem corretamente o significado desta foto, conto maiiiiis detalhes pessoalmente, kkk

sábado, 7 de maio de 2011

Dia das Mães na Subida do Morro


Rua Coronel Antônio Marques da Costa, 241

Morgan - Rio Acima
Reservas: (31)3545-2602
               (31)3545-2602 - 8897-2352
   

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bandidos no Senado!

Oito senadores indicados para a Comissão de Ética respondem a inquéritos ou processos no Supremo Tribunal Federal. A missão desse grupo "seleto" é vigiar e garantir o decoro dos 81 senadores...
O Presidente da Comissão de Ética, João Alberto, do PMDB, governou o Maranhão em 1990. Neste ano, uma lei estadual doou um prédio histórico à família Sarney.
O alagoano Renan Calheiros do PMDB enfrentou denúncias de quebra de decoro, corrupção, desvio de dinheiro público, sonegação de bens, uso de laranjas. Renunciou à presidência e foi absolvido por seus pares.

Quando, nós brasileiros, vamos lutar contra aqueles que nos fazem de palhaços? Por que somos tão acomodados e desacreditados?
Vitório, temos, então, mais dois livros na nossa lista de pretensões...

“Em 2008, o senador José Sarney voltou a ser manchete, principalmente das páginas policiais, quando revelada a organização criminosa da qual seu filho fazia parte. Para não deixar o filho ir para a cadeia, ele teve de disputar no ano seguinte a presidência do Senado. Foi preciso colocar a cara para bater. O poderoso coronel voltou para dar forças aos filhos, para salvá-los”.

Pela primeira vez em livro, um jornalista – Palmério Dória, um veterano do jornalismo investigativo – reconstrói toda a insólita trajetória do ex-governador do Maranhão, ex-presidente da República e atual senador José Sarney. Sua vida, seus negócios, seu destino – presidente da República por acaso – sua família, amigos e correligionários, todos envolvidos numa teia cujos meandros os jornais e revistas revelaram nos últimos meses – sem a riqueza de detalhes e revelações surpreendentes agora contidas em livro.
Obediente às regras do “bom e verdadeiro jornalismo”, Palmério faz um implacável retrato do poderoso coronel de maneira transparente e inteligente. Neste livro o leitor vai saber como Sarney consegue envolver tanta gente na sua teia.
A objetividade, veracidade na descrição de personagens e situações, concisão, originalidade e calor humano fazem da obra uma leitura obrigatória e prazerosa.
“E, para honrar o jornalismo, atualidade absoluta e, ao mesmo tempo, permanência, pois vai girar a roda da história e os pósteros sempre aí beberão em fonte cristalina para conhecer costumes políticos e sociais desta nossa época em que um político brasileiro, metido em escândalos até o pescoço, exerce o poder de fato, acima de qualquer suspeita”, enfatiza Palmério, que fez o livro a quatro mãos com o jornalista e amigo de décadas Mylton Severiano, o Myltainho da revista “Realidade”, dos anos 1960, e da equipe que fundou o “Jornal da Tarde”.
Os dois formaram uma dupla de peso. Enquanto Palmério cuidava da investigação, Mylton fez a pesquisas e reuniu os dados, posteriormente cruzados e checados com rigor.
Honoráveis Bandidos” contém um caderno especial de 16 páginas com hilariantes charges de nada menos que os irmãos Caruso – Chico e Paulo – sobre o principal ator desta história real. “Sarney sempre esteve na história do Brasil. Não há como descartar o Sarney. Ele sempre foi o mal maior”, responde Palmério Dória ao ser indagado “por que Sarney?”.
É a primeira vez o mercado editorial receberá um livro com toda a história secreta do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional da família Sarney no Maranhão e o controle quase total, do Senado, pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou um Estado no quintal de sua casa e ainda beneficiou amigos e parentes.
Um livro arrasador, na mesma linha de “Memórias das trevas – uma devassa na vida do senador Antonio Carlos Magalhães",do jornalista João Carlos Teixeira Gomes, também da mesma editora, e que na época do lançamento contribuiu para a queda do poderoso coronel da política baiana. Um best seller que ficou semanas nas listas dos mais vendidos.
Tags: Cultura, Literatura
Publicado em Entretenimento

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Fotos - praia

Falei que iria conferir a cor da água , lembra?!
Foi exatamente assim... 


Agora, faltou tempo e criatividade para mais fotos... Sinal que terei de voltar, hehe

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Outro filme - categoria drama


Outro filme interessantíssimo! Hiponotizante!

Tabu

Diretor: Alan Ball
Elenco: Peter MacDissi,Aaron Eckhart,Maria Bello,Toni Collete,Peter MacDissi,Summer Bishil

Sinopse: Baseado no provocante romance de Alicia Erian, Tabu narra a história de superação de Jasira, uma garota de 13 anos, entrando na adolescência. Durante a guerra do Iraque, ela vive com sua mãe americana e o futuro padrasto, que está encantado com a crescente maturidade da garota. Por isso, sua mãe a envia para o Texas com seu rígido pai Libanês. Este trata de educá-la nos valores tradicionais da cultura muçulmana. Entretanto, Jasira segue sem saber muito bem o que fazer com sua sexualidade quando nota como seu corpo afeta os homens que a rodeiam, em especial seu vizinho (Aaron Eckhart), um atraente e intolerante soldado da marinha.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Filme - A Ilha do Medo


Surpreendente!
Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Ted Levine

Título do livro: Paciente 67 (republicado como Ilha do Medo)
Autor: Dennis Lehane
Editora: Companhia das Letras
Tradução: Luciano Vieira Machado


Nos conta o site Omelete:
Surge do meio da neblina, como o carro no começo de Taxi Driver, a balsa que leva o agente federal Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) à Ilha do Medo. Se o autor do livro que serve de base ao filme, Dennis Lehane, já dizia que a sua ideia era homenagear gêneros, dos filmes B aos terrores góticos, na adaptação Martin Scorsese também abraça as múltiplas referências - a começar pela referência a si mesmo.
Como em Taxi Driver, a neblina é um enigma, simboliza um tormento. No caso, descobrimos rapidamente que Teddy está chegando ao presídio psiquiátrico na ilha Shutter, acompanhado do agente Chuck Aule (Mark Ruffalo), não só para investigar o desaparecimento de uma paciente, como também para resolver questões particulares que o assombram desde a morte de sua esposa, Dolores (Michelle Williams).
A partir daí a colagem de referências é tão intensa que Scorsese parece estar jogando pistas falsas para incitar interpretações do espectador. Filme de guerra (seria o hospital uma espécie de campo de concentração?), filme policial (estaria Teddy, como todo detetive de noir, sendo vítima de uma conspiração?) e filme-delírio (o que afinal é real na Shutter Island?) se misturam. Até o título nacional, que sugere um suspense sobrenatural, entra involuntariamente nesse jogo de espelhos.
E aí vai muito da disposição do espectador para entrar na brincadeira. Se você se incomoda com a mania de Lost, por exemplo, de apresentar novos personagens a cada temporada, vai se irritar com a quantidade de gente que, numa razão de 15 em 15 minutos, aparece do nada em Ilha do Medo. Herança dos filmes B, por sua vez, os diálogos variam do genérico ("o cais é o único caminho para entrar e o único para sair") ao hiperexpositivo (conte quantas vezes eles repetem que a Ala C é onde ficam os mais perigosos...).
O que deve agradar os fãs de Scorsese é acompanhar como o cineasta, um assimilador de referências por natureza, usa de seu estoque formal para se adequar às regras do gênero. Se a ideia é confundir o espectador, como nas cenas em que Teddy se encontra com Dolores, ele quebra o eixo de câmera descaradamente para "duplicar" Dolores (o que na mão de qualquer outro seria visto apenas como barbeiragem). Se o objetivo é exagerar na tensão, vamos logo de John Cage e "Music for Marcel Duchamp" na trilha sonora.
Ademais, quem mais abusaria de chicotes (aquelas pans rápidas que vão de um personagem a outro sem corte) de forma tão temerária? Ilha do Medo tem alguns momentos constrangedores (estátua de fauno, sério mesmo?) e outros transcendentais, como os flashbacks do Holocausto - um Holocausto meio barroco, reimaginado sob influência da química do hospício, o que não deixa de ser interessante. Ambos os extremos têm seu apelo. Não trata-se de tentar tirar uma média, mas de acompanhar, com certo prazer, como Scorsese passa do sublime ao desastroso sem se abalar.
No fim, olhando para os trabalhos do diretor na última década, recebidos de forma amistosa pela crítica e pela mídia, não é difícil aferir que Ilha do Medo é o mais ousado, para o bem e para o mal. Será recebido com opiniões polarizadas, mas pelo menos fica o alívio de que, depois do Oscar, o diretor não se acomodou.

domingo, 1 de maio de 2011

Etapa Inverno ADIDAS

No dia 12 de junho, dia dos namorados!