sábado, 16 de dezembro de 2017

Alias Grace (2017) Nova Serie Netflix - Trailer Legendado



Depois de O conto da aia, que deu origem à prestigiada série The handmaid’s tale e alcançou o status de bestseller mais de 30 anos após a publicação original, outro romance de Margaret Atwood vai ganhar as telas, desta vez pela Netflix, e volta às prateleiras com nova capa pela Rocco. Inspirado num caso real, Vulgo Grace conta a trajetória de Grace Marks, uma criada condenada à prisão perpétua por ter ajudado a assassinar o patrão e a governanta da casa onde trabalhava, na Toronto do século XIX. Com uma narrativa repleta de sutilezas que revelam um pouco da personalidade e do passado da personagem, estimulando o leitor a formar sua própria opinião sobre ela, Atwood guarda as respostas definitivas para o fim. Afinal, o que teria levado Grace Marks a cometer o crime? Ou será que ela estaria sendo vitima de uma injustiça?

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Hibisco Roxo

Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida, temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais progressista do país.

Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance que mistura autobiografia e ficção, também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, traçando de forma sensível e surpreendente, um panorama social, político e religioso, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.


Agbogho Mmuo ou Maiden Spirits são desempenhos anuais realizados durante a estação seca na área de Nri - Awka , na parte norte do território tradicional de Igbos . Realizados apenas por homens que usam máscaras , os disfarces imitam o caráter de meninas adolescentes, exagerando a beleza e os movimentos das meninas. O desempenho é sempre acompanhado por músicos que cantam e tocam tributos para donzelas reais e espirituais.
As apresentações mostram uma imagem ideal de uma donzela de Igbo. Este ideal é constituído pela pequenez das características de uma jovem e a brancura da sua aparência, o que é uma indicação de que a máscara é um espírito. Essa brancura é criada usando uma substância de giz utilizada para marcar ritualmente o corpo na África Ocidental e na diáspora africana . A substância calcária também é usada no projeto uli , criada e exibida na pele de mulheres Igbo. A maioria das máscaras espirituosas de solteira são decoradas com representações de pentes de cabelo e outros objetos, inspirados nos penteados cerimoniais do final do século XIX. Estes penteados incluem penteados elaborados e cristas que pretendem adicionar beleza à máscara.
Este estilo de arte é apresentado no livro Purple Hibiscus escrito por Chimamanda Ngozi Adiche

Diáspora africana - O termo foi aplicado historicamentepor quem? ] em particular aos descendentes dos africanos ocidentais e centrais que foram escravizados e enviados para as Américas através do comércio de escravos atlânticos entre os séculos XVI e XIX, com suas maiores populações no Brasil , nos Estados Unidose no Haiti .

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

O Intruso

Tradução de Leonardo Fróes

Na década de 1940, quando o Sul dos Estados Unidos pegava fogo por conta dos conflitos raciais, Lucas Beauchamp, um fazendeiro “negro que tratava as mulheres de madame”, é encontrado inconsciente, com uma arma recém-disparada na mão e um cadáver sob o corpo. Acusado de assassinar um homem branco, ele jura ser inocente. A população, no entanto, quer linchá-lo, sem julgamento. Por mais que a cadeia que o prende – e também o protege – seja reforçada, a fúria irracional dos racistas não tem limites. Um crime tão hediondo precisa ser vingado com sangue.

Outra obra de William Faulkner

Filmes baseados em Faulkner

Títulos em português do Brasil
  • 1933 Levada à Força (Story of Temple Drake, direção de Stephen Roberts); baseado em Santuário
  • 1949 O Mundo Não Perdoa (Intruder in the Dust, direção de Clarence Brown); baseado em O Intruso
  • 1958 O Mercador de Almas (The Long Hot Summer, direção de Martin Ritt); baseado em A Aldeia e nos contos Cavalos Malhados e Barn Burning
  • 1958 Almas Maculadas (The Tarnished Angels, direção de Douglas Sirk); baseado em Pylon.
  • 1959 A Fúria do Destino (The Sound and the Fury, direção de Martin Ritt); baseado em O Som e a Fúria
  • 1961 Santuário (Sanctuary, direção de Tony Richardson); baseado em Santuário
  • 1969 Os Rebeldes (The Reivers, direção de Mark Rydell); baseado em Os Desgarrados
  • 2013 Último Desejo (As I Lay Dying, direção de James Franco); baseado em As I Lay Dying
  • 2014 O Som e a Fúria (The Sound and the Fury, direção de James Franco); baseado em O Som e a Fúria

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Colson Whitehead

Geledés, Instituto da Mulher Negra

29/05/2017


‘Voltei do Brasil decidido: me tornaria um escritor’, diz Colson Whitehead

Vencedor das mais recentes edições dos prêmios Pulitzer e National Book, como melhor livro de ficção, “The underground railroad — Os caminhos para a liberdade”, lançado agora no Brasil, não teve um parto fácil. A ideia de uma narrativa centrada nas terríveis relações étnicas nos EUA já estava na cabeça de Colson Whitehead antes mesmo de ele publicar seu primeiro livro, “A intuicionista”, em 1999. Mas o autor não se sentia preparado para a tarefa.


Recém-saído da Universidade de Harvard, Colson se empregou como crítico de TV no já decadente “Village Voice”. O ano era 1994, e os colegas do semanário o incentivaram a deixar o batente de lado, colocar uma mochila nas costas e visitar o outro país de dimensão continental das Américas cuja economia fora sustentada durante séculos por trabalho escravo.
A visita ao Brasil e, especialmente, a releitura, anos depois, de “Cem anos de solidão”, de Gabriel García Márquez, viraram peças cruciais no quebra-cabeças de “The underground railroad”. Tão brutal quanto fantástica, a narrativa recebeu elogios entusiasmados de Oprah Winfrey e do ex-presidente Barack Obama, ultrapassou a marca do milhão de exemplares vendidos depois de entrar no popular clube de livros da apresentadora, e vai virar série da Amazon, em adaptação de Barry Jenkins, diretor de “Moonlight: sob a luz do luar”, com produção da Plan B de Brad Pitt, ainda sem data de lançamento.
— Nunca havia saído do meu país e era um menino de 24 anos quando cheguei ao Brasil. Rio, Salvador e São Paulo foram as minhas três primeiras experiências de “estrangeiro” — conta Colson, que segue: — Não tinha grana alguma, e os brasileiros estavam ligados, curiosamente, nos EUA, onde acontecia a Copa do Mundo, que iriam vencer. A cada semana as pessoas ficavam mais animadas nas ruas, e eu me percebia um ser solitário, sem grana, hospedado em pensões simples, pensando em ideias que acabaria usando em meus livros. Voltei do Brasil decidido: me tornaria um escritor.
Comparações com Ralph Ellison e Thomas Pynchon
Críticos encontraram em “The underground railroad” parentescos com o “Homem invisível” (vencedor do prêmio National Books em 1953), do também afro-americano Ralph Ellison (1914-1994), e o “Arco-íris da gravidade” de Thomas Pynchon (que recebeu o mesmo prêmio em 1974). Colson, cuja dificuldade de falar sobre seu próprio trabalho é notória, prefere dizer que seu livro nasceu de algo igualmente caro a Ellison, Pynchon e García Márquez: o uso do fantástico para contar uma história recheada de temas sociais e políticos.
De certa forma, já havia sido assim em “A intuicionista”, quando ele se debruçou sobre a vida da primeira funcionária negra responsável pela fiscalização dos elevadores nos prédios de uma cidade que, nas palavras de John Updike (1932-2009), em uma laudatória crítica na “New Yorker”, “está para Nova York como a Gotham de Batman”. E “Zone one” (2011) é um romance humanista cuja ação se dá em pleno surto de um vírus que leva zumbis a dominar o planeta.
Há dois momentos de ruptura no mais festejado e premiado dos seis livros de ficção de Colson. E são eles que transformam decisivamente a história da terrível existência de Cora, disposta a fugir das sinas de sua mãe e avó, forçadas a colher algodão para senhores sulistas em uma plantationna Geórgia. O primeiro é quando o autor joga por terra a metáfora da “ferrovia subterrânea”, como os abolicionistas descreviam a rede de apoio que ajudou a esconder dezenas de milhares de escravos do sul em fuga em direção ao norte do país, antes e durante a Guerra de Secessão Americana (1861-1865). No livro, a ferrovia do século XIX tem túneis, trilhos, condutores e passageiros.
A segunda ruptura se dá quando Colson decide contar a experiência de Cora e de seu parceiro de fuga, Caesar, através das nuances das relações étnicas nos estados em que eles se escondem. É a geografia da infâmia — com capítulos intitulados, não por acaso, Geórgia, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Tennessee e Indiana —, que oferece ao autor a possibilidade de explorar diversas facetas do racismo. O leitor é testemunha das torturas mais hediondas, do complicado sistema hierárquico nas sedes das fazendas e nos centros urbanos, mas também nas senzalas, e do arquitetar de futuros cidadãos de segunda classe em um processo contínuo e cada vez mais sofisticado de discriminação racial.
— É como se cada estado fosse uma América diversa, com estágios variados de brutalização dos negros, que não são uma massa compacta, vivem realidades diversas, sempre sob a sombra do racismo — diz Colson.
O autor escolheu uma protagonista para o livro justamente porque as mulheres estavam na base da pirâmide social da escravidão, ainda mais expostas à violência sexual, de senhores, capatazes e outros escravos. A lógica da reprodução também é especialmente perversa, já que filho, no modelo escravocrata dos EUA, viraria mais um bem para os senhores.
“The underground railroad” foi escrito em 2015, no fim da longa administração Obama. O livro dialoga, mas de acordo com Colson, “quase sem querer”, com um momento cultural marcado por produções recentes do cinema americano —“Django livre” (2012), “Doze anos de escravidão” (2013), os documentários “Eu não sou seu negro” (2016) e “A 13ª Emenda” (2016), além do próprio “Moonlight” (2016) — que buscam rediscutir as raízes e a permanência do racismo no país hoje manchado por uma enorme população carcerária afro-americana e por evidências de tratamento desumano de policiais a negros, denunciadas pelo movimento Black Lives Matter. O próximo livro do autor, em estágio inicial, tratará do tema de uma forma “menos direta” e se passará na Flórida dos anos 1960.
— Durante séculos, os EUA foram governados pela ótica da supremacia branca. Basta pensar na volta do nacionalismo caucasiano no diálogo político depois da emergência de Donald Trump para pensar que, de certa forma, eles ainda são. Tratar de racismo no século XIX ou nos anos 1960 é, no fim, lidar, invariavelmente, com o tema nos dias de hoje também. Isso está muito claro no que escrevo e na minha crença de que só há uma saída para nós: a educação.
“The underground railroad — Os caminhos para a liberdade”
Autor: Colson Whitehead
Tradução: Caroline Chang
Editora: HarperCollins
Páginas: 320
Preço: R$ 44,90
A certa altura do romance The Underground Railroad, do escritor americano Colson Whitehead, um homem que está ajudando a protagonista, a jovem Cora, a fugir da escravidão na Geórgia, embarca-a com seu companheiro de fuga em um trem clandestino, e os despacha com um conselho jovial: "Se quiserem ver do que é feita essa nação, é o que sempre digo, vocês têm de percorrer os trilhos. Olhem para fora à medida que acelerarem e vão ver a verdadeira face da América". Um satirista de olhar agudo e indignado, Whitehead esconde nesta singela frase duas provocações que servem também como chave para a leitura do romance. Como a ferrovia é toda subterrânea, o que Cora poderia ver pelas janelas do seu vagão seriam apenas trevas – uma descrição bastante precisa da condição da população negra em um país em que a escravidão é considerada legal. Ao mesmo tempo, a cada parada de Cora ao longo de sua fuga, uma fugidia segurança é logo substituída pela constatação de que não há lugar seguro para ela em Estados em que é propriedade alienada e sua própria humanidade é questionada.
Laureado com o Prêmio Pulitzer 2017, The Underground Railroad: os Caminhos para a Liberdadeestá saindo agora no Brasil pelo braço local da editora Harper Collins – que, no início deste ano, deixou de ser um selo da Ediouro e agora opera como editora autônoma. O romance narra a luta por liberdade de Cora, jovem cativa numa fazenda de algodão na Geórgia, cuja administração é dividida entre os dois irmãos Randall, os proprietários. Quando um deles morre subitamente e Cora se vê transferida, com o resto da fazenda, para as mãos do mais taciturno e cruel dos irmãos, ela aceita o convite de um escravo recém-chegado para fugir, desaparecendo na "ferrovia subterrânea" em direção aos Estados do Norte, onde a escravidão não é legalizada. No meio da tentativa, a fuga se complica, e Cora e seu parceiro de fuga, Caesar, são alvo da obstinada caçada movida por um caçador de recompensas com motivos aparentemente pessoais para não desistir de suas presas.
Ficção aborda chaga histórica
-lhes um teto e uma ajuda até a próxima "estação" – para a qual viajavam ocultos em vagões, em carroças de suprimentos ou mesmo a pé, por rotas vicinais pouco frequentadas. Organizadas como pequenas células subversivas, cada "estação" sabia muito pouco sobre as demais, apenas o suficiente para encaminhar os fugitivos à próxima parada.
Autor que se tornou fenômeno literário em 1999 com a publicação de seu romance de estreia A Intuicionista (lançado em 2001 no Brasil pela Companhia das Letras), Whitehead tem sua própria maneira de retratar essa ferrovia da liberdade. Se em seu primeiro livro ele descrevia uma realidade sutilmente paralela em que a manutenção de elevadores era um ponto crucial da sociedade, capaz de gerar acirradas disputas políticas e tramas conspiratórias, no universo descrito em The Underground Railroad a ferrovia subterrânea não é a metáfora para uma rede clandestina, mas uma estrada de ferro real, escavada no subterrâneo sob toneladas de rocha e terra: "O túnel, os trilhos, as almas desesperadas que encontravam salvação coordenando as estações e as grades de horário – aquilo sim era uma maravilha da qual se orgulhar", pensa Cora, ao comparar a construção de um dos ramais, supostamente também realizada por escravos, com o trabalho nas fazendas de seus patrões.
O tom entre fantástico e irônico que Whitehead burilou ao longo de seus livros anteriores é amenizado um tanto neste romance, em parte devido à gravidade do tema. Ao mesmo tempo, o cruzamento da sobriedade narrativa com a sucessão de episódios e personagens ao longo da fuga de Cora produz uma saudável inquietação. Afinal, por mais que Whitehead esteja inventando uma ferrovia escavada clandestinamente sob quilômetros de rocha sólida, são as partes mais horrendas da narrativa, aquelas dedicadas ao relato da chaga da escravidão, as mais reais – e, portanto, mais perturbadoras.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A viagem do Beagle

Quando o Beagle - um bergantim de dez canhões comandado pelo capitão FitzRoy - partiu de Davenport no dia 27 de Dezembro de 1831, Charles Darwin tinha vinte e dois anos e iniciava a viagem da sua vida. A expedição, entre o científico e o colonial, estava prevista para dois anos. Darwin odiava o mar, 'odiava cada uma das ondas', como escreveu em carta, mas tornou-se um observador apaixonado e um naturalista atento. O seu diário revela pacientes observações de geologia e história natural, bem como de pessoas, lugares e acontecimentos, de Cabo Verde aos vulcões das Ilhas Galápagos, das aranhas da Patagônia aos recifes de coral da Australásia. As investigações feitas ao longo desta viagem, que acabaria por durar cinco anos, deram mais tarde origem a um dos livros mais controversos da época vitoriana, 'A origem das espécies', uma obra fundadora do pensamento científico contemporâneo, com a sua teoria da evolução através da selecção natural. 'A viagem do Beagle' foi elaborada a partir dos diários de Darwin. É agora publicada pela primeira vez em Portugal dois séculos após o nascimento do seu autor, sendo um dos melhores livros de aventuras alguma vez escrito e a narrativa de uma viagem científica que mudou o nosso modo de ver o mundo.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Fisioterapia Neurológica

Site Blogando Conhecimento

(...) No Brasil, por muito tempo, pacientes neurológicos eram tratados com técnicas de cinesioterapia tradicional ou eram tratados em grandes ginásios através de mecanoterapia da mesma forma que os pacientes ortopédicos. Esta abordagem foi também muito empregada em pacientes com lesão neurológica periférica, como as crianças portadoras de poliomielite.
A fisioterapia neurofuncional compartilha desse aprimoramento e pode minimizar as deficiências advindas das doenças que acometem o sistema nervoso como: Paralisia Cerebral, Esclerose Múltipla, Acidente Vascular Encefálico (derrame cerebral) dentre outras. A reabilitação tem como intuito restaurar a identidade pessoal e social dos pacientes que sofreram lesões no córtex, tronco cerebral, medula espinhal, nervo periférico, junção neuromuscular e no músculo, buscando o bem estar físico e emocional do indivíduo.
O tratamento é globalizado e tem como objetivos principais: 

Prevenir deformidades, orientar a família e o paciente seja ele adulto ou criança, 
Normalizar o tônus postural, 
Melhorar habilidades cognitivas e de memória, 
Reintegrar o paciente a sociedade, 
Diminuir padrões patológicos, 
Prevenir instalação de doenças pulmonares ou qualquer outra intercorrência, 
Manter ou aumentar a amplitude de movimento, 
Reduzir a espasticidade, 
Estimular as atividades de vida diária, a alimentação, o retreinamento da bexiga e intestinos, a exploração vocacional e de lazer; 
Otimizar a qualidade de vida do paciente.

Espasticidade é quando ocorre um aumento do tônus muscular, envolvendo hipertonia e hiperreflexia, no momento da contração muscular, causado por uma condição neurológica anormal. Os músculos espásticos são mais resistentes à extensão e tendem à contração, porém, quando realizado o movimento passivo, tendem a oferecer uma certa resistência e, mantendo a força constante, do movimento passivo, os músculos espásticos tendem a ceder. É um dos distúrbios motores mais frequentes e incapacitantes que ocorrem em pacientes com lesões no sistema nervoso.[1] ik, Ela causa um déficit motor que compromete a realização das tarefas diárias e limita a funcionalidade dos membros afetados. É causada por uma condição neurológica anormal resultante de uma lesão no cérebro. A espasticidade pode ser observada nas lesões dos neurônio Córtico-retículo bulbo-espinhais. Quando não são tratadas podem agravar podendo levar a atrofia muscular e deformidades.
Esta condição afeta adultos e crianças com uma grande variedade de patologias agudas e crônicas como acidente vascular encefálico, traumatismo raquimedular e crânio-encefálico, esclerose múltipla, paralisia cerebral entre outras.
A espasticidade é o distúrbio motor que mais compromete e incapacita o indivíduo, pois dificulta o seu posicionamento confortável, prejudica as tarefas da vida diária como: alimentação, locomoção, transferência e os cuidados de higiene. Quando não tratada causa contraturas, rigidez, luxações, dor e deformidades.

domingo, 10 de dezembro de 2017

As Maias

Obra máxima de Eça de Queirós, Os Maias envolve o leitor na irresistível atmosfera da Lisboa de fins do século XIX. Tendo como protagonistas Carlos Eduardo da Maia e Maria Eduarda, e apresentando outros personagens memoráveis, como João da Ega, Dâmaso Salcede e o casal Gouvarinho, o livro narra a trajetória de três gerações de uma família, a história de um amor impossível e os rumos de um país. 

Esta edição traz o texto integral de Eça de Queirós e uma breve apresentação, tudo isso no padrão de qualidade dos Clássicos Zahar. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.


Uma boa crítica no site BONS LIVROS PARA LER