segunda-feira, 26 de junho de 2017

Morte Acidental de um Anarquista

Resenha por Dirceu Alves Jr.

Os avisos foram dados e, na teoria, o espetáculo começou. Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Maíra Chasseraux, Marcelo Castro e Rodrigo Bella Dona derrubam a chamada “quarta parede” – jargão para definir a barreira invisível que separa palco e plateia – e entram em cena. Eles contam um pouco como surgiu o projeto de encenar a comédia do italiano Dario Fo e lançam umas gracinhas para os espectadores. Logo, Stulbach molda o cabelo, assume um olhar perdido e a peça, na prática, dá sua largada. O protagonista é um louco, inconformado em não poder ser várias pessoas ao mesmo tempo, que vai parar em uma delegacia, acusado de falsidade ideológica. Basta uma distração do comissário (papel de Castro) para ele convencer o delegado (vivido por Stroeter) e o secretário de segurança (representado por Carlovich) de que é um respeitável juiz. Um crime vem à tona, e uma jornalista (Maíra) apura informações como o próprio lunático e, de novo disfarce, o personagem se mostra o mais apto para resolver o caso. Por mais que busque estabelecer vínculos com a realidade, a grande sacada da montagem é evidenciar o predomínio da ficção. Referências ao noticiário e, principalmente, à Operação Lava-Jato pipocam volta e meia, mas os atores fazem questão de deixar claro que tudo ali é um debochado teatro. Essa opção mostra grande capacidade do diretor Hugo Coelho ao construir um espetáculo reflexivo e crítico, mas muito bem embalado em um mero digestivo para quem, assim, desejar. 
Henrique Stroeter e Dan Stulbach: o delegado e o lunático ( João Caldas)

domingo, 25 de junho de 2017

O Vendedor de Sonhos

O primeiro trailer do filme O Vendedor de Sonhos, baseado no livro de mesmo nome de Augusto Cury, foi divulgado nesta terça-feira. O vídeo é pontuado por frases como “O primeiro a ser beneficiado pelo perdão é aquele que perdoa, não o perdoado”, “O ser humano não morre quando o coração para de bater, morre quando, de alguma forma, deixa de se sentir importante” e “Não desista do seu sonho”.



Eu posso te dar uma "vírgula" para que você possa continuar a escrever sua história, mesmo quando o mundo desaba sobre sua cabeça. 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ponte de Espiões


Com PONTE DOS ESPIÕES (2015), Steven Spielberg vem explicitar aquilo que já se manifestara como tendência em boa parte de sua filmografia: o conteúdo político, o seu interesse em abordar ações ou situações relativamente simples de serem solucionadas do ponto de vista humano ou mesmo lógico, mas que, pelas circunstâncias, acabam se tornando complexas.
É o caso da história do advogado James B. Donovan (Tom Hanks) e do espião soviético capturado Rudolf Abel (Mark Rylance). O advogado é convidado para defender esse homem, como dita a lei americana de que todos merecem um advogado, mas a mesma lei não funciona muito bem para comunistas, tidos como verdadeiros demônios pela comunidade norte-americana.
Assim, enquanto as autoridades querem tratar esse julgamento como uma mera formalidade, de preferência levando à pena de morte o sujeito que, segundo Donovan, estava apenas prestando um serviço ao seu país, como também estavam espiões americanos infiltrados na União Soviética ou em qualquer outro país comunista naquele cenário da Guerra Fria, o advogado resolveu levar muito a sério o caso. Talvez se visto hoje pelos próprios americanos que demonizavam os comunistas, é provável que eles concordem que estavam mesmo exagerando nesse julgamento. E o próprio Spielberg coloca essa situação quase como um crime de guerra, algo do que os americanos deveriam se envergonhar.
Durante a defesa do réu, Donovan chega a antecipar algo que parecia improvável: a possibilidade de usar esse espião soviético em um acordo de troca por um espião americano também capturado pelos inimigos. Como o filme trata de nos mostrar esse espião como alguém bastante simpático, espirituoso e sensível (é um pintor, ainda por cima), torna-se ainda mais fácil para a audiência comprar a ideia de Donovan/Spielberg.
Tom Hanks repete aqui a figura do homem persistente, como em O TERMINAL (2004), que se vê em uma situação em que a burocracia e outros obstáculos o impedem de atingir o seu objetivo. Também é possível traçar paralelos com a campanha de Abraham Lincoln para angariar uma base aliada no trabalho anterior de Spielberg, LINCOLN (2012).
Em PONTE DOS ESPIÕES, o protagonista, um homem comum, de família comum de Nova York, ganha contornos de herói, ao encarar, sem muito apoio do próprio Governo americano, a negociação de troca com os inimigos do seu país em pleno território da Alemanha Oriental, na época, início dos anos 1960, ainda uma república não reconhecida pelos Estados Unidos.
Aliás, uma das cenas mais impressionantes é a da construção do terrível Muro de Berlim. É mais um exemplo do quanto o cinema nos transpõe magicamente, como numa máquina do tempo, para um outro lugar e outra época, ainda que as imagens sejam maquiadas pelas belas fotografia e cenografia. De todo modo, a imagem de uma Berlim devastada pela guerra e abandonada pelos supostos aliados soviéticos também causam certo espanto. Além do mais, toda a sequência do advogado na Alemanha se aproxima da perfeição.
E Tom Hanks mais uma vez passa aquela imagem de bom moço que funciona muito bem aqui. Spielberg tem procurado manter, ultimamente, uma postura mais sóbria no que se refere ao sentimentalismo que costumava imperar em seus trabalhos. Quando ele erra a mão nesse quesito, como em AMISTAD (1997) e em CAVALO DE GUERRA (2011), o resultado não fica muito bonito. A boa notícia é que PONTE DOS ESPIÕES se junta a obras de respeito dessa linha político-histórica, como O RESGATE DO SOLDADO RYAN (1998), MUNIQUE (2005) e o já citado LINCOLN, fazendo com que o espectador saia do cinema satisfeito com o excelente espetáculo de direção segura, reconstituição histórica e debate ético.

Pintor hiper-realista do Iran

Iman Maleki me encanta!



Iman Maleki sempre foi fascinado pela arte da pintura desde que era criança. Aos 15 anos começou a aprender pintura com seu primeiro e único professor, Morteza Katouzian , até então o maior pintor realista do Irã .Enquanto estudava começou a pintar profissionalmente . Em 1999 graduou-se em desenho gráfico pela Universidade de Arte de Teerã . Desde 1998 tem participado de várias exposições. Em 2000 se casou e no ano seguinte criou o ARA Painting Studio e começou a ensinar pintura , considerando os valores clássicos e tradicionais.As mais importantes mostras de que Iman Maleki participou foram: The Exhibition of Realist Painters of Iran , no Teheran Contemporary Museum of Art (1999 ) e The Group Ehxibition of KARA Studio Painters at SABZ Gallery ( 1998) e SA’AD ABAD Palace ( 2003 ) .Em 2005 recebeu os prêmios Willian Bouguereau Award e Chairman’s Choise Award no Second International ARC Salon Competition .


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Cabelos cacheados e curtos




Livros que contam sobre as vidas dos refugiados

Talita Ribeiro é jornalista, trabalha há mais de dez anos no setor de turismo no Brasil, já foi repórter da principal revista da área, a Viagem e Turismo da editora Abril, e atua como consultora de comunicação e produtora de conteúdo em startups e em grandes empresas de viagem. Talita é a criadora do conceito “Turismo de Empatia” e escreveu seu primeiro livro, “Refugiados no Oriente Médio”, após viajar durante um mês pela Jordânia, Iraque e Turquia em 2015, 

Neste livro, a jornalista Talita Ribeiro conta histórias que viveu e ouviu durante as semanas que passou entre refugiados de guerra na Jordânia e no Curdistão Iraquiano. Em paralelo, a autora dá dicas turísticas dos locais que visitou e apresenta um passo a passo de como embarcar em uma viagem em que o foco são as pessoas, e não os lugares. "Refugiados no Oriente Médio" é o primeiro livro da coleção "Turismo de Empatia", que nasce de questionamentos e curiosidades tão fortes que nos fazem sair da zona de conforto e entrar em um lugar desconhecido e sagrado: o coração do outro.





Malala Yousafzai é uma inspiração para todos. A garota paquistanesa foi baleada pelo Talibã simplesmente porque queria ir para a escola. Desde então, chamou a atenção do mundo com sua coragem, tornando-se uma ativista na luta pelos direitos das meninas em todo o mundo. No ano de 2013, Malala se tornou a pessoa mais jovem a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz. No livro Todo dia é Dia de Malala, meninas de todo o mundo expressam sua solidariedade e admiração pela jovem paquistanesa. Muitas delas conhecem de perto as barreiras que se colocam entre as meninas e a escola, como a pobreza, a discriminação e a violência, e reconhecem em Malala não só uma líder, mas uma amiga. O livro é ilustrado com belas fotografias da Plan International.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Os Fenicios

Líbano...

No site Só História estudo mais sobre os fenícios.



Economia

A principal atividade econômica dos fenícios era o comércio. Em razão dos negócios
comerciais, os fenícios desenvolveram técnicas de navegação marítima, tornando-se 
os maiores navegadores de Antiguidade. Desse modo, comerciavam com grande 
número de povos e em vários lugares do Mediterrâneo, guardando em segredo as 
rotas marítimas que descobriam. 
Considerável parte dos produtos comercializados pelos fenícios provinha
de suas oficinas artesanais, que dedicavam à metalurgia (armas de bronze e de ferro,
jóias de ouro e de prata, estátuas religiosas). à fabricação de vidros coloridos e à produção
de tintura de tecidos (merecem destaque os tecidos de púrpura). Por sua vez,
importavam de várias regiões produtos como metais, essências aromáticas, pedras
preciosas, cavalos e cereais. Tiro era a principal cidade que se dedicava ao
comércio de escravos, adquirindo prisioneiros de guerra e vendendo-os aos soberanos
do Oriente próximo. Expandindo suas atividades comerciais, os fenícios fundaram
diversas colônias que, a princípio, serviam de bases mercantis. Encontramos colônias
fenícias em lugares como Chipre, Sicília, Sardenha e sul da Espanha.
No norte da África, os fenícios fundaram a importante colônia de Cartago.



O alfabeto, uma criação fenícia

O que levou os fenícios a criarem o alfabeto foi justamente a necessidade de
controlar e facilitar o comércio. O alfabeto fenício possuía 22 letras, apenas consoantes,
e era, portanto, muito mais simples do que a escrita cuneiforme e a hieroglífica.
O alfabeto fenício serviu de base para o alfabeto grego. Este deu origem ao
alfabeto latino, que, por sua vez, gerou o alfabeto atualmente utilizado no Brasil.

Os fenícios e a religião

A religião dos fenícios era politeísta e antropomórfica. Os fenícios conservaram
os antigos deuses tradicionais dos povos semitas: as divindades terrestres e celestes,
comuns a todos os povos da Ásia antiga. Assinale-se, como fato estranho,
que não deram maior importância às divindades do mar.
Cada cidade tinha seu deus, Baal (senhor), associado muitas vezes a uma entidade
feminina - Baalit. O Baal de Sidon era Eshmun (deus da saúde). Biblos adorava
Adônis (deus da vegetação), cujo culto se associava ao de Ashtart (a caldéia
Ihstar; a grega Astartéia), deusa dos bens terrestres, do amor e da primavera,
da fecundidade e da alegria. Em Tiro rendia-se culto a Melcart e Tanit.
Para aplacar a ira dos deuses sacrificavam-se animais. E, às vezes,
realizavam-se terríveis sacrifícios humanos. Queimavam-se, inclusive,
os próprios filhos. Em algumas ocasiões, 200 recém-nascidos foram
lançados, ao mesmo tempo, ao fogo - enquanto as mães assistiam,
impassíveis, ao sacrifício.